A despeito de um payroll "benigno", mostrando que a criação de postos de trabalho nos EUA em outubro mais do que dobrou em relação às previsões, as bolsas tiveram uma manhã de oscilação, mesmo porque vieram de fortes ganhos durante a semana. Investidores resolveram realizar lucros, enquanto ponderavam que apenas um dado positivo não significa uma reversão da letargia da economia norte-americana. O dólar, tanto aqui quanto lá fora,
oscilou afetado por diferentes leituras do payroll e ainda sob a sombra do que pode acontecer na reunião do G-20 na semana que vem. A Bovespa também não se negou ao movimento de realização visto no exterior, após quase ter chegado a patamar histórico de alta na véspera. Já os juros dispararam, com o mercado colocando nos preços os receios quanto à alta na carga tributária e à percepção de que a retidão fiscal do próximo governo pode passar ao largo do corte de despesas.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Gerdau paga R$ 170,3 milhões em proventos
A Gerdau informou nesta sexta-feira (5/11) que foi aprovado o pagamento aos acionistas de juros sobre o capital próprio em substituição aos dividendos, no valor de R$ 170,3 milhões.
O provento foi calculado à razão de R$ 0,12 por ação e terão direito os acionistas inscritos nos registros da empresa até 16 de novembro de 2010.
Por sua vez, a Gerdau Metalúrgica pagará juros sobre capital próprio, também em substituição aos dividendos, à razão de R$ 0,18 por ação, perfazendo o total de R$ 73,2 milhões.
Em ambos os casos, o pagamento será realizado em 26 de novembro
O provento foi calculado à razão de R$ 0,12 por ação e terão direito os acionistas inscritos nos registros da empresa até 16 de novembro de 2010.
Por sua vez, a Gerdau Metalúrgica pagará juros sobre capital próprio, também em substituição aos dividendos, à razão de R$ 0,18 por ação, perfazendo o total de R$ 73,2 milhões.
Em ambos os casos, o pagamento será realizado em 26 de novembro
B2W concluirá integração de marcas apenas em 2011
Após sofrer uma queda de 75 por cento no lucro líquido do terceiro trimestre, a varejista online B2W estimou nesta sexta-feira que a integração de suas operações deve ser concluída apenas no início de 2011.
O longo prazo para unificar as plataformas tecnológica e de logística de suas marcas Submarino, Americanas.com e Shoptime vem sendo apontado pelo mercado como um dos fatores de maior peso nos resultados da companhia.
Nos três meses encerrados em setembro, a B2W teve lucro líquido de 2,5 milhões de reais, bem abaixo da média de sete previsões de analistas obtidas pela Reuters, que apontava para 7,3 milhões de reais.
"O processo de integração está praticamente concluído. Até setembro integramos duas marcas... A conclusão ocorrerá no início de 2011", disse o diretor de Relações com Investidores da B2W, Murilo Corrêa, em teleconferência com analistas, acrescentando que a integração pendente se refere à marca Shoptime.
Além de finalizar a unificação das operações, a empresa vem investindo em novas funcionalidades, buscando "melhorar a competitividade e reduzir despesas operacionais", segundo o executivo.
No trimestre passado, a companhia reformulou o site da Americanas.com, que passou a ser baseado em nova plataforma tecnológica.
A empresa também está implantando novas dinâmicas para cobrança de frete, que devem resultar em redução de despesas.
Questionado sobre o avanço da concorrência no comércio eletrônico, Corrêa disse que a B2W está se preparando internamente para um ambiente de competição ainda mais acirrado. "A competição pode piorar, estamos trabalhando com essa possibilidade. A Internet não tem barreiras e é difícil prever o que pode acontecer."
Conforme ele, a estratégia da empresa prevê a entrada em novas categorias de produtos.
As ações da B2W recuavam 0,19 por cento às 13h39, para 31,30 reais. O Ibovespa, no mesmo horário, cedia 0,51 por cento.
RECEITA MAIOR
Apesar do forte tombo no lucro, a receita líquida da B2W ficou em 1,01 bilhão de reais de julho a setembro, avanço de 8 por cento sobre igual período do ano passado.
Segundo a empresa, os números do período foram afetados por ajustes a valor presente (AVP) de mercadorias que, no ano, passado, tiveram impacto positivo sobre o desempenho.
A empresa teve despesa financeira líquida de 88,2 milhões de reais no terceiro trimestre, 32 pior que o resultado financeiro negativo de 66,9 milhões um ano antes, também impactado pela reversão do AVP.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização Ebitda, na sigla em inglês) foi de 126 milhões de reais no trimestre passado, aumento de 14 por cento na comparação anual.
A margem Ebitda, por sua vez, subiu ligeiramente a 8,6 por cento sobre a receita bruta e alcançou 11,7 por cento sobre a líquida.
Já as despesas com vendas, gerais e administrativas caíram 1 ponto percentual, para 156,4 milhões de reais em relação à receita bruta, que foi de 1,5 bilhão de reais no último trimestre, alta de 13 por cento ano a ano.
Nos nove meses até setembro, a empresa investiu 185 milhões de reais, a maioria em tecnologia e logística.
O longo prazo para unificar as plataformas tecnológica e de logística de suas marcas Submarino, Americanas.com e Shoptime vem sendo apontado pelo mercado como um dos fatores de maior peso nos resultados da companhia.
Nos três meses encerrados em setembro, a B2W teve lucro líquido de 2,5 milhões de reais, bem abaixo da média de sete previsões de analistas obtidas pela Reuters, que apontava para 7,3 milhões de reais.
"O processo de integração está praticamente concluído. Até setembro integramos duas marcas... A conclusão ocorrerá no início de 2011", disse o diretor de Relações com Investidores da B2W, Murilo Corrêa, em teleconferência com analistas, acrescentando que a integração pendente se refere à marca Shoptime.
Além de finalizar a unificação das operações, a empresa vem investindo em novas funcionalidades, buscando "melhorar a competitividade e reduzir despesas operacionais", segundo o executivo.
No trimestre passado, a companhia reformulou o site da Americanas.com, que passou a ser baseado em nova plataforma tecnológica.
A empresa também está implantando novas dinâmicas para cobrança de frete, que devem resultar em redução de despesas.
Questionado sobre o avanço da concorrência no comércio eletrônico, Corrêa disse que a B2W está se preparando internamente para um ambiente de competição ainda mais acirrado. "A competição pode piorar, estamos trabalhando com essa possibilidade. A Internet não tem barreiras e é difícil prever o que pode acontecer."
Conforme ele, a estratégia da empresa prevê a entrada em novas categorias de produtos.
As ações da B2W recuavam 0,19 por cento às 13h39, para 31,30 reais. O Ibovespa, no mesmo horário, cedia 0,51 por cento.
RECEITA MAIOR
Apesar do forte tombo no lucro, a receita líquida da B2W ficou em 1,01 bilhão de reais de julho a setembro, avanço de 8 por cento sobre igual período do ano passado.
Segundo a empresa, os números do período foram afetados por ajustes a valor presente (AVP) de mercadorias que, no ano, passado, tiveram impacto positivo sobre o desempenho.
A empresa teve despesa financeira líquida de 88,2 milhões de reais no terceiro trimestre, 32 pior que o resultado financeiro negativo de 66,9 milhões um ano antes, também impactado pela reversão do AVP.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização Ebitda, na sigla em inglês) foi de 126 milhões de reais no trimestre passado, aumento de 14 por cento na comparação anual.
A margem Ebitda, por sua vez, subiu ligeiramente a 8,6 por cento sobre a receita bruta e alcançou 11,7 por cento sobre a líquida.
Já as despesas com vendas, gerais e administrativas caíram 1 ponto percentual, para 156,4 milhões de reais em relação à receita bruta, que foi de 1,5 bilhão de reais no último trimestre, alta de 13 por cento ano a ano.
Nos nove meses até setembro, a empresa investiu 185 milhões de reais, a maioria em tecnologia e logística.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Bolsa inicia negociação de Apple e Google
A BM&FBovespa inicia hoje a negociação de papéis de algumas das empresas mais populares do mundo.
No pregão brasileiro, estreiam papéis da cosmética Avon, dos restaurantes McDonald's, da farmacêutica Pfizer, do supermercado Walmart, dos bancos Goldman Sachs e Bank of America, além da petroleira ExxonMobil e das gigantes tecnológicas Apple e Google.
Também começam a ser negociados os papéis da siderúrgica indiana Mittal, que comprou e fechou o capital da rival Arcelor.
A iniciativa é um dos principais trunfos da BM&FBovespa para se internacionalizar e popularizar o investimento em ações.
Para frustração do pequeno investidor, porém, os papéis não serão negociados diretamente no "home broker" (internet). Só fundos de investimento e grandes investidores poderão negociá-los.
Os principais bancos brasileiros e alguns estrangeiros estão estruturando fundos voltados para esses papéis.
A restrição se deve porque os papéis estrangeiros são negociados no Brasil de forma indireta, por meio de BDRs (Brazilian Depositary Receipts), uma espécie de "recibo" conversível nas ações negociadas nas Bolsas de Valores estrangeiras.
É a forma análoga dos ADRs (American Depositary Receipts) de empresas brasileiras como Vale e Petrobras negociados em Nova York.
No caso brasileiro, esses recibos são chamados "não patrocinados" porque essas empresas não lideraram o trâmite burocrático para ter suas ações listadas no Brasil.
Essas empresas não publicam balanços em português nem se submetem às regras brasileiras do mercado.
Os bancos Deutsche Bank e Citibank se encarregam de comprar as ações, em dólar ou euro, nos países de origem. Depois, emitem o recibo em reais no Brasil.
Para garantir que os negócios com BDRs aconteçam, o segmento terá como "formador de mercado" a corretora Indusval Multistock. A corretora foi contratada para dar preço, comprar e vender esses papéis, assegurando uma liquidez mínima para os investidores brasileiros.
No pregão brasileiro, estreiam papéis da cosmética Avon, dos restaurantes McDonald's, da farmacêutica Pfizer, do supermercado Walmart, dos bancos Goldman Sachs e Bank of America, além da petroleira ExxonMobil e das gigantes tecnológicas Apple e Google.
Também começam a ser negociados os papéis da siderúrgica indiana Mittal, que comprou e fechou o capital da rival Arcelor.
A iniciativa é um dos principais trunfos da BM&FBovespa para se internacionalizar e popularizar o investimento em ações.
Para frustração do pequeno investidor, porém, os papéis não serão negociados diretamente no "home broker" (internet). Só fundos de investimento e grandes investidores poderão negociá-los.
Os principais bancos brasileiros e alguns estrangeiros estão estruturando fundos voltados para esses papéis.
A restrição se deve porque os papéis estrangeiros são negociados no Brasil de forma indireta, por meio de BDRs (Brazilian Depositary Receipts), uma espécie de "recibo" conversível nas ações negociadas nas Bolsas de Valores estrangeiras.
É a forma análoga dos ADRs (American Depositary Receipts) de empresas brasileiras como Vale e Petrobras negociados em Nova York.
No caso brasileiro, esses recibos são chamados "não patrocinados" porque essas empresas não lideraram o trâmite burocrático para ter suas ações listadas no Brasil.
Essas empresas não publicam balanços em português nem se submetem às regras brasileiras do mercado.
Os bancos Deutsche Bank e Citibank se encarregam de comprar as ações, em dólar ou euro, nos países de origem. Depois, emitem o recibo em reais no Brasil.
Para garantir que os negócios com BDRs aconteçam, o segmento terá como "formador de mercado" a corretora Indusval Multistock. A corretora foi contratada para dar preço, comprar e vender esses papéis, assegurando uma liquidez mínima para os investidores brasileiros.
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