Aunião de fatores climáticos, queda do dólar e também mercado sobrevendido acabaram por impor expressiva valorização para o café arábica. Em Nova York, o grão encerrou com elevação de 3,71%, negociado a US$/cents 270,95 por libra-peso. Já em Londres, o robusta fechou com leve alta de 0,72%, cotado
a US$ 2471 a tonelada. Após romper o suporte dos 260 centavos de dólar na quarta-feira, os compradores retornaram com força, identificando que o
mercado se encontrava atrativo. Nesta sextafeira, com notícias sobre a possibilidade de geada no Brasil neste final de semana e um dólar mais fraco, houve maior sustentação para a pressão compradora. Com isto, o arábica conseguiu encerrar a semana acima dos 270 centavos de dólar, próximo da MME
de 40 períodos. Entretanto, para vencer este patamar e se colocar acima dos 270 centavos de dólar é necessário que as notícias fundamentais se confirmem. Caso contrário poderá haver correções sobre os ganhos desta sexta-feira.
Cenário interno apresentou forte valorização nos preços do grão seguindo expressivos ganhos de NY. Apesar disto, a volatilidade no mercado externo coloca cautela sobre a ponta compradora. Caso não se confirme a possibilidade de geada, pode ocorrer uma correção nas cotações na próxima semana.
Com isto, o volume de comercializações se mostrou tímido no mercado físico brasileiro neste encerramento de semana. Sul de Minas sem negócios expressivos. Fortes ganhos no mercado internacional animaram a ponta vendedora na região, refletindo na elevação dos preços. Contudo, o volume de negócios permaneceu baixo, diante da ausência de compradores. Indicação para
safra 2011/12 de bebida dura a R$ 500 com 15% de catação. Cerrado Mineiro influenciado pelo cenário externo apresentou significativa valorização,
entretanto, apenas nominal. Oferta pela ponta compradora não encontra compradores dispostos a negociar. Safra 2011/12 negociado a R$ 480 para 30% e R$ 500 para 20% de catação. Na Zona da Mata, o vendedor tenta aproveitar a alta para realizar vendas com preços mais elevados, entretanto, comprador
receoso com futuros movimentos do mercado, acabou ficando de fora. Bebida dura com 15% de catação negociada a partir de R$ 470. No Espírito Santo, mercado apresentou volume reduzido de negócios. Vendedores, ainda em entregas futuras, seguem de fora do mercado. A partir da próxima semana a quantidade de negociações deve apresentar melhoras. Conillon tipo 7 foi negociado a partir de R$ 223.
Na indústria, mercado mais tímido, apesar da forte valorização no mercado físico. Café 600 defeitos, no Sul de Minas Gerais a partir de R$ 300 e R$ 305 para o Cerrado mineiro. Ambos para entrega futura, a partir de junho e
julho.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário