quarta-feira, 10 de junho de 2009

NOTICIAS RELEVANTES / ABERTURA MERCADOS

08:43 ABERTURA: COMMODITIES SOBEM;MERCADO AGUARDA CORTE DE 0,75PP NO JURO
São Paulo, 10 - O evento mais aguardado do dia pelo mercado brasileiro é a decisão do Copom sobre o
juro básico, que deve ser anunciada no início da noite, nesta véspera de feriado de Corpus Christi - a
reação do mercado de juros, portanto, será vista na sexta-feira. Ontem, após a divulgação do PIB do
primeiro trimestre - com taxa negativa, mas não tão ruim quanto as previsões -, o mercado eliminou
apostas mais agressivas de corte de juros (de 1 ponto porcentual) e fez as fichas convergirem para aquela
que era já majoritária, a de redução de 0,75 pp, com a Selic caindo para 9,50% ao ano. A expectativa não
está apenas na decisão do BC em si, mas também no comunicado que a acompanhará e que poderá dar
algum sinal sobre se o fim do ciclo de distensão monetária está próximo. O IPCA de maio, a ser divulgado
em instantes, é o último grande dado antes do Copom, mas não deve ter maior influência sobre o
posicionamento do mercado hoje. Agora cedo, a Vale anunciou que fechou acordo para reajuste do preço
de referência do minério de ferro e pelotas para 2009 com a Nippon Steel Corporation e a Posco. Conforme
a mineradora, o preço de referência para o minério de ferro fino foi reduzido em 28,2% e, para o granulado,
o desconto ficou em 44,47% em relação aos preços de 2008.
Dia começa com altas fortes nas commodities e nas ações - O movimento é alicerçado na percepção de
que as economias da China e EUA estão saindo dos piores momentos rumo a um horizonte melhor, o que
pode intensificar as pressões inflacionárias. Nos mercados, várias marcas importantes estão sendo
derrubadas. O FTSE-100, referencial do mercado de Londres, rompeu o patamar de 4.500 pontos, após
sucessivas tentativas frustradas, graças aos ganhos de ativos ligados à mineração e recursos naturais. Às
7h39, o índice subia 2,20%, a 4.501 pontos. O petróleo superou US$ 71 por barril e chegou à máxima de
US$ 71,65. Um dos motivos que fazia o rebanho correr em direção à compra de commodities era a
informação trazida em um jornal de Hong Kong. Segundo a publicação, que cita fontes não identificadas, a
produção industrial chinesa cresceu 8,9% em maio, o que indicaria aceleração ante o ritmo de 7,3% em
abril. O dado oficial, no entanto, só virá na sexta-feira. Ainda na China, dados de preços ao consumidor e
no atacado mostraram deflação em maio, mas economistas acreditam que as pressões de baixa estão
diminuindo no país.
Fed abre resumo das condições da economia nos EUA - A agenda de eventos de hoje nos EUA tem como
destaque a divulgação do "Livro Bege" do Federal Reserve, que é o sumário das condições econômicas
atuais e que servirá de base para a decisão de política monetária do banco central nos dias 23 e 24 de
junho. Ainda hoje saem o saldo comercial de abril (9h30), os estoques de petróleo na semana passada
(11h30) e o resultado das contas do governo federal em maio (15h).

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