segunda-feira, 29 de março de 2010

Bolsas da Europa fecham em alta; mineradoras compensam bancos

Os mercados de ações europeus fecharam em alta nesta segunda-feira, com os ganhos das mineradoras minimizando perdas do setor bancário. Enquanto isso, a Vodafone subiu em meio a notícias de conversas da companhia com sua parceira norte-americana Verizon, para pagamento de dividendos.
O principal índice acionário regional, o FTSEurofirst 300, fechou com alta de 0,16 por cento, a 1,079 pontos.
"Nós estamos chegando ao ponto em que as pessoas começam a dizer que tivemos ganhos fantásticos e, talvez, tenhamos ido muito longe rápido demais e poderíamos ver alguma consolidação," disse Joshua Raymond, estrategista de mercado do City Index.
As mineradoras subiam seguindo a alta dos preços dos metais. Anglo American, Kazakhmys, BHP Billiton, Xstrata e Rio Tinto subiram entre 1,2 e 3,3 por cento.
Vodafone cresceu 3 por cento após o jornal Sunday Telegraph afirmar numa reportagem que a empresa está mantendo conversas com sua sócia norte-americana Verizon Communication sobre o pagamento de dividendos. Um porta-voz da Vodafone evitou comentar o assunto.
Os bancos fecharam no vermelho. Barclays, HSBC, Credit Agricole, Commerzbank e Deutsche Bank caíram entre 0,03 e 2 por cento.
O Allied Irish Banks e o Bank of Ireland desabaram 19,6 e 10,5 por cento, respectivamente, enquanto o governo irlandês prepara-se para assumir o controle de uma fatia do setor financeiro muito maior do que o inicialmente previsto.
Em Wall Street, o Citigroup caía 3 por cento, após o Tesouro dos Estados Unidos informar que planeja vender durante este ano todas as 7,7 bilhões de ações do banco que possui

Brasil: tem peso para virar Potencia Mundial

O diário norte-americano The Wall Street Journal publica nesta segunda-feira um caderno especial sobre o Brasil abrangendo “da sua notável moeda forte e seu explosivo mercado de ações até o ardente debate sobre um astro do futebol [o Ronaldinho Gaúcho]”.
“Para o país do futuro, finalmente é amanhã”, diz a chamada da reportagem principal. “O Brasil virou a esquina e agora é uma nação de peso, ambição e fundamentos econômicos para se tornar uma potência mundial. Mas o país tem enormes desafios que precisa enfrentar até aproveitar integralmente esse potencial.”
Entre os obstáculos que o Brasil tem a encarar, o jornal cita a corrupção “cravejada” no País, o “crime galopante”, a “infraestrutura em mau estado” e o “ambiente de negócios restritivo (”com um código trabalhista arrancado das cartilhas econômicas de Benito Mussolini”). Ainda há ”trabalhos colossais” a serem feitos, diz a reportagem, assinada pelo correspondente Paulo Prada.
Uma das reportagens trata das eleições deste ano e conclui que os brasileiros “querem mais do mesmo”. No plano internacional, o jornal escreve que “de repente”, o que o Brasil fala passa a ter importância no exterior, mas afirma que o País “escorrega no palco global”.
O jornal traz textos, ainda, sobre o projeto de expansão do BTG Pactual (um dos maiores bancos de investimento do País), o crescimento e os desafios da Embraer, a tentativa do governo de resolver os problemas das conexões de internet no País, a dupla de artistas conhecida como Os Gêmeos (veja galeria de imagens), os restaurantes de São Paulo, eventos culturais e dados estatísticos.
O Brasil foi escolhido como o primeiro de uma série de países que serão objetos de reportagens do caderno “The Journal Report”. O objetivo do jornal, diz a “Nota do Editor”, é dar aos leitores “uma compreensão sobre um dos mais vibrantes e importantes lugares do mundo hoje”.

NIKKEI : NIPPON E VALE FECHAM PRÉ ACORDO PARA ALTA DE 90 % NO MINÉRIO

A japonesa Nippon Steel e a Vale chegaram a um acordo provisório para
estabelecer o preço do minério de ferro em cerca de US$ 105 por tonelada no trimestre entre abril e junho deste ano, aproximadamente 90% acima do valor do ano fiscal de 2009, segundo reportagem do jornal japonês The Nikkei. As negociações sobre preços vão continuar porque as duas partes não estão em total acordo, diz o jornal. A Nippon e a Vale esperam resolver as divergências até o fim do próximo mês e o preço a ser fechado então, será aplicado retroativamente a 1º de abril.
O preço final do minério provavelmente vai quebrar o recorde de quase US$ 79 estabelecido no ano fiscal de 2008 e será o primeiro aumento de preços em dois anos. As siderúrgicas provavelmente pedirão às montadoras e outros clientes para aceitarem preços maiores para o aço.
A siderúrgica sul-coreana Posco, que conduz as negociações de preço junto com a Nippon Steel, também já aceitou provisoriamente um aumento de 90%.
Se o preço do minério de ferro consumido pelo Japão subir 90% em todo o ano fiscal de 2010, a indústria siderúrgica japonesa verá seus custos crescerem 570 bilhões de ienes (US$ 6,15 bilhões) em comparação com o ano fiscal anterior.
A Vale propôs um forte aumento nos preços no início deste mês, apoiada no crescimento da demanda em mercados emergentes e na recuperação da produção de aço global. A mineradora também tenta negociar preços trimestralmente, no lugar de uma vez por ano.
A Nippon Steel se opõe ao estabelecimento de preços com maior frequência.
As siderúrgicas japonesas também já concordaram em comprar carvão de coque por US$ 200 por tonelada de grandes mineradoras no período entre abril e junho, o que representa aumento de cerca de 55% em relação ao ano fiscal de 2009. As informações sao da Dow Jones.

Petróleo deve ficar em US$70-80 nos próximos 10 anos, diz Opep

Os preços do petróleo podem permanecer entre 70 e 80 dólares na próxima década, de acordo com um relatório da Opep divulgado antes de uma conferência de petróleo nesta semana que reiterou as estimativas de demanda feitas no ano passado.
Em um documento escrito antes do Fórum Internacional de Energia nesta semana, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo afirmou que a suposição de preço tem como base a percepção de custos marginais de oferta no médio a longo prazo e destacou que isso não reflete nem sugere "qualquer projeção sobre se tal direção de preço é provável ou desejável".
"Para a próxima década, os preços nominais devem permanecer na faixa de 70 a 80 dólares o barril, enquanto que no prazo mais longo eles devem permanecer entre 70 e 100 dólares", disse o documento.
Segundo o estudo, a estimativa reflete a percepção de que os preços muito baixos limitam os gastos em exploração e produção, enquanto que preços muito altos têm um impacto negativo na economia global e crescimento da demanda.
Nesta segunda-feira, o contrato maio do petróleo nos Estados Unidos era negociado em torno de 82 dólares o barril.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Entenda os benefícios de investir em ações

Com a mudança do cenário econômico brasileiro nos últimos 10 anos, aplicações de renda fixa que antes apresentavam boa rentabilidade, já não são mais tão atraentes. Com isso os investimentos em Bolsa de Valores vêm ganhando destaque devido às altas rentabilidades dos últimos anos e as oportunidades que oferece a quem se dedica a este mercado. A Escola de Investidores ajuda você a entender o mercado de capitais em toda sua extensão, e em seu projeto educacional conta com monitores cedidos pela parceria com a SIM Investimentos, a fim de trazer informações atualizadas e experiência prática do mercado para seus alunos.
Investir na Bolsa de Valores é simples, porém requer dedicação para estudar e aprender como funcionam seus mecanismos, estratégias e análises. Você também pode optar por assessorias especializadas na hora de iniciar seus investimentos. O ideal é complementar o estudo com assessoramento, dedicar um pouco do seu tempo a estudar e contar com a ajuda de um profissional qualificado que acompanhe diariamente a bolsa, assim você estará sempre informado das oportunidades que o mercado oferece no curto, médio e longo prazo e terá segurança para tomar suas decisões.
É importante entender porque o investimento em ações hoje se tornou uma das principais alternativas de investimento, portanto, apresentamos algumas razões:
Historicamente, o investimento em ações é uma excelente alternativa ao INSS como previdência complementar para você e seus filhos.
Quando você compra uma ação, compra um pedaço de uma empresa, ou seja, vira sócio do negócio.
O investimento em ações proporciona que você cresça junto com as empresas das quais é acionista, boas empresas tendem a valorizar ao longo dos anos numa proporção muito maior que qualquer outro ativo por agregarem valores intangíveis ao seu preço (marcas, produtos, tecnologias).
Na BOVESPA você pode se tornar sócio de empresas como PETROBRÁS, VALE DO RIO DOCE, GERDAU, AMBEV, BRADESCO, USIMINAS, ITAÚ, NATURA, entre tantas outras empresas líderes de mercado e altamente lucrativas. Você pode participar dos lucros destas empresas!
A taxa de juros SELIC, que é utilizada como indexador dos Títulos de Dívida Pública e Renda Fixa, em apenas 3 anos caiu mais de 55% (de 26,5% para 11,25%), desconte ainda da rentabilidade oferecida pela renda fixa uma inflação aproximada de 4% ao ano, e o que lhe resta são aproximados 7% de rendimentos anuais, menos CPMF, IOF, Imposto de Renda, o que sobra? E vai continuar caindo.
O PIB brasileiro cresceu 3,2% ao ano em média nos últimos 5 anos, e a projeção do governo para 2008 é de 4,5%, em virtude do PAC e do ritmo de aceleração da economia nacional. Isto significa que as empresas negociadas na BOVESPA tendem a crescer, e conseqüentemente o lucro para os acionistas, ou seja, você!
O Brasil está a um passo de receber o título de país com Investiment Grade. Este título é um selo de qualidade dado pelas agências de classificação de risco (rating) aos países que representam boas oportunidades para investidores com um risco controlado. Este título aumenta a confiança dos investidores e possibilita à entrada de grandes fundos de pensão estrangeiros, que realizam investimentos de longo e médio prazo em nossa economia, isto gera uma grande valorização das empresas negociadas em bolsa, ou seja, de suas ações.
Investindo em ações, você passa a ter como sócios os maiores executivos brasileiros, como Jorge Gerdau Johannpeter (Grupo Gerdau), Salim Matar (Localiza), Jorge Paulo Lemann (InBev), Setúbal (Itaú) entre outros inúmeros empresários de sucesso.
O investimento em ações possui grande liquidez, facilmente você pode vender ativos que valem alguns milhões de reais em um dia de pregão da bolsa, ao contrário do que acontece com a venda de imóveis, por exemplo.
Na rentabilidade obtida com a venda de suas ações, o Imposto de Renda é de apenas 15% (exceção para daytrade: 20%) e ISENTO para investidores que venderem até R$ 20.000,00 em ações por mês.
Os dividendos (lucros) distribuídos aos acionistas são pagos em dinheiro e ISENTOS de Imposto de Renda.
No mercado de ações, você consegue obter rentabilidade até mesmo em tempos de queda, por exemplo, em uma operação chamada aluguel de ações.
Você sempre sabe o quanto valem seus ativos, pois o mercado os precifica em tempo real.
Com um bom acompanhamento, você pode trocar rapidamente de um negócio mal sucedido para oportunidades melhores. Ou seja, se a empresa vai mal você troca de sócio no mesmo instante.
Se você aplicar R$ 350,00 por mês, a uma taxa de 2% ao mês, durante vinte anos, é possível acumular R$ 2.000.000,00, e ter uma renda mensal vitalícia de R$ 10.000,00 se mudar para um investimento de 0,5 % ao mês.
Ações de muitas empresas boas negociadas em bolsa renderam acima de 2% ao mês desde 1995, mesmo com todas as crises que tivemos nos últimos 12 anos. Empresas como Petrobras: 2,55%, Vale do Rio Doce: 2,87%, Bradesco: 2,57%, Usiminas: 2,36%, Itaú: 2,87% e Gerdau: 2,74%*.
O Investimento em ações é o investimento em renda variável mais acessível a qualquer porte de investidor, a partir de R$ 100,00 por mês, você já pode começar a montar sua carteira de ações.
O Brasil está entre os 4 melhores países emergentes para investir do mundo, a famosa sigla BRIC: Brasil, Rússia, Índia e China.
O Real tende a manter sua valorização frente ao Dólar, uma vez que nossas exportações e a entrada de investimentos estrangeiros em nosso país estão aumentando, portanto, não faz mais sentido fazer poupança em dólar.
As reformas necessárias ao nosso país irão acontecer mais cedo ou mais tarde, e quando ocorrerem, vão beneficiar diretamente as empresas listadas em bolsa.Cada vez mais capital migra da renda fixa para a variável, gerando um fluxo de força compradora e fazendo que as ações se valorizem.
Há mais de quatro anos o Ibovespa supera a CDI.
60% da população americana investem em ações, no Brasil, esse número é de 0,2% da população, ainda temos muito para crescer, e quanto mais cedo entrar na bolsa, mais se beneficiará de todo este crescimento.
Investir em ações é um processo seguro e transparente. Todas as empresas negociadas em bolsa são obrigadas a prestar contas aos seus acionistas e a BOVESPA mantém um Fundo de Garantia para assegurar aos investidores do mercado de valores mobiliários o ressarcimento de eventuais prejuízos causados por atuação inadequada de administradores, prepostos e empregados de corretoras BOVESPA.
*Rentabilidade Acumulada de 1995 até 14/09/2007.
Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. O investimento em ações é um investimento de renda variável, pode apresentar excelentes resultados em curto, médio e longo prazo, mas pode sofrer oscilações consideráveis no curto prazo e gerar prejuízos ao investidor mal assessorado e sem conhecimento

Copom deve iniciar aperto monetário em abril, sinaliza ata

Segundo o documento do BC, "aumentaram os riscos para a concretização de um cenário inflacionário benigno, no qual a inflação seguiria consistente com a trajetória das metas".
25 de março de 2010 - O Comitê de Política Monetária (Copom) deu pistas na ata, divulgada hoje pelo Banco Central (BC), que poderá aumentar os juros na próxima reunião que ocorre em abril se alguns sinais de robustez da demanda doméstica continuarem a por em risco o cenário benigno da inflação e a manutenção das metas. O documento refere-se à reunião de 16 e 17 de março, quando a taxa básica de juros foi mantida em 8,75%.
"Aumentaram os riscos para a concretização de um cenário inflacionário benigno, no qual a inflação seguiria consistente com a trajetória das metas. Nesse ambiente, cabe à política monetária manter-se especialmente vigilante para evitar que a maior incerteza detectada em horizontes mais curtos se propague para horizontes mais longos", destaca o documento.
Além disso, "houve consenso entre os membros do Comitê quanto à necessidade de se implementar um ajuste na taxa básica de juros, de forma a conter o descompasso entre o ritmo de expansão da demanda doméstica e a capacidade produtiva da economia, bem como para reforçar a ancoragem das expectativas de inflação", sinaliza a ata.
Apesar disso, os membros do Copom acharam mais prudente aguardar a evolução do cenário macroeconômico até a próxima reunião do Comitê, para então dar início ao ajuste da taxa básica.
"Por outro lado, os demais membros do comitê entendendo que as projeções de inflação e o balanço de riscos considerado justificariam o inicio do ajuste já nesta reunião, votaram por uma elevação imediata de 0,50 p.p., na taxa de juros básica".

Construção embala novo ciclo de crescimento da Gerdau

Após apertar o cinto e reduzir dívida em R$ 8 bi, siderúrgica vê no aumento do crédito a saída para indústria do aço no Brasil.
De sua austera sede na Avenida dos Farrapos, outrora símbolo do vigor industrial porto-alegrense e que hoje dá espaço a um corredor de ônibus, oficinas mecânicas e comércio popular, a Gerdau traça seus planos para o futuro.
Dos escombros da crise do ano passado, que produziram uma queda na receita líquida de 36,5%, para R$ 26,5 bilhões, e redução na venda bruta de aço de 26,8%, a 13,9 milhões de toneladas, a companhia espera retomar o ciclo de crescimento, após um duro aperto no cinto, que ajudou a baixar sua dívida líquida em 45%.
"Nem o meu tio Germano (membro do conselho de administração presidido pelo irmão mais novo, Jorge Gerdau) se recorda de uma crise tão forte como a do ano passado", diz ao Brasil Econômico André Bier Gerdau Johannpeter, presidente da maior fabricante de aços longos das Américas, como costuma ressaltar em suas credenciais.
No momento em que grandes corporações do ramo siderúrgico apostam na diversificação de negócios, em áreas que vão da mineração ao cimento, os planos da Gerdau prometem seguir o mesmo tom sóbrio da reforma, feita pouco antes do início da crise, em seu escritório central, uma antiga fábrica de pregos erguida pela família em 1901. "Nosso foco está totalmente voltado para a cadeia do aço", esclarece André Gerdau.
Na entrevista a seguir, o empresário explica que, além de Copa e Olimpíadas, o que anima mesmo a siderúrgica são as boas perspectivas lançadas pela indústria da construção civil, que passou a dispor de mais crédito no país.
Como foi o processo de ajuste no caixa da empresa durante a crise e qual a sua capacidade atual de investimento?
Em setembro de 2008, a crise estava vindo e não sabíamos o quão profunda ela ia ser, então nossa meta foi gerar caixa e proteger a liquidez da empresa. Baixamos a dívida em R$ 8 bilhões, reduzimos o capital de giro em R$ 5 bilhões e cortamos ainda os custos fixos com processos industriais em R$ 2 bilhões.
A gestão financeira foi chave nesse processo. Revíamos a meta a cada mês, dois meses, pois não sabíamos a profundidade do problema. A partir de maio, quando tivemos uma dimensão melhor, começamos a nos adaptar melhor ao cenário. Com isso, revisamos nossos planos e aumentamos os recursos para R$ 9,5 bilhões durante os próximos cinco anos, sendo que 80% desse dinheiro será destinado ao Brasil.
Siderúrgicas estão falando em investir em mineração e cimento, enquanto cimenteiras querem ganhar mais espaço na produção de aço. Como a Gerdau vê esse movimento?
Nossa posição é muito clara: o foco da empresa está totalmente direcionado à cadeia do aço. Estrategicamente, a Gerdau vai investir para gerar mais valor agregado ao cliente, especialmente no corte e dobra de aços longos para a construção civil.
De todo modo, a companhia vai elevar sua capacidade de produção de minério, não?
Esse investimento é uma forma de melhorar a competitividade, por isso queremos elevar a produção nas nossas duas reservas em Minas Gerais, para abastecer a Açominas. No momento, queremos elevar a autossuficiência em matéria-prima de 50% para 80%. Essa posição pode mudar no futuro, mas não buscamos novos ativos em mineração.
Quais são os planos para fazer com que a Açominas aproveite oportunidades nos mercados automotivo, naval e a cadeia do pré-sal?
O que temos em Minas é uma linha de fio-máquinas (utilizados para a fabricação de arames e pregos, entre outros), que pode acabar na produção automotiva, e de perfis estruturais (usados na sustentação de edifícios), um mercado que está se desenvolvendo no Brasil.
Nosso grande plano está na produção de chapas grossas, que podem ser utilizadas na indústria naval, de equipamentos pesados e na construção. Ainda não fabricamos, mas vamos agregar uma laminação que a partir de 2012 irá fornecer o produto para esses clientes. Não temos contratos ainda, mas estamos monitorando o mercado e vendo oportunidades.
De que forma Copa e Olimpíada mexem nos planos da Gerdau?
Estamos acompanhando atentamente as novas oportunidades do mercado, a partir das obras do PAC, Copa, Olimpíadas e do Minha Casa, Minha Vida. Os eventos combinados deverão gerar uma demanda, segundo o Instituto Brasileiro do Aço, de 8 bilhões de toneladas. É um número significativo, se considerarmos que a produção deste ano deverá ficar em 32 bilhões de toneladas. Dentro do contexto do país como um todo, esse volume ajuda, mas não é o determinante.
Estamos atentos às oportunidades com toda a infraestrutura que virá a reboque do crescimento da indústria da construção civil, movido principalmente pelo maior acesso ao crédito, que também está puxando a compra de automóveis e eletrodomésticos.
Há previsão de aumento de capacidade?
Hoje a nossa capacidade atende à demanda e as expansões previstas já contemplam essa expectativa. Estimamos um aumento na produção de aço de 22% para este ano (no ano passado, a queda foi próxima a 30%). É ainda uma recuperação.
Como a Gerdau vê o esforço de empresários brasileiros que estão se unindo para comprar aço mais barato no exterior, principalmente da China?
Entendemos que as empresas têm todo o direito de importar aço. Para nós, o importante é garantir o atendimento à demanda e para isso é estratégico manter uma relação estreita com os clientes. Com uma cadeia forte, a indústria brasileira é competitiva.
Estima-se que o preço do minério de ferro poderá mais que dobrar este ano. Qual será o impacto no valor do aço?
Alguns analistas falam nesse aumento, mas isso não está confirmado. Vai haver uma pressão de custos, mas não vamos mexer nos preços.