TÓQUIO - Os mercados da Ásia fecharam sem tendência definida nesta segunda-feira. Algumas bolsas tiveram influência de fatores locais. Outras foram influenciadas pelas preocupações sobre Pequim adotar medidas adicionais de aperto monetário. A Bolsa de Tóquio não operou devido a um feriado.
Este foi o caso da Bolsa de Hong Kong, que apresentou estabilidade - alguns investidores andaram de lado, à espera do encontro de terça-feira do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). O índice Hang Seng subiu apenas 6,48 pontos, ou 0,03%, e terminou aos 21.977,34 pontos.
Já as Bolsas da China sofreram com a perspectiva de o governo limitar os empréstimos no setor bancário, às vésperas do feriado nacional de três dias. O índice Xangai Composto perdeu 0,4% e terminou aos 2.588,71 pontos, o pior fechamento desde 12 de agosto. O índice Shenzhen Composto caiu 1,1% e encerrou aos 1.144,28 pontos.
O yuan atingiu nova valorização histórica em relação ao dólar, após o Banco Central chinês fixar a taxa de paridade central dólar-yuan (6,7172 yuans para 6,7110 yuans) no sétimo recorde consecutivo de baixa. Isso provocou uma pesada demanda pela moeda chinesa por parte dos clientes dos bancos. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,7143 yuans, de 6,7235 yuans do fechamento de sexta-feira.
A Bolsa de Taipé, em Taiwan, encerrou em alta, impulsionada pelas ações de empresas químicas, que lideraram os ganhos. O índice Taiwan Weighted subiu 0,4% e fechou aos 8.186,96 pontos.
Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul fechou na maior pontuação em dois anos, influenciada pelas fortes compras por parte de investidores estrangeiros e pela redução das preocupações sobre a economia mundial. Também surtiu efeito positivo a expectativa de fortes ganhos no terceiro trimestre. O índice Kospi subiu 0,3% e fechou aos 1.832,63 pontos.
A Bolsa de Sydney, na Austrália, fechou em queda, mas foi amparada pela valorização do dólar australiano e por declarações otimistas dadas pelo presidente do Reserve Bank of Australia (RBA, banco central), Glenn Stevens. O índice S&P/ASX 200 recuou 0,2% e terminou aos 4.631,3 pontos.
Nas Filipinas, o índice PSE da Bolsa de Manila fechou com alta de 1,86%, encerrando aos 4.053,32 pontos.
A Bolsa de Cingapura teve ligeira uma vez que os investidores trocaram sua atenção das blue chips para as ações de menor capitalização, com os traders relutantes em tomar novas posições antes do encontro de política monetária do Fed esta semana. O índice Straits Times teve alta de 0,2% e fechou aos 3.080,98 pontos.
O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, teve baixa de 0,4% e fechou aos 3.345,22 pontos, uma vez que os investidores realizaram lucros em papeis de bancos e relacionados a produtos de consumo depois de fortes ganhos recentes.
O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, teve baixa de 0,1% e fechou aos 923,06 pontos, em meio a moderadas negociações uma vez que os investidores estão esperando novos estímulos para direcionar o mercado.
O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,2% e fechou aos 1.469,69 pontos, com compras de papeis ligados a infraestrutura e construção - por conta de expectativas de mais contratos do governo em projetos de infraestrutura. As informações são da Dow Jones
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Adeus ao 1% ao mês
Flavio Arruda, da HSBC Global Asset: "Momento é de aculturação de outros tipos de investimento, como multimercados, ações e carteiras de capital protegido"
Anos e anos convivendo com uma taxa de juros em níveis altíssimos deixaram o investidor brasileiro acostumado a ter retornos de pelo menos 1% ao mês em aplicações de baixíssimo risco, como fundos DI e CDBs de grandes bancos. Mas a realidade agora é outra e o aplicador terá de se adaptar a ela.
Mesmo com o forte crescimento da economia brasileira este ano, o Banco Central (BC) já decretou o fim do ciclo de alta da Selic, que permanecerá em 10,75% ao ano. E mais: o BC deixou claro que a taxa de juros capaz de manter a inflação sob controle no longo prazo é hoje menor do que antigamente. É bem provável, portanto, que o investidor não veja mais a Selic em níveis capazes de garantir o ganho mensal de 1% no bom e velho refúgio da renda fixa.
O problema, dizem analistas, é que a rentabilidade mensal de 1% ao mês tornou-se uma verdadeira barreira psicológica, da qual os investidores parecem relutar em abrir mão. Isso mesmo diante de uma realidade de juros mais baixos.
As pessoas estão percebendo que o rendimento que antes eles tinham numa aplicação conservadora e que servia para pagar as contas não é mais o mesmo, diz Flavio Arruda, chefe da área de desenvolvimento de produtos da HSBC Global Asset Management. "Com isso, os investidores estão buscando mais informações sobre outros mercados", conta ele. "O momento é de aculturação de outros tipos de investimento, como multimercados, ações, carteiras de capital protegido e mesmo fundos imobiliários."
Os investidores brasileiros até pouco tempo atrás viviam o sonho de obter altos retornos sem precisar avaliar os riscos das aplicações, afirma Luiz Gustavo Medina, sócio da empresa de aconselhamento financeiro M2 Investimentos. "Esse ganho de 1% líquido sem risco nunca mais vai voltar e as pessoas deveriam ficar felizes com isso, pois é um sinal de que o país está caminhando para a normalidade", diz Medina, que vê a economia brasileira madura para conviver com juros menos elevados.
Para que o investidor voltasse a obter 1% com uma aplicação atrelada ao DI, explica Medina, a Selic teria que ultrapassar 15% ao ano, algo fora do radar até dos analistas que creem em alta dos juros em 2011. Mesmo com uma Selic de 15%, taxa de administração de 1% ao ano e Imposto de Renda de 20%, o investidor levaria para casa cerca de 11% líquido em um ano, ou seja, menos do que o 1% mensal.
Sem os ganhos polpudos na renda fixa, diz Medina, os investidores vão ter de diversificar suas aplicações, tanto em outras modalidades de renda fixa como fundos imobiliários e debêntures, quanto na bolsa. "Isso é um caminho sem volta, e é fundamental que o investidor se disponha a conhecer outras opções", afirma.
A questão se torna mais dramática porque neste ano a bolsa, a opção mais tradicional de diversificação, tem decepcionado. Ou seja, nem mesmo com mais risco o investidor está conseguindo ganhos mensais ao redor de 1%. Antes, via diversificação, o investidor conseguia em média chegar ao ganho de 1% ao mês, diz Aquiles Mosca, estrategista de investimentos pessoais da Santander Asset Management. "Agora a situação mudou e mesmo a diversificação não trouxe esse retorno", afirma ele, lembrando que grande parte dos multimercados estão sofrendo para superar o CDI e as carteiras de ações têm perdas no ano.
Nesse movimento de procurar algo com retorno maior, muita gente procura soluções mágicas, diz Mosca, do Santander. "Mas o investidor precisa estar ciente de que risco e retorno andam de mãos dadas", ressalta.
Muitas vezes, a busca do 1% por mês não é apenas o reflexo da procura por ganho fácil e crescimento do patrimônio, ressalta Rogério Bastos, sócio da FinPlan. "Como os juros foram altos por muito tempo, várias pessoas passaram a contar com a renda do investimento para pagar as contas", diz Bastos. "Quando a rentabilidade caiu, começaram a ir atrás desses investimentos alternativos, o que é muito perigoso", acrescenta, lembrando o caso da Firv Consultoria, de Belo Horizonte (MG), que provocou perdas estimadas em mais de R$ 50 milhões a cerca de 2 mil investidores.
Para conseguir a rentabilidade a que estava acostumado na época dos juros elevadíssimos, o investidor terá de alongar o horizonte de aplicação e fazer gestão do orçamento doméstico, aponta Bastos. "Em vez de buscar ganho mensal de 1%, o investidor pode trabalhar com retorno de 12% ao ano, alto razoável com uma diversificação", diz. "Ele terá de aprender a conviver com a oscilação do valor de suas aplicações no curto prazo e se concentrar no resultado final."
Para Mosca, do Santander, a boa notícia é que, ao que tudo indica, essa cultura de não se preocupar com oscilações de curto prazo parece realmente estar começando. Os números mostram que, apesar do resultado de queda de 2,19% da bolsa no ano até sexta-feira, os investidores pessoas físicas não deixaram o mercado acionário neste ano. Mesmo os fundos de ações não registram saques. "Isso pode ser o primeiro sinal de maturidade do investidor brasileiro."
E, nesse contexto, buscar orientação financeira é essencial, já que os objetivos de cada um são diferentes, ressalta Arruda, da HSBC Global Asset. "Não existe receita de bolo e é preciso procurar informação", diz.
Anos e anos convivendo com uma taxa de juros em níveis altíssimos deixaram o investidor brasileiro acostumado a ter retornos de pelo menos 1% ao mês em aplicações de baixíssimo risco, como fundos DI e CDBs de grandes bancos. Mas a realidade agora é outra e o aplicador terá de se adaptar a ela.
Mesmo com o forte crescimento da economia brasileira este ano, o Banco Central (BC) já decretou o fim do ciclo de alta da Selic, que permanecerá em 10,75% ao ano. E mais: o BC deixou claro que a taxa de juros capaz de manter a inflação sob controle no longo prazo é hoje menor do que antigamente. É bem provável, portanto, que o investidor não veja mais a Selic em níveis capazes de garantir o ganho mensal de 1% no bom e velho refúgio da renda fixa.
O problema, dizem analistas, é que a rentabilidade mensal de 1% ao mês tornou-se uma verdadeira barreira psicológica, da qual os investidores parecem relutar em abrir mão. Isso mesmo diante de uma realidade de juros mais baixos.
As pessoas estão percebendo que o rendimento que antes eles tinham numa aplicação conservadora e que servia para pagar as contas não é mais o mesmo, diz Flavio Arruda, chefe da área de desenvolvimento de produtos da HSBC Global Asset Management. "Com isso, os investidores estão buscando mais informações sobre outros mercados", conta ele. "O momento é de aculturação de outros tipos de investimento, como multimercados, ações, carteiras de capital protegido e mesmo fundos imobiliários."
Os investidores brasileiros até pouco tempo atrás viviam o sonho de obter altos retornos sem precisar avaliar os riscos das aplicações, afirma Luiz Gustavo Medina, sócio da empresa de aconselhamento financeiro M2 Investimentos. "Esse ganho de 1% líquido sem risco nunca mais vai voltar e as pessoas deveriam ficar felizes com isso, pois é um sinal de que o país está caminhando para a normalidade", diz Medina, que vê a economia brasileira madura para conviver com juros menos elevados.
Para que o investidor voltasse a obter 1% com uma aplicação atrelada ao DI, explica Medina, a Selic teria que ultrapassar 15% ao ano, algo fora do radar até dos analistas que creem em alta dos juros em 2011. Mesmo com uma Selic de 15%, taxa de administração de 1% ao ano e Imposto de Renda de 20%, o investidor levaria para casa cerca de 11% líquido em um ano, ou seja, menos do que o 1% mensal.
Sem os ganhos polpudos na renda fixa, diz Medina, os investidores vão ter de diversificar suas aplicações, tanto em outras modalidades de renda fixa como fundos imobiliários e debêntures, quanto na bolsa. "Isso é um caminho sem volta, e é fundamental que o investidor se disponha a conhecer outras opções", afirma.
A questão se torna mais dramática porque neste ano a bolsa, a opção mais tradicional de diversificação, tem decepcionado. Ou seja, nem mesmo com mais risco o investidor está conseguindo ganhos mensais ao redor de 1%. Antes, via diversificação, o investidor conseguia em média chegar ao ganho de 1% ao mês, diz Aquiles Mosca, estrategista de investimentos pessoais da Santander Asset Management. "Agora a situação mudou e mesmo a diversificação não trouxe esse retorno", afirma ele, lembrando que grande parte dos multimercados estão sofrendo para superar o CDI e as carteiras de ações têm perdas no ano.
Nesse movimento de procurar algo com retorno maior, muita gente procura soluções mágicas, diz Mosca, do Santander. "Mas o investidor precisa estar ciente de que risco e retorno andam de mãos dadas", ressalta.
Muitas vezes, a busca do 1% por mês não é apenas o reflexo da procura por ganho fácil e crescimento do patrimônio, ressalta Rogério Bastos, sócio da FinPlan. "Como os juros foram altos por muito tempo, várias pessoas passaram a contar com a renda do investimento para pagar as contas", diz Bastos. "Quando a rentabilidade caiu, começaram a ir atrás desses investimentos alternativos, o que é muito perigoso", acrescenta, lembrando o caso da Firv Consultoria, de Belo Horizonte (MG), que provocou perdas estimadas em mais de R$ 50 milhões a cerca de 2 mil investidores.
Para conseguir a rentabilidade a que estava acostumado na época dos juros elevadíssimos, o investidor terá de alongar o horizonte de aplicação e fazer gestão do orçamento doméstico, aponta Bastos. "Em vez de buscar ganho mensal de 1%, o investidor pode trabalhar com retorno de 12% ao ano, alto razoável com uma diversificação", diz. "Ele terá de aprender a conviver com a oscilação do valor de suas aplicações no curto prazo e se concentrar no resultado final."
Para Mosca, do Santander, a boa notícia é que, ao que tudo indica, essa cultura de não se preocupar com oscilações de curto prazo parece realmente estar começando. Os números mostram que, apesar do resultado de queda de 2,19% da bolsa no ano até sexta-feira, os investidores pessoas físicas não deixaram o mercado acionário neste ano. Mesmo os fundos de ações não registram saques. "Isso pode ser o primeiro sinal de maturidade do investidor brasileiro."
E, nesse contexto, buscar orientação financeira é essencial, já que os objetivos de cada um são diferentes, ressalta Arruda, da HSBC Global Asset. "Não existe receita de bolo e é preciso procurar informação", diz.
Minério de ferro sobe 168% em apenas um ano
Em meio ao cenário de incertezas sobre o que ocorrerá com as commodities a médio e longo prazos, dados do Ministério do Desenvolvimento mostram que as altas de preços atingem não apenas os produtos agropecuários, mas também commodities metálicas e minerais. Na comparação entre os meses de agosto de 2009 e 2010, houve aumentos significativos nos preços de produtos como minério de ferro (168,2%), semimanufaturados de ferro e aço (59,5%), couro (50,6%) e laminados planos (49,6%).
Ao mesmo tempo, a pauta brasileira de exportações tem grande dependência das vendas de commodities. Só em produtos básicos, a participação dessa categoria de itens no total de divisas de janeiro a agosto deste ano foi de 44,3%, ante 42,8% no mesmo período de 2009. A razão do aumento é, justamente, a elevação das cotações de itens como minério de ferro, petróleo, carnes e grãos.
Pelos dados do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), as exportações de minério de ferro subiram 80,3% nos oito primeiros meses de 2010; as de petróleo, 88,2%; e as de minério de cobre, 96,7%. Mas a grande oferta de soja por países produtores, como Brasil, Estados Unidos e Argentina, acabou reduzindo o preço do produto e os embarques caíram 6,5%.
— Não tenho nada contra o Brasil exportar commodities.
O problema é que o dólar gerado com a venda das commodities no mercado internacional é o mesmo dólar gerado pela exportação de manufaturados, que traz benefícios maiores à economia, como empregos — afirma o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. — Não temos controle sobre as commodities. Desde 2005 as cotações desses produtos vêm subindo no mercado externo e, embora sejamos grandes exportadores, somos meros espectadores.
Na pauta de exportações do Brasil, os manufaturados representam 39,7% do total, com destaque para automóveis, autopeças, aviões, açúcar refinado e óleos combustíveis. Os semimanufaturados correspondem a 13,8% da pauta, sendo as maiores contribuições açúcar em bruto celulose, semimanufaturados de ferro e aço, ferro-ligas e óleo de soja em bruto.
Ao mesmo tempo, a pauta brasileira de exportações tem grande dependência das vendas de commodities. Só em produtos básicos, a participação dessa categoria de itens no total de divisas de janeiro a agosto deste ano foi de 44,3%, ante 42,8% no mesmo período de 2009. A razão do aumento é, justamente, a elevação das cotações de itens como minério de ferro, petróleo, carnes e grãos.
Pelos dados do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), as exportações de minério de ferro subiram 80,3% nos oito primeiros meses de 2010; as de petróleo, 88,2%; e as de minério de cobre, 96,7%. Mas a grande oferta de soja por países produtores, como Brasil, Estados Unidos e Argentina, acabou reduzindo o preço do produto e os embarques caíram 6,5%.
— Não tenho nada contra o Brasil exportar commodities.
O problema é que o dólar gerado com a venda das commodities no mercado internacional é o mesmo dólar gerado pela exportação de manufaturados, que traz benefícios maiores à economia, como empregos — afirma o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. — Não temos controle sobre as commodities. Desde 2005 as cotações desses produtos vêm subindo no mercado externo e, embora sejamos grandes exportadores, somos meros espectadores.
Na pauta de exportações do Brasil, os manufaturados representam 39,7% do total, com destaque para automóveis, autopeças, aviões, açúcar refinado e óleos combustíveis. Os semimanufaturados correspondem a 13,8% da pauta, sendo as maiores contribuições açúcar em bruto celulose, semimanufaturados de ferro e aço, ferro-ligas e óleo de soja em bruto.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Bolsas na Europa caem após novo temor na Zona do Euro
As bolsas na Europa recuaram nesta sexta-feira (17), após dados mais fracos sobre a confiança do consumidor americano e a retomada das preocupações sobre a situação fiscal da Zona do Euro.
O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações da região, fechou em baixa de 0,18%, a 1.074 pontos - no menor nível em mais de uma semana.
Ações de bancos tiveram desvalorização após um jornal irlandês afirmar que a Irlanda está "perigosamente perto" de acessar o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia.
"Parece que há novos desdobramentos de preocupações familiares incomodando operadores", disse Ben Critchley, operador do IG Index.
O Ministério de Finanças da Irlanda afirmou que não há veracidade nos rumores e o FMI disse que não prevê que sua assistência seja necessária.
A porta-voz do FMI em Washington, Conny Lotze, desmentiu a informação, o que ajudou as bolsas americanas a se aproximarem do campo positivo.
As preocupações sobre o ritmo da recuperação global se intensificarem após o índice de confiança do consumidor americano piorar no início de setembro.
O Michigan Sentiment atingiu 66,6 pontos, ficando abaixo do apurado na medição anterior, quando marcara 68,9 pontos.
O resultado também foi inferior às expectativas do mercado, que sinalizavam 70 pontos.
Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 0,57%, a 5.508 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX recuou 0,64%, para 6.209 pontos.
Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,38%, a 3.722 pontos. Em Milão, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,80%, aos 20.517 pontos.
Em Madri, o índice Ibex-35 cedeu 1,2%, para 10.588 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 teve queda de 0,4%, a 7.406 pontos.
O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações da região, fechou em baixa de 0,18%, a 1.074 pontos - no menor nível em mais de uma semana.
Ações de bancos tiveram desvalorização após um jornal irlandês afirmar que a Irlanda está "perigosamente perto" de acessar o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia.
"Parece que há novos desdobramentos de preocupações familiares incomodando operadores", disse Ben Critchley, operador do IG Index.
O Ministério de Finanças da Irlanda afirmou que não há veracidade nos rumores e o FMI disse que não prevê que sua assistência seja necessária.
A porta-voz do FMI em Washington, Conny Lotze, desmentiu a informação, o que ajudou as bolsas americanas a se aproximarem do campo positivo.
As preocupações sobre o ritmo da recuperação global se intensificarem após o índice de confiança do consumidor americano piorar no início de setembro.
O Michigan Sentiment atingiu 66,6 pontos, ficando abaixo do apurado na medição anterior, quando marcara 68,9 pontos.
O resultado também foi inferior às expectativas do mercado, que sinalizavam 70 pontos.
Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 0,57%, a 5.508 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX recuou 0,64%, para 6.209 pontos.
Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,38%, a 3.722 pontos. Em Milão, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,80%, aos 20.517 pontos.
Em Madri, o índice Ibex-35 cedeu 1,2%, para 10.588 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 teve queda de 0,4%, a 7.406 pontos.
O lado bom do dólar fraco
Desvalorização reduz em R$ 10,8 bi dívidas de empresas brasileiras em moeda estrangeira
O tombo na cotação do dólar, que tem levado o governo a estudar medidas para segurar a queda, está reduzindo o endividamento das empresas brasileiras.
Segundo estudo da Economática, a desvalorização do dólar a partir de junho encolheu em R$ 10,85 bilhões a dívida em moeda estrangeira de 159 companhias que têm ações em Bolsa. Isso significa que as empresas podem ter ganhos financeiros com a baixa da moeda e aumentar seus lucros no terceiro trimestre.
Segundo o estudo da consultoria, que teve como base o balanço das empresas no segundo trimestre deste ano, o endividamento encolheu de R$ 231,11 bilhões no fim desse período para R$ 220,26 bilhões até a última quarta-feira. Esse recuo ocorre porque uma dívida de US$ 1 milhão, por exemplo, custaria em junho R$ 1,8 milhão para ser paga, considerando a cotação do dólar no dia 30 daquele mês (R$ 1,80). No atual patamar do câmbio (R$ 1,72), pagar essa mesma dívida custará R$ 1,72 milhões.
O dólar desvalorizou-se 4,7% neste terceiro trimestre, a maior queda desde o mesmo período de 2009 diz Einar Rivero, da Economática.
Alex Agostini, da Austin Rating, afirma que as empresas brasileiras tendem a antecipar o pagamento da dívidas para aproveitar o movimento de queda, principalmente as que têm planos de investimento: Essas empresas poderiam, assim, pegar novos empréstimos no próximo ano, quando, acredita-se, as linhas de financiamento devem ser recompostas em volumes e ter prazos mais longos.
Segundo o levantamento, os setores com maior impacto da variação cambial são petróleo e gás (R$ 2,947 bilhões), mineração (R$ 1,438 bilhão), alimentos e bebidas (R$ 1,291 bilhão) e siderurgia (R$ 1,203 bilhão).
Captação lá fora cresce 157% no ano
Individualmente, a maior beneficiada foi a Petrobras. Seu endividamento em moeda estrangeira encolheu R$ 2,93 bilhões desde junho, segundo a pesquisa.
Curiosamente, a capitalização da estatal tem sido apontada como uma das razões para a recente valorização do real, por estar atraindo estrangeiros para o país. Outra gigante, a Vale, também teve um recuo significativo no endividamento: R$ 1,42 bilhões. Segundo Rivero, isso é natural, em vista do tamanho das duas empresas.
Para Roberto Padovani, estrategistasênior do WestLB do Brasil, a folga no caixa pode, por outro lado, incentivar os empresários a buscarem mais financiamento no exterior: É natural agora que o país se endivide mais em dólar, o que vai aumentar a dívida externa privada brasileira.
E isso pode ser perigoso.
De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), as captações externas de empresas e instituições financeiras somaram US$ 24,2 bilhões nos primeiros sete meses deste ano, 157,84% acima do captado no mesmo período de 2009 (US$ 9,28 bilhões). Se consideradas as captações de agosto até agora, o volume atinge US$ 31,068 bilhões em todo o ano passado, foram US$ 32,18 bilhões.
Segundo a Anbima, com as emissões fechadas este mês, até o dia 22, quando está prevista uma operação de US$ 400 milhões do banco Cruzeiro do Sul, as empresas brasileiras já captaram no mercado externo US$ 4,4 bilhões. Cerca de 70% do montante emitido reforçaram o caixa de empresas como Odebrecht (US$ 500 milhões), Vale (US$ 1 bilhão) e Oi (US$ 1 bilhão). O restante foram captações de bancos.
Na comparação com os primeiros oito meses de 2008, antes do acirramento da crise global, o volume de recursos captados pelas companhias brasileiras triplicou este ano. Naquele período, o total de papéis lançados no exterior somou US$ 11,07 bilhões.
O momento é bastante competitivo diz o vice-presidente da Anbima, Alberto Kiraly.
O tombo na cotação do dólar, que tem levado o governo a estudar medidas para segurar a queda, está reduzindo o endividamento das empresas brasileiras.
Segundo estudo da Economática, a desvalorização do dólar a partir de junho encolheu em R$ 10,85 bilhões a dívida em moeda estrangeira de 159 companhias que têm ações em Bolsa. Isso significa que as empresas podem ter ganhos financeiros com a baixa da moeda e aumentar seus lucros no terceiro trimestre.
Segundo o estudo da consultoria, que teve como base o balanço das empresas no segundo trimestre deste ano, o endividamento encolheu de R$ 231,11 bilhões no fim desse período para R$ 220,26 bilhões até a última quarta-feira. Esse recuo ocorre porque uma dívida de US$ 1 milhão, por exemplo, custaria em junho R$ 1,8 milhão para ser paga, considerando a cotação do dólar no dia 30 daquele mês (R$ 1,80). No atual patamar do câmbio (R$ 1,72), pagar essa mesma dívida custará R$ 1,72 milhões.
O dólar desvalorizou-se 4,7% neste terceiro trimestre, a maior queda desde o mesmo período de 2009 diz Einar Rivero, da Economática.
Alex Agostini, da Austin Rating, afirma que as empresas brasileiras tendem a antecipar o pagamento da dívidas para aproveitar o movimento de queda, principalmente as que têm planos de investimento: Essas empresas poderiam, assim, pegar novos empréstimos no próximo ano, quando, acredita-se, as linhas de financiamento devem ser recompostas em volumes e ter prazos mais longos.
Segundo o levantamento, os setores com maior impacto da variação cambial são petróleo e gás (R$ 2,947 bilhões), mineração (R$ 1,438 bilhão), alimentos e bebidas (R$ 1,291 bilhão) e siderurgia (R$ 1,203 bilhão).
Captação lá fora cresce 157% no ano
Individualmente, a maior beneficiada foi a Petrobras. Seu endividamento em moeda estrangeira encolheu R$ 2,93 bilhões desde junho, segundo a pesquisa.
Curiosamente, a capitalização da estatal tem sido apontada como uma das razões para a recente valorização do real, por estar atraindo estrangeiros para o país. Outra gigante, a Vale, também teve um recuo significativo no endividamento: R$ 1,42 bilhões. Segundo Rivero, isso é natural, em vista do tamanho das duas empresas.
Para Roberto Padovani, estrategistasênior do WestLB do Brasil, a folga no caixa pode, por outro lado, incentivar os empresários a buscarem mais financiamento no exterior: É natural agora que o país se endivide mais em dólar, o que vai aumentar a dívida externa privada brasileira.
E isso pode ser perigoso.
De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), as captações externas de empresas e instituições financeiras somaram US$ 24,2 bilhões nos primeiros sete meses deste ano, 157,84% acima do captado no mesmo período de 2009 (US$ 9,28 bilhões). Se consideradas as captações de agosto até agora, o volume atinge US$ 31,068 bilhões em todo o ano passado, foram US$ 32,18 bilhões.
Segundo a Anbima, com as emissões fechadas este mês, até o dia 22, quando está prevista uma operação de US$ 400 milhões do banco Cruzeiro do Sul, as empresas brasileiras já captaram no mercado externo US$ 4,4 bilhões. Cerca de 70% do montante emitido reforçaram o caixa de empresas como Odebrecht (US$ 500 milhões), Vale (US$ 1 bilhão) e Oi (US$ 1 bilhão). O restante foram captações de bancos.
Na comparação com os primeiros oito meses de 2008, antes do acirramento da crise global, o volume de recursos captados pelas companhias brasileiras triplicou este ano. Naquele período, o total de papéis lançados no exterior somou US$ 11,07 bilhões.
O momento é bastante competitivo diz o vice-presidente da Anbima, Alberto Kiraly.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Bolsas da Europa caem por preocupação sobre economia
As bolsas de valores europeias fecharam hoje (16) em baixa, com a preocupação de investidores sobre o mercado de trabalho americano apesar de uma queda nos pedidos semanais de auxílio-desemprego.
Além disso, dados desanimadores sobre as vendas no varejo da Grã-Bretanha podem sinalizar desaceleração no ritmo de recuperação econômica.
O FTSEurofirst 300, indicador das principais ações da região, caiu 0,76%, a 1.076.35 pontos - menor nível de fechamento em uma semana.
Os novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caíram para a mínima em dois meses na semana passada, enquanto as vendas no varejo britânico recuaram inesperadamente em agosto pela primeira vez em sete meses.
Ações de varejistas britânicas declinaram. Next, Marks & Spencer e Home Retail tiveram queda entre 0,2% e 0,8%.
"O momento é difícil devido à combinação de elevado desemprego, bancos ainda não emprestando e os governos começando a implementar medidas de austeridade. Todos esses fatores não vão ser resolvidos do dia para a noite", afirmou Franz Weis, gestor de fundos da Comgest, em Paris.
Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 0,28%, a 5.540 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX recuou 0,2%, para 6.249 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,51%, a 3.736 pontos.
Em Milão, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,90%, aos 20.684 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 cedeu 0,33%, para 10.716 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 teve queda de 0,58%, a 7.436 pontos.
Além disso, dados desanimadores sobre as vendas no varejo da Grã-Bretanha podem sinalizar desaceleração no ritmo de recuperação econômica.
O FTSEurofirst 300, indicador das principais ações da região, caiu 0,76%, a 1.076.35 pontos - menor nível de fechamento em uma semana.
Os novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caíram para a mínima em dois meses na semana passada, enquanto as vendas no varejo britânico recuaram inesperadamente em agosto pela primeira vez em sete meses.
Ações de varejistas britânicas declinaram. Next, Marks & Spencer e Home Retail tiveram queda entre 0,2% e 0,8%.
"O momento é difícil devido à combinação de elevado desemprego, bancos ainda não emprestando e os governos começando a implementar medidas de austeridade. Todos esses fatores não vão ser resolvidos do dia para a noite", afirmou Franz Weis, gestor de fundos da Comgest, em Paris.
Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 0,28%, a 5.540 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX recuou 0,2%, para 6.249 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,51%, a 3.736 pontos.
Em Milão, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,90%, aos 20.684 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 cedeu 0,33%, para 10.716 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 teve queda de 0,58%, a 7.436 pontos.
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