Paris, França, 20 Mai 2010 (AFP) -A Bolsa de Paris fechou nesta quinta-feira com uma queda de 2,25%, a 3.432,52 pontos, em um mercado muito volátil e preocupado com a falta de coesão na Europa.
O índice Dax 30 dos principais valores da Bolsa de Frankfurt registrou queda de 2,02% a 5.876,88 pontos.
Londres regrediu 1,65%, com o índice Footsie nos 5.073,13 pontos,
O Ibex-35 de Madri, que durante o dia cedeu mais de 3%, terminou a sessão em baixa de 1,13% a 9.270,5 pontos.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Alemanha mina confiança do investidor
Renovada turbulência varreu os mercados financeiros ontem depois que a proibição da Alemanha de venda a descoberto de determinados títulos (sem providenciar sua inclusão em carteira) impactou duramente a já frágil confiança dos investidores e desencadeou uma série de boatos cada vez mais alarmantes.
Traders disseram que a decisão alemã ressaltou as preocupações sobre a unidade da zona do euro. "Com toda a incerteza que já assola a área do euro de uma perspectiva de endividamento e monetária, essa decisão unilateral tomada pela maior contribuinte econômica desencadeia mais temores", comentou Dan Cook, analista sênior da IG Markets. A visão generalizada do mercado é de que a decisão foi política. "O momento da implementação da decisão é significativo, pois acontece pouco antes de o Parlamento alemão iniciar o debate sobre um projeto de lei que visa autorizar a contribuição alemã de € 123 bilhões para o fundo de socorro emergencial de € 440 bilhões a países endividados na periferia europeia", disse Ulrich Leuchtmann, estrategista para mercados de câmbio do Commerzbank.
"Os mercados logo chegaram à conclusão de que se tratava de um ato de desespero e que a crise da dívida na Europa poderá piorar ainda mais. O recente aprofundamento da crise da dívida não se deve aos especuladores, mas à prudência muito racional de investidores e bancos."
Divyang Shah, estrategista da IFR Markets, disse: "A sociedade continua irritada por ter de arcar com o ônus do socorro ao sistema bancário e, agora, com o socorro a outros membros da zona euro - e a mensagem importante é que a elite política não pode mais cruzar os braços e ignorar essa raiva."
"Dado que o sistema financeiro permanece em condição frágil, o perigo é que se surgir outro momento do tipo 'grande demais para permitir um colapso', então a opinião pública estará menos inclinada a mostrar-se favorável a novas ações de socorro."
A decisão, revelada na noite de terça-feira pela Bafin, agência reguladora para o financeiro alemão, foi fortemente sentida nos mercados de câmbio, quando o euro caiu a um novo mínimo em quatro anos contra o dólar, para US$ 1,2146 ao longo do dia.
"A ação da Bafin faz da venda de euros a descoberto cada vez mais o caminho principal para apostar contra a região", disse Andrew Lim em Matrix. "Estamos sentindo que, a cada dia, o mercado está antecipando uma probabilidade maior de que o euro como moedas única terá de ser, de alguma forma, fragmentado."
Com efeito, o euro voltou a subir para mais de US$ 1,23, enquanto os mercados eram varridos por um turbilhão de rumores sobre ações oficiais de suporte à moeda - comentando-se, inclusive, que a Grécia estaria pensando em abandonar a União Europeia. Isso foi veementemente negado pelas autoridades gregas.
Circularam, também, rumores de que o Banco Central Europeu (BCE) pode estar se preparando para intervir e emprestar sustentação ao euro, especialmente depois que uma forte queda do franco suíço em relação ao euro gerou rumores de uma intervenção do Banco Nacional da Suíça. Alan Ruskin, do RBS, comentou: "Depois da errática medida alemã, ontem, uma intervenção no câmbio euro/dólar seria mais um sinal de que as autoridades estão dispostas a disparar contra qualquer coisa que se mova, antes de fazer perguntas."
Traders disseram que a decisão alemã ressaltou as preocupações sobre a unidade da zona do euro. "Com toda a incerteza que já assola a área do euro de uma perspectiva de endividamento e monetária, essa decisão unilateral tomada pela maior contribuinte econômica desencadeia mais temores", comentou Dan Cook, analista sênior da IG Markets. A visão generalizada do mercado é de que a decisão foi política. "O momento da implementação da decisão é significativo, pois acontece pouco antes de o Parlamento alemão iniciar o debate sobre um projeto de lei que visa autorizar a contribuição alemã de € 123 bilhões para o fundo de socorro emergencial de € 440 bilhões a países endividados na periferia europeia", disse Ulrich Leuchtmann, estrategista para mercados de câmbio do Commerzbank.
"Os mercados logo chegaram à conclusão de que se tratava de um ato de desespero e que a crise da dívida na Europa poderá piorar ainda mais. O recente aprofundamento da crise da dívida não se deve aos especuladores, mas à prudência muito racional de investidores e bancos."
Divyang Shah, estrategista da IFR Markets, disse: "A sociedade continua irritada por ter de arcar com o ônus do socorro ao sistema bancário e, agora, com o socorro a outros membros da zona euro - e a mensagem importante é que a elite política não pode mais cruzar os braços e ignorar essa raiva."
"Dado que o sistema financeiro permanece em condição frágil, o perigo é que se surgir outro momento do tipo 'grande demais para permitir um colapso', então a opinião pública estará menos inclinada a mostrar-se favorável a novas ações de socorro."
A decisão, revelada na noite de terça-feira pela Bafin, agência reguladora para o financeiro alemão, foi fortemente sentida nos mercados de câmbio, quando o euro caiu a um novo mínimo em quatro anos contra o dólar, para US$ 1,2146 ao longo do dia.
"A ação da Bafin faz da venda de euros a descoberto cada vez mais o caminho principal para apostar contra a região", disse Andrew Lim em Matrix. "Estamos sentindo que, a cada dia, o mercado está antecipando uma probabilidade maior de que o euro como moedas única terá de ser, de alguma forma, fragmentado."
Com efeito, o euro voltou a subir para mais de US$ 1,23, enquanto os mercados eram varridos por um turbilhão de rumores sobre ações oficiais de suporte à moeda - comentando-se, inclusive, que a Grécia estaria pensando em abandonar a União Europeia. Isso foi veementemente negado pelas autoridades gregas.
Circularam, também, rumores de que o Banco Central Europeu (BCE) pode estar se preparando para intervir e emprestar sustentação ao euro, especialmente depois que uma forte queda do franco suíço em relação ao euro gerou rumores de uma intervenção do Banco Nacional da Suíça. Alan Ruskin, do RBS, comentou: "Depois da errática medida alemã, ontem, uma intervenção no câmbio euro/dólar seria mais um sinal de que as autoridades estão dispostas a disparar contra qualquer coisa que se mova, antes de fazer perguntas."
sábado, 15 de maio de 2010
Empresa de Eike faz a maior descoberta em águas rasas
OGX, empresa de petróleo do grupo EBX, do empresário Eike Batista, informou que o bloco BM-C-41, na bacia de Campos (RJ), tem reservas recuperáveis de até 3,7 bilhões de barris.
É o maior volume descoberto em águas rasas no país. A petrolífera concluiu a perfuração de dois poços no bloco, do qual detém 100% de participação.
Na quarta-feira, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) anunciara ter identificado 4,5 bilhões de barris em um poço do pré-sal da bacia de Santos. A descoberta da OGX é próxima desse potencial, mas envolve a soma de quatro poços.
A estimativa da OGX foi feita a partir das perfurações das sondas Ocean Quest e Ocean Star. Ambas já foram deslocadas para a bacia de Santos para explorações nos blocos BM-S-57 e BM-S-59, também em águas rasas.
A descoberta na bacia de Campos já havia sido comunicada anteriormente.
Pesquisas mais detalhadas do bloco permitiram que fosse feita a projeção, que varia de 2 bilhões a 3,7 bilhões de barris -de 1,4 bilhão a 2,6 bilhões de barris em dois poços; e de 600 milhões a 1,1 bilhão de barris em outros dois prospectos do bloco.
Ao todo, a OGX detém participação em 29 blocos exploratórios nas bacias de Campos, Santos, Espírito Santo, Pará-Maranhão e Parnaíba. A companhia prevê investir US$ 4 bilhões na exploração dessas áreas.
É o maior volume descoberto em águas rasas no país. A petrolífera concluiu a perfuração de dois poços no bloco, do qual detém 100% de participação.
Na quarta-feira, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) anunciara ter identificado 4,5 bilhões de barris em um poço do pré-sal da bacia de Santos. A descoberta da OGX é próxima desse potencial, mas envolve a soma de quatro poços.
A estimativa da OGX foi feita a partir das perfurações das sondas Ocean Quest e Ocean Star. Ambas já foram deslocadas para a bacia de Santos para explorações nos blocos BM-S-57 e BM-S-59, também em águas rasas.
A descoberta na bacia de Campos já havia sido comunicada anteriormente.
Pesquisas mais detalhadas do bloco permitiram que fosse feita a projeção, que varia de 2 bilhões a 3,7 bilhões de barris -de 1,4 bilhão a 2,6 bilhões de barris em dois poços; e de 600 milhões a 1,1 bilhão de barris em outros dois prospectos do bloco.
Ao todo, a OGX detém participação em 29 blocos exploratórios nas bacias de Campos, Santos, Espírito Santo, Pará-Maranhão e Parnaíba. A companhia prevê investir US$ 4 bilhões na exploração dessas áreas.
Senado dos EUA aprova reserva de capital maior para grandes bancos
O Senado norte-americano aprovou na quinta-feira (13) uma medida para exigir que grandes instituições financeiras apresentem um nível maior de reserva capital, visando prevenir que elas ameacem novamente a estabilidade do sistema financeiro em épocas de crise, como ocorreu em 2008 e 2009.
A medida proposta pela senadora Susan Collins prevê que o nível de reservas exigido cresça à medida que a instituição aumente de tamanho ou ofereça operações de risco mais elevado.
A proposta foi aprovada com unanimidade no Senado dos Estados Unidos.
A medida proposta pela senadora Susan Collins prevê que o nível de reservas exigido cresça à medida que a instituição aumente de tamanho ou ofereça operações de risco mais elevado.
A proposta foi aprovada com unanimidade no Senado dos Estados Unidos.
CETICISMO COM EUROPA MINA O EURO E BOLSAS TOMBAM
A onda de ceticismo quanto às soluções para o problema fiscal na Europa e as preocupações com as consequências, para a recuperação econômica da região, das últimas decisões de ajustes em vários países espalham-se pelos mercados globais, que estão encerrando a semana nervosos. O euro cravou outro recorde de depreciação, a US$ 1,2358, as principais bolsas europeias caíram mais de 3%, enquanto as norte-americanas e a Bovespa desvalorizam-se ao redor de 2%. O pessimismo ganhou reforço hoje: o jornal
espanhol El País disse que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, chegou a ameaçar com a saída da zona do euro (a publicação foi desmentida até agora apenas por uma fonte não oficial do governo francês); a Espanha mostrou deflação de 0,1% no núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI), na primeira vez em que isso ocorre desde 1986; o consultor
econômico da Casa Branca Paul Volcker disse que o euro falhou e questionou a integração da Europa, enquanto o executivo-chefe do Deutsche Bank, Josef Ackermann, também foi cético sobre a capacidade de a Grécia superar seus problemas. Ações dos bancos continuam castigadas pela investigação em curso nos EUA sobre oito instituições. Em dia de balanço da Petrobras e na véspera de vencimento de opções sobre ações, a Bovespa é dragada pelo cenário externo e caía 2,25% às 14h07. O dólar balcão subia 1,63%, a R$
1,8060 no mesmo horário. E a curva longa de juros incorpora prêmios de risco por causa da crise europeia.
MERCADOS INTERNACIONAIS
O euro despencou e atingiu o menor nível desde outubro de 2008, quando teve início a crise financeira global, diante dos persistentes receios com as consequências das medidas de austeridade que alguns países europeus terão de implementar. Agravaram a aversão ao risco - que derrubou as bolsas e as commodities - a queda do núcleo da inflação na Espanha e as declarações pessimistas do executivo-chefe do Deutsche Bank, Josef
Ackermann, e de Paul Volcker, do consultor econômico da Casa Branca.
O tom positivo que predominou entre os investidores na segunda-feira, depois do anúncio do pacote de resgate europeu de 750 bilhões de euros, foi ao longo da semana dando lugar às preocupações com o fato de que os cortes nos gastos que alguns governos europeus terão de implementar poderão dificultar e até mesmo impedir a recuperação econômica da zona
do euro.
Nesse sentido, o presidente do Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD, na sigla em inglês), Thomas Mirow, afirmou hoje que a crise da Grécia tem potencial para bloquear os esforços de recuperação dos países do Sudeste da Europa, particularmente se as subsidiárias dos bancos gregos que operam na região forem afetadas.
As dúvidas sobre a implementação das medidas de austeridade são outro fator negativo. "A parte realmente difícil será colocar em prática o programa de austeridade, medidas que são, no mínimo, impopulares. Apenas o tempo vai dizer se os formadores de política serão suficientemente decididos para cumprir essas difíceis metas", afirmou Kevin Giddis, Morgan
Keegan.
Ontem, o consultor econômico da Casa Branca Paul Volcker fez duras declarações sobre o euro, ao afirmar que a moeda falhou. Volcker acrescentou que os problemas do euro têm sido visíveis desde o começo porque o bloco europeu tem uma política monetária comum mas não uma política fiscal comum. "Para falar em termos simples, é possível ter uma
política monetária comum e uma moeda comum sem ter um governo comum?", questionou.
Outro golpe para o euro foi a informação, publicada pelo jornal El País hoje, de que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, chegou a ameaçar que seu país poderia deixar a zona do euro, durante negociações recentes no âmbito da União Europeia. No entanto, uma fonte do governo de Paris, próxima da presidência francesa, negou que a informação fosse
verdadeira.
Também pesaram sobre o sentimento dos investidores hoje os comentários feitos ontem pelo executivo-chefe do Deutsche Bank, Josef Ackermann. O executivo disse que não está seguro de que a Grécia poderá superar o grave problema de déficit orçamentário e será capaz de pagar suas dívidas. "Eu considero duvidosa a questão de a Grécia, em tempo, ser capaz de ficar em uma posição de atingir isso", disse Ackermann.
As ações do Deutsche Bank fecharam em baixa de 4,1% na Bolsa de Frankfurt. O setor bancário, aliás, foi o principal motor da queda dos índices acionários nesta sexta-feira. Além dos receios dos investidores com a dívida dos governos europeus, ações dos bancos foram prejudicadas pela investigação que está sendo feita nos EUA para averiguar se oito
instituições financeiras enganaram agências de rating e algumas medidas aprovadas pelo Senado norte-americano com relação à reforma do sistema financeiro do país.
Os indicadores econômicos divulgados hoje nos EUA receberam pouca atenção dos investidores, mas a queda do núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI) da Espanha em abril pela primeira vez desde que o dado começou a ser acompanhado preocupou. Uma deflação poderá tornar ainda mais difícil para a Espanha conseguir crescer e deixar para trás seus problemas de dívida.
O euro caiu abaixo do nível em que esteve no início da crise financeira global e chegou a ser cotado a US$ 1,2358. Às 14h15, o euro caía para US$ 1,2402, de US$ 1,2531 no fim da tarde de ontem, enquanto o dólar recuava para 92,08 ienes, de 92,68 ienes ontem. A queda do euro prejudicou as commodities. O petróleo para junho negociado na Nymex operava
abaixo de US$ 72, a US$ 71,60 por barril, um declínio de 3,76%. Na Comex, o cobre para julho perdia 3,20%, para US$ 3,1280 por libra-peso. Por outro lado, os preços dos Treasuries subiam, com respectiva queda dos juros. No
horário citado, o juro da T-note de 2 anos caía para 0,7739%, o da T-note de 10 anos recuava para 3,4401% e o do T-Bond de 30 anos declinava para 4,3161%.
Mas a Europa não é o único problema a tirar o sono dos investidores. Do lado externo, o provável aperto monetário na China e a situação ainda frágil da economia norte-americana, e do lado interno, o início do ciclo de alta de juro, estimulam uma posição defensiva na Bovespa. "A saída de recursos estrangeiros não é só de estrangeiros, mas também de
investidores locais diante de um cenário tão conturbado", afirma o economista-chefe da Legan Asset Management, Fausto Gouveia.
O gestor de recursos da InvestCapital, Giovanni Di Pasquale, vê na deflação da Espanha anunciada hoje um motivo a mais de preocupação. Pela primeira vez desde 1986, o núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI) registrou taxa negativa de 0,1% em abril ante mesmo mês do ano. Para Di Pasquale, há o risco dessa deflação se espalhar pelo restante
da Europa, provocando efeito cascata nas economias e com consequências para o Brasil.
Outro motivo para manter os investidores avessos a riscos é a investigação que está sendo feita nos EUA para averiguar se oito instituições financeiras enganaram agências de rating com relação a atividades com hipoteca.
Em relação à Petrobras, a ANP acenou com uma notícia promissora. A diretora da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, disse pela manhã que o poço Libra, que a agência começou a perfurar na Bacia de Santos, pode ter reservas semelhantes às encontradas no poço Franco, onde foram detectados 4,5 bilhões de barris de petróleo.
Magda disse que as duas estruturas geológicas têm tamanho parecido, mas ainda há dúvidas se área de Libra é um reservatório único ou se está dividida em dois reservatórios.
O mercado demonstra com mais intensidade, hoje, o desconforto que mantém em relação à situação fiscal e econômica dos países que compõem a zona do euro. A moeda única caiu a níveis de US$ 1,23 e arrastou outras divisas, abrindo espaço para uma valorização do dólar, que só realimentou a busca generalizada pela moeda dos EUA e outros ativos considerados de menor risco, numa reação em cadeia.
No começo da tarde (13h22) essa espiral colocava o euro em US$ 1,2375, depois de ter batido mínima de US$ 1,2358, um pouco antes. Ante o real, o dólar valia R$ 1,806 (+1,63%) no mercado à vista de balcão e R$ 1,807 (+1,72%) na BM&F. O dólar para junho estava em R$ 1,8110, com valorização de 1,57%.
O temor demonstrado pelos investidores de que as medidas fiscais impeçam a Europa de engatar a recuperação econômica, que se esboçava antes dos problemas gregos virem à tona, é alimentado a cada dia por fatos e declarações. Hoje, os investidores reuniram vários deles para deflagrar um dia de aversão ao risco.
Na Espanha, saíram dados de inflação, sinalizando que a fragilidade mostrada no último dado de PIB - alta de 0,1% no primeiro trimestre, na comparação com o último trimestre de 2009 e queda de 1,3% em relação ao mesmo período do ano passado - continua. O núcleo do índice de preços ao consumidor do país, que exclui os preços voláteis dos alimentos
frescos e da energia, caiu 0,1% em abril, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), a deflação é resultado de efeitos sazonais e da recessão profunda enfrentada pelo país e ocorreu pela primeira vês desde agosto de 1986, quando o órgão começou a acompanhar os preços. Em março, o núcleo do CPI registrou alta de 0,2%, em bases anuais. Já o índice geral de preços ao consumidor subiu 1,5% em abril, em comparação com a alta de 1,4% em março, puxado
pelo aumento dos preços do combustível.
Também na Espanha foi divulgada uma informação, pelo jornal El País, segundo a qual o presidente da França, Nicolas Sarkozy, teria ameaçado deixar a zona do euro, durante negociações recentes no âmbito da União Europeia. A notícia foi desmentida por uma fonte do governo de Paris, mas o mercado ficou incomodado.
Do Japão, chegou a informação de que os ministros das Finanças do G-7, a exemplo do que já tinha ocorrido na semana passada, fizeram uma teleconferência para discutir as condições do euro. O encontro foi organizado a pedido do ministro das Finanças japonês, Naoto Kan, e ele disse a jornalistas que ouviu notícias sobre a "realidade" na Europa e sobre os esforços da região para enfrentar a crise das dívidas soberanas. Ele descartou especulações de que os países do G-7 podem anunciar uma nova medida para intervir nos mercados de câmbio e tentar evitar que o euro caia mais.
Paralelamente a tudo isso continuam os comentários de economistas e analistas, ressaltando a possibilidade de que a Europa volte à recessão antes mesmo de consolidar a retomada do crescimento após a crise do subprime. Em uma coluna distribuída pela Agência Dow Jones, nesta sexta-feira, o gerente da divisão de investimentos da Perella Weinberg
Partners, empresa de serviços financeiros com sede em Nova York, disse que "a crise financeira nunca foi embora de fato". Para ele, "a montanha de dívidas que derrubou alguns dos maiores bancos do mundo e arrastou o sistema financeiro internacional para a beira do desastre, simplesmente, mudou para os governos". E acrescentou: "agora, está ameaçando
países ao redor do globo e, se deixada incontrolada, pode rasgar todo o tecido do sistema econômico da Europa e arruinar as recuperações econômicas nos EUA, China e América Latina".
No BNP Paribas, a avaliação é de que as medidas fiscais da Espanha e Portugal devem ter impacto negativo entre três e cinco pontos porcentuais no PIB desses países. E outros bancos, como Goldman Sachs e Danske Bank soltaram relatórios com comentários sobre o iminente encolhimento da atividade econômica europeia, em alguns casos, revisando as projeções de PIB dos países da região para baixo.
Em meio a isso, as captações de empresas brasileiras no exterior continuam suspensas e o noticiário nacional, não faz preço no câmbio.
espanhol El País disse que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, chegou a ameaçar com a saída da zona do euro (a publicação foi desmentida até agora apenas por uma fonte não oficial do governo francês); a Espanha mostrou deflação de 0,1% no núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI), na primeira vez em que isso ocorre desde 1986; o consultor
econômico da Casa Branca Paul Volcker disse que o euro falhou e questionou a integração da Europa, enquanto o executivo-chefe do Deutsche Bank, Josef Ackermann, também foi cético sobre a capacidade de a Grécia superar seus problemas. Ações dos bancos continuam castigadas pela investigação em curso nos EUA sobre oito instituições. Em dia de balanço da Petrobras e na véspera de vencimento de opções sobre ações, a Bovespa é dragada pelo cenário externo e caía 2,25% às 14h07. O dólar balcão subia 1,63%, a R$
1,8060 no mesmo horário. E a curva longa de juros incorpora prêmios de risco por causa da crise europeia.
MERCADOS INTERNACIONAIS
O euro despencou e atingiu o menor nível desde outubro de 2008, quando teve início a crise financeira global, diante dos persistentes receios com as consequências das medidas de austeridade que alguns países europeus terão de implementar. Agravaram a aversão ao risco - que derrubou as bolsas e as commodities - a queda do núcleo da inflação na Espanha e as declarações pessimistas do executivo-chefe do Deutsche Bank, Josef
Ackermann, e de Paul Volcker, do consultor econômico da Casa Branca.
O tom positivo que predominou entre os investidores na segunda-feira, depois do anúncio do pacote de resgate europeu de 750 bilhões de euros, foi ao longo da semana dando lugar às preocupações com o fato de que os cortes nos gastos que alguns governos europeus terão de implementar poderão dificultar e até mesmo impedir a recuperação econômica da zona
do euro.
Nesse sentido, o presidente do Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD, na sigla em inglês), Thomas Mirow, afirmou hoje que a crise da Grécia tem potencial para bloquear os esforços de recuperação dos países do Sudeste da Europa, particularmente se as subsidiárias dos bancos gregos que operam na região forem afetadas.
As dúvidas sobre a implementação das medidas de austeridade são outro fator negativo. "A parte realmente difícil será colocar em prática o programa de austeridade, medidas que são, no mínimo, impopulares. Apenas o tempo vai dizer se os formadores de política serão suficientemente decididos para cumprir essas difíceis metas", afirmou Kevin Giddis, Morgan
Keegan.
Ontem, o consultor econômico da Casa Branca Paul Volcker fez duras declarações sobre o euro, ao afirmar que a moeda falhou. Volcker acrescentou que os problemas do euro têm sido visíveis desde o começo porque o bloco europeu tem uma política monetária comum mas não uma política fiscal comum. "Para falar em termos simples, é possível ter uma
política monetária comum e uma moeda comum sem ter um governo comum?", questionou.
Outro golpe para o euro foi a informação, publicada pelo jornal El País hoje, de que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, chegou a ameaçar que seu país poderia deixar a zona do euro, durante negociações recentes no âmbito da União Europeia. No entanto, uma fonte do governo de Paris, próxima da presidência francesa, negou que a informação fosse
verdadeira.
Também pesaram sobre o sentimento dos investidores hoje os comentários feitos ontem pelo executivo-chefe do Deutsche Bank, Josef Ackermann. O executivo disse que não está seguro de que a Grécia poderá superar o grave problema de déficit orçamentário e será capaz de pagar suas dívidas. "Eu considero duvidosa a questão de a Grécia, em tempo, ser capaz de ficar em uma posição de atingir isso", disse Ackermann.
As ações do Deutsche Bank fecharam em baixa de 4,1% na Bolsa de Frankfurt. O setor bancário, aliás, foi o principal motor da queda dos índices acionários nesta sexta-feira. Além dos receios dos investidores com a dívida dos governos europeus, ações dos bancos foram prejudicadas pela investigação que está sendo feita nos EUA para averiguar se oito
instituições financeiras enganaram agências de rating e algumas medidas aprovadas pelo Senado norte-americano com relação à reforma do sistema financeiro do país.
Os indicadores econômicos divulgados hoje nos EUA receberam pouca atenção dos investidores, mas a queda do núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI) da Espanha em abril pela primeira vez desde que o dado começou a ser acompanhado preocupou. Uma deflação poderá tornar ainda mais difícil para a Espanha conseguir crescer e deixar para trás seus problemas de dívida.
O euro caiu abaixo do nível em que esteve no início da crise financeira global e chegou a ser cotado a US$ 1,2358. Às 14h15, o euro caía para US$ 1,2402, de US$ 1,2531 no fim da tarde de ontem, enquanto o dólar recuava para 92,08 ienes, de 92,68 ienes ontem. A queda do euro prejudicou as commodities. O petróleo para junho negociado na Nymex operava
abaixo de US$ 72, a US$ 71,60 por barril, um declínio de 3,76%. Na Comex, o cobre para julho perdia 3,20%, para US$ 3,1280 por libra-peso. Por outro lado, os preços dos Treasuries subiam, com respectiva queda dos juros. No
horário citado, o juro da T-note de 2 anos caía para 0,7739%, o da T-note de 10 anos recuava para 3,4401% e o do T-Bond de 30 anos declinava para 4,3161%.
Mas a Europa não é o único problema a tirar o sono dos investidores. Do lado externo, o provável aperto monetário na China e a situação ainda frágil da economia norte-americana, e do lado interno, o início do ciclo de alta de juro, estimulam uma posição defensiva na Bovespa. "A saída de recursos estrangeiros não é só de estrangeiros, mas também de
investidores locais diante de um cenário tão conturbado", afirma o economista-chefe da Legan Asset Management, Fausto Gouveia.
O gestor de recursos da InvestCapital, Giovanni Di Pasquale, vê na deflação da Espanha anunciada hoje um motivo a mais de preocupação. Pela primeira vez desde 1986, o núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI) registrou taxa negativa de 0,1% em abril ante mesmo mês do ano. Para Di Pasquale, há o risco dessa deflação se espalhar pelo restante
da Europa, provocando efeito cascata nas economias e com consequências para o Brasil.
Outro motivo para manter os investidores avessos a riscos é a investigação que está sendo feita nos EUA para averiguar se oito instituições financeiras enganaram agências de rating com relação a atividades com hipoteca.
Em relação à Petrobras, a ANP acenou com uma notícia promissora. A diretora da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, disse pela manhã que o poço Libra, que a agência começou a perfurar na Bacia de Santos, pode ter reservas semelhantes às encontradas no poço Franco, onde foram detectados 4,5 bilhões de barris de petróleo.
Magda disse que as duas estruturas geológicas têm tamanho parecido, mas ainda há dúvidas se área de Libra é um reservatório único ou se está dividida em dois reservatórios.
O mercado demonstra com mais intensidade, hoje, o desconforto que mantém em relação à situação fiscal e econômica dos países que compõem a zona do euro. A moeda única caiu a níveis de US$ 1,23 e arrastou outras divisas, abrindo espaço para uma valorização do dólar, que só realimentou a busca generalizada pela moeda dos EUA e outros ativos considerados de menor risco, numa reação em cadeia.
No começo da tarde (13h22) essa espiral colocava o euro em US$ 1,2375, depois de ter batido mínima de US$ 1,2358, um pouco antes. Ante o real, o dólar valia R$ 1,806 (+1,63%) no mercado à vista de balcão e R$ 1,807 (+1,72%) na BM&F. O dólar para junho estava em R$ 1,8110, com valorização de 1,57%.
O temor demonstrado pelos investidores de que as medidas fiscais impeçam a Europa de engatar a recuperação econômica, que se esboçava antes dos problemas gregos virem à tona, é alimentado a cada dia por fatos e declarações. Hoje, os investidores reuniram vários deles para deflagrar um dia de aversão ao risco.
Na Espanha, saíram dados de inflação, sinalizando que a fragilidade mostrada no último dado de PIB - alta de 0,1% no primeiro trimestre, na comparação com o último trimestre de 2009 e queda de 1,3% em relação ao mesmo período do ano passado - continua. O núcleo do índice de preços ao consumidor do país, que exclui os preços voláteis dos alimentos
frescos e da energia, caiu 0,1% em abril, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), a deflação é resultado de efeitos sazonais e da recessão profunda enfrentada pelo país e ocorreu pela primeira vês desde agosto de 1986, quando o órgão começou a acompanhar os preços. Em março, o núcleo do CPI registrou alta de 0,2%, em bases anuais. Já o índice geral de preços ao consumidor subiu 1,5% em abril, em comparação com a alta de 1,4% em março, puxado
pelo aumento dos preços do combustível.
Também na Espanha foi divulgada uma informação, pelo jornal El País, segundo a qual o presidente da França, Nicolas Sarkozy, teria ameaçado deixar a zona do euro, durante negociações recentes no âmbito da União Europeia. A notícia foi desmentida por uma fonte do governo de Paris, mas o mercado ficou incomodado.
Do Japão, chegou a informação de que os ministros das Finanças do G-7, a exemplo do que já tinha ocorrido na semana passada, fizeram uma teleconferência para discutir as condições do euro. O encontro foi organizado a pedido do ministro das Finanças japonês, Naoto Kan, e ele disse a jornalistas que ouviu notícias sobre a "realidade" na Europa e sobre os esforços da região para enfrentar a crise das dívidas soberanas. Ele descartou especulações de que os países do G-7 podem anunciar uma nova medida para intervir nos mercados de câmbio e tentar evitar que o euro caia mais.
Paralelamente a tudo isso continuam os comentários de economistas e analistas, ressaltando a possibilidade de que a Europa volte à recessão antes mesmo de consolidar a retomada do crescimento após a crise do subprime. Em uma coluna distribuída pela Agência Dow Jones, nesta sexta-feira, o gerente da divisão de investimentos da Perella Weinberg
Partners, empresa de serviços financeiros com sede em Nova York, disse que "a crise financeira nunca foi embora de fato". Para ele, "a montanha de dívidas que derrubou alguns dos maiores bancos do mundo e arrastou o sistema financeiro internacional para a beira do desastre, simplesmente, mudou para os governos". E acrescentou: "agora, está ameaçando
países ao redor do globo e, se deixada incontrolada, pode rasgar todo o tecido do sistema econômico da Europa e arruinar as recuperações econômicas nos EUA, China e América Latina".
No BNP Paribas, a avaliação é de que as medidas fiscais da Espanha e Portugal devem ter impacto negativo entre três e cinco pontos porcentuais no PIB desses países. E outros bancos, como Goldman Sachs e Danske Bank soltaram relatórios com comentários sobre o iminente encolhimento da atividade econômica europeia, em alguns casos, revisando as projeções de PIB dos países da região para baixo.
Em meio a isso, as captações de empresas brasileiras no exterior continuam suspensas e o noticiário nacional, não faz preço no câmbio.
EURO CRAVA NOVAS MINIMAS E DISSEMINA NERVOSISMO NO MERCADO
O mundo financeiro volta a exibir um quadro de nervosismo, com o resgate de
preocupações sobre a capacidade de os países europeus fazerem frente às necessárias medidas de austeridades diante da rejeição popular às propostas de aperto do cinto. Após os pacotes emergenciais de financiamento anunciados para a Grécia e países da periferia da
área do euro, a busca por uma maior sustentabilidade fiscal deve limitar ainda mais o crescimento da região e impor sacrifícios mais duros à população. Sem nenhuma notícia específica, o euro mergulhava para nova mínima em 17 meses ante o dólar. As bolsas são acompanhadas por sinais negativos, com Madri cedendo 3,7%, às 8h12. A tensão atravessava o Atlântico e influenciava os futuros de Nova York, que recuavam. No sentido
oposto, o ouro à vista bateu novo recorde de US$ 1.249 a onça-troy mais cedo, ignorando alertas de analistas sobre limitações para os ganhos do metal. Às 7h49, o metal tinha cotação de US$ 1.247, indicando alta de 0,95%. O petróleo cede ao redor de 2%. E investidores ariscos aportam nos Treasuries. Além de acompanhar o exterior, os investidores aqui
aguardam o balanço da Petrobras após o fechamento do pregão.
Vendas do varejo e produção dão real medida da economia nos EUA - A agenda de indicadores dos EUA para esta sexta-feira traz como destaques os dados sobre as vendas no varejo de abril, com divulgação às 9h30, e a produção industrial do país em igual mês, que sairá às 10h15.
Aqui, IGP-10 de maio acelera para 1,11% ante 0,63% em abril - O resultado do indicador divulgado há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) veio dentro das previsões dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (0,70% e 1,15%), mas superou a mediana de 0,80%.
Euro crava nova mínima em 14 meses - O euro cedia para nova mínima em 17 meses frente ao dólar, com a preocupação de que as manifestações públicas dificultem a aplicação de medidas de austeridade fiscal por parte de governos endividados da zona do euro. O euro valia US$ 1,2474, após ter tocado a mínima intraday de US$ 1,2432, de US$ 1,2531 na tarde
de ontem em NY. O dólar estava em 92,47 ienes, levemente abaixo do registro de 92,68 ienes em NY. A libra britânica saiu da casa de US$ 1,4614 ontem para US$ 1,4549, às 8h06. Uma declaração do executivo-chefe do Deutsche Bank, Josef Ackermann, manifestando incerteza sobre a capacidade de a Grécia superar seus severos déficits orçamentários e conseguir pagar todas as suas dívidas não ajudava em nada no processo de pacificação do nervosismo do mercado financeiro europeu. "Eu considero duvidoso se a Grécia com o tempo vai realmente atingir uma posição para conquistar isso", disse Ackermann em um programa de bate-papo na emissora de TV ZDF.
Mesmas pedras afetam mercados na Grécia - O cenário de potencial reestruturação da dívida da Grécia ressurge e dá o argumento para ampliação do spread - diferencial - entre o rendimento dos títulos gregos na comparação com os bunds alemães de 10 anos de 440 pontos-base ontem para 495 pontos-base nesta manhã. A ameaça de novo rebaixamento do
rating do país também voltou a assombrar os ativos do país. Na Bolsa de Atenas, o índice AES cedia 3% mais cedo. Outros mercados mais tensos, como os da Espanha, também reagiam com mais sensibilidade à elevação das apreensões dos investidores. Às 8h12, o Ibex, referencial da Bolsa de Madri, perdia 3,7%, para os 9.611 pontos, mas já tinha conseguido
sair da mínima intraday de 9.499 pontos. Hoje, uma bomba explodiu dentro do principal prédio de Justiça da cidade grega de Thessaloniki, no norte do país.
Crise grega pode impedir esforços de recuperação, diz EBRD - O presidente do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD, na sigla em inglês), Thomas Mirow, afirmou que a crise na Grécia tem o potencial de impedir os esforços de recuperação da região sudeste da Europa, particularmente se as subsidiárias de bancos gregos que atuam na
Bulgária, Romênia e Sérvia forem afetados pela incerteza sobre suas condições.
Bolsas nucleares da Europa com quedas mais brandas - O sinal negativo também se faz presente nas bolsas centrais da Europa, mas a queda é mais sutil. Frankfurt perdia 1,34%; Paris recuava 2,50% e Londres, 1,65%. A aceleração das perdas nos mercados acionários europeus influenciava no pré-mercado de Nova York e conduzia a queda de 0,62% do S&P 500 e a baixa de 0,58% do Nasdaq futuro, às 8h03. Além da incerteza sobre as dívidas europeias, outro vetor que continua estragando o humor é a investigação do procurador-geral do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, sobre oito bancos suspeitos de forneceram às agências de classificação de risco informações falsas para os ratings dos ativos hipotecários.
O petróleo WTI para junho dá sequência à sólida tendência gráfica de baixa no curto prazo. Às 8h21, o petróleo com esse vencimento era negociado a US$ 73,14 por barril, na Nymex eletrônica, com queda de 1,69%.
Dólar avançou no final do pregão, cotado a R$ 1,777, mas com giro baixo - O dólar doméstico, em dia de poucos negócios, inverteu a queda inicial após o leilão de compra do Banco Central à tarde em meio à zeragem de posições vendidas. No balcão, a moeda norte-americana
encerrou cotada a R$ 1,7770, com ganho de 0,11%.
preocupações sobre a capacidade de os países europeus fazerem frente às necessárias medidas de austeridades diante da rejeição popular às propostas de aperto do cinto. Após os pacotes emergenciais de financiamento anunciados para a Grécia e países da periferia da
área do euro, a busca por uma maior sustentabilidade fiscal deve limitar ainda mais o crescimento da região e impor sacrifícios mais duros à população. Sem nenhuma notícia específica, o euro mergulhava para nova mínima em 17 meses ante o dólar. As bolsas são acompanhadas por sinais negativos, com Madri cedendo 3,7%, às 8h12. A tensão atravessava o Atlântico e influenciava os futuros de Nova York, que recuavam. No sentido
oposto, o ouro à vista bateu novo recorde de US$ 1.249 a onça-troy mais cedo, ignorando alertas de analistas sobre limitações para os ganhos do metal. Às 7h49, o metal tinha cotação de US$ 1.247, indicando alta de 0,95%. O petróleo cede ao redor de 2%. E investidores ariscos aportam nos Treasuries. Além de acompanhar o exterior, os investidores aqui
aguardam o balanço da Petrobras após o fechamento do pregão.
Vendas do varejo e produção dão real medida da economia nos EUA - A agenda de indicadores dos EUA para esta sexta-feira traz como destaques os dados sobre as vendas no varejo de abril, com divulgação às 9h30, e a produção industrial do país em igual mês, que sairá às 10h15.
Aqui, IGP-10 de maio acelera para 1,11% ante 0,63% em abril - O resultado do indicador divulgado há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) veio dentro das previsões dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (0,70% e 1,15%), mas superou a mediana de 0,80%.
Euro crava nova mínima em 14 meses - O euro cedia para nova mínima em 17 meses frente ao dólar, com a preocupação de que as manifestações públicas dificultem a aplicação de medidas de austeridade fiscal por parte de governos endividados da zona do euro. O euro valia US$ 1,2474, após ter tocado a mínima intraday de US$ 1,2432, de US$ 1,2531 na tarde
de ontem em NY. O dólar estava em 92,47 ienes, levemente abaixo do registro de 92,68 ienes em NY. A libra britânica saiu da casa de US$ 1,4614 ontem para US$ 1,4549, às 8h06. Uma declaração do executivo-chefe do Deutsche Bank, Josef Ackermann, manifestando incerteza sobre a capacidade de a Grécia superar seus severos déficits orçamentários e conseguir pagar todas as suas dívidas não ajudava em nada no processo de pacificação do nervosismo do mercado financeiro europeu. "Eu considero duvidoso se a Grécia com o tempo vai realmente atingir uma posição para conquistar isso", disse Ackermann em um programa de bate-papo na emissora de TV ZDF.
Mesmas pedras afetam mercados na Grécia - O cenário de potencial reestruturação da dívida da Grécia ressurge e dá o argumento para ampliação do spread - diferencial - entre o rendimento dos títulos gregos na comparação com os bunds alemães de 10 anos de 440 pontos-base ontem para 495 pontos-base nesta manhã. A ameaça de novo rebaixamento do
rating do país também voltou a assombrar os ativos do país. Na Bolsa de Atenas, o índice AES cedia 3% mais cedo. Outros mercados mais tensos, como os da Espanha, também reagiam com mais sensibilidade à elevação das apreensões dos investidores. Às 8h12, o Ibex, referencial da Bolsa de Madri, perdia 3,7%, para os 9.611 pontos, mas já tinha conseguido
sair da mínima intraday de 9.499 pontos. Hoje, uma bomba explodiu dentro do principal prédio de Justiça da cidade grega de Thessaloniki, no norte do país.
Crise grega pode impedir esforços de recuperação, diz EBRD - O presidente do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD, na sigla em inglês), Thomas Mirow, afirmou que a crise na Grécia tem o potencial de impedir os esforços de recuperação da região sudeste da Europa, particularmente se as subsidiárias de bancos gregos que atuam na
Bulgária, Romênia e Sérvia forem afetados pela incerteza sobre suas condições.
Bolsas nucleares da Europa com quedas mais brandas - O sinal negativo também se faz presente nas bolsas centrais da Europa, mas a queda é mais sutil. Frankfurt perdia 1,34%; Paris recuava 2,50% e Londres, 1,65%. A aceleração das perdas nos mercados acionários europeus influenciava no pré-mercado de Nova York e conduzia a queda de 0,62% do S&P 500 e a baixa de 0,58% do Nasdaq futuro, às 8h03. Além da incerteza sobre as dívidas europeias, outro vetor que continua estragando o humor é a investigação do procurador-geral do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, sobre oito bancos suspeitos de forneceram às agências de classificação de risco informações falsas para os ratings dos ativos hipotecários.
O petróleo WTI para junho dá sequência à sólida tendência gráfica de baixa no curto prazo. Às 8h21, o petróleo com esse vencimento era negociado a US$ 73,14 por barril, na Nymex eletrônica, com queda de 1,69%.
Dólar avançou no final do pregão, cotado a R$ 1,777, mas com giro baixo - O dólar doméstico, em dia de poucos negócios, inverteu a queda inicial após o leilão de compra do Banco Central à tarde em meio à zeragem de posições vendidas. No balcão, a moeda norte-americana
encerrou cotada a R$ 1,7770, com ganho de 0,11%.
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