quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Relatorio Tecnico

IBOV após um dia de forte alta voltou para dentro do canal que havia sido
perdido no pregão do dia 23/11. Superando os 70.300 pontos desconfigura o
oco que tinha sido formado no diário, e quem sabe papai noel resolve
aparecer para a bolsa e ainda podemos esperar algum rally de fim de ano.
Como dito no relatório do dia 23/11, terça-feira, a região crítica é 68.500
pontos, abaixo disso a coisa volta a ficar feia e podemos ir buscar os 66.000 pontos.
Para cima, rompendo os 71.000 pontos, o mercado deve parar para ver umas
gatinhas e tomar uma cervejinha na região dos 72.000 pontos, tomando
fôlego para voltar rumo aos 73.100 pontos.
Destaque do pregão de ontem foi o fato de ser um pregão bem direcional no
intradiário, gráfico de 15 minutos, sendo um dia bem interessante e lucrativo para quem opera day trades.

DOW JONES - O Dow Jones novamente imitou seu primo tupiniquim, teve um dia de forte alta voltando para dentro do canal de alta que havia sido perdido.
Para cima tem uma resistência na zona de 11.200 pontos formada por topos anteriores e também tem como resistência nessa faixa a média de 21
dias. Se romper toda essa zona de resistência deve facilmente buscar o
topo na região dos 11.450 pontos. Para baixo tem uma forte zona de
suporte na faixa dos 11.000 pontos que se perdida abre espaço para o
DJI buscar a faixa de 10.860/10.750.

DOLAR FUTURO - O DOLFUT ontem sofreu um pouquinho com esse repique do
índice. Traçando as retrações de Fibonacci da última perna de alta,
vemos que o dólar tem uma forte zona de suporte na faixa de 1.716
formado pela retração de 0.50, pela média móvel de 21 dias, pela LTA. Se
perder esse nível deve buscar os 1.708/1683 com facilidade. No
pregão de ontem fechamos levemente abaixo da retração de 0.382. Para cima tem uma resistência em 1.732, se passar busca 1.750. Ao longo dos relatórios de AT temos percebido que o dólar costuma respeitar bem as retrações de Fibonacci, como já foi mencionado em relatórios passados.

COREIA DO NORTE AMEAÇA ATACAR DE NOVO SE PROVOCADA E ACUSA EUA

A Coreia do Norte ameaçou nesta quinta-feira realizar mais ataques militares à Coreia do Sul, em resposta a qualquer "provocação" sul-coreana. Na opinião de Pyongyang, os Estados Unidos são parcialmente responsáveis pela troca de disparos de artilharia ocorrida na terça-feira, que deixou dois civis e dois militares sul-coreanos mortos.
"Se os provocadores fantoches sul-coreanos não voltarem à razão e cometerem outra provocação militar precipitada, nosso Exército realizará uma segunda e uma terceira séries de poderosos ataques retaliatórios físicos, sem hesitação", afirmou um representante das Forças Armadas da Coreia do Norte, que não teve o nome divulgado.
A tensão e a troca de disparos de lado a lado causaram preocupação internacional nesta semana. Pyongyang afirma que os militares sul-coreanos são culpados, pois Seul teria disparado no território marítimo do vizinho durante um exercício militar. O governo sul-coreano confirma o exercício, mas nega que qualquer disparo tenha cruzado a fronteira até o ataque
norte-coreano ocorrer, em uma ilha sul-coreana na região do Mar Amarelo.
Washington também foi acusado por seu papel no traçado da "ilegal" fronteira marítima entre os dois países, após a Guerra da Coreia (1950-53), disse um representante em uma mensagem aos militares norte-americanos, citada pela agência estatal norte-coreana.
"O Mar da Coreia Ocidental (Mar Amarelo) tornou-se um lugar perigoso, onde o risco de confrontação e combates entre o Norte e o Sul é persistente, apenas porque os EUA traçaram unilateralmente a ilegal Linha do Limite ao Norte", disse o militar da Coreia do Norte, referindo-se à fronteira marítima entre os países. "Portanto, os EUA nunca podem fugir da
responsabilidade pela recente troca de tiros."
A agência estatal da Coreia do Norte afirmou que um representante militar na vila fronteiriça de Panmumjom estava respondendo às acusações dos EUA de que Pyongyang desrespeitou o armistício vigente desde a guerra dos anos 1950. A Coreia do Norte recusa-se a reconhecer a fronteira traçada unilateralmente pelas forças das Nações Unidas no fim da guerra. O país
exige que essa divisão fique mais ao sul. Já houve confrontos com mortes nessa área em 1999, 2002 e em novembro do ano passado.

Mercado em Foco - Indusval Multistock

A Ásia recuperou no pregão do dia, a Europa está ligeiramente em alta. Nos EUA, começa o feriado prolongado, Dia de Ação de Graças. A situação da Irlanda está em aberto, apesar do anúncio de ajuda da União Européia e do FMI. A greve em Portugal vai ser mantida; vários agentes econômicos sinalizam que o país necessitará da ajuda do FMI. A situação da Coréia do Sul e Coréia do Norte continua indefinida. Nos próximos meses, a China terá grande influência no mercado internacional, dependendo das diretrizes colocadas para 2011, no que tange o câmbio, a inflação e os investimentos. No Brasil, o nome de Alexandre Tombini para o Banco Central foi aceito pela grande maioria do mercado, com a “garantia” de manter o BC com a total independência. A presidente, Dilma Rousseff convidou Antonio Palocci para assumir a Casa Civil e o Paulo Bernardo para assumir a Previdência Social. Com o feriado americano, o volume da Bovespa será fraco, mas pode continuar recuperando na ausência de notícias desfavoráveis no mercado internacional.

Brasil - Fibria: o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou o negócio entre a VCP e a Aracruz, pois não observou ameaça à concorrência.
INCC-M: em nov10, o índice subiu 0,36% contra +0,15% em out10.
Iochpe-Maxion: o Conselho de Administração aprovou o programa de recompra de ações ordinárias para manutenção em tesouraria, cancelamento ou alienação. A recompra engloba até 120.100 ações pelo prazo de até 120 dias.
Máquinas e Equipamentos: nos 10MS10, a indústria brasileira faturou R$ 59,3 bilhões, aumento de 10,8% sobre os 10MS09. Em out10, o faturamento atingiu R$ 5,8 bilhões, decréscimo de 9,5% sobre set10 e aumento de 1,1% sobre out09.
Petrobras (1): o presidente da companhia não acredita na aprovação do modelo de distribuição dos royalties do pré-sal, mesmo porque não faz parte do marco regulatório do setor, por estar no âmbito federativo.
Petrobras (2): o presidente da companhia informou que emitirá até US$ 40 bilhões em dívida nova nos próximos cinco anos. Até 2015, a necessidade de financiamento da companhia é de US$ 262 bilhões. Desse total US$ 68,5 bilhões será via mercado, US$ 38 bilhões com rolagem de dívida e US$30 a US$ 40 bilhões através de dívida nova.
Vale: o novo presidente do conselho de Administração da Previ, Ricardo Flores, sinalizou ontem que não está nos planos da fundação a substituição do presidente da Vale, Roger Agnelli. Ressaltou que o governo terá o direito de opinar na condução da empresa e cobrar a realização de investimentos.

Zona do Euro - França: em out10/nov10, o índice de confiança subiu de -34 para -32.

Bolsas asiáticas sobem, seguindo recuperação de Wall Street na véspera

Os principais mercados de ações da Ásia fecharam o pregão desta quinta-feira (25) em alta, refletindo a divulgação de dados melhores que o esperado nos EUA na véspera.
%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Nikkei +0,50 10.080 +7,49 -4,43
Hang Seng +0,42 23.121 -2,03 +5,72
Shangai Composite +1,34 2.898 -4,71 -11,56

Os ganhos na região seguem a alta nas bolsas norte-americanas, cujos índices de ações subiram em meio a números menores que o esperado quanto à quantidade de pedidos de auxílio desemprego na última semana, ao passo que a confiança do consumidor apontou para um patamar melhor que as expectativas.
As ações da Daihatsu Motor se destacaram com alta de 3,38% depois que Deutsche Bank elevou o preço-alvo para os papéis da empresa, citando vendas melhores no setor. Deste modo, outros papéis do ramo automobilístico fecharam o pregão com valorização, como os da Mitsubishi Motors, cujo avanço foi de 1,72%, e da Nissan e da Honda, com ganhos de 1,27% e 0,65%, respectivamente.
As exportações no Japão avançaram a um ritmo menor que o previsto em outubro, aos 7,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o que configura o menor avanço em 11 meses. Já as importações se expandiram em 8,7% no período, enquanto a balança comercial apresentou saldo positivo 2,7% maior, na passagem anual.
Já na agenda de indicadores da China, destaque para o superávit em conta corrente no terceiro trimestre, o qual apontou para números 103% maiores que em igual período de 2009, com US$ 102,3 bilhões.
Deste modo, os papéis na China se valorizaram pelo segundo pregão consecutivo, com destaque para as ações do Sany Heavy Industry, as quais dispararam 8,2% após o Citic Securitis afirmar que as indústrias devem se beneficiar do desenvolvimento nas províncias rurais.
Os investimentos ligados às commodities petrolíferas registraram alta nesta sessão, com avanço de 2,10% para os da PetroChina e de 1,10% para os da Sinopec

Tóquio sobe 0,5% com queda do iene e dados dos EUA

A Bolsa de Tóquio fechou em alta depois que as ações da Toyota, da TDK e de outras exportadoras subiram ante uma projeção mais promissora para os gastos dos consumidores dos EUA no fim do ano, além de uma desvalorização do iene em relação ao dólar. O índice Nikkei 225 ganhou 49,65 pontos, ou 0,5%, e fechou aos 10.079,76 pontos.
O sentimento do mercado esteve positivo desde a abertura, depois do sólido desempenho das bolsas dos EUA na quarta-feira ante uma série de dados econômicos favoráveis, incluindo um aumento acima do esperado no índice de sentimento do consumidor Reuters/Universidade de Michigan para novembro.
"Enquanto os mercados imobiliário e de trabalho dos EUA continuam fracos, a atividade industrial e o consumo estão se levantando", disse Tatsunori Kawai, estrategista-chefe da kabu.com Securities. Ele acrescentou que estão crescendo as expectativas de que as vendas da "Sexta-Feira Negra" e da subsequente temporada de compras nos EUA serão relativamente forte.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

DADOS DOS EUA ANIMAM MERCADOS; JUROS DE OLHO EM TOMBINI

Indicadores melhores do que as previsões nos EUA levaram os mercados globais a buscarem a reposição de perdas da véspera e o brasileiro não foi uma exceção. As bolsas norte-americanas subiam mais de 1% no começo da tarde, enquanto a Bovespa avançava em torno de 2% e o dólar caía 0,75% ante o real. Os dados norte-americanos de auxílio-desemprego, mostrando queda nos pedidos ao menor nível desde julho de 2008, e o sentimento do consumidor acima das expectativas animaram os investidores para uma saída
tranquila para o feriado de Ação de Graças, amanhã nos EUA. Aqui, o mercado de juros eleva as taxas curtas - acreditando que o futuro presidente do BC, ao que tudo indica, Alexandre Tombini, atuará com alta da Selic no começo de 2011 para frear a inflação. A "leitura" do mercado sobre Tombini, um dos formuladores da política de metas de inflação,
resume seu perfil como técnico ortodoxo, porém aliado à Fazenda, pasta que deve continuar com o atual titular, Guido Mantega. Não há hostilidade em relação a Tombini, mas é certo que o novo presidente do BC terá todos os holofotes do mercado voltados para ele, principalmente no que diz respeito à sua firmeza no combate à inflação.
Os mercados internacionais engataram uma recuperação nesta véspera do principal feriado norte-americano, de Ação de Graças, com investidores em Nova York preparando-se para abandonar Wall Street em direção aos ae roportos ou às compras. Em vários mercados, a liquidez já está reduzida nesta quarta-feira. O feriado também antecipou a divulgação de
indicadores econômicos, os quais apenas contribuíram para assegurar uma manhã tranquila.
Os investidores apegaram-se especialmente ao número sobre novos pedidos de
auxílio-desemprego, que caiu ao menor nível desde julho de 2008 na semana passada, para 407 mil. Ao mesmo tempo, da Europa, os mercados não viram nenhuma notícia ruim que já não tivesse sido embutida no depressivo dia de ontem. A Irlanda divulgou seu orçamento para os próximos quatro anos com diretrizes muito próximas às já comentadas recentemente nas mesas de negociação. Em Portugal, uma greve geral programada, para protestar contra
redução dos salários dos funcionários públicos e elevação dos impostos, fechou portos, fábricas e o sistema de metrô de Lisboa. A notíci a boa do bloco veio de novo da Alemanha, onde o índice IFO de sentimento do empresariado saltou para 109,3 em novembro, o nível mais elevado desde a reunificação do país, há duas décadas.
O ambiente positivo foi, no entanto, sendo construído ao longo da manhã. Nas primeiras horas do dia, a cautela ainda predominava, com o custo de proteção contra eventual calote da Espanha, Portugal e Bélgica atingindo nível recorde de alta. O euro respondia em baixa e a preocupação era tanta que nem mesmo o índice IFO evitou que a moeda caísse para a mínima de US$ 1,3284, nível visto anteriormente em 22 de setembro. As ações do Bank of Ireland despencaram mais de 20% com informações de que o governo irlandês poderia ter participação majoritária na instituição.
A notícia de que a Standard & Poor's havia cortado o rating da Irlanda de AA- para A renovou o nervosismo dos investidores para esta quarta-feira. Tanto que o leilão de bônus da Alemanha (bunds) de 10 anos teve uma demanda menor do que a oferta, espelhando a atual turbulência no mercado de dívidas soberanas da zona do euro.
Mas foi na Europa mesmo que a nuvem negra começou a se dissipar, com investidores olhando para o índice IFO alemão, e o movimento de alta se firmou com os indicadores norte-americanos. Além dos pedidos de auxílio-desemprego, o dado final de sentimento do consumidor animou. Segundo a pesquisa Reuters/Universidade de Michigan, o índice subiu para 71,6, em relação à leitura preliminar de 69,3 e acima do nível de 67,7 registrado em
outubro. Economistas esperavam que o índice subisse menos, para 69,8.
Outros indicadores divulgados hoje nos EUA foram de vendas de imóveis residenciais novos, que recuaram 8,1% em outubro (previsão +2,3%); de encomendas de bens duráveis, que caíram 3,3% em outubro (+0,1%); e de gastos e renda dos norte-americanos, que subiram 0,4% e 0,5%, respectivamente (previsão +0,5% e +0,4%, na mesma ordem).
Às 14h06 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 1,23% e o índice S&P 500 operava em alta de 1,31%; o índice Nasdaq avançava 1,87%. Londres operava em alta de 1,48%, Frankfurt subia 1,77% e Paris ganhava 0,74%.
O euro operava a US$ 1,3381, acima do fim do dia de ontem em Nova York a US$ 1,3369, também influenciado positivamente pelos indicadores norte-americanos e pelo apetite ao risco gerado pelos números.
O anúncio do governo da Irlanda de seu plano de orçamento para quatro anos, que é anterior à visita do FMI e da União Europeia, previu corte de gastos de 10 bilhões de euros (US$ 13,3 bilhões) e receitas extraordinárias de 5 bilhões de euros para reduzir o déficit a menos de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2014. Este ano, o déficit orçamentário está em cerca de 32% do PIB.
O governo não cedeu à pressão internacional e manteve o imposto corporativo em 12,5%, mas vai elevar o IVA para 22% a partir de 2013, dos atuais 21%. Serão também cortados quase 25 mil empregos públicos em relação ao quadro de 2008 e os que ficarem terão seus salários reduzidos; o salário mínimo também cai.
De acordo com o plano, o governo irlandês pretende cortar o déficit orçamentário para 9,1% do PIB em 2011. A dívida do governo deve atingir o pico de 102% do PIB em 2013 e deve cair a 100% do PIB em 2014. Essas contas estimam que o país irá crescer à média de 2,75% ao ano até 2014.
Analistas do banco Brown Brothers consideram que as projeções de crescimento embutidas no orçamento de quatro anos são otimistas diante do aperto fiscal planejado não somente na Irlanda, mas no resto da periferia da zona do euro.
Entre as commodities, o apetite por risco sustentou as metálicas, enquanto o petróleo ganhou na esteira de anúncio de alta nos estoques de petróleo na semana passada.
Embora o esperado fosse queda, os investidores disseram que o aumento foi modesto no cenário recente de queda nos estoques totais, que incluem derivados. Às 14h31 (de Brasília), o contrato do cobre para dezembro subia 1,67% para US$ 3,7645 por libra peso. O contrato do petróleo WTI avançava 2,26% para US$ 83,10 o barril.