Governos e bancos na Europa e nos Estados Unidos terão necessidade gigantesca de mais de US$ 7 trilhões de financiamento em 2011, no rastro da deterioração das contas públicas e da qualidade dos ativos de instituições financeiras. Existe quase um consenso entre analistas de que 2011 será um ano de todos os riscos nos mercados, incluindo a ameaça de "choque da dívida soberana" dos países ricos. Essa dívida é 50% mais alta do que em 2007 e duas vezes mais elevada do que nos países emergentes.
Para a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Economico (OCDE), mais turbulências no mercado da dívida soberana, principalmente na Europa, podem deteriorar a situação dos bancos e se propagar para a economia real em todas as regiões por meio de custos de financiamento mais elevados, aperto nas condições de crédito e retração nos fluxos de capital.
O Instituto Internacional de Finanças (IIF), que representa os maiores bancos do mundo, vê um enorme desafio, especialmente para os países mais endividados na Europa, em levantar recursos de que necessitam em 2011. Pelas suas estimativas, os governos (municipais, estaduais e federais) precisarão de financiamento superior a US$ 3 trilhões nos EUA e de US$ 2 trilhões na Europa para fechar suas contas ao longo do ano.
O Japão, que acumula a mais alta dívida pública e de curta maturação entre os desenvolvidos, precisará refinanciar um valor equivalente a 50% do PIB ao final de 2011, conforme outras fontes.
De seu lado, bancos na Europa e nos EUA precisarão refinanciar mais de US$ 1 trilhão, num cenário de redução dos déficits públicos, baixo crescimento econômico e deterioração dos ativos dos bancos - em particular, das instituições detentoras de mais títulos públicos e de créditos para o setor imobiliário.
Países com forte demanda de financiamento em 2011, ou mais dependentes de recursos externos, estão na óbvia situação de vulnerabilidade. Governos e bancos na Espanha, por exemplo, precisam financiar US$ 300 bilhões neste ano. Bancos em Portugal dependem de fontes oficiais, como o Banco Central Europeu, para financiar até 40% de seus ativos. Persiste a desconfiança nos mercados sobre a capacidade de os países ditos periféricos na Europa perseverarem com medidas de austeridade por um período suficiente para alcançar saldos primários, estabilizar e reduzir a dívida.
Para vários países europeus, isso significa um esforço gigantesco. No caso da Grécia, na prática, a relação dívida/PIB deve continuar aumentando para quase 160% até 2013. O temor de "quebra" de um país da zona euro continuará, assim, a afetar a confiança de investidores. Isso fica claro pelo nível a que chegaram as taxas na negociação da dívida de países considerados de risco. Nos empréstimos para a Grécia, a taxa é de 12%, para a Irlanda é 8,6% para empréstimos de dez anos, 6,4% no caso de Portugal e chegou a 5,5% para a Espanha. A Alemanha, referência para a zona euro, chegou a pagar 3%. Nos EUA, o rendimento sobre títulos do Tesouro de dez anos subiu para até 3,5%.
Os mercados continuam esperando uma resposta política efetiva da Europa, já que o Fundo Europeu de Estabilidade, criado pela União Europeia com €440 bilhões, não convenceu investidores. As hesitações oficiais já empurraram a crise de dívida soberana de Grécia, Portugal e Espanha para Itália e Bélgica, embora em menor escala.
Para a agência de classificação de riscos Fitch, a intensificação da pressão por fontes de financiamento em vários países e sistemas bancários atropelaram de vez as garantias oficiais de que uma reestruturação da dívida era inconcebível na Europa. A Fitch vê emergir hoje um consenso nos mercados de que "vários países da zona euro estão próximos da insolvência" por causa da estagnação de suas economias e temores de que, como na Irlanda, os passivos dos bancos acabem empurrando para mais crise da dívida soberana.
O IIF mostra que o setor bancário na Europa acumula passivos muito maiores do que as dívidas dos governos. Na média, representam quatro vezes o tamanho do PIB, variando da Irlanda (9,5 vezes) a Grécia (2,3 vezes). E é nesse cenário que o ajustamento dos países está sendo feito.
A pressão por "funding" de curto prazo por bancos menores na Europa mostra que o socorro de liquidez especial pelo BCE, que dura até março, pode ser insuficiente. Também há falta de recursos em dólar por parte de alguns bancos europeus. Cresce assim o risco de os países serem forçados a buscar apoio financeiro junto à União Europeia (UE) e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Por sua vez, os EUA têm sido relativamente poupados de ataques pelos mercados, beneficiados pela máquina de imprimir dólares, símbolo de sua hegemonia na economia mundial.
Mas, apesar de melhores perspectivas econômicas de médio prazo graças a estímulos fiscais adicionais, o déficit e a dívida continuarão aumentando. Pelas projeções atuais, o endividamento total dos governos nos EUA será equivalente a 97% do PIB em 2012. O déficit será o mais alto do mundo, em torno de 8% do PIB.
Para a agência Fitch, a ausência de uma estratégia credível de médio prazo na área fiscal nos EUA está erodindo a confiança na sustentabilidade das finanças públicas e o compromisso de inflação baixa, com implicações adversas para o rating de crédito da até agora maior potência do mundo.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Índice de bolsas da Ásia sobe no primeiro dia útil do ano
As bolsas de valores da Ásia encerraram o primeiro pregão de 2011 em alta, embora com volume fraco pelo fechamento de mercados em vários países após o feriado do Ano Novo.
Às 7h40 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão exibia alta de 0,93%, a 483,33 pontos.
As bolsas de Tóquio e Xangai não operaram, assim como o mercado em Sydney.
Em Seul, a bolsa bateu recorde de fechamento com alta de 0,93%, a 2.070,08 pontos.
Analistas afirmam que a inflação em alta, na China e no restante da Ásia, é o principal risco em 2011, o que tem feito alguns investidores assumirem uma posição cautelosa sobre ações.
O investidor Jim Rogers afirma que há risco da China apertar sua política monetária de modo bastante agressivo porque tais medidas demoram para ter efeito.
"Haverá mais aperto na China. Eles têm um problema com inflação. Eles vão continuar apertando a política e então irão muito longe com isso, assim como todos os outros governos", afirmou Rogers, um dos gurus em investimentos da região.
A bolsa de Hong Kong encerrou em alta de 1,74%, avançando pela quarta sessão consecutiva e com todos os constituintes do índice no azul.
Em Cingapura, o mercado avançou 1,43%, para 3.235 pontos, enquanto em Taiwan houve valorização de 0,59%, a 9.025 pontos
Às 7h40 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão exibia alta de 0,93%, a 483,33 pontos.
As bolsas de Tóquio e Xangai não operaram, assim como o mercado em Sydney.
Em Seul, a bolsa bateu recorde de fechamento com alta de 0,93%, a 2.070,08 pontos.
Analistas afirmam que a inflação em alta, na China e no restante da Ásia, é o principal risco em 2011, o que tem feito alguns investidores assumirem uma posição cautelosa sobre ações.
O investidor Jim Rogers afirma que há risco da China apertar sua política monetária de modo bastante agressivo porque tais medidas demoram para ter efeito.
"Haverá mais aperto na China. Eles têm um problema com inflação. Eles vão continuar apertando a política e então irão muito longe com isso, assim como todos os outros governos", afirmou Rogers, um dos gurus em investimentos da região.
A bolsa de Hong Kong encerrou em alta de 1,74%, avançando pela quarta sessão consecutiva e com todos os constituintes do índice no azul.
Em Cingapura, o mercado avançou 1,43%, para 3.235 pontos, enquanto em Taiwan houve valorização de 0,59%, a 9.025 pontos
Petróleo fecha 2010 em melhor nível em dois anos
Os preços do petróleo fecharam 2010 em seu mais alto nível em dois anos, em meio ao otimismo sobre a evolução da demanda mundial.
Nesta sexta-feira, no New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do West Texas Intermediate ("light sweet crude") para entrega em fevereiro fechou a 91,38 dólares, em alta de 1,54 dólar em relação à quinta-feira.
Em baixa na abertura, o petróleo se recuperou claramente no final do pregão, atingindo nos últimos minutos de operações os 92,06 dólares, valor que não registrava desde outubro de 2008.
Em 2010, a alta acumulada foi de 15%.
"Não há nada de novo", disse Andy Lipow, da Lipow Oil Associates. "Provavelmente, é uma reação tardia à queda dos estoques" nos Estados Unidos na semana passada.
Publicados na quinta-feira passada, os dados semanais de petróleo nos Estados Unidos mostram uma queda nos estoques menor que a esperada pelos analistas.
Os preços haviam recuado claramente na quinta-feira, "algo inesperado diante da queda nos estoques e da boa demanda", considerou Lipow. "O mercado levou um dia para assimilar estes dados e está confiante com a demanda. Penso que teremos um barril a 100 dólares em 2011".
Nesta sexta-feira, no New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do West Texas Intermediate ("light sweet crude") para entrega em fevereiro fechou a 91,38 dólares, em alta de 1,54 dólar em relação à quinta-feira.
Em baixa na abertura, o petróleo se recuperou claramente no final do pregão, atingindo nos últimos minutos de operações os 92,06 dólares, valor que não registrava desde outubro de 2008.
Em 2010, a alta acumulada foi de 15%.
"Não há nada de novo", disse Andy Lipow, da Lipow Oil Associates. "Provavelmente, é uma reação tardia à queda dos estoques" nos Estados Unidos na semana passada.
Publicados na quinta-feira passada, os dados semanais de petróleo nos Estados Unidos mostram uma queda nos estoques menor que a esperada pelos analistas.
Os preços haviam recuado claramente na quinta-feira, "algo inesperado diante da queda nos estoques e da boa demanda", considerou Lipow. "O mercado levou um dia para assimilar estes dados e está confiante com a demanda. Penso que teremos um barril a 100 dólares em 2011".
Wall Street fecha 2010 com alta de 11% no Dow Jones
A Bolsa de Nova York fechou sem direção nesta sexta-feira (31/12), concluindo um ano amplamente positivo para o índice Dow Jones, que subiu 11% nos últimos 12 meses.
No pregão de hoje, o Dow Jones avançou apenas 0,07%, e o Nasdaq recuou 0,38%.
Segundo números definitivos, o Dow Jones Industrial Average ganhou 7,80 pontos, a 11.577,51 unidades, enquanto o Nasdaq cedeu 10,11 pontos, a 2.652,87.
O índice ampliado Standard & Poor's 500 permaneceu praticamente estável, perdendo 0,02% ou 0,24 ponto, a 1.257,64 unidades.
O pregão desta sexta-feira foi marcado pelo baixo volume de negócios, em um contexto de ausência de muitos investidores e de novidades econômicas.
"Os corretores parecem apostar em 2011", observaram os analistas da Charles Schwab. "Fecham suas contas de um ano marcado por fortes ganhos para o mercado de ações".
Em 2010, Dow Jones ganhou 11,02%, Nasdaq, 16,91%, e S&P 500, 12,78%.
Dow Jones, que subiu 5% em dezembro, terminou esta sexta-feira no nível mais alto desde agosto de 2008, antes da quebra do banco Lehman Brothers. O Nasdaq chegou ao melhor nível desde dezembro de 2007.
No mercado de obrigações, os bônus do Tesouro a 10 anos recuaram a 3,305%, contra 3,369%. O papel a 30 anos fechou a 4,362%, contra 4,430% na véspera.
No pregão de hoje, o Dow Jones avançou apenas 0,07%, e o Nasdaq recuou 0,38%.
Segundo números definitivos, o Dow Jones Industrial Average ganhou 7,80 pontos, a 11.577,51 unidades, enquanto o Nasdaq cedeu 10,11 pontos, a 2.652,87.
O índice ampliado Standard & Poor's 500 permaneceu praticamente estável, perdendo 0,02% ou 0,24 ponto, a 1.257,64 unidades.
O pregão desta sexta-feira foi marcado pelo baixo volume de negócios, em um contexto de ausência de muitos investidores e de novidades econômicas.
"Os corretores parecem apostar em 2011", observaram os analistas da Charles Schwab. "Fecham suas contas de um ano marcado por fortes ganhos para o mercado de ações".
Em 2010, Dow Jones ganhou 11,02%, Nasdaq, 16,91%, e S&P 500, 12,78%.
Dow Jones, que subiu 5% em dezembro, terminou esta sexta-feira no nível mais alto desde agosto de 2008, antes da quebra do banco Lehman Brothers. O Nasdaq chegou ao melhor nível desde dezembro de 2007.
No mercado de obrigações, os bônus do Tesouro a 10 anos recuaram a 3,305%, contra 3,369%. O papel a 30 anos fechou a 4,362%, contra 4,430% na véspera.
Bolsas asiáticas fecham em alta; Xangai avança 1,8%
A maior parte dos mercados asiáticos fechou o dia em alta, com baixo volume de negócios devido ao feriado e as bolsas chinesas registrando ganhos sólidos. Os índices acionários da Austrália e de Cingapura contrariaram a tendência e encerraram a última sessão do ano em queda.
As bolsas da China apresentaram desempenho positivo, conduzidas pelas empresas siderúrgicas e de carvão, mas acumulando queda de 14% no ano, uma vez que o apetite por risco enfraqueceu depois que o governo chinês retirou gradualmente as medidas de estímulo econômico e iniciou um aperto da política monetária. O índice Xangai Composto subiu 1,8%, para 2.808,08 pontos, mas ficou bem abaixo do pico registrado em 11 de janeiro, de 3.306,75 pontos. O índice Shenzhen Composto avançou 2,4% e fechou aos 1.290,86 pontos. Yunnan Copper atingiu o limite diário de alta de 10%, enquanto Jiangxi Copper subiu 7,6%. Shanxi Xishan Coal & Electricity Power avançou 6,1% e Henan Shenhuo Coal Industry & Electricity Power teve alta de 5,2%.
Embora o mercado acionário chinês tenha registrado um dos piores resultados neste ano entre as bolsas mundiais, analistas afirmaram que esperam uma recuperação no primeiro trimestre, em meio às expectativas de um boom sazonal dos empréstimos e uma forte demanda de empresas industriais a fim de recomporem seus estoques.
O yuan registrou nova máxima recorde em relação ao dólar, à medida que os exportadores converteram seus dólares para yuan no último pregão de 2010, diante das expectativas de que o crescimento econômico robusto do país provocará uma valorização maior da moeda chinesa no próximo ano. No mercado interbancário, o dólar encerrou cotado em 6,5897 yuans, de 6,6008 yuans na quinta-feira. A moeda foi comercializada entre 6,5896 yuans e 6,6218 yuans. O banco central chinês fixou a taxa de paridade central dólar-yuan na cotação mínima recorde de 6,6227 yuans, de 6,6229 yuans ontem.
O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, subiu 0,2% e encerrou aos 23.035,45, puxado pelas expectativas de uma melhora das perspectivas econômicas. No ano, o índice acumulou alta de 5,3%. A produtora de carvão Yanzhou Coal avançou 1,3%, China Coal teve alta de 1% e China Shenhua subiu 0,8%. O conglomerado Conglomerate Citic Pacific avançou 1,7%.
Em Taipé, a Bolsa de Taiwan fechou seu último pregão do ano em alta. O índice Taiwan Weighted subiu 0,73%, aos 8.972,50 pontos, trazendo o ganho anual ao patamar de 9,6%, graças ao otimismo do cenário econômico em meio ao aquecimento das relações com a China, ao fluxo de liquidez global e à retomada das importações pelos Estados Unidos e pela Europa.
A Bolsa de Sydney, na Austrália, fechou em baixa em seu último dia de operação em 2010. O índice S&P/ASX200 caiu 0,94%, para 4.745,20 pontos, com a ligeira perda dos papéis das empresas de mineração em virtude da formação de um ciclone no noroeste da Austrália e as enchentes no Estado de Queensland que continuam fazendo estragos. As ações da BHP Billiton e da Rio Tinto recuaram, respectivamente, 1,3% e 0,3%.
A Bolsa de Cingapura apresentou queda acentuada nas horas finais de um dia de negociação mais curto, com a realização de lucros apagando parte do brilho da alta de 10% acumulada pelo mercado em 2010. O índice Straits Times recuou 0,7% e fechou aos 3.190,04 pontos. ComfortDelGro teve o pior desempenho do índice, com queda de 1,9%. Neptune Orient Lines recuou 1,8%.
As bolsas da China apresentaram desempenho positivo, conduzidas pelas empresas siderúrgicas e de carvão, mas acumulando queda de 14% no ano, uma vez que o apetite por risco enfraqueceu depois que o governo chinês retirou gradualmente as medidas de estímulo econômico e iniciou um aperto da política monetária. O índice Xangai Composto subiu 1,8%, para 2.808,08 pontos, mas ficou bem abaixo do pico registrado em 11 de janeiro, de 3.306,75 pontos. O índice Shenzhen Composto avançou 2,4% e fechou aos 1.290,86 pontos. Yunnan Copper atingiu o limite diário de alta de 10%, enquanto Jiangxi Copper subiu 7,6%. Shanxi Xishan Coal & Electricity Power avançou 6,1% e Henan Shenhuo Coal Industry & Electricity Power teve alta de 5,2%.
Embora o mercado acionário chinês tenha registrado um dos piores resultados neste ano entre as bolsas mundiais, analistas afirmaram que esperam uma recuperação no primeiro trimestre, em meio às expectativas de um boom sazonal dos empréstimos e uma forte demanda de empresas industriais a fim de recomporem seus estoques.
O yuan registrou nova máxima recorde em relação ao dólar, à medida que os exportadores converteram seus dólares para yuan no último pregão de 2010, diante das expectativas de que o crescimento econômico robusto do país provocará uma valorização maior da moeda chinesa no próximo ano. No mercado interbancário, o dólar encerrou cotado em 6,5897 yuans, de 6,6008 yuans na quinta-feira. A moeda foi comercializada entre 6,5896 yuans e 6,6218 yuans. O banco central chinês fixou a taxa de paridade central dólar-yuan na cotação mínima recorde de 6,6227 yuans, de 6,6229 yuans ontem.
O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, subiu 0,2% e encerrou aos 23.035,45, puxado pelas expectativas de uma melhora das perspectivas econômicas. No ano, o índice acumulou alta de 5,3%. A produtora de carvão Yanzhou Coal avançou 1,3%, China Coal teve alta de 1% e China Shenhua subiu 0,8%. O conglomerado Conglomerate Citic Pacific avançou 1,7%.
Em Taipé, a Bolsa de Taiwan fechou seu último pregão do ano em alta. O índice Taiwan Weighted subiu 0,73%, aos 8.972,50 pontos, trazendo o ganho anual ao patamar de 9,6%, graças ao otimismo do cenário econômico em meio ao aquecimento das relações com a China, ao fluxo de liquidez global e à retomada das importações pelos Estados Unidos e pela Europa.
A Bolsa de Sydney, na Austrália, fechou em baixa em seu último dia de operação em 2010. O índice S&P/ASX200 caiu 0,94%, para 4.745,20 pontos, com a ligeira perda dos papéis das empresas de mineração em virtude da formação de um ciclone no noroeste da Austrália e as enchentes no Estado de Queensland que continuam fazendo estragos. As ações da BHP Billiton e da Rio Tinto recuaram, respectivamente, 1,3% e 0,3%.
A Bolsa de Cingapura apresentou queda acentuada nas horas finais de um dia de negociação mais curto, com a realização de lucros apagando parte do brilho da alta de 10% acumulada pelo mercado em 2010. O índice Straits Times recuou 0,7% e fechou aos 3.190,04 pontos. ComfortDelGro teve o pior desempenho do índice, com queda de 1,9%. Neptune Orient Lines recuou 1,8%.
Mercado em Foco - Indusval Multistock
O ano de 2010 foi marcado pela crise na Zona do Euro. Nos EUA, a economia continuou em lenta recuperação, mesmo assim, as bolsas recuperaram satisfatoriamente. No Brasil, o Ibovespa encerrou em 69.304 pontos, alta de 1,04%, sendo prejudicado pela operação de capitalização da Petrobras, entretanto, alguns setores tiveram grande destaque de valorização como consumo e as construtoras. Para 2011, o setor de infra-estrutura poderá ter destaque com as possíveis medidas, após a posse da nova presidente Dilma Rousseff
Na Europa, os mercados estão trabalhando em alta, o S&P futuro aponta para alta e o petróleo futuro ultrapassou a marca dos US$ 92/barril. No Brasil, o IPC-S apresentou leve queda em relação ao mesmo período anterior, mas para a Bolsa, ainda, dependemos das novas diretrizes deste novo governo.
BRASIL - IPC-S: até 31/12, a inflação subiu 0,72% contra 1% do mesmo período de30/11, e menor em relação à 3ª quadrissemana de dez10, de 0,87%. Alguns produtos que ajudaram para essa queda: carne bovina de 5,41% para 2,71%, arroz e feijão de -3,42% para -4,77%, frutas de 3,28% para 2,32% e adoçantes de 8,73% para 6,41%.
Itaúsa: o Grupo Camargo Corrêa concretizou a venda de sua participação na Itaúsa para o fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, Previ, no último dia 30/12. A quantidade vendida foi de 192,572 milhões de ações ordinárias pelo preço de R$ 14,48/ação. A quantidade ofertada representa 11,45% das Nos e 4,4% do capital
ASIA - China – PMI: em dez10, a produção industrial desacelerou de 55,2 em nov10 para 53,9. O declínio foi ocasionado pelas encomendas domésticas sugerindo que os fabricantes tenham cautela.
Cingapura – PIB: em 2010, o produto interno bruto do país cresceu 14,7%, sendo maior em relação ao registrado em 1970 quando cresceu 13,8%.
Coréia do Sul - PMI: em dez10, a atividade industrial subiu para 53,9 contra 50,2 do mês de nov10.
Índia - PMI: em dez10, a atividade industrial reduziu o ritmo para 56,7 contra 58,4 do mês de nov10.
Taiwan – PMI: em dez10, a atividade industrial registrou expansão para 54,7 contra 51,7 do mês anterior.
ZONA DO EURO - Espanha – CPI: em dez10, a inflação a inflação de preços ao consumidor subiu para 2,9% contra 2,2% em nov10.
Zona do Euro – PMI: em dez10, a atividade do setor manufatureira cresceu para 57,1 contra 55,3 em nov10.
Na Europa, os mercados estão trabalhando em alta, o S&P futuro aponta para alta e o petróleo futuro ultrapassou a marca dos US$ 92/barril. No Brasil, o IPC-S apresentou leve queda em relação ao mesmo período anterior, mas para a Bolsa, ainda, dependemos das novas diretrizes deste novo governo.
BRASIL - IPC-S: até 31/12, a inflação subiu 0,72% contra 1% do mesmo período de30/11, e menor em relação à 3ª quadrissemana de dez10, de 0,87%. Alguns produtos que ajudaram para essa queda: carne bovina de 5,41% para 2,71%, arroz e feijão de -3,42% para -4,77%, frutas de 3,28% para 2,32% e adoçantes de 8,73% para 6,41%.
Itaúsa: o Grupo Camargo Corrêa concretizou a venda de sua participação na Itaúsa para o fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, Previ, no último dia 30/12. A quantidade vendida foi de 192,572 milhões de ações ordinárias pelo preço de R$ 14,48/ação. A quantidade ofertada representa 11,45% das Nos e 4,4% do capital
ASIA - China – PMI: em dez10, a produção industrial desacelerou de 55,2 em nov10 para 53,9. O declínio foi ocasionado pelas encomendas domésticas sugerindo que os fabricantes tenham cautela.
Cingapura – PIB: em 2010, o produto interno bruto do país cresceu 14,7%, sendo maior em relação ao registrado em 1970 quando cresceu 13,8%.
Coréia do Sul - PMI: em dez10, a atividade industrial subiu para 53,9 contra 50,2 do mês de nov10.
Índia - PMI: em dez10, a atividade industrial reduziu o ritmo para 56,7 contra 58,4 do mês de nov10.
Taiwan – PMI: em dez10, a atividade industrial registrou expansão para 54,7 contra 51,7 do mês anterior.
ZONA DO EURO - Espanha – CPI: em dez10, a inflação a inflação de preços ao consumidor subiu para 2,9% contra 2,2% em nov10.
Zona do Euro – PMI: em dez10, a atividade do setor manufatureira cresceu para 57,1 contra 55,3 em nov10.
Dilma vai privatizar novos terminais de aeroportos
A presidente Dilma Rousseff decidiu entregar à iniciativa privada a construção e a operação dos novos terminais dos aeroportos paulistas de Guarulhos e de Viracopos, dois dos principais do país.
A medida faz parte de pacote que será baixado por meio de medida provisória -talvez ainda neste mês.
O texto inclui também a abertura do capital da Infraero (estatal responsável pela administração do setor aeroportuário) e a criação de uma secretaria ligada à Presidência da República para cuidar da aviação civil -como a Folha antecipou em 2010.
A equipe de Dilma já conversou com empresas como a TAM e a Gol, que manifestaram interesse na construção e na operação de novos terminais. O prazo da concessão deve ser de 20 anos.
O objetivo oficial do pacote é desafogar aeroportos que serão vitais para a Copa do Mundo de 2014. Assessores da presidente disseram à Folha que ela deu prazo de 15 dias para finalizar o texto.
Segundo a Infraero, o governo federal precisa investir R$ 5,5 bilhões nos aeroportos ligados às 12 sedes da Copa. A avaliação dentro do governo é que a estatal não terá condições técnicas para, sozinha, bancar esses projetos.
Durante o governo Lula, o ministro Nelson Jobim (Defesa) chegou a defender que as administrações de todos os aeroportos fossem concedidas à iniciativa privada.
A ideia foi rejeitada por Lula e pela então ministra Dilma (Casa Civil). Ambos temiam o rótulo de privatizantes -o mesmo rótulo que o PT procurava impingir ao principal adversário na eleição, José Serra (PSDB).
Na Casa Civil, Dilma sempre dizia preferir abrir o capital da Infraero, para que esta pudesse captar recursos e aumentar a capacidade de investimentos.
No aeroporto de Guarulhos, o maior do país e principal centro de chegada de voos internacionais, o projeto da Infraero prevê R$ 1,2 bilhão de investimentos. A obra mais cara é a construção do terceiro terminal, orçada em R$ 700 milhões.
Em Viracopos (Campinas), os investimentos previstos são de R$ 742 milhões. O novo terminal deve consumir R$ 690 milhões.
Um novo terminal para o aeroporto de Brasília também poderá entrar no pacote.
A concessão dos terminais esvazia o plano de construtoras de fazer um terceiro aeroporto nos arredores de São Paulo, em sociedade com companhias aéreas.
Havia o temor no Planalto de que um terceiro aeroporto roubasse potenciais passageiros do trem-bala.
Já a nova Secretaria de Aviação Civil, ideia discutida na montagem da equipe de Dilma, vai retirar do Ministério da Defesa o controle sobre o setor, o que já está combinado com Jobim.
A medida faz parte de pacote que será baixado por meio de medida provisória -talvez ainda neste mês.
O texto inclui também a abertura do capital da Infraero (estatal responsável pela administração do setor aeroportuário) e a criação de uma secretaria ligada à Presidência da República para cuidar da aviação civil -como a Folha antecipou em 2010.
A equipe de Dilma já conversou com empresas como a TAM e a Gol, que manifestaram interesse na construção e na operação de novos terminais. O prazo da concessão deve ser de 20 anos.
O objetivo oficial do pacote é desafogar aeroportos que serão vitais para a Copa do Mundo de 2014. Assessores da presidente disseram à Folha que ela deu prazo de 15 dias para finalizar o texto.
Segundo a Infraero, o governo federal precisa investir R$ 5,5 bilhões nos aeroportos ligados às 12 sedes da Copa. A avaliação dentro do governo é que a estatal não terá condições técnicas para, sozinha, bancar esses projetos.
Durante o governo Lula, o ministro Nelson Jobim (Defesa) chegou a defender que as administrações de todos os aeroportos fossem concedidas à iniciativa privada.
A ideia foi rejeitada por Lula e pela então ministra Dilma (Casa Civil). Ambos temiam o rótulo de privatizantes -o mesmo rótulo que o PT procurava impingir ao principal adversário na eleição, José Serra (PSDB).
Na Casa Civil, Dilma sempre dizia preferir abrir o capital da Infraero, para que esta pudesse captar recursos e aumentar a capacidade de investimentos.
No aeroporto de Guarulhos, o maior do país e principal centro de chegada de voos internacionais, o projeto da Infraero prevê R$ 1,2 bilhão de investimentos. A obra mais cara é a construção do terceiro terminal, orçada em R$ 700 milhões.
Em Viracopos (Campinas), os investimentos previstos são de R$ 742 milhões. O novo terminal deve consumir R$ 690 milhões.
Um novo terminal para o aeroporto de Brasília também poderá entrar no pacote.
A concessão dos terminais esvazia o plano de construtoras de fazer um terceiro aeroporto nos arredores de São Paulo, em sociedade com companhias aéreas.
Havia o temor no Planalto de que um terceiro aeroporto roubasse potenciais passageiros do trem-bala.
Já a nova Secretaria de Aviação Civil, ideia discutida na montagem da equipe de Dilma, vai retirar do Ministério da Defesa o controle sobre o setor, o que já está combinado com Jobim.
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