quinta-feira, 18 de março de 2010

EUA: INDICADORES

Pedidos de Auxílio Desemprego
Fato: O número de pedidos de auxílio-desemprego caiu 5 mil na semana até 13 de março
Expectativa: Analistas estimavam queda de 7 mil pedidos
Comentário: O indicador veio pior que o esperado. A queda nos pedidos abaixo do estimado é negativa, mas lembramos que o indicador pode ser volátil, por ser semanal.

Balanco da Conta Corrente
Fato: O déficit na conta corrente foi de US$ 115,6 bi no quarto trimestre
Expectativa: Analistas estimavam déficit de US$ 118 bi
Comentário: O déficit veio ligeiramente abaixo do esperado. O dado é positivo.

Inflação ao Consumidor (CPI)
Fato: O CPI ficou estável em fevereiro
Expectativa: Analistas estimavam alta de 0,1%
Comentário: O dado veio ligeiramente abaixo do esperado, e é positivo, uma vez que mostra estabilidade dos preços.

MERCADO

A bolsa brasileira fechou em queda ontem, na contramão dos mercados acionários globais, que registraram ganhos, impulsionados por indicadores favoráveis e pelo clima de otimismo depois de o Banco Central Americano anunciar a manutenção do juros e confirmar que a taxa deve permanecer baixa por um longo período. Aqui, o que trouxe volatilidade foi a expectativa com a divulgação da Taxa Selic.
À noite, o Banco Central do Brasil decidiu manter a taxa Selic em 8,75%. No entanto, a decisão não foi unânime: três dos oito diretores do colegiado votaram em favor de uma elevação de 50 pontos-base.
Os principais mercados asiáticos fecharam a quinta-feira com ligeira queda. Apesar da alta em Wall Street, parte das bolsas da região seguiu fatores locais, com baixa especialmente no setor bancário. Os temores sobre a crise de débito da Grécia e um possível aperto monetário na China
pesaram sobre a bolsa de Honk Kong, assim como a bolsa de Tóquio, que também fechou em queda.
Os Futuros de NY e as principais bolsas européias operam sem direção definida, a espera de indicadores que possam ajudar a ditar o rumo dos negócios. O ambiente de alívio foi perturbado pelos problemas fiscais da Grécia. Hoje, o tema volta a preocupar os investidores devido a
incertezas sobre a real disposição da Zona do Euro para ajudar o país.

COPOM: Copom mantém taxa básica de juro em 8,75% ao ano

As próximas reuniões do Copom nesta primeira metade de 2010 acontecerão nos dias 27 e 28 de abril e 8 e 9 de junho
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (17) não alterar a taxa básica de juros (Selic), atualmente fixada em 8,75% ao ano – nível mais baixo da história.
Sem viés e sem unanimidade, a decisão da autoridade monetária de manter o juro em 8,75% ao ano ocorre pelo quinto encontro consecutivo.
Segundo comunicado do BC, a medida contou com cinco votos a favor da manutenção e três votos pela elevação da taxa Selic em 0,5 ponto percentual (p.p.).
"O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária", reiterou a autoridade monetária, que afirmou ter tomado tal decisão avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação.
As próximas reuniões do Copom nesta primeira metade de 2010 acontecerão nos dias 27 e 28 de abril e 8 e 9 de junho.

Medida acertada

A decisão do Copom de manter inalterada a taxa básica de juros da economia foi "uma demonstração de respeito à produção, ao crescimento, ao emprego e, ao Brasil", segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
No mesmo sentido, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirma que a medida foi acertada. "Isso indica que o Banco Central percebe que as pressões inflacionárias existentes são temporárias e sazonais", disse Armando Monteiro Neto, presidente da CNI.
Em nota, a Fiesp disse ainda que a decisão mostra que "prevaleceu o bom senso". "A Fiesp, embora entenda que há condições seguras para que a Selic seja mais baixa, recebe bem a decisão do Copom em mantê-la no atual patamar", pondera.
O presidente da instituição, Paulo Skaf, relatou também que governo e sociedade precisam estar unidos. "O governo foi sensível ao nosso apelo, baseado em concreta argumentação técnica, e renovou as condições de crescimento, com a natural geração de novos empregos. Ganham todos, em especial o Brasil", pontuou Skaf.
Por sua vez, Monteiro Neto afirma que um eventual aumento nos juros neste momento seria inadequado porque não teria efeito sobre os preços e prejudicaria a retomada da atividade industrial.
"Apesar dos resultados positivos atualmente observados, a indústria ainda está em recuperação e não alcançou os níveis pré-crise. Em especial, o nível de utilização da capacidade instalada é bem inferior ao de setembro de 2008", lembrou o presidente da CNI, ressaltando que o aumento dos juros neste momento colocaria um freio nas decisões de investimento e comprometeria a retomada do crescimento.
Para a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), mesmo que as projeções indiquem uma inflação um pouco acima da meta até o fim do ano, ainda assim dentro da margem de tolerância determinada pela política monetária, há outros fatores que precisam ser considerados.
"Há uma margem importante de ociosidade na indústria - cerca de 17%, em média - que pode absorver aumento da demanda no curto prazo sem pressionar os preços. Além disso, os investimentos industriais e em infraestrutura estão em trajetória de crescimento, o que elevará a capacidade de ofertar bens e serviços", relatou a associação.
A opinião da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) é de que o aumento de juros teria "efeito inócuo".
"Elevações da taxa básica de juros custam muito caro aos cofres públicos e certamente exigem um esforço extra do governo para conseguir um resultado fiscal mais robusto. Esse custo, se acontecer, será repassado sob a forma de aumento da carga tributária e de encarecimento das prestações no caso dos financiamentos no setor bancário", alerta Abram Szajman, presidente da Fecomercio.

Juros mais baixos

Já a União Geral dos Trabalhadores (UGT) se posicionou contra a manutenção da taxa Selic a 8,75%. "O Copom perdeu a oportunidade de acelerar o nosso crescimento econômico e tirar do Brasil o título de recordista mundial em juros", protestou.
De acordo com Ricardo Patah, presidente nacional da UGT, a economia brasileira precisa de juros baixos para estimular os investimentos nos setores industriais e de serviços para conseguir a geração consistente de emprego de qualidade.

terça-feira, 16 de março de 2010

MERCADO

Ontem o dia foi realizações na maioria das bolsas globais, refletindo algumas notícias que deixaram o mercado mais cauteloso. Hoje, o clima é de expectativa, diante de decisões e medidas importantes a serem anunciadas nos Estados Unidos e na Europa. O FED anuncia hoje a taxa de juros americana, os investidores não esperam qualquer mudança na taxa dos Fed Funds, mas estarão atentos a qualquer mudança na linguagem do comunicado, que poderá oferecer pistas sobre quando a política monetária deve começar a ser apertada. Além disso, a Grécia apresentará à União Européia seu plano para redução da dívida.
Os mercados asiáticos fecharam sem direção definida, com as notícias mundiais e os fatores locais influenciando os negócios. Na China, após duas sessões de queda os investidores aproveitaram para buscar boas oportunidades de compra, deixando as preocupações em relação
ao aperto monetário um pouco de lado. A Bolsa de Tóquio fechou em queda, ante um modesto movimento de venda de ações das empresas exportadoras, provocado pela valorização do iene.
Os Futuros de NY e as principais bolsas européias operam em alta. O clima positivo predomina nos mercados internacionais nesta manhã, enquanto os investidores aguardam o resultado da reunião do Federal Reserve. Além disso, diminuíram os temores de mais medidas de aperto na política monetária da China e as preocupações com a Grécia. Ontem os ministros de Finanças da União Européia chegaram a um acordo a respeito dos termos
sob os quais poderão oferecer um pacote multibilionário de resgate para a Grécia, já que o país com problemas de dívida apresenta riscos para o euro. No entanto, as autoridades forneceram poucos detalhes sobre o plano, que será colocado em prática somente se auditores europeus acharem que o governo grego não está conseguindo controlar suas finanças.

segunda-feira, 15 de março de 2010

MERCADO

Os investidores começaram a semana fugindo do risco, baseados sobretudo num tripé de notícias negativas: o relatório da Moody´s afirmando que os ratings AAA dos EUA, Reino Unido, Alemanha e França estão seguros, mas com riscos crescentes; as declarações do primeiro-ministro chinês de que a economia global ainda pode ter um duplo mergulho na recessão e de que a moeda chinesa não está subvalorizada; e a negativa do ministro das Finanças da Áustria de que a UE teria um plano para ajudar a Grécia. O quadro nos mercados é típico de aversão ao risco, e a Bovespa segue o movimento de perdas das demais bolsas globais.
As bolsas dos EUA também foram pressionadas também por indicadores econômicos. O índice Empire State de atividade industrial em Nova York caiu para 22,86 em março, enquanto economistas esperavam retração para 24. Já a produção industrial do país cresceu 0,1% em fevereiro, em linha com a previsão de analistas, mas abaixo do crescimento de 0,9% visto em janeiro.
Internamente, os recibos de ações da Laep Investments, controladora da Parmalat, disparavam. A empresa anunciou na noite domingo acordo com a Monticiano Participações, da GP Investimentos, que envolve a transferência das marcas da Laep, entre elas a Parmalat, para a Monticiano, em troca de uma participação de 40% das ações da companhia. Além disso, no começo desta tarde, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que a capitalização da Petrobras deverá ocorrer ainda no final do primeiro semestre deste ano. Segundo ele, o texto deve ser aprovado no Senado em um prazo de até 60 dias, o que permitiria à estatal concluir o processo até junho.

Meirelles entre o BC e o palanque

Presidente do Banco Central que mais tempo ficou no cargo - sete anos -, Henrique Meirelles poderá participar nesta semana de sua última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e dar início a um novo ciclo de alta na taxa básica de juros (Selic). Não bastasse o ingrediente político inédito - a possibilidade de saída do seu presidente para uma disputa eleitoral -, o encontro do Copom ocorre em meio à pressão do Ministério da Fazenda para manter a Selic em 8,75%.
Na Fazenda, as apostas são de que o BC vai aguardar para obter mais elementos sobre o aquecimento da economia. "O BC não baixou os juros em dezembro de 2008 (auge da crise) para ter uma ideia mais clara do quadro. Agora pode esperar mais um pouco", disse uma fonte.
Nas últimas semanas, diante da alta recente da inflação e dos indicadores que mostram atividade econômica forte, o mercado financeiro tem consolidado as apostas de que a alta da Selic está próxima. Os analistas estão divididos entre os que preveem subida já na reunião desta semana e os que trabalham com início do ciclo em abril. No mercado futuro de juros, os preços indicam maior chance de alta dos juros nesta semana.
A equipe da Fazenda enxergou no Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre um fator a mais para justificar a manutenção dos juros. Segundo uma fonte, a alta de 4,3% do PIB nos três meses finais de 2009 sobre igual período de 2008 (o pior momento da crise) mostra expansão "moderada" da atividade.
Os técnicos também mencionam que a alta dos depósitos compulsórios (dinheiro que os bancos obrigatoriamente têm de deixar parado no BC), a elevação do superávit primário (economia para o pagamento de juros), o fim das desonerações tributárias e a alta dos juros no mercado futuro colocaram um freio na economia.
Mas o BC demonstra cada vez mais preocupação com o ritmo de crescimento do País - e tem preparado há meses o terreno para subir os juros, a fim de evitar um superaquecimento da economia. Os dados do varejo em janeiro, divulgados no mesmo dia em que saiu o PIB de 2009, reforçaram a preocupação da autoridade monetária.
As vendas subiram 2,7% em relação a dezembro de 2009, no melhor resultado da série histórica. A alta surpreendeu os analistas e também o governo.
Para o BC, o varejo é entendido como a "cereja do bolo" de uma série de dados que mostram aceleração da atividade e pediriam juro mais alto para conter o risco de alta dos preços.
Entre os argumentos para o aperto monetário estão a criação de empregos formais e a expansão do crédito às famílias, fatores que elevam a demanda,
O uso de 84% da capacidade das fábricas - o maior nível desde o agravamento da crise - pode indicar dificuldades de a indústria atender a essa demanda maior.

MERCADOS

Iniciamos uma semana com a agenda econômica movimentada, que por um lado pode ajudar a definir a direção dos mercados para os próximos dias, e por outro, pode aumentar a volatilidade dos negócios. Internamente, teremos a definição da taxa Selic, que divide a opinião de analistas.
Alguns acreditam que a taxa deve ser mantida no patamar atual (8,75%) enquanto outros acreditam que já poderemos ver um aumento ainda nesse mês. Além disso, ao longo da semana teremos dados importantes de inflação nos Estados Unidos, e hoje, o destaque fica por conta do indicador de produção industrial.
A maioria dos mercados da Ásia iniciou a semana no campo negativo. Nesta segunda-feira, assim como ocorreu no pregão da sexta-feira, as contínuas expectativas sobre a adoção de novas medidas de aperto monetário por parte da China nortearam os investidores. A Bolsa de Tóquio fechou quase estável, com um fraco ganho líquido, na medida em que os investidores compraram ações de tecnologia ligadas à chamada "rede inteligente", ante a expectativa de uma crescente demanda chinesa.
Os Futuros de NY e as bolsas européias operam em queda. Nos Estados Unidos, a semana começa com a mudança do horário de negociações nas bolsas de Wall Street, devido ao inicio do horário de verão. Na Europa, as principais bolsas operam em queda, na expectativa de eventos
econômicos, e também de olho nos comentários da Moody´s, sobre o rating das economias européias.