segunda-feira, 5 de abril de 2010

Vale vende participações minoritárias em Bayóvar

A Vale S.A. (Vale) informa que entrou em acordo com The Mosaic Company (Mosaic), companhia listada na New York Stock Exchange, e Mitsui & Co. Ltd. (Mitsui), companhia listada na Tokyo Stock Exchange, para venda de participações minoritárias no projeto Bayóvar, localizado no Peru, através de uma empresa recém criada que vai controlar e operar o projeto.
Sujeito aos termos e condições estabelecidos no contrato definitivo de compra de ações, a Vale concordou em vender 35% do capital total para a Mosaic por US$ 385 milhões e 25% do capital total para a Mitsui por US$ 275 milhões. Após a conclusão dessas transações, a Vale manterá o controle do projeto Bayóvar, com 51% do capital votante e 40% do capital total da nova companhia.
Bayóvar é um projeto de rocha fosfática localizado em Sechura, no departamento de Piura, Peru, que consiste em uma mina de céu aberto com capacidade de produção de 3,9 milhões de toneladas métricas por ano e um terminal marítimo. A conclusão está prevista para o segundo semestre de 2010. A venda dessa participação minoritária facilitará a distribuição de produtos do projeto Bayóvar.
A transação está sujeita a finalização do acordo de acionistas definitivo e dos contratos de comercialização entre as partes, além de algumas aprovações de órgãos governamentais competentes e outras condições precedentes usuais.

RAJADA DE OTIMISMO ABRE O TRIMESTRE COM SINAIS DE RETOMADA GLOBAL

Sinais mais fortes da recuperação econômica global injetam ânimo nos
mercados financeiros e permitem uma rajada de otimismo na entrada do novo trimestre. Dados da China, Japão e zona do euro indicam que a retomada ganha velocidade após a crise.
O ambiente permite que os investidores globais ampliem as apostas em ativos de risco, como ações e commodities, mesmo em um dia com todas as características para impor cautela, diante da liquidez reduzida. Afinal, trata-se de véspera de feriado de Sexta-Feira Santa e de payroll nos Estados Unidos.
As principais bolsas da Ásia subiram mais de 1%, como reflexo dos números positivos da região. A pesquisa Tankan mostrou que o sentimento entre as grandes empresas no Japão melhorou pelo quarto trimestre seguido, passando de -25 em três meses até dezembro para -14 em três meses até março.
Além disso, o país protagonizou hoje o maior IPO do mundo, conforme a Dow Jones. A seguradora Dai-Ichi levantou US$ 11,2 bilhões no mercado de ações, acima do previsto e com forte demanda dos investidores.
Na China, dois índices de atividade industrial mostraram avanço. O calculado pelo HSBC passou de 55,8 em fevereiro para 57 em março, enquanto o PMI oficial subiu de 52 para 55,1, na mesma comparação. "A economia está a caminho de atingir nossa previsão de crescimento de 11,5% no primeiro trimestre", diz Tim Condon, do ING. A reação positiva dos mercados mostra que os receios com a possibilidade de aperto monetário na China foram colocados de lado, ao menos por enquanto.
Os fortes dados de atividades chegam num momento de maior tensão na relação
comercial com os Estados Unidos. O Departamento do Tesouro dos EUA tem até 15 de abril para decidir se declara ou não a China um país manipulador do câmbio. Em artigo publicado hoje no Financial Times, o economista-chefe do Goldman Sachs, Jim O´Neill, questiona o posicionamento norte-americano, argumenta que o yuan não está desvalorizado e que a forte demanda doméstica chinesa ajudará o governo de Barack Obama a cumprir a meta de dobrar as exportações em cinco anos.
De qualquer forma, o noticiário recente evidencia os riscos de fazer negócios na China, ponto tantas vezes menosprezado pelos empresários, muito mais interessados em acessar o enorme mercado chinês. A decisão do Google de não seguir mais a censura imposta por Pequim e a condenação de executivos da Rio Tinto são dois casos emblemáticos.
Não foi só a Ásia que trouxe informações positivas sobre a retomada hoje. A zona do euro também continua mostrando que deixa a recessão para trás, embora isso ainda não apareça no comportamento do mercado de trabalho. A leitura final da atividade industrial dos gerentes de compras em março marcou 56,6, acima da previsão de 56,3.
"O crescimento da zona do euro encerrou o trimestre com força considerável", diz Violante di Canossa, analista do Credit Suisse. Para Ken Wattret, do BNP, é possível esperar surpresas positivas para o PIB do primeiro trimestre, principalmente na Alemanha, ao contrário do movimento visto nos últimos três meses de 2009. Com tantos números apontando para a retomada global, os investidores superam a decepção de ontem com a pesquisa ADP, que mostrou corte de 23 mil vagas no setor privado dos Estados Unidos, muito pior do que a estimativa de criação de 50 mil postos.
A grande expectativa recai sobre o payroll amanhã, com previsão animadora de 203 mil novas vagas em todo o mercado de trabalhão norte-americano no mês passado. Como o dado costuma ser definidor do sentimento dos mercados globais, será difícil desgrudar totalmente do smartphone no feriado de amanhã. A reação dos investidores fica para segunda-feira.
Enquanto aguardam e antes de partir para o descanso, ainda há alguns indicadores para acompanhar hoje nos EUA. Às 9h30 (de Brasília), saem os pedidos de auxílio-desemprego. Às 11 horas, é a vez do índice de atividade industrial ISM de março e dos gastos com construção de fevereiro.
Às 7h48 (de Brasília), as bolsas de Londres (+0,66%), Paris (+1,09%) e Frankfurt (+0,85%) subiam. O apetite pelo risco também estimula as commodities. Enquanto o petróleo avançava 0,80%, a US$ 84,43, metais como o cobre e a platina tinham ganhos superiores a 1%.
No mesmo horário (acima), o euro recuava a US$ 1,3493, de US$ 1,3509 no final da tarde de ontem em Nova York. O The Wall Street Journal traz hoje a informação de que a Grécia planeja levantar US$ 10 bilhões no mercado de títulos nas próximas semanas, apesar da frustração com o fato de que o custo de captação não recuou após o acordo da União Europeia, que envolve o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Petrobras finaliza acordo para assumir instalações do antigo Ishibrás no Rio

À semelhança do contrato negociado entre a Andrade Gutierrez e o Grupo Synergy, para arrendamento do estaleiro Mauá, a Petrobras também negocia o aluguel de uma área no Rio para a construção de plataformas. O contrato, em fase final de negociação, prevê o arrendamento de área de cerca de 300 mil metros quadrados no bairro do Caju, zona portuária do Rio, por 20 anos.
Ali operou por muitos anos o estaleiro Ishikawajima do Brasil (Ishibrás), que tinha o maior dique seco para a construção de navios e plataformas do país. No mercado comenta-se que a Petrobras vai pagar cerca de R$ 4 milhões por mês pelo arrendamento da área, que pertence à Companhia Brasileira de Diques (CBD), controlada por uma sociedade de propósito específico que tem como sócios a Inepar Administração e Participações (IAP), holding que controla a Inepar Indústria e Construções, e a Fator Empreendimentos.
Ontem, em Nova York, o governador do Rio, Sérgio Cabral, destacou a importância para o Rio e para a indústria naval brasileira do arrendamento dessa área pela Petrobras. As instalações do antigo Ishibrás, que precisam receber investimentos para operar, serão fundamentais para a produção de mais navios e plataformas no Estado. Com a retomada do estaleiro, que vem funcionando apenas para reparos nos últimos anos, abre-se também a possibilidade de criação de novos empregos no Estado, uma vez que a indústria naval é intensiva em mão de obra.
Em outubro de 2009, circulou informação segundo a qual a Petrobras teria aprovado o arrendamento das instalações do Ishibrás. Mas na época a Petrobras informou que, apesar de o assunto ter sido analisado em reunião de diretoria, ainda faltava um parecer da área jurídica para concluir a operação. Ontem uma fonte disse que ainda há pequenos detalhes sendo analisados.
Existe a possibilidade de o assunto ser tratado hoje em reunião de diretoria da Petrobras. Procurada, a empresa informou ontem, via assessoria, que não tinha nada a comentar sobre o arrendamento do Ishibrás. Depois de arrendada, a estatal deve oferecer a área para empresas fazerem a conversão de cascos de embarcações em navios-plataformas.

Desemprego ficará inaceitavelmente alto por algum tempo, diz Geithner

A taxa de desemprego dos Estados Unidos, atualmente em 9,7%, continuará "inaceitavelmente alta" por algum tempo ainda, disse o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, nesta quinta-feira.
"A taxa de desemprego ainda está terrivelmente alta e ficará inaceitavelmente alta por um longo período de tempo", disse Geithner ao programa Today Show, da NBC.
O governo dos EUA divulga dados de emprego de março na sexta-feira.

Demissões planejadas nos EUA crescem em março

O número de demissões planejadas por empresas nos Estados Unidos aumentou em março, mas o corte de vagas planejado para o primeiro trimestre diminuiu em relação a um ano antes, mostrou uma pesquisa nesta quinta-feira.
Os empregadores anunciaram 67.611 cortes planejados no mês passado, acima das 42.090 demissões do mês anterior, de acordo com levantamento da consultoria global de recolocação profissional Challenger, Gray & Christmas, Inc.
No primeiro trimestre, o total de 181.183 demissões, contudo, é 69 por cento inferior aos 578.510 cortes dos primeiros três meses de 2009.

Gastos com construção civil nos EUA caem mais que o esperado em fevereiro

Medidos pelo indicador Construction Spending, os gastos com construção civil nos Estados Unidos diminuíram 1,3% em fevereiro. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (1) pelo Departamento de Comércio dos EUA.
Vale ressaltar que o mercado projetava uma queda de 1% para o mês. Em janeiro, o índice registrou contração de 1,4%, conforme os números revisados.

A relevância do índice

Esse índice mede os gastos públicos e privados em construção e ganha relevância diante das incertezas correntes em relação ao mercado imobiliário norte-americano.

ISM Manufatura nos EUA cresce acima do esperado em março

Segundo o ISM, responsável pela publicação, a taxa de crescimento verificada em março (3,1 pontos) é a maior desde julho de 2004. Este é este é o 8º mês consecutivo de expansão do indicador.
1º de abril de 2010 - O ISM Manufatura, índice que mede a atividade do setor manufatureiro nos Estados Unidos, continuou a crescer em março, passando de 56,5 pontos para 59,6 pontos. O resultado ficou acima da estimativa do mercado que apontava para 57 pontos.
Segundo o ISM, responsável pela publicação, a taxa de crescimento verificada em março (3,1 pontos) é a maior desde julho de 2004. Este é este é o 8º mês consecutivo de expansão do indicador.
Os novos pedidos também avançaram em relação a fevereiro, passando de 59,5 pontos para 61,5 pontos em março. A produção subiu de 58,4 para 61,1 pontos. Já o emprego subiu de 56,1 pontos para 55,1 pontos.