O DÓLAR desceu mais um degrau ontem, na direção do piso de R$ 1,80, após passar
boa parte do pregão em alta, pressionado por um claro movimento de realização. No
fechamento, era negociado a R$ 1,811, uma queda de 0,66%, na menor cotação desde
o dia 22 de setembro de 2008 (quando fechou cotado a R$ 1,793 para venda).
Nesta quarta-feira, o BC informou que o FLUXO cambial encerrou julho com o
ingresso líquido de US$ 1,270 bilhão, resultado garantido pelo segmento financeiro, que
ficou superavitário em US$ 4,103 bilhões. Esse desempenho foi garantido,
principalmente, por ofertas públicas de ações. Na conta comercial, houve saída líquida
de US$ 2,833 bilhões, com exportadores estimulados a manter seus dólares no exterior,
diante da desvantagem para internalizar os recursos com essa taxa de câmbio.
Para o economista do ITAÚ UNIBANCO Darwin DIB, o fluxo cambial deverá
prosseguir positivo, puxado pela conta financeira. “A tendência é de um fluxo comercial
mais magro e fluxo financeiro mais gordo”, afirmou em entrevista para o Broadcast AO
VIVO... Segundo ele, a trajetória do dólar diante do ajuste na economia norte-americana,
com aumento da poupança das famílias e redução do consumo, é de queda nos
próximos anos. DIB ressaltou que o dólar tende a se desvalorizar, sobretudo, em relação
a moedas de alguns emergentes, como BRASIL e CHINA. Ele afirmou também que a
atratividade e maior confiança no País deve se refletir em mais investimentos
estrangeiros para a BOVESPA.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
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