quarta-feira, 2 de março de 2011

Mercados

Moedas – A volta da instabilidade no mercado de petróleo mudou o rumo dos mercados e a aversão ao risco provocou a subida do USD (até o Iene subiu).

BRL – O BC teve uma atuação mais discreta ontem (um leilão a termo e um a vista) porque a liquidez do mercado foi menor (o interbancário negociou apenas 1,4 bi) e o USD fechou praticamente estável (mundo afora ele subiu).

Juros – Na expectativa do número a ser divulgado hoje para a Selic, o DI futuro oscilou em torno da estabilidade e acabou fechando em ligeira baixa. O BC tem sido breve em seus comunicados, mas o mercado espera que desta vez seja diferente (para segurar as expectativas que mostram contínua deterioração). A maioria prevê que a autoridade continue no mesmo padrão de alta (0,50).

Bolsas – Ásia – A menor instabilidade observada no preço do petróleo, nas sessões londrina e americana do dia anterior, que fez as bolsas européias e americanas subirem, também provocou alta na Ásia. O recuo (esperado) nos PMIs da China levou o mercado a considerar a hipótese de um menor aperto monetário fortalecendo a onda positiva. No Japão, a alta do Iene e a aprovação do Orçamento para o exercício fiscal que se inicia no próximo mês fizeram o Nikkei apresentar o melhor desempenho da região. A bolsa de Sidney foi o contraponto e apresentou queda (um menor crescimento na China pode significar perda de valor para os metais e prejudicar o país).

Europa – A estabilidade no preço do petróleo não durou e as bolsas que estavam subindo na parte da manhã voltaram a cair na Europa. Pela primeira vez Bernanke mencionou que a recente alta no preço das commodities pode afetar os US, embora tenha ressaltado que os efeitos tendem a ser passageiros. Com isso, acabou anulando o efeito dos dados melhores e à medida que o preço do óleo subia as bolsas caíam.

S&P – A alta do petróleo se aprofundou na sessão americana e as bolsas fecharam na low do dia. Além do petróleo pesaram a notícia de que o Goldman Sachs pode perder causas jurídicas no valor de mais de 3 bilhões de dólares e afirmações de Bernanke que denotaram alguma preocupação com o efeito da alta de commodities sobre o desempenho da economia americana.

Bovespa – Assim como em NY fechou na low do dia.

Commodities – A situação se mostra mais frágil do que ela aparenta e os mercados são dominados pela volatilidade. Ontem sem que uma informação nova indicasse qualquer mudança, o preço do petróleo voltou a disparar assustando investidores e traders. Os mercados que apontavam na direção da normalização voltaram a ser afetados e os preços dos metais e dos grãos recuaram (pelo medo de que a recuperação – ainda incipiente – possa ser abortada).

Ásia – Como a Europa e os US não puderam partilhar do otimismo da Ásia por causa da forte alta do petróleo, as bolsas asiáticas devolveram os ganhos do dia anterior e caíram. Entretanto, a queda não foi tão pronunciada. Só no Japão ela foi mais forte porque a bolsa de Tóquio é a mais correlacionada com o Ocidente. Não houve informação nova relevante, até o petróleo ficou estável na sessão asiática.

Commodities – Depois da forte alta de ontem, o petróleo está estável. Os metais caem e os agrícolas continuam na vol de sempre (o que caiu ontem sobe hoje e vice versa).

Treasuries americanos – No dia anterior, a melhora dos mercados não havia feito os juros subirem, mas ontem enquanto os mercados subiam as taxas subiram. Com a piora no preço do petróleo (alta) e queda das bolsas, a alta se dissipou e os juros dos treasuries fecharam em baixa. Hoje, sobem na sessão européia, mas só quando NY abrir é que a tendência será definida (como ontem).

Europa – As bolsas européias descontam a piora das bolsas de NY depois que estavam fechadas e os investidores estão de olho no comportamento do mercado do petróleo para definirem suas estratégias. Na abertura dos negócios, o Brent chegou a cair para 114,50. Rapidamente subiu (116,36) e gravita em torno da estabilidade.

S&P futuro – Oscila com o preço do petróleo. Caía 0,2 às 08:00.

Nas duas semanas anteriores, o superávit semanal ficou em torno de 550 milhões na média. O item petróleo (incluído derivados) que historicamente apresenta déficit teve desempenho positivo. Isso fez uma grande diferença no resultado. Na semana passada, tudo voltou ao normal e o petróleo devolveu todo o ganho que tinha. Com isso, o saldo da balança de Fevereiro continuou (como nos meses recentes) sendo determinado pela exportação de minério de ferro que cresce substantivamente (efeito preço). No ano passado, as exportações de minério somaram 1.313 MM e este ano alcançaram 2.850 MM

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