quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mercados

Moedas – Em dias de perdas generalizadas, como o observado ontem, geralmente o USD/Iene são tracionados para cima. Curiosamente, o fato não se estendeu para a moeda européia, mesmo com as dúvidas em relação a Portugal. A alta dos juros pelo ECB está tornando os juros europeus atraentes diante das incertezas provocadas pelo Japão e precificadas de forma tão forte nos diversos mercados. Se esta tendência se firmar, Trichet pode se arrepender de ter apertado os juros.

BRL – Colou no movimento de deterioração de fora. A atuação do BC foi maior que a dos dias anteriores (400 MM) e o fluxo cambial deve ter sido fraco a considerar o movimento do interbancário. Já os gringos ficaram com suas posições praticamente estáveis na BM&F (indício de que apostam que a alta do BRL prevaleça).

Juros – O receio de que os problemas japoneses venham a prejudicar o desempenho de outras economias asiáticas e ocidentais, e que triggou um forte recuo no preço das commodities, deslocou para baixo a estrutura de juros futuros, anulando a alta do dia anterior. O mercado vê perigos no comportamento da inflação, mas não deixa de olhar fatores que possam implicar numa alta menor da Selic na próxima reunião do Copom.

Bolsas – Ásia – O terremoto da segunda-feira no Japão (que havia apenas afetado a Europa e NY na 3ª porque os mercados asiáticos já tinham fechado) levou os investidores asiáticos a diminuírem suas posições, temendo que possam aprofundar os problemas no país (política e economicamente). Com isso, as principais bolsas da região recuaram forte.

Europa – Se os problemas econômicos se aprofundarem no Japão, a Ásia e várias outras economias ocidentais sofrerão. O medo de que haja essa propagação contaminou os mercados (commodities, moedas, juros e equities) e provocou recuos acentuados nas principais bolsas européias.

S&P – Arrastadas pelas quedas das ações de petroleiras e de Materials (muito afetadas pelo brusco recuo das commodities), as bolsas americanas voltaram a cair.

Bovespa – Dado o peso das empresas que transacionam commodities no índice geral, a bolsa paulista apresentou uma das maiores baixas no dia de ontem (mais de 2 pct).

Commodities – O medo que a situação no Japão prejudique as demais economias asiáticas, assim como as ocidentais, provocou fortes baixas em todos os segmentos.

Ásia – Os mercados asiáticos que haviam piorado no final da 3ª, triggando baixas mundo afora, hoje tiveram o comportamento inverso. Depois de abrirem o dia hesitante ganharam força (tanto as ações quanto as moedas) na 2ª metade do pregão. Os movimentos de ontem e de hoje evidenciam que os investidores não estão sabendo lidar com a presença mais constante de eventos físicos que trazem muito ruído ao ambiente econômico.

Commodities – Iniciam o dia se recuperando ligeiramente (o cobre é exceção) das fortes perdas de ontem, apoiadas na alta das ações e de algumas moedas.

Treasuries americanos – Acompanhou a piora dos mercados e recuou ontem, mesmo com o leilão de 32 bi de papéis de três anos. Hoje será a vez dos títulos de dez anos (21 bi) e as taxas voltam a subir com a melhora esboçada pelos mercados.

Europa – Ontem haviam caído por conta da Ásia e hoje fazem o caminho inverso pelo mesmo motivo. Os dados econômicos divulgados ajudam a consolidar a recuperação.

S&P futuro – Parte da recuperação da Europa já foi observada ontem em NY (caiu bem menos) e por isso a alta do índice é menor hoje (0,40 às 08:05).

- A temporada de earnings – do 1º tri – começa pra valer hoje nos US. O resultado do JPMorgan ficou acima do esperado (EPS de 1,28 contra estimativa de 1,15). Na semana que vem, o ritmo de divulgação se intensificará sobremaneira

No leilão de papéis indexados a inflação, realizado ontem, foi colocado 7,6 bilhões. Como Abril conta com uma semana a mais e o Tesouro não aumentou a colocação pretendida para o mês, se persistir no trend da semana passada ultrapassará os 45 bi. Com isso, pode reduzir o volume colocado nesta semana porque terá que repetir a dose três dias depois, já que na 5ª e 6ª da próxima semana será feriado.

BOLSA DE TÓQUIO FECHA EM ALTA DE 0,9%; MONTADORAS SE DESTACAM

A Bolsa de Tóquio fechou em alta, em meio à compra de papéis que ficaram
baratos na queda recente do mercado e ao iene fraco. Empresas do setor automobilístico, como Toyota Motor e outras gigantes do setor, tiveram valorização superior as demais ações do mercado.
O índice Nikkei 225 avançou 0,90% e fechou aos 9.641,18 pontos, após a perda de 1,69%, anotada na véspera, quando autoridades anunciaram elevação no nível de gravidade do acidente na usina nuclear Daiichi, em Fukushima.
As ações de montadoras se destacaram, beneficiando-se em parte da cotação fraca do iene diante do dólar e também da expectativa de que as fábricas contarão com uma boa recuperação no segundo semestre. No fechamento, Toyota Motor registrou alta de 1,4%, enquanto a Honda Motor obteve ganho de 3,3%. Os papeis da Nissan Motor avançaram 2,9%.
Renesas Electronics teve alta expressiva de 7,6%, após um notícia publicada no Nikkei de que a fabricante de chips vai reiniciar a produção em uma planta danificada no nordeste de Tóquio um mês antes da data prevista.

ÁSIA: HONG KONG +0,7%, APÓS FOXCONN ANUNCIAR INVESTIMENTO NO

Após dois pregões em baixa, as Bolsas da Ásia se recuperaram nesta
quarta-feira. Os bons resultados foram devidos, principalmente, à presença de investidores em busca de ofertas de ocasião. Não houve negociações na Tailândia por ser feriado.
Em Hong Kong, a bolsa tirou proveito do rali na China, com as previsões de robusto crescimento econômico para o país. O índice Hang Seng avançou 158,66 pontos, ou 0,7%, e encerrou aos 24.135,03 pontos. Destaque para as imobiliárias: Henderson Land saltou 2,7% e Wharf Holdings ganhou 2,1%. Já as ações da Foxconn International Holdings subiram 2,8%, após o anúncio que sua subsidiária Foxconn Technology Group vai aplicar US$ 12 bilhões em
investimentos no Brasil.
Já as Bolsas da China tiveram o melhor fechamento em cinco meses, lideradas pelos bancos e imobiliárias, que ficaram com valores atrativos em relação a outros setores. O índice Xangai Composto subiu 1% e encerrou aos 3.050,40 pontos, a maior pontuação desde 11 de novembro, que encerrou aos 3.147,74 pontos. O índice Shenzhen Composto ganhou 1,1% e
terminou aos 1.286,71 pontos. Agricultural Bank of China avançou 2,2% e China Merchants Bank teve rali de 3,4%. Shanghai Lujiazui Finance & Trade Zone Development faturou 2,7% e Beijing Urban Construction Investment & Development adicionou 2,3%.
O yuan atingiu valorização recorde sobre o dólar, após o Banco Central chinês fixar a taxa de paridade central numa nova mínima histórica, de 6,5369 yuans, ante 6,5440 yuans na terça-feira. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,5340 yuans, de 6,5403 yuans do fechamento de terça-feira. Durante a sessão, a moeda norte-americana chegou a ser
cotada em 6,5317 yuans, a menor cotação sob o atual sistema cambial.
Em Taiwan, a Bolsa de Taipé encerrou em alta, com as ações das empresas de tecnologia atraindo o interesse dos investidores, após os recentes maus resultados do setor. O índice Taiwan Weighted avançou 0,55% e fechou aos 8.780,20 pontos. TSMC teve alta de 0,9%, HTC subiu 2,2% e Hon Hai registrou ganho de 1%. As ações de bancos também demonstraram força, com Cathay Financial se valorizando em 0,6% e Mega Financial subindo 0,7%.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi, da Bolsa de Seul, subiu 1,6% e encerrou aos 2.121,92 pontos. A maioria das ações pesos-pesados recuperou as perdas da véspera. Destaque para o setor automotivo, com expectativas de fortes resultados no balanço do primeiro trimestre.
Hyundai Motor disparou 6,3% e Kia Motors saltou 4,6%.
Já na Austrália, o mercado se beneficiou da recuperação na Bolsa de Tóquio. O índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Sydney, subiu 0,3% e fechou aos 4.910,96 pontos. Houve números mistos. BHP perdeu 0,6% e Rio Tinto recuou 1,5%. Já os bancos tiveram altas entre 0,7% e 1,5%.
A Bolsa de Manila, nas Filipinas, fechou em ligeira alta, sustentada pelo interesse dos investidores em blue chips. O índice PSE subiu 0,10% e encerrou aos 4.203,68 pontos.
A Bolsa de Cingapura fechou em alta, depois que os temores sobre a crise nuclear no Japão foram amenizados e um recuo nos preços do petróleo impulsionou os papéis sensíveis à commodity, como as companhias aéreas e de navegação. O índice Straits Times avançou 1,1% e fechou aos 3.172,08 pontos.
O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, subiu 0,4% e fechou aos 3.734,41 pontos, liderado por compras de papéis relacionados a produtos de consumo e a petróleo, na expectativa de robustos resultados no primeiro trimestre e altos pagamentos de dividendos.
O índice composto da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, teve alta de 0,6% e fechou aos 1.535,59 pontos, por conta de compras de papéis em oferta após três dias de perdas.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Analise Tecnica

INDÍCE FUTURO- No fechamento o índice chegou na principal
retração de curto prazo em 68.030, que agora se perdida mostrará
força a queda e deverá levar ao teste de 67.300 / 67.200 e 66.500,
este um outro forte suporte e bom ponto de entradas. O rompimento
de 68.490 apontará nova alta, que ganhará força acima de 69.000
(principal) e 69.260 e chegará a 69.980(principal).

IBOVESPA- A queda mais forte na parte da tarde ainda não chegou
na principal retração curta em 67.700, mas se romper 68.470 pode
passar por um novo impulso de alta, que chegaria no curto prazo a
68.930 (principal) e 69.177. Se perder os 67.700 a queda se acelera
para 67.237 e 66.457, este um forte suporte e bom ponto para se
voltar ás compras.

DOW JONES - A alta da abertura falhu pela terceira vez em romper
o pico de 12.450, sendo que a nova queda respeitou a principal
retração curta em 12.347, o que foi mais para positivo. Se romper
12.406 deve haver uma nova tentativa de buscar os 12.450 e acima
destes já aumenta muito a chance de romper o objetivo de 12.545.
Abaixo de 12.347 deve cair para 12.232 (principal) e 12.173.

PETROBRÁS PN - A queda de hoje se deu com volume e se perder
os R$27,46 acelera para R$27,16 e R$26,64, este um objetivo mais
importante e bom ponto para se tentar novas compras. O rompimento
de R$27,76 indicará uma correção, que se confirma acima
de R$27,97 e deverá chegar a R$28,54(principal), nível onde novamente
realizará.

VALE PNA- O papel brigava no fechamento no suporte de R$47,20,
mas se perdê-lo vem os R$46,97 e depois acelera até R$45,42, este
que se respeitado será boa compra de giro, com stop em R$45,30.
Se romper R$47,52 deve voltar na faixa de R$47,80, que teria que
ser superada para que a alta ganhasse força e chegasse a R$48,68
e R$49,90.

OGX ON - O papel caiu com volume na parte da tarde, o que leva a
crer que ainda buscará R$19,82 e R$19,52 (principal), este que se
respeitado será bom ponto para compras de giro. O rompimento de
R$20,28 apontará a retomada do movimento principal de alta, que
ainda terá que romper R$20,69(principal) e R$20,90 para que
engrene de vez. Outro suporte R$19,15.

ÁSIA: BOLSAS CAEM C/CRISE NUCLEAR NO JAPÃO; HK -1,34% E YUAN RECUA

Os mercados asiáticos fecharam em baixa acentuada nesta terça-feira. A crise nuclear japonesa, com o governo admitindo que o acidente na usina nuclear de Fukushima atingiu o mais alto de magnitude, afetou as bolsas da região. A baixa das commodities também influenciou.
Em Hong Kong, a bolsa seguiu o declínio dos demais mercados, com as empresas energéticas e de commodities liderando a queda. O índice Hang Seng recuou 326,70 pontos, ou 1,34%, e encerrou aos 23.976,37 - o índice apresentou baixa de 1,7% nas duas últimas sessões, após acumular ganho de 2,5% na semana passada. PetroChina caiu 4,9% e Cnooc baixou 2,9%. A produtora de carvão China Shenhua perdeu 0,8%.
Já as Bolsas da China tiveram leve queda. O declínio no setor de recursos naturais, com retração nos preços das commodities, acabou contrabalançado pelos ganhos nas siderúrgicas, com expectativas de aumento da demanda no segundo trimestre. O índice Xangai Composto caiu 0,1% e fechou aos 3.021,37 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 0,3% e terminou aos 1.272,21 pontos. As mineradoras de ouro lideraram o declínio.
Shandong Gold-Mining recuou 2,9% e Zhongjin Gold perdeu 2,2%. Wuhan Iron & Steel teve rali de 4,8% e Baoshan Iron & Steel adicionou 2,9%.
O yuan se desvalorizou sobre o dólar, após o Banco Central chinês elevar a taxa de paridade central dólar-yuan para 6,5440 yuans, de 6,5401 yuans na segunda-feira, para refletir o fortalecimento da moeda norte-americana no overnight. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,5403 yuans, de 6,5383 yuans do fechamento de ontem.
A Bolsa de Taipé, em Taiwan, encerrou em baixa, com a consolidação do mercado após o aumento de 2,4% registrado desde o início de abril. O índice Taiwan Weighted retrocedeu 1,66% terminando aos 8.732,59 pontos. Os investidores também se mostraram preocupados com o efeito da quebra da cadeia de suprimentos do Japão no longo prazo. Entre as empresas que perderam, Hon Hai recuou 3,2%, HTC retrocedeu 4,2% e TSMC registrou baixa
de 1,4%.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi, da Bolsa de Seul, caiu 1,6% e encerrou aos 2.089,40 pontos. Após 18 pregões, os investidores estrangeiros finalmente se tornaram vendedores e realizaram lucros. Entre os pesos pesados, Samsung Electronics perdeu 1,3% e Hyundai Motor cedeu 2,9%. Posco subiu 0,4%, após quatro pregões de baixa, com os investidores
procurando por ofertas.
Já na Austrália, o mercado sofreu a maior perda diária em um mês, também por conta do declínio no peso pesado BHP Billiton. O índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Sydney, caiu 1,5% e fechou aos 4.898,7 pontos. As mineradoras de urânio estiveram entre as maiores perdedoras do dia, com Paladin em baixa de 4,9%. Woodside Petroleum caiu 2,8%. BHP perdeu 1,3% e Rio Tinto recuou 1,5%.Nas Filipinas, a Bolsa de Manila fechou em baixa provocada também pela realização de lucros. O índice PSE recuou 0,67% e encerrou aos 4.199,48 pontos.
A Bolsa de Cingapura fechou em baixa, uma vez que novas preocupações sobre a intensificação da crise nuclear no Japão - que comparou o acidente na usina da Fukushima após o terremoto de 11 de março ao de Chernobyl - pesaram sobre o sentimento do investidor em meio a um geral estado de precaução ante o início de divulgação de balanços nos EUA. O
índice Straits Times perdeu 0,7% e encerrou aos 3.138,00 pontos.
O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, recuou 0,7% e fechou aos 3.719,23 pontos, liderado por vendas de investidores estrangeiros de papéis relacionados a petróleo na expectativa de queda de preços.
O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, teve alta de 0,8% e fechou aos 1.084,91 pontos, com compras de última hora de papéis de bancos antes dos ex-dividendos na próxima semana. Expectativas de sólidos lucros no primeiro trimestre, com balanços a serem divulgados na próxima semana, também atraíram investidores para esses papéis.
O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, caiu 1,2% e fechou aos 1.525,92 pontos, com as ações de primeira linha liderando o declínio. Segundo um dealer, os investidores aguardaram o pronunciamento do primeiro-ministro em uma conferência, não havendo, até lá, razões para comprar.

TÓQUIO CAI 1,7% APÓS ELEVAÇÃO AO NÍVEL MÁXIMO DO ALERTA NUCLEAR

A Bolsa de Tóquio fechou em queda, diante da preocupação com a notícia de que o nível de gravidade do acidente na usina nuclear Daiichi, em Fukushima, foi elevado de 5 para 7, o mais alto da escala internacional.
Tal índice foi usado uma única vez, no desastre nuclear de 1986 em Chernobyl, na ex-URSS, considerado o mais grave da história. As ações da Tokyo Electric Power (Tepco), operadora da usina japonesa, caíram 10%.
O índice Nikkei 225 recuou 1,69% e fechou aos 9.555,26 pontos, após a perda de 0,50% registrada no fechamento de segunda-feira. A sessão de hoje já começou em baixa, com os investidores preocupados com as fortes réplicas do devastador terremoto de 11 de março que completou um mês ontem.
"A notícia (sobre a elevação do alerta) fez os investidores estrangeiros pensarem que a crise (nuclear) é grave o suficiente para abranger a região de Tóquio", disse Kenichi Hirano, diretor operacional da Tachibana Securities. Investidores nervosos iniciaram uma corrida pelo iene
como uma opção mais segura.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Bolsas europeias caem puxadas por setor automotivo

As bolsas europeias fecharam em baixa, com ações do setor automotivo liderando as quedas em reação ao rebaixamento da recomendação do Credit Suisse para o setor. Na contramão, ações de bancos apresentaram ganhos em Londres, depois da divulgação das propostas da Comissão Independente sobre Bancos (ICB, na sigla em inglês) para uma reforma do sistema bancário do Reino Unido.
O índice Stoxx Europe 600 encerrou a sessão com declínio de 0,2%, aos 280,99 pontos. O índice FT-100 de Londres caiu 0,04%, para 6.053,44 pontos; o CAC-40 de Paris perdeu 0,57%, para 4.038,70 pontos; o DAX de Frankfurt recuou 0,17%, para 7.204,86 pontos; o Ibex-35 de Madri cedeu 0,32%, para 10.878,30 pontos; e o MIB de Milão declinou 0,10%, para 22.365,93 pontos. Em Lisboa, o índice PSI-20 subiu 0,06%, para 7.916,32 pontos.
No começo da sessão europeia os investidores foram surpreendidos pela notícia de um novo forte terremoto no Japão. Segundo a Agência Meteorológica do Japão o tremor teve magnitude 7,1; já o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA (USGS) afirmou que o terremoto teve magnitude 6,6.
Koen De Leus, estrategista do KBC Securities Bolero em Bruxelas,comentou que os participantes dos mercados ficarão atentos aos indicadores de inflação que serão divulgados nesta semana. O Reino Unido publica o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de março amanhã, enquanto o da zona do euro e o dos EUA serão divulgados na sexta-feira. "Os mercados estão ficando cada vez mais preocupados com a inflação", afirmou De Leus.
No setor automotivo, a alemã Daimler fechou em baixa de 2,7% em Frankfurt, depois de ter a recomendação rebaixada pelo Credit Suisse de "outperform" para "neutro". BMW perdeu 2,5% e Volkswagen recuou 1,4%. Em Paris, Renault caiu 2,2% e Peugeot declinou 2%.
Os bancos estiveram no centro das atenções em Londres, com Barclays fechando em alta de 2,8% e Royal Bank of Scotland subindo 2,3%. Em relatório, a ICB recomendou que os bancos do Reino Unido tenham uma razão de capital de contrapartida mínima de 10% e que protejam melhor suas divisões de varejo das operações mais arriscadas de banco de investimento. A mineradora BHP Billiton ganhou 1,8% após ser elevada de "neutro" para "outperform" pelo Credit Suisse.
Entre outros destaques, Deutsche Boerse subiu 0,9% em Frankfurt, beneficiada pela declaração da NYSE Euronext, ontem, de que está comprometida com o plano de fusão com a operadora de bolsas alemã, rejeitando a proposta feita pelo Nasdaq OMX Group e pela IntercontinentalExchange (ICE).