O mau humor voltou ao mercado nesta quarta-feira, diante da renovada
preocupação com a evolução da economia global. Além dos problemas fiscais na Europa e as incertezas sobre a retomada da economia norte-americana, as atenções também estão voltadas para a China, depois que o país decidiu antecipar para sábado a divulgação de indicadores econômicos de novembro. O anúncio dos dados, que incluem números sobre inflação e investimentos, estava previsto para segunda-feira. Agora analistas suspeitam que o
governo chinês anunciará também um aumento nos juros.
Essa sinalização por parte do maior consumidor mundial de commodities derrubou a cotação de metais e petróleo, pressionando também as produtoras locais desses insumos, que possuem grande peso na Bolsa. No entanto, papéis de empresas mais ligadas ao mercado interno também registram quedas, como construtoras e varejistas, pressionando ainda mais o
Às 14h38, o principal índice da bolsa paulista recuava 1,72%, aos 68.143 pontos, após alcançar a mínima de 68.144 pontos (-1,72%). A máxima do dia, na abertura, levou o Ibovespa aos 69.354 pontos (+0,02%). O desempenho da bolsa brasileira seguia abaixo do verificado nas pares europeias e norte-americanas. Em Wall Street, o Dow Jones cedia 0,14% e o S&P 500
baixava 0,03% "Apesar de a economia brasileira se apresentar melhor que as economias mundo afora, o desempenho da bolsa brasileira está aquém das bolsas internacionais, que acumulam alta no ano", destaca um analista. Com a perda que se verifica agora, o Ibovespa voltou ao negativo,
acumulando perda de 0,50% em 2010. E profissionais avaliam que é cada vez mais distante a possibilidade do tradicional rali de fim de ano. "Aparentemente as casas já estão fechando o ano, quem ganhou não quer arriscar perder, e quem perde até quer tentar melhorar, mas teme
perder ainda mais, então vai com cautela", acrescenta um outro profissional.
Em meio a esse cenário, a ação da BM&FBovespa caía há pouco 2,64%, com recuo maior que o das demais ações do setor financeiro.
O giro da Bolsa era melhor hoje, de R$ 3,69 bilhões, com projeção de alcançar R$ 7,35 bilhões no encerramento. No entanto, o volume era inflado por uma grande operação com Vale, que somou mais de R$ 900 milhões, entre o mercado à vista e a termo, informou um operador. "Essa projeção deve ir caindo e devemos fechar na casa dos R$ 6 bilhões, próximo ao que vimos ontem", disse.
Segundo esse operador, o Itaú fez uma operação à vista casada com a termo de 9,02 milhões de ações da Vale, aparentemente de rolagem de termo, que somou R$ 940 milhões, sendo R$ 451 milhões no mercado à vista. Com isso, o giro com os papéis PNA da mineradora no mercado à vista somavam R$ 727 milhões, ou cerca de 27% do giro da bolsa.
Vale PNA cedia 1,24% e a ação ON recuava 1,59%, em dia de realizações dos metais na London Metal Exchange (LME), refletindo o fortalecimento do dólar frente ao euro. Analistas do Commerzbank disseram que os preços estão sob "considerável pressão, com investidores claramente realizando lucros após o mais recente voo de alta altitude".
Investidores também embolsavam os ganhos com as siderúrgicas: Usiminas PNA (-1,91%); Usiminas ON (-1,94%); CSN ON (-0,85%); Gerdau PN (-1,06%) e Metalúrgica Gerdau PN (-1,50%).
Petrobras PN cedia 0,99% e a ON baixava 1,14%, enquanto o petróleo era negociado com queda de 0,70%, na Nymex eletrônica, aos US$ 88,09 o barril.
Já a OGX Petróleo subia 0,61%, entre as maiores altas do Ibovespa, reagindo ao anúncio feito pela empresa na manhã de hoje de que encontrou presença de hidrocarbonetos na seção albocenomaniana do poço 1-OGX-25-RJS, no bloco BM-C-39, em águas rasas da Bacia de Campos. A OGX detém 100% de participação no bloco.
Esse poço, prospecto denominado Waikiki, é o primeiro a ser perfurado no bloco BM-C-39 e está localizado mais ao norte das recentes descobertas feitas pela OGX na bacia de Campos, informou a companhia em fato relevante. A sonda Pride Venezuela iniciou as atividades de
perfuração no dia 14 de novembro de 2010.
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