O payroll foi o assunto da manhã desta sexta-feira, no mercado doméstico de câmbio. Mas depois de provocar idas e vindas nas cotações do dólar, acompanhando o vaivém que também ocorreu lá fora, a notícia de que a criação de vagas de trabalho nos EUA em outubro ficou muito acima do previsto não conseguiu definir uma trajetória para a moeda norte-americana ante o real, que voltou ao ponto em que estava desde a abertura. Ou seja,
mostrando pequena alta em relação ao fechamento de ontem, no final da manhã.
Pouco depois das 13 horas, a moeda norte-americana valia R$ 1,680, com valorização de 0,24% no balcão e R$ 1,6818, com alta de 0,27% no pronto da BM&F. Às 13h50, o dólar para dezembro mostrava mais vigor, com alta de 0,60% a R$ 1,690. Ainda assim não acompanhava o ritmo visto lá fora. No mesmo momento, o euro era cotado a US$ 1,4032, ante US$ 1,4215 registrado no final da tarde de ontem, em Nova York. Mas também na moeda europeia a volatilidade é grande. A mínima de hoje até esse horário era de US$
1,4026 e a máxima de US$ 1,4232.
"Os dados do payroll tiveram o mesmo impacto que foi visto nos primeiros momentos que se seguiram ao anúncio do Fed, de que vai injetar US$ 600 bilhões novos na economia: o dólar oscilou para baixo e para cima com diferentes leitura sobre os efeitos do dado que, na verdade, não permitiu que os analistas e investidores concluíssem nada de diferente", disse
um especialista.
Assim, o mercado internacional continua na expectativa do encontro do G-20, de olho nos movimentos dos diferentes bancos centrais ao redor do mundo e dos indicadores econômicos dos países desenvolvidos. Por aqui, soma-se a isso a perspectiva de que o governo pode e deve, a qualquer momento, apresentar outra medida para tentar coibir a valorização do real.
Afinal, isso foi o que prometeram diversos dos membros da equipe econômica, inclusive o ministro da Fazenda Guido Mantega, caso considerassem que o IOF não foi suficiente para controlar os movimentos indesejáveis do câmbio. E o mercado começa a questionar o efeito
da medida daqui para a frente. Com a queda forte de ontem (1,35%) o dólar voltou aos mesmos níveis em que estava no início de outubro, antes do aumento do IOF para aplicações de estrangeiros em renda fixa e para as margens exigidas nos negócios com derivativos, e a avaliação é de que as cotações poderiam estar mais baixas, já que o fluxo cambial de outubro foi o segundo maior do ano, com a marca nada desprezível de US$ 6,9 bilhões. Ou seja, o tributo teria tido um impacto. Porém, é quase consensual também a percepção de que diante da medida do Fed, o poder das novas alíquotas diminuiu.
Um sinal seria a retomada forte das posições vendidas dos estrangeiros no mercado de derivativos. Depois de ter recuado a cerca de US$ 10 bilhões no final de outubro (DDI e dólar futuro), a posição vendida desses participantes do mercado encerrou o pregão de ontem em US$ 16,197 bilhões.
A discussão dos players, agora, refere-se ao timing para novas intervenções e às diferentes possibilidades de ação do governo brasileiro. Boa parte dos operadores de mercado acredita que a próxima arma deve ser a retomada dos leilões de swap cambial reverso. Mas ninguém descarta coisas como IOF ainda mais elevado (6% no momento) na renda fixa, a extensão
do tributo para aplicações em ações, retomada da cobrança de imposto de renda a investidores estrangeiros e até, quarentena. Esta última cogitada mais pelo setor produtivo, a quem a queda do dólar aflige mais.
Hoje, em evento realizado em São Paulo, o presidente da Siemens, Adilson Primo, defendeu o controle de capitais para recursos "especulativos". Aqueles que, segundo ele, só buscam a arbitragem de juros. Já o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, presente ao mesmo evento, discordou. Ele defendeu que primeiro o governo adote medidas menos agressivas.
"Depois, se não houver outro jeito, adotar medidas mais fortes", disse. "O que nós não podemos é nos conformar com uma trajetória que transforma o Brasil em vítima da apreciação cambial", completou Coutinho.
Vale lembrar que o presidente Lula disse que irá ao G-20 para brigar. E ele vai acompanhado do ministro Mantega e da presidente eleita Dilma Rousseff.
Não deixa de ser interessante também notar que, apesar de serem avessos a intervenções no câmbio por princípio, os profissionais do mercado financeiro doméstico estão simpáticos a medidas no sentido de controlar o câmbio, visto que o ambiente global convida a elas. Já a alta do IOF, em outubro, foi recebida por investidores e analistas com uma complacência que não é habitual nesses casos.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
MERCADOS INTERNACIONAIS
O governo norte-americano anunciou hoje que o mercado de trabalho criou emprego pela primeira vez em cinco meses e em número muito maior do que os economistas esperavam.
Em outubro, a economia gerou 151 mil vagas de trabalho, um volume maior do que os 60 mil esperados, e em setembro, o corte no emprego foi menor do que o informado ontem. Os números seguiram-se a outros indicadores divulgados esta semana apontando recuperação nos EUA, como os índices de atividade industrial e de serviços e de encomendas à indústria.
Em meio as pesadas críticas internacionais à política do Fed de oferta de liquidez para estimular a economia, os números elevam a expectativa para o encontro do G-20 na semana que vem (11 e 12), na Coreia do Sul, onde estarão reunidos líderes dos países que desde a quarta-feira expressam forte descontentamento com a decisão do Fed de injetar mais dinheiro no sistema para animar a economia dos EUA.
Os Estados Unidos "nos devem uma explicação", disse o vice-ministro de Relações Externas da China e principal negociador do país no G-20, Cui Tiankai, sobre a adoção nesta semana do novo programa de liquidez pelo Fed. Já o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, disse que os EUA não podem resolver seus problemas promovendo déficits e
que irão "criar problemas adicionais para o mundo".
Nos mercados financeiros, onde o programa de US$ 600 bilhões em compra de títulos foi exaustivamente embutido nos preços e já produziu expressivos ganhos, o payroll deu tranquilidade e espaço para ajustes, pontuados por volatilidade. Os investidores, de modo geral, preferiram avaliar que o número não pode ser tomado como um sinal de fim dos problemas nos Estados Unidos e no mercado de trabalho.
"Diante do terreno que perdemos desde o pico da criação de emprego dois anos atrás é um começo, mas ainda temos um longo caminho a percorrer", disse o diretor gerente da Fort Pitt Capital Group, Douglas Kreps. "Um número isolado (payroll) não faz tendência, mas é um começo", disse o diretor executivo da mesa de bônus do Tesouro dos EUA do Mitsubishi
UFJ Securities, Thomas Roth.
Às 14h01 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,26% e o S&P 500 cedia 0,02%; o Nasdaq recuava 0,29%. Ontem, o Dow Jones subiu 2% e fechou na sua maior pontuação desde setembro de 2008. Na semana, o Dow e o Nasdaq acumulam alta de mais de 2%; o S&P 500, de mais de 3%. A queda superior a 8% da Kraft Foods, que anunciou queda em seu lucro do terceiro trimestre, também contribuía para pesar nos índices.
O dólar beneficiou-se do payroll, embora de modo volátil e diante da advertência de alguns operadores que duvidam da durabilidade do efeito do número sobre a moeda. "É um número bom, mas fará diferença" (para o dólar) com investidores tendo em mente as medidas de estímulo do Fed inundando o mercado com dólares durante oito meses?, questionou o chefe de estratégia de câmbio estrangeiro do ING em Londres, Chris Turner.
Às 14h23 (de Brasília), o euro caía para US$ 1,4034, de US$ 1,4215 ontem; o dólar subia para 81,41 ienes, de 80,70 ienes ontem.
Os Treasuries reagiram em queda (juro em alta) ao payroll, com investidores sentindo menor necessidade de se proteger dos riscos à economia. Mas a avaliação nesse mercado também era a de que trata-se de um único número. Os preços foram pressionados ainda pela expectativa com o leilão de US$ 72 bilhões em novos papéis do Tesouro na semana
que vem. Às 14h24 (de Brasília), o juro do note de dois anos subia para 0,35515% e o juro do note de 10 anos avançava para 2,54440%.
Às 14h26 (de Brasília), o cobre para dezembro avançava 1,14% para US$ 3,9565 por libra peso, avançando com o sinal de melhora no mercado de trabalho nos EUA. O petróleo WTI realizava lucro, depois de atingir sua maior cotação em dois anos a US$ 87,22 o barril no começo do dia. No mesmo horário, valia US$ 86,26 o barril, queda de 0,27%.
Em outubro, a economia gerou 151 mil vagas de trabalho, um volume maior do que os 60 mil esperados, e em setembro, o corte no emprego foi menor do que o informado ontem. Os números seguiram-se a outros indicadores divulgados esta semana apontando recuperação nos EUA, como os índices de atividade industrial e de serviços e de encomendas à indústria.
Em meio as pesadas críticas internacionais à política do Fed de oferta de liquidez para estimular a economia, os números elevam a expectativa para o encontro do G-20 na semana que vem (11 e 12), na Coreia do Sul, onde estarão reunidos líderes dos países que desde a quarta-feira expressam forte descontentamento com a decisão do Fed de injetar mais dinheiro no sistema para animar a economia dos EUA.
Os Estados Unidos "nos devem uma explicação", disse o vice-ministro de Relações Externas da China e principal negociador do país no G-20, Cui Tiankai, sobre a adoção nesta semana do novo programa de liquidez pelo Fed. Já o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, disse que os EUA não podem resolver seus problemas promovendo déficits e
que irão "criar problemas adicionais para o mundo".
Nos mercados financeiros, onde o programa de US$ 600 bilhões em compra de títulos foi exaustivamente embutido nos preços e já produziu expressivos ganhos, o payroll deu tranquilidade e espaço para ajustes, pontuados por volatilidade. Os investidores, de modo geral, preferiram avaliar que o número não pode ser tomado como um sinal de fim dos problemas nos Estados Unidos e no mercado de trabalho.
"Diante do terreno que perdemos desde o pico da criação de emprego dois anos atrás é um começo, mas ainda temos um longo caminho a percorrer", disse o diretor gerente da Fort Pitt Capital Group, Douglas Kreps. "Um número isolado (payroll) não faz tendência, mas é um começo", disse o diretor executivo da mesa de bônus do Tesouro dos EUA do Mitsubishi
UFJ Securities, Thomas Roth.
Às 14h01 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,26% e o S&P 500 cedia 0,02%; o Nasdaq recuava 0,29%. Ontem, o Dow Jones subiu 2% e fechou na sua maior pontuação desde setembro de 2008. Na semana, o Dow e o Nasdaq acumulam alta de mais de 2%; o S&P 500, de mais de 3%. A queda superior a 8% da Kraft Foods, que anunciou queda em seu lucro do terceiro trimestre, também contribuía para pesar nos índices.
O dólar beneficiou-se do payroll, embora de modo volátil e diante da advertência de alguns operadores que duvidam da durabilidade do efeito do número sobre a moeda. "É um número bom, mas fará diferença" (para o dólar) com investidores tendo em mente as medidas de estímulo do Fed inundando o mercado com dólares durante oito meses?, questionou o chefe de estratégia de câmbio estrangeiro do ING em Londres, Chris Turner.
Às 14h23 (de Brasília), o euro caía para US$ 1,4034, de US$ 1,4215 ontem; o dólar subia para 81,41 ienes, de 80,70 ienes ontem.
Os Treasuries reagiram em queda (juro em alta) ao payroll, com investidores sentindo menor necessidade de se proteger dos riscos à economia. Mas a avaliação nesse mercado também era a de que trata-se de um único número. Os preços foram pressionados ainda pela expectativa com o leilão de US$ 72 bilhões em novos papéis do Tesouro na semana
que vem. Às 14h24 (de Brasília), o juro do note de dois anos subia para 0,35515% e o juro do note de 10 anos avançava para 2,54440%.
Às 14h26 (de Brasília), o cobre para dezembro avançava 1,14% para US$ 3,9565 por libra peso, avançando com o sinal de melhora no mercado de trabalho nos EUA. O petróleo WTI realizava lucro, depois de atingir sua maior cotação em dois anos a US$ 87,22 o barril no começo do dia. No mesmo horário, valia US$ 86,26 o barril, queda de 0,27%.
MERCADOS TÊM MANHÃ VOLÁTIL, MESMO COM PAYROLL BENIGNO
A despeito de um payroll "benigno", mostrando que a criação de postos de trabalho nos EUA em outubro mais do que dobrou em relação às previsões, as bolsas tiveram uma manhã de oscilação, mesmo porque vieram de fortes ganhos durante a semana. Investidores resolveram realizar lucros, enquanto ponderavam que apenas um dado positivo não significa uma reversão da letargia da economia norte-americana. O dólar, tanto aqui quanto lá fora,
oscilou afetado por diferentes leituras do payroll e ainda sob a sombra do que pode acontecer na reunião do G-20 na semana que vem. A Bovespa também não se negou ao movimento de realização visto no exterior, após quase ter chegado a patamar histórico de alta na véspera. Já os juros dispararam, com o mercado colocando nos preços os receios quanto à alta na carga tributária e à percepção de que a retidão fiscal do próximo governo pode passar ao largo do corte de despesas.
oscilou afetado por diferentes leituras do payroll e ainda sob a sombra do que pode acontecer na reunião do G-20 na semana que vem. A Bovespa também não se negou ao movimento de realização visto no exterior, após quase ter chegado a patamar histórico de alta na véspera. Já os juros dispararam, com o mercado colocando nos preços os receios quanto à alta na carga tributária e à percepção de que a retidão fiscal do próximo governo pode passar ao largo do corte de despesas.
Gerdau paga R$ 170,3 milhões em proventos
A Gerdau informou nesta sexta-feira (5/11) que foi aprovado o pagamento aos acionistas de juros sobre o capital próprio em substituição aos dividendos, no valor de R$ 170,3 milhões.
O provento foi calculado à razão de R$ 0,12 por ação e terão direito os acionistas inscritos nos registros da empresa até 16 de novembro de 2010.
Por sua vez, a Gerdau Metalúrgica pagará juros sobre capital próprio, também em substituição aos dividendos, à razão de R$ 0,18 por ação, perfazendo o total de R$ 73,2 milhões.
Em ambos os casos, o pagamento será realizado em 26 de novembro
O provento foi calculado à razão de R$ 0,12 por ação e terão direito os acionistas inscritos nos registros da empresa até 16 de novembro de 2010.
Por sua vez, a Gerdau Metalúrgica pagará juros sobre capital próprio, também em substituição aos dividendos, à razão de R$ 0,18 por ação, perfazendo o total de R$ 73,2 milhões.
Em ambos os casos, o pagamento será realizado em 26 de novembro
B2W concluirá integração de marcas apenas em 2011
Após sofrer uma queda de 75 por cento no lucro líquido do terceiro trimestre, a varejista online B2W estimou nesta sexta-feira que a integração de suas operações deve ser concluída apenas no início de 2011.
O longo prazo para unificar as plataformas tecnológica e de logística de suas marcas Submarino, Americanas.com e Shoptime vem sendo apontado pelo mercado como um dos fatores de maior peso nos resultados da companhia.
Nos três meses encerrados em setembro, a B2W teve lucro líquido de 2,5 milhões de reais, bem abaixo da média de sete previsões de analistas obtidas pela Reuters, que apontava para 7,3 milhões de reais.
"O processo de integração está praticamente concluído. Até setembro integramos duas marcas... A conclusão ocorrerá no início de 2011", disse o diretor de Relações com Investidores da B2W, Murilo Corrêa, em teleconferência com analistas, acrescentando que a integração pendente se refere à marca Shoptime.
Além de finalizar a unificação das operações, a empresa vem investindo em novas funcionalidades, buscando "melhorar a competitividade e reduzir despesas operacionais", segundo o executivo.
No trimestre passado, a companhia reformulou o site da Americanas.com, que passou a ser baseado em nova plataforma tecnológica.
A empresa também está implantando novas dinâmicas para cobrança de frete, que devem resultar em redução de despesas.
Questionado sobre o avanço da concorrência no comércio eletrônico, Corrêa disse que a B2W está se preparando internamente para um ambiente de competição ainda mais acirrado. "A competição pode piorar, estamos trabalhando com essa possibilidade. A Internet não tem barreiras e é difícil prever o que pode acontecer."
Conforme ele, a estratégia da empresa prevê a entrada em novas categorias de produtos.
As ações da B2W recuavam 0,19 por cento às 13h39, para 31,30 reais. O Ibovespa, no mesmo horário, cedia 0,51 por cento.
RECEITA MAIOR
Apesar do forte tombo no lucro, a receita líquida da B2W ficou em 1,01 bilhão de reais de julho a setembro, avanço de 8 por cento sobre igual período do ano passado.
Segundo a empresa, os números do período foram afetados por ajustes a valor presente (AVP) de mercadorias que, no ano, passado, tiveram impacto positivo sobre o desempenho.
A empresa teve despesa financeira líquida de 88,2 milhões de reais no terceiro trimestre, 32 pior que o resultado financeiro negativo de 66,9 milhões um ano antes, também impactado pela reversão do AVP.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização Ebitda, na sigla em inglês) foi de 126 milhões de reais no trimestre passado, aumento de 14 por cento na comparação anual.
A margem Ebitda, por sua vez, subiu ligeiramente a 8,6 por cento sobre a receita bruta e alcançou 11,7 por cento sobre a líquida.
Já as despesas com vendas, gerais e administrativas caíram 1 ponto percentual, para 156,4 milhões de reais em relação à receita bruta, que foi de 1,5 bilhão de reais no último trimestre, alta de 13 por cento ano a ano.
Nos nove meses até setembro, a empresa investiu 185 milhões de reais, a maioria em tecnologia e logística.
O longo prazo para unificar as plataformas tecnológica e de logística de suas marcas Submarino, Americanas.com e Shoptime vem sendo apontado pelo mercado como um dos fatores de maior peso nos resultados da companhia.
Nos três meses encerrados em setembro, a B2W teve lucro líquido de 2,5 milhões de reais, bem abaixo da média de sete previsões de analistas obtidas pela Reuters, que apontava para 7,3 milhões de reais.
"O processo de integração está praticamente concluído. Até setembro integramos duas marcas... A conclusão ocorrerá no início de 2011", disse o diretor de Relações com Investidores da B2W, Murilo Corrêa, em teleconferência com analistas, acrescentando que a integração pendente se refere à marca Shoptime.
Além de finalizar a unificação das operações, a empresa vem investindo em novas funcionalidades, buscando "melhorar a competitividade e reduzir despesas operacionais", segundo o executivo.
No trimestre passado, a companhia reformulou o site da Americanas.com, que passou a ser baseado em nova plataforma tecnológica.
A empresa também está implantando novas dinâmicas para cobrança de frete, que devem resultar em redução de despesas.
Questionado sobre o avanço da concorrência no comércio eletrônico, Corrêa disse que a B2W está se preparando internamente para um ambiente de competição ainda mais acirrado. "A competição pode piorar, estamos trabalhando com essa possibilidade. A Internet não tem barreiras e é difícil prever o que pode acontecer."
Conforme ele, a estratégia da empresa prevê a entrada em novas categorias de produtos.
As ações da B2W recuavam 0,19 por cento às 13h39, para 31,30 reais. O Ibovespa, no mesmo horário, cedia 0,51 por cento.
RECEITA MAIOR
Apesar do forte tombo no lucro, a receita líquida da B2W ficou em 1,01 bilhão de reais de julho a setembro, avanço de 8 por cento sobre igual período do ano passado.
Segundo a empresa, os números do período foram afetados por ajustes a valor presente (AVP) de mercadorias que, no ano, passado, tiveram impacto positivo sobre o desempenho.
A empresa teve despesa financeira líquida de 88,2 milhões de reais no terceiro trimestre, 32 pior que o resultado financeiro negativo de 66,9 milhões um ano antes, também impactado pela reversão do AVP.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização Ebitda, na sigla em inglês) foi de 126 milhões de reais no trimestre passado, aumento de 14 por cento na comparação anual.
A margem Ebitda, por sua vez, subiu ligeiramente a 8,6 por cento sobre a receita bruta e alcançou 11,7 por cento sobre a líquida.
Já as despesas com vendas, gerais e administrativas caíram 1 ponto percentual, para 156,4 milhões de reais em relação à receita bruta, que foi de 1,5 bilhão de reais no último trimestre, alta de 13 por cento ano a ano.
Nos nove meses até setembro, a empresa investiu 185 milhões de reais, a maioria em tecnologia e logística.
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