quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

MERCADOS

Ontem, a bolsa brasileira sustentou ligeira alta, enquanto os mercados americanos fecharam em direções opostas. Dow Jones recuou 0,11%, enquanto Nasdaq e S&P avançaram 0,01% e 0,31%, respectivamente. Hoje, o foco das atenções dos investidores deve ficar em torno do relatório de empregos no setor privado dos EUA, visto como termômetro para o dado do governo na sextafeira, o aguardado payroll.
Na Ásia, maior parte das bolsas fechou em alta nessa quarta-feira, embora o temor de inflação tenha contribuído para pressionar o mercado na China. Em Tóquio, os ganhos foram impulsionados pelo setor bancário, que se sustentou nas expectativas dos investidores em relação à oferta de ações.
As bolsas europeias mostram pouca empolgação nesta manhã e se mantêm em leve baixa. Além da cautela, o tom negativo das bolsas reflete preocupações de que a União Europeia não vai ajudar a resgatar a Grécia de seus problemas orçamentários atuais, uma vez que o país não controlou suas contas públicas nem trabalhou para melhorar sua competitividade nos últimos
anos. Nos Estados Unidos, os índices futuros operam perto da estabilidade, com o mercado aguardando os indicadores americanos, que devem ditar o rumo dos negócios hoje.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

EUA: INDICADORES

Depois de ter recuperado os 70 mil pontos, melhor desempenho em 18 meses, hoje o desafio da Bovespa é sustentar esse nível de preços.
Nos EUA, depois dos índices terem fechado nos maiores níveis em mais de um ano, as bolsas estão tendo um pregão mais morno, próximo à estabilidade. Os dois indicadores norte-americanos divulgados no início da tarde vieram em direções contrárias. As encomendas à indústria cresceram 1,1% em novembro, o dobro da alta prevista, enquanto as vendas pendentes de moradias desabaram 16%, porcentual três vezes superior ao projetado pelos economistas.
Internamente, a Vale é destaque de alta e ajuda a sustentar os ganhos do Ibovespa. Os investidores apostam na mineradora, devido a especulações referentes a um reajuste superior a 20% no preço do minério nas negociações deste ano. Outro destaque corporativo é a Braskem, que reflete a expectativa iminente da compra da petroquímica Quattor pela Braskem. O negócio criaria um gigante com faturamento de R$ 30,4 bilhões, capacidade anual de produção de 15,6 milhões de toneladas de produtos petroquímicos e químicos intermediários e 6,6 mil funcionários.

EUA: INDICADORES

Fato: As encomendas à industria crescem 1,1% em novembro

Expectativa: Analistas previam alta de 0,5%

Comentário: O dado veio melhor que o esperado, confirmando uma melhora na atividade industrial já que o dado é visto como antecedente de produção. No entanto esse indicador é referente a novembro, e serve de referência para o indicador de atividade industrial de dezembro.



Vendas Pendentes de Imóveis Residenciais



Fato: O índice de venda de casas pendentes recuou 16% em novembro

Expectativa: Economistas estimavam queda de 5%

Comentário: O indicador veio bem pior que o esperado, mostrando uma retração no setor imobiliário americano.

DOLAR

O Dólar fechou a 1.730 com uma baixa de -1,19% e oscilou entre 1.727 na mínima com -1,37% e 1.744 na máxima com -0,39% com um volume de 177.690 contratos negociados.

O Dólar Futuro deve trabalhar entre: 1712 e 1747

O dólar no gráfico diário segue em um movimento lateral com suportes em 1,727 e 1,718. Deixou resistências em 1,748 e 1,783 na LTB. No gráfico
de 60 minutos o dolar segue na tendência de baixa com suportes em 1,726 e 1,718, e acima tem resistências em 1,750 e 1,761.

INDICE

O Índice fechou em 70.885 com uma alta de 2,55% e oscilou entre 69.450 na mínima com 0,43% e 70.895 na máxima com 2,52% com um volume de 42.305 contratos negociados.

O Índice Futuro deve trabalhar no intervalo: 70280 e 71390

O Índice futuro, pelo gráfico diário está em um canal de alta com suportes em 69.300 no fechamento do "GAP" e 68.200 no suporte da LTA, que se for perdido pode levar a teste de suporte em 66.900 no último fundo, mas para
continuar na sua tendência altista, o índice deverá romper a importante resistencia do 71.000. No gráfico 60 minutos, segue sua alta, com suportes
em 69.300 e 67.000 e para continuar o movimento deverá romper a forte resistência dos 71.000, assim como no gráfico diário.

COMMODITIES

CAFE = Após um dia de fortes altas ao redor do mundo, o Café Março abre firme em NY, na casa dos 142,60, com 0,5% de alta e mais de 1000 contratos
negociados até o momento. Na Liffe, alta no contrato Janeiro/2010 de 0,4%.
Fundos e especuladores seguem aumentando suas posições compradas, o
que segue levantando o preço do grão. O Petróleo segue em leve alta de
0,05%.

BOI = Poucos negócios realizados ontem no mercado físico do boi gordo. Apesar da alta de R$ 1,00 no preço mínimo pago pelos frigoríficos, o indicador recuou R$ 0,24/@ (0,31%). O diferencial entre físico e futuro, entretanto, segue elevado (R$ 1,58/@), refletindo a expectativa do mercado de queda no consumo e aumento na oferta até o final do mês, mas possibilita giro curto na compra. A tendência no curto e médio prazo é de baixa.

SOJA = Mercado de Soja firme no noturno em Chicago, encontrando suporte na
fraqueza do índice dólar (que compara o dólar frente a seis outras moedas) e firmeza dos metais e energéticos. Na BM&F mercado tem suporte nos 22,90-
23,00 onde é ponto de compra para operações curtas. Fora para posições
fundamentais: impacto do fluxo monetário externo e o bom desenvolvimento da
safra sul-americana dificulta direcionamento

MILHO = Milho BM&F tende a operar firme esta manhã refletindo a alta do Esalq ontem.
Mercado físico com poucos negócios ainda em ritmo de feriado, no entanto, procura
é boa para lotes menores em áreas consumidoras devido a baixa oferta e
dificuldades logísticas momentâneas. Abriu rompendo a resistência no vencimento janeiro (F) a 20,10, ficar de olho para possível recuperação curta de preços.

MERCADOS

Ontem a Bovespa atingiu máximas e fechou acima dos 70 mil pontos. O clima de euforia se deu
ao redor do mundo, com a maioria as bolsas européias, americanas e asiáticas também fechando no campo positivo. Hoje, a cautela ganha espaço nos mercados globais. A agenda norteamericana traz, às 13 horas, o indicador de vendas pendentes de imóveis residenciais em novembro, com previsão de queda de 5% no dado. No mesmo horário, o Departamento do
Comércio dos EUA anuncia as encomendas à indústria do mesmo mês.
A alta de ontem nas bolsas de Nova York e a elevação dos preços das commodities nos mercados futuros fizeram os mercados de ações da Ásia fecharem no terreno positivo. O otimismo em relação às vendas de chips neste ano ajudou o setor de tecnologia. Na China, as ações das
corretoras lideraram os ganhos na Bolsa de Xangai, e em Tóquio a bolsa encerrou com ligeira alta, apoiada por ações do setor de commodities, ante a valorização dos contratos futuros de ouro e petróleo.
Futuros de NY e bolsas européias operam em baixa. Após o forte começo de ano, as bolsas internacionais operam com leve queda nesta terça-feira. Em Wall Street, depois de os índices norte-americanos fecharem a primeira sessão regular de 2010 nos maiores níveis em mais de um ano, os índices futuros sinalizam para uma abertura em baixa hoje, em um típico movimento de realização de lucros.