sexta-feira, 12 de junho de 2009

AMERICA LATINA: DESTAQUE

A crise mundial fez com que 1 milhão de pessoas perdessem seus empregos na América Latina no primeiro trimestre deste ano, apontaram ontem a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) e a OIT (Organização Internacional do Trabalho). O cálculo de órgãos ligados à ONU prevê que até o fim do ano sejam ceifados entre 2,8 milhões e 3,9 milhões de vagas.

CHINA: DESTAQUES

A produção industrial da China cresceu 8,9% em maio, comparativamente ao mesmo mês do ano passado. A taxa superou a expectativa dos analistas de mercado, que esperavam um aumento de 8% nesse confronto.

Um dos principais termômetros da economia chinesa, as vendas do varejo somaram 1 trilhão de yuans (cerca de US$ 146,8 bilhões) em maio deste ano, o que representa um crescimento de 15,2% em relação ao mesmo mês de 2008. Na comparação com abril, houve alta de 0,4 ponto percentual.

TREASURIES

Treasuries sobem - Os papéis do Tesouro norte-americano são negociados em alta, projetando o juro em
baixa. Comentários do ministro das Finanças do Japão, Kaoru Yosano, afirmando que o seu governo apoia
as políticas norte-americanas e que a confiança nos papéis do Tesouro dos EUA é, absolutamente,
inabalável, ajudavam na recuperação da demanda pelos papéis, assim como o bem sucedido leilão de
ontem de T-Bond de 30 anos, que apaziguou o desconforto gerado pelo difícil leilão de Notes de 10 anos
na quarta-feira. Instantes atrás, os juros projetados pelos T-bonds de 30 anos estavam em 4,6519%, em
baixa ante o nível de 4,763% do momento de fechamento de NY na quarta-feira. Os juros das T-notes de
10 anos estavam em 3,8013%, de 3,947% na quarta-feira. Os juros das T-notes de 2 anos estavam em
1,3004%, de 1,354% na quarta-feira.

RESUMO

Esta sexta-feira após o feriado de Corpus Christi reserva para o mercado financeiro
doméstico uma boa dose de correções, na esteira da surpresa do Copom de quarta-feira, que contrariou a
aposta majoritária de corte de 0,75 pp na Selic e reduziu o juro básico em 1 pp, para 9,25%. O ajuste maior,
claro, ocorrerá no mercado de juros, mas também a Bolsa tem uma dose de ganho a computar com a
decisão. Corte de juros sempre é bom para as empresas, ainda mais quando a redução vem melhor do que
a encomenda. A Bolsa tem a contabilizar também a alta de Nova York ontem, graças a dados
norte-americanos favoráveis e alta das commodities, quando aqui o mercado estava fechado. E misturar
tudo isso com o jogo para os vencimentos de segunda e quarta-feira, com o pouco fôlego de Wall Street
neste começo do dia e com o desânimo das bolsas europeias. No câmbio, teoricamente, o corte de juros
alivia pressão de valorização do real, mas outros fatores entram em cena. Os juros brasileiros, mesmo com
a redução, continuam sendo atraentes, comparativamente a países de mesmo nível de risco. Mas o dólar
está em alta no mercado internacional de moedas, o que reforça a direção da correção técnica.
Mercados externos lutam para encontrar uma direção nesta manhã - De um lado, há dados que mostram
aprofundamento da queda da produção industrial na zona do euro; de outro, há números favoráveis vindos
dos fundamentos da China, Japão e Índia. Com a nova configuração do mercado, os investidores
começaram a mostrar incômodo com os preços do petróleo, que cediam 1,54%, para US$ 71,55 por barril,
às 7h49, em um ajuste após a alta forte de 1,89% registrada ontem, quando cravou nova máxima em oito
meses no fechamento (US$ 72,68). Uma alta dos preços da gasolina nas bombas norte-americanas pode
silenciar o consumo de outros bens, colocando em risco os sinais nascentes de que o país distancia-se do
fundo do poço. No câmbio, o dólar sobe, com participantes reduzindo posições compradas em outras
moedas como medida preventiva para o caso de o encontro de ministros das Finanças do G-8, no fim de
semana na Itália, resultar em alguma ação para as moedas.

VISANET


VALE

No caso da Vale, depois do fechamento do acordo entre a mineradora e as siderúrgicas Nippon
Steel Corporation e a Posco para um desconto de 28% para o minério de ferro fino e de 44,47%
para o produto granulado, a queda de braço para se conseguir um desconto razoável com a China
se intensifica. A mineradora continuará buscando melhores preços para seu minério, mas
conforme apurou a repórter, Mônica Ciarelli, da Agência Estado, internamente a Vale já considera
a possibilidade de não conseguir fechar contrato anual com os chineses e vender seu produto no
mercado spot.
A China é o maior consumidor de minério do mundo e o principal destino do produto da Vale. No
primeiro trimestre, o país respondeu por 66% de todo o minério de ferro vendido pela companhia
brasileira no período. O crescimento da demanda chinesa conseguiu minimizar o impacto da forte
retração no consumo de minério registrada pela Europa, Estados Unidos e Japão, países mais
intensamente atingidos pelos os efeitos negativos da crise financeira internacional.

PETROBRAS: S&P REBAIXA RATING

A agência de classificação de risco Standard & Poor's Ratings Services reduziu o rating de crédito
corporativo da Petrobras de BBB para BBB- (nível mais baixo da escala de grau de investimento),
com perspectiva estável.
Segundo a S&P, o gigantesco plano de investimentos da companhia para os próximos cinco anos
em meio ao cenário de preços domésticos e internacionais mais baixos para o petróleo no longo
prazo deve resultar num fluxo de caixa operacional livre negativo, o que exigirá um significativo
esforço de financiamento.
"Por outro lado, vemos as perspectivas de negócio da Petrobras como favoráveis. O gasto de
capital da companhia parece resultar, em grande medida, de uma perspectiva de produção
abundante relacionada aos seus campos atuais e às descobertas na camada pré-sal", afirmou a
agência em um comunicado.
A S&P prevê que a Petrobras registrará padrões de crédito confortáveis até o final do ano, devido
aos preços elevados do petróleo no mercado doméstico e à recuperação dos preços da
commodity no primeiro semestre de 2009. Contudo, a situação deve gradualmente se deteriorar
conforme a companhia implementar seu plano de investimento.