sexta-feira, 4 de setembro de 2009

BRASKEM

A Braskem é uma das candidatas a participar do consórcio que construirá um complexo petroquímico no México. A informação, noticiada pela imprensa internacional nos últimos dias, não é confirmada pela companhia brasileira, que desde o início do ano traçou como prioridade ingressar no mercado norte-americano. A petroquímica nacional já teria inclusive assinado acordos de confidencialidade com possíveis parceiros locais para dar andamento às conversações sobre o projeto. A construção de um complexo petroquímico em território mexicano é uma iniciativa que conta com o apoio da petrolífera estatal Pemex, provável fornecedora de matéria prima para o polo. Conhecido como Etileno XXI, o projeto previa inicialmente que a companhia mexicana forneceria etano e nafta por um período de 15 anos, a partir do segundo semestre de 2012. O custo da matéria prima é, segundo informações de veículos de comunicação do México, o principal entrave para o avanço do complexo. De acordo com apresentações feitas pela estatal mexicana no ano passado, antes do agravamento da crise mundial, o Etileno XXI demandaria investimentos entre US$ 1 bilhão e US$ 1,3 bilhão para a produção de 1 milhão de toneladas anuais de itens petroquímicos. O México enfrenta escassez de oferta local para atender a demanda interna e ainda abastecer países da região. Para a Braskem, participar da construção do polo mexicano representaria mais uma etapa do projeto de internacionalização da companhia, que tem planos de se tornar uma das maiores petroquímicas do mundo. Um eventual ingresso no mercado mexicano, no entanto, dificilmente reduzirá o ímpeto da Braskem em adquirir ativos nos Estados Unidos, maior mercado consumidor de resina do mundo. O objetivo da companhia neste momento é aproveitar a queda dos preços de ativos norte-americanos, impactados pela crise, para atuar localmente no mercado de resinas termoplásticas (polietilenos, polipropileno e PVC).

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