quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mercado em Foco - Indusval Multistock

O Ibovespa encerrou com alta de 1,41% (68.214 pontos) e com um bom volume financeiro de R$ 6,917 bilhões. O setor de construção foi o grande destaque do dia, com elevadas altas. No mercado internacional, os mercados estão sem direção. Esta semana, o mercado começa a esvaziar com as festas natalinas, quem sabe, dessa forma, o Ibovespa consiga atingir novamente 70 mil pontos, aquém do estimado.

BRASIL - Balanço de Pagamentos: de acordo com o BC, o resultado global do balanço de pagamentos brasileiro em novembro deste ano foi superavitário em US$ 2,995 bi, e no mesmo período de 2009 foi registrado um saldo positivo de US$ 3,878 bi.

China – Energia: a maior companhia elétrica do país, a estatal State Grid Corporation of China (SGCC), anunciou ter completado a compra por US$ 989 milhões (US$1,688 bi), de sete empresas brasileiras do setor. Esperam que a aquisição gere receitas anuais de US$ 110 milhões (R$ 187 milhões).

Conta Corrente: de acordo com o BC, as transações correntes do Balanço de Pagamentos apresentaram saldo negativo de US$ 4,7 bi, acumulando déficit de US$ 43,4 bi no ano e de US$ 49,4 bi, nos últimos doze meses, equivalente a 2,4% do PIB.

Dívida Externa: de acordo com o BC, a dívida externa total estimada para novembro de US$ 247 bi, reduziu-se a US$ 6,3 bi em relação à posição estimada de outubro, e US$ 671 milhões em relação a dívida apurada em setembro10.

FGV – Confiança do Consumidor: em dez10/nov10, a confiança apresentou queda de 2,1%, ajustada a sazonalidade.

Gol – Passaredo: a Gol anunciou que fechou acordo comercial para a venda de passagens da empresa de aviação regional Passaredo. Com o acordo, a Gol incorpora à sua malha as cidades paulistas Marília, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Barreiras, Vitória da Conquista e Ji-Paraná, além de oferecer outros oito voos diretos.

Investimentos Brasileiros no Exterior: somaram US$ 1,1 bi em novembro; os investimentos estrangeiros diretos somaram ingressos líquidos de US$ 3,7 bi em novembro.

IPCA-15: desaceleração para 0,69% em dezembro, ante variação de 0,86% em novembro, segundo o IBGE. O número ficou abaixo das previsões de0,83%. O índice fechou o ano com variação de 5,79%, acima do índice de 2009, de 4,18%. Em dezembro de 2009, o IPCA-15 ficou em 0,38%.

JHSF Participações: a empresa encerrou a distribuição de cotas do seu Fundo de Investimento Imobiliário BB Votorantim JHSF Cidade Jardim Continental Tower, cuja captação totalizou R$ 311,6 milhões.

Multiplus: firmou um acordo com a Drogaria Rosário, maior varejista do setor farmacêutico no Centro-Oeste. Em decorrência da parceria, a empresa passa a fazer parte da rede de coalizão do Multiplus no programa “Clube Mais Vantagens”.

Suzano (1): o acordo da empresa com o BNDES não se restringe apenas ao financiamento do projeto de construção da fábrica de celulose que será instalada no Maranhão, inclui também um aporte entre R$ 270 milhões e R$ 300 milhões na construção de um porto que será responsável pelo escoamento da produção da unidade.

Suzano (2): a empresa e o BNDESPAR assinarão acordo de acionistas após financiamento, o acerto decorre do aumento de participação que o BNDES passará a ter na companhia após a operação, que prevê o financiamento total de R$ 2,7 bi.

Suzano (3): a empresa adquiriu da Fibria a participação na Conpacel – Consórcio Paulista de papel e Celulose por R$ 1,45 bilhão, que compreendem 50% da fábrica de papel e celulose com capacidade produtiva de 390 mil tone/ano de papel e 650 mil ton/ano de celulose; terras próprias com área total de 76 il hectares, cerca de 71 il hectares de plantio, 53 mil hectares em áreas próprias 18 mil hectares em áreas arrendadas.

Vale: foi concluído o leilão de OPA de ações ordinárias da Vale Fertilizantes, por R$ 23,50 o papel. Com esta operação, a mineradora elevou sua participação na Fertilizantes para 78,92% do capital total. Na OPA, foram adquiridas 20.317 ações ordinárias da Vale Fertilizantes e a liquidação financeira ocorrerá em 23/12/2010.

JAPAO - Atividades das Indústrias: de acordo com o MDIC, o índice recuou 0,2% em outubro ante setembro, quando já havia recuado 0,8%.

Taxa de Juros: o Banco do Japão (BOJ, banco central) decidiu manter inalterada sua política monetária frouxa, mantendo a taxa de juros entre 0% a 0,1%.

REINO UNIDO - Confiança do Consumidor: se manteve em -21 pontos em dezembro, as perspectivas para a situação financeira nos próximos 12 meses recuaram 3 pontos, para -16 pontos.

Déficit Público: o déficit da Grã-Bretanha chegou a £ 16,8 bi (US$ 26 bi) em novembro, este aumentou quase £ 2 bi em relação à novembro09. A dívida total subiu a 65,2% do PIB, contra menos de 60% no ano anterior. Se essa tendência se mantiver, o governo pode não conseguir alcançar seu objetivo de um empreendimento global de £ 149 bi (US$ 231 bi) para o exercício orçamentário de 2010, iniciado em abril.

ZONA DO EURO - Alemanha: Confiança do Consumidor: leve queda de 0,1 ponto para 5,4 pontos em dezembro. O índice de expectativas caiu 7 pontos em dezembro, após seis meses de crescimento seguidos, para 58,8. A expectativa de rendimentos caiu 4,6 pontos, para 40,3 pontos.

Portugal: Déficit Orçamentário: diminuição pela primeira vez no ano, nos primeiros 11 meses do ano o déficit caiu € 100 milhões (US$131,6 milhões) em relação ao mesmo período do ano passado, para € 12,939 bi.

Morgan Stanley eleva recomendação para Bovespa

Após quedas recentes, algumas ações atingiram patamar atrativo para compra, segundo analistas
Diante do fraco histórico recente das ações brasileiras, uma nova análise da equipe do banco americano Morgan Stanley em mercados emergentes melhorou a recomendação para a BM&F Bovespa.
Em relatório, os analistas Jonathan Garner, Pankaj Mataney e Pauline Yeung elevaram a aposta ao mercado de ações do país para a categoria "acima da média".
A revisão de estimativas para os lucros das empresas brasileiras pesou em favor, segundo a instituição financeira.
De quebra, o patamar atrativo de alguns papéis perante outras opções do bloco emergente contribuiu para a melhora da análise sobre a BM&FBovespa.
Apesar dos ganhos de mais 1,5% no pregão desta terça-feira (21/12), a bolsa acumula perdas de mais de 3% nos últimos 30 dias, caminhando para fechar o ano próxima da estabilidade, na faixa dos 68 mil pontos.
No modelo de análise do banco americano, além do Brasil, Malásia, Coreia, Rússia, China e República Tcheca também desfrutam da sugestão positiva.
Do outro lado, Tailândia, Turquia, Chile, México, Filipinas, Hungria, Peru e Colômbia são consideradas alternativas "abaixo da média" pelo time do Morgan Stanley.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Bolsas europeias registram mais um dia de alta, com possível apoio externo

Os principais índices acionários europeus fecharam em alta pelo segundo pregão consecutivo nesta terça-feira (21), entre a possível ajuda financeira por parte da China e Estados Unidos e a colocação do rating de Portugal sob revisão negativa pela Moody's. As ações de bancos, montadoras e mineradoras ficaram entre os destaques de alta.
O índice CAC 40 da bolsa de Paris apresentou valorização de 1,09% a 3.927 pontos, enquanto o FTSE 100 da bolsa de Londres fechou com alta de 1,02% atingindo 5.952 pontos. O DAX 30, da Bolsa de Frankfurt, apresentou uma alta de 0,85% , indo a 7.078 pontos, enquanto o SMI de Zurique fechou com valorização de 0,57%, ficando em 6.558 pontos.

CAC 40 +1,09
FTSE 100 +1,02
DAX 30 +0,85
SMI +0,57
FTSE MIB +1,78

Durante encontro entre autoridades europeias e chinesas sobre comércio e economia, o vice-premiê do país asiático, Wang Qishan, afirmou que a China “tem tomado medidas concretas para ajudar alguns membros da UE conterem a crise da dívida soberana”.
Aliado a isso, o Federal Reserve prorrogou para até 1º de agosto de 2011 os acordos temporários de swap de dólar com o BoE (Bank of England), BCE (Banco Central Europeu) e SNB (Swiss National Bank). Outros bancos centrais, como o do Canadá e do Japão, também foram incluídos no novo prazo. Vale mencionar que o prazo anterior para esses acordos era até janeiro de 2011.
A renovada confiança ofuscou até mesmo o anúncio da agência de classificação de risco Moody's, que colocou o rating de Portugal sob revisão para possível corte, o que poderia levar a nota do atual "A1" para "A2" ou "A3". Segundo a agência, os temores sobre o crescimento econômico, os elevados custos de captação e os gastos com a ajuda ao setor financeiro motivaram a revisão.
Bancos e montadoras lideram ganhos
Com o cenário favorável, as ações do setor financeiro figuraram entre as maiores altas dos principais índices de ações da região. Os papéis do Royal Bank of Scotland avançaram 4,47%, liderando os ganhos em Londres, ao passo que os ativos do Société Générale subiram 3,88% - a maior alta do CAC 40.
Já em Frankfurt, o destaque mais uma vez ficou as montadoras. BMW e Volkswagen viram suas ações subirem 2,59% e 2,22%, respectivamente, ocupando o extremo da ponta compradora no índice DAX 30.
Outros destaques corporativos
As mineradoras também tiveram um dia positivo, acompanhando a forte valorização das commodities negociadas no mercado internacional. As ações da Anglo American fecharam com valorização de 4,17%, enquanto Xstrata (+3,51%), BHP Billiton (+2,87%) e Rio Tinto (+2,6%) também terminaram o pregão no azul no FTSE 100.
Ainda no mercado londrino, os papéis da Carnival encerram o dia com variação positiva de 3,71%. A maior operadora de cruzeiros marítimos do mundo projeta ganhos fiscais por ação entre US$ 2,90 e US$ 3,10 em 2011, enquanto a média das projeções dos 28 analistas consultados pela Bloomberg é de US$ 2,94 por papel. A expectativa de um aumento nos preços das passagens contribuiu para a projeção mais otimista da empresa.

Moedas

Dólar Real Futuro - O indicativo foi de queda nesta segunda, mas com oscilação no mesmo patamar de dias anteriores. Haveria definição no curto prazo com a saída da acumulação 1690,500 / 1724,000.

Dólar Real Pronto ( Diário ) - O indicativo é de queda que tem próximo suporte bom a 1,7053 / 1,70, e só com o rompimento desta área
indicaria a saída de movimento de alta iniciada em 07/12

Euro Dólar - Tem indicativo de continuidade na queda curta que tem próximo suporte bom a 1,3047 / 1,2971. Obs.: Boa resistência a 1,3165

Juros

Di1 Jan/12 - Com indicativo de alta no dia, fechou em área de máxima de acumulação de dias anteriores, e que rompida confirmaria haver sustentação para sair de queda iniciada em 03/dez, movimento que teria próxima resistência boa a 12,00 / 12,05. Obs.: Suporte a ser respeitado para isto a 11,88 / 11,86.

Di1 Jan/13 - As figuras continuam pouco expressiva e com oscilação no mesmo patamar desde 19/nov. Somente haveria definição com a saída desta acumulação 12,17 / 12,39, e ponto intermediário a 12,26

Commodities

Boi Gordo Dez/10 - BMF - Está em tendência principal de alta, MAS indefinido nos últimos dias enquanto estiver na acumulação 102,90 / 105,90.

Café Mar/11 - BMF - Indicativo de continuidade no movimento que tem boa resistência a 275,50, e acima
deste aceleraria movimento (285,50). Obs.: Suporte a ser respeitado para isto a 269.

Analise Tecnica - 2

INDÍCE FUTURO- A alta da abertura foi fraca e na sequencia
começou uma queda forte, que se aproximava no fechamento de
68.200 (principal), devendo acelerar mais forte abaixo deste e com
maior chance de perder o fundo em 67.900, vindo a 66.700. Se voltar
a subir ganha força acima de 68.680 e deve chegar em 69.090,
69.480 e 69.910(principal), este onde voltará a cair.

IBOVESPA- A alta da abertura já havia flahado em chegar no objetivo
de 68.352, sendo que a boa queda na sequencia se aproximava
rapidamente da principal retração em 67.215. Abaixo deste ponto a
queda ganha força e com boa chance de perder o fundo em 66.948,
podendo chegar a 65.780, que será boa compra. Se romper 67.620
aponta nova alta, que deve chegar a 67.995, 68.352 e 68.735.

DOW JONES - O Dow não rompeu o pico em 10.519 e na sequencia
passou por uma elevada volatilidade, que chegou a perder a LTA de
curto prazo e no fechamento este nível rea novamente ameaçado.
Se perder 11.445 a queda ganha força, chegando na sequencia a
10.368(principal) e 10.327, acelerando de vez abaixo deste ponto.
Acima de 10.519 vai a 11.720 e 11.847.

PETROBRÁS PN- Ao praticamente testar o topo de curto prazo em
R$26,09, o papel entrou em istribuição intraday, com a boa queda
da última hora já chegando na segunda retração em R$25,55. Se
perder este nível virá a R$25,26 (principal) e R$25,04, sendo que
abaixo deste cai forte até R$24,43. Se romper R$25,87 aponta
nova alta, que chegará a R$26,09 e R$26,49.

GERDAU PN - O papel voltou a ficar fraco e se perder R$22,08
(principal) aumenta a chance de perder o fundo em R$21,85, o que
o traria a R$21,36 e R$21,02, este novamente um bom ponto para se
voltar as compras. Se romper R$22,65 aponta nova alta, que acima
de R$23,00 vai no topo de R$23,63 onde deve passar por realização
parcial.

CYRELA ON - O papel está em consistente processo secundário
de baixa e como já perdeu a importante sustentação de R$18,63
aumentou a chance de chegar em alguns dias a R$16,53, que seria
um excelente ponto de compras, sempre com stop em R$16,30. Uma
nova alta será sinalizada pelo rompimento de R$19,24 e deverá
chegar a R$19,70 e R$20,43, este um bom ponto de vendas.

VALE PNA- Ao testar a resistência citada na sexta-feira em R$50,31
o papel voltou a cair e segue com boa chance de chegar nos objetivos
em R$49,18 e R$48,59, este a principal retração de curto prazo e um
bom ponto para compras. Se romper R$50,31 pode passar por uma
correção e chegar a R$50,72 e R$51,02 (principal), este que se não
rompido montará perigoso pivô de baixa e favorecerá vendas.

TEREOS ON - O papel já rompeu a primeira expansão em R$3,21,
o que indica que deve seguir em correção e chegar em alguns dias
a R$3,35 e R$3,56, este um bom ponto de vendas de giro. Abaixo de
R$3,12 (stop) aponta a retomada da queda recente, que ainda tem
que perder R$3,05(principal) e R$2,99 para que acelere chegue a
R$2,48.