sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

EUA: INDICADORES

Fato: O ISM dos gerentes de compras sobe a 62,6 em fevereiro
Expectativa: A previsão era queda para 60,5
Comentário: O indicador veio melhor que o esperado.

Índice de Sentimento do Consumidor/Universidade de Michigan

Fato: O índice caiu a 73,6 em fevereiro
Expectativa: Analistas estimavam queda para 73,7
Comentário: O indicador veio em linha com o esperado.

Vendas de Imóveis Residenciais Usados

Fato: As vendas de imóveis usados cairam 7,2% em janeito
Expectativa: Analistas estimavam alta de 0,9%
Comentário: O indicador veio pior que o esperado. Uma série de dados a respeito do setor imobiliário mostram uma piora significativa no cenário

EUA: INDICADORES

Fato: O PIB americano do quarto trimestre foi revisado de 5,7% para 5,9%

Expectativa: Economistas estimavam alta para 5,9%

Comentário: O dado veio de acordo com o esperado e mostra um crescimento positivo da economia americana.

COMMODITIES

CAFE = As bolsas abriram otimistas, retomando os suportes perdidos ontem.
Com o Dólar cedendo bem e o Petróleo se recuperando, o cenário para o Café
começa positivo. Os indicadores de preços vieram bem negativos, acompanhando as quedas nas bolsas de ontem, porém isso não deve influenciar nas cotações. O Esalq Arábica veio com 1,83% de queda em 273,96 e o Preço Composto da OIC caindo 1,51% em 121,34. NY já sobe 0,85% e Londres 0,40%. Na nossa BM&F o contrato Set/2010 já abriu rompendo a resistência de 155,00. A alta está em 0,19%.

BOI = O indicador segue estável, com variação mínima desde o início da
semana apesar da alta no preço mínimo negociado. Com escalas de
abate curtas, os frigoríficos não encontram espaço pra recuar as ofertas
de compra. Mesmo com maior dificuldade para escoar o traseiro bovino,
que apresenta maior participação na carcaça, os preços da carne no
atacado estão firmes. Dessa forma, há espaço para novas altas na
cotação do boi gordo. Graficamente o boi out/10 deve sustentar acima
de 84,00 e testar a resistência em 84,30.

SOJA = Leve alta para o mercado de soja esta noite em Chicago, acompanhando
a movimentação externa em correção após as fortes quedas registradas
no pregão anterior. No curto prazo, o atraso na colheita brasileira,
associado a oferta ajustada nos EUA tendem a trazer sustentação ao
mercado, minimizando, de certa forma, o impacto da expectativa de uma
ampla oferta no mercado global nos próximos meses. Isto tende a
manter o mercado de lado, com a BM&F trabalhando entre a resistência
de 21,20 e o suporte de 20,75. Aspecto importante neste momento passa
a ser a definição do plantio norte-americano por parte do produtor!

MILHO = Mercado estável no físico, com indicador oscilando sem direcionamento. No momento, o menor interesse de venda por parte do produtor, associado aos maiores custos logísticos reduziram, momentaneamente o volume de ofertas, especialmente nas regiões consumidoras como SP. Mesmo assim, os consumidores, na percepção
de que o mercado manterá um quadro de oferta elevado nos próximos meses,
adquirem apenas da mão para a boca, relutando em elevar os referenciais de preços. Março deve confirmar venda pelas médias hoje. Em função da liquidez, recomendamos o stop gain no março e o aguardo ao cruzamento das médias para a venda no maio.

DOLAR

O Dólar futuro pelo gráfico de 60' perdeu o suporte do canal de alta de curto prazo e pode testar suportes em 1817, 1807 ou 1798, mas se romper os 1833 pode buscar 1843 ou fechar um GAP em 1858. No gráfico diário formou uma congestão entre 1814 e 1841, em que um rompimento destes pontos pode dar a direção da nova tendência. Acima tem um GAP em 1858 e abaixo tem bom suporte em 1798.
Sessão de volatilidade para o dólar. Pela manhã a moeda norte-americana apresentou forte valorização perante as principais moedas globais reflexo de declarações de agências de rating sobre a possibilidade de rebaixamento dos títulos soberanos gregos. Ao mesmo tempo, dados negativos relacionados ao mercado de trabalho norte-americano contribuíram para o cenário aversivo
durante o dia. No final da sessão, os ânimos renovaram-se, reduzindo os ganhos da moeda norte-americana, especialmente perante o R$.
Nesta manhã o U$ registra desvalorização perante as principais moedas globais, cenário que deve confirmar-se também nos futuros BM&F.

INDICE

O Ibovespa, após testar o suporte em nível de 64.500, voltou acima dos 66.000 e pode testar os 67.320 ou 68.700. Se voltar abaixo de 66.000, pode testar os suportes próximos de 64.500 ou 63.500. O sinal do MACD perdeu força mais uma vez, mas a alta de hoje apresentou um volume acima dos dias em queda o sinaliza que a alta está mais forte neste momento.

O índice futuro em seu gráfico diário fechou acima dos 65.000 interrompendo uma tendência baixista de curto prazo. Se superar os 67.250 pode buscar resistência em 68.880.Se vier abaixo dos 65.000
pode buscar suportes em 64.000 ou 62.000. Pelo gráfico de 60' o índice rompeu a LTB em 66.600 e pode ir em direção a resistências em 67.250,
67.850 ou 68.400, mas se perder os 66.000 pode voltar a testar suportes em 65.500 ou 64.500.

MERCADO

O mês de fevereiro caminha para um fim mais positivo nos negócios com os agentes amparandose em notícias favoráveis. A Europa hoje deu motivos para otimismo, após o Reino Unido anunciar uma revisão em alta do PIB do quarto trimestre de 2009, com considerável força nos dados de serviços e da produção industrial. No decorrer do dia, porém, a tarefa de manter o bom humor fica com os EUA, que anuncia uma série de indicadores econômicos relevantes, como a revisão do PIB dos EUA no 4º trimestre, que é o destaque do dia.
A maioria dos mercados da Ásia terminou a semana no campo positivo. Nesta sexta-feira, apenas a China não acompanhou a tendência das demais bolsas da região. A Bolsa de Hong Kong reagiu bem aos ganhos anunciados por empresas blue chip no exterior. Isso afastou os temores sobre os
créditos europeus, enquanto na China, as renovadas preocupações com a recuperação da economia global impulsionaram uma ligeira realização de lucros.
Os Futuros de NY e bolsas europeias em alta. Depois da queda de ontem nas Bolsas em Wall Street, o mercado opera com mais ânimo hoje, embora a volatilidade continue presente. Na Europa, ainda em meio a um ambiente nebuloso, com as preocupações em relação à Grécia não desaparecendo da noite para o dia, os investidores voltam às compras de pechinchas.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

MERCADO

No dia seguinte à decisão do BC de enxugar a liquidez, revertendo flexibilização dos compulsórios adotada na crise, o mercado assimila as informações e prepara as novas expectativas em relação ao rumo da Selic nos próximos meses. Não existe consenso em relação a data de aumento de juros no Brasil, mas a maioria das estimativas prevêem uma postergação na alta dos juros, para o mês de Abril. O que vale agora é ficar atento aos indicadores econômicos, que podem dar mais indícios em relação as políticas monetárias brasileiras. Hoje, por exemplo, o ponto positivo foi o dado de emprego do IBGE, que mostrou um mercado de trabalho mais robusto para um mês de janeiro, mas por outro lado o IGP-M subiu acima da mediana das expectativas, e o nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) da Fiesp mostrou queda em relação a dezembro.
No âmbito internacional, o clima é de pessimismo, em razão de alertas de agências de classificação de risco sobre um possível rebaixamento dos ratings da Grécia. Além disso, o anúncio de aumento no número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA veio pior que o esperado e o segundo depoimento do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, hoje ao Senado, também não favoreceram os negócios.
Internamente, os destaques do meio corporativo continuam sendo os balanços anunciados. As ações das siderúrgicas Usiminas e Gerdau avançam, beneficiadas pelos resultados, e contrariando o movimento de queda do Ibov. O destaque negativo é o setor bancário, que opera em queda, porque para os bancos a reversão dos estímulos monetários restringe a liquidez no sistema financeiro - os bancos terão menos recursos para destinar ao crédito.
O destaque de amanhã da agenda de indicadores é o PIB do quarto trimestre dos Estados Unidos. Internamente, dando continuidade ao cronograma de balanços, serão anunciados os resultados de Petrobras e Br Foods.