Moedas – Entre seguir o call de alta das commodities dos bancos americanos e refletir a dúvida sobre a perspectiva de crescimento da China (que afetou as bolsas asiáticas), o mercado de moedas preferiu seguir a segunda opção e o Euro e o AUD tenderam a perder valor durante o dia mesmo com as commodities subindo forte.
BRL – Colou no racional chinês (como as moedas européia e australiana) e caiu ligeiramente. Mesmo com os gringos vendendo dólares (340 MM), acreditando no call de alta das commodities e consequente perda de valor do USD. A atuação do BC voltou a ser praticamente nula num dia razoável de negócios no interbancário (por volta de 2 bi).
Juros – O mercado ontem anulou boa parte da alta do dia anterior (importante registrar que não teve um trigger claro). A alta das commodities e o outlook da S&P foram deixados de lado. O mercado relevou até o leilão de hoje que exerce viés altista sobre as taxas futuras (principalmente com a sede de venda demonstrada pelo Tesouro nas semanas recentes – para tirar o atraso?). Duas notícias de atividade colocam viés baixista nas taxas: (1) a Abras acusou desaceleração nas vendas dos supermercados e (2) a FGV registrou queda na confiança do consumidor pelo terceiro mês consecutivo.
Bolsas – Ásia – Ainda presas à incerteza sobre o desempenho futuro da economia chinesa e com a situação japonesa pós-terremoto ainda indefinida (aos problemas econômicos se soma a perda de credibilidade do primeiro ministro Naoto Kan), as bolsas asiáticas fecharam em queda (na low do dia, com exceção de HK onde os investidores se entusiasmaram com a melhora das bolsas européias – erradamente porque depois caíram forte). Os investidores não se deixaram levar pela projeção de alta no preço de metais e óleo feita por bancos americanos e as ações de Raw Materials caíram.
Europa – As bolsas européias tinham que descontar a piora de NY no dia anterior (a Ásia também caiu ontem) e abriram em queda. Os dados divulgados na Alemanha (queda na confiança do consumidor) e em UK (PIB qualitativamente ruim) também justificavam a baixa. Entretanto desde a abertura, NY indicou alta para o dia (fundamentada no call de bancos americanos que prevêem alta para as commodities no curto prazo) e com isso a Europa inverteu o movimento e passou a subir (no fechamento apresentaram ligeira alta).
S&P – A nova alta das commodities e das ações de Raw Materials deram sustentação às bolsas americanas ontem (na 3ª não havia conseguido). Só o tempo irá dizer se a previsão de alta das commodities no curto prazo, feita por bancos americanos, prevalecerá ou o receio demonstrado por investidores asiáticos sobre China (desaceleração de crescimento) imperará sobre o movimento de preços.
Bovespa – Após três dias se descolando positivamente das bolsas de fora (ontem até que tentou prosseguir com o mesmo movimento), a bolsa paulista ficou praticamente no zero a zero e performou pior que lá fora. Assim como observado em outros mercados (juros e câmbio), o mercado não embarcou no call de bancos americanos de alta para as commodities no curto prazo (o desempenho das ações de Raw Materials foi muito mais fraco aqui do que em NY).
Commodities – A precificação seguiu o call (especulativo) de bancos americanos que apostam na alta do petróleo e metais no curto prazo. Os grãos acabaram indo no embalo dos dois outros segmentos.
Ásia – As bolsas asiáticas tinham que descontar o dia anterior (caíram desprezando a alta das commodities enquanto a Europa e NY fizeram o movimento inverso). Para ajudar ainda mais, os dados divulgados vieram melhores. Destaque para a confiança do consumidor na Coréia e os investimentos das empresas na Austrália (Seul e Sidney acusaram as maiores altas). Ainda a favor teve a subida das moedas – Euro e AUD – com notícias que podem fazer diminuir a preocupação com a dívida dos países periféricos na Europa. Os investidores asiáticos tiveram participação forte nos leilões de títulos (realizado ontem) em que os recursos serão utilizados na ajuda a Portugal. Além disso, surgiram rumores de que a China estaria interessada em ampliar essa participação. Capitaneadas pelas altas das ações de Raw Materials, as bolsas fecharam com fortes altas. A China foi a exceção (as ações de Basic Materials ou Oil & Gas não apresentaram o mesmo comportamento que nas demais praças). Hoje será divulgado o indicador que mede o sentimento dos empresários em relação aos negócios e será importante para dirimir as dúvidas sobre o crescimento que tem afetado as bolsas asiáticas nos últimos dias.
Commodities – Depois das fortes altas dos dois anteriores, hoje o petróleo e os metais recuam ligeiramente. Já os grãos se mantêm em alta.
Treasuries americanos – O dia foi de altas e baixas, mas no fechamento acompanhou a subida das bolsas e commodities. A pequena alta também refletiu a colocação de papéis no leilão tradicional. Hoje, a melhora dos mercados e a expectativa com o leilão de papéis de sete anos faz as taxas subirem novamente.
Europa – Apesar da queda no spread dos sovereign bonds (rumores de que a China poderia comprar títulos e ajudar no funding para Portugal) e da alta do Euro, as bolsas européias caem. O FTSE é exceção por causa do peso maior das ações de Raw Materials no índice.
S&P futuro – O índice chegou a subir na sessão asiática (timidamente), mas com a queda das bolsas na Europa, recuava 0,1 às 08:20.
- O fluxo cambial da semana passada voltou a ficar negativo depois de duas semanas apresentando saldo robusto (no da semana anterior com indicações de que o fluxo financeiro estaria voltando). Como era de se esperar, pois houve uma forte concentração de ACC/ACE na primeira quinzena do mês, o saldo comercial diminuiu. Já o financeiro voltou a ficar negativo evidenciando que o grupo deve apresentar maior oscilação semanal com as medidas adotas pela Fazenda. O grande problema que o governo enfrentará para diminuir/coibir a compra do Real é a volta dos superávits comerciais na contratação (pelo menos nos próximos meses que concentram o grande volume de exportações do ano).
As contas do BP de Abril mostra que houve resposta às medidas tomadas pelo governo no final de Março. Ao invés de se observar entrada, houve fluxo negativo nas operações de curto prazo e o fluxo das operações intercompanies se reduziu drasticamente. Entretanto, os números de Maio (que só serão abertos daqui a 30 dias) indicam que o movimento não persistiu – o fluxo voltou a ficar fortemente positivo. Vai demorar algum tempo para que se tenha uma avaliação mais precisa da conseqüência das medidas.
O ministro das finanças grego disse que se o país não receber o dinheiro da quinta tranche (12 bi de euros previstos para ser liberado em 26/06) o país será obrigado a declarar a impossibilidade de pagar as obrigações. Embora suas palavras não tenham nenhum tom de ameaça, ressaltam que a EU e o FMI não têm outra alternativa senão liberar o dinheiro. Do lado dos gregos, ou entregam o ajuste fiscal ou entram em default.
A perda do poder político em várias províncias pelo partido socialista pode esvaziar o governo do primeiro ministro Zapatero. Embora ele não admita antecipar as eleições que ocorrerão em Março do ano que vem, a situação econômica difícil pode fazê-lo mudar de opinião. Espera-se que seja sensato e não desafie o desejo popular se assim o for (as conseqüências econômicas seriam ainda piores).
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Bolsas da Ásia fecham em elevação; HK ganha 0,7%
Após as perdas registradas em sessões anteriores, os mercados asiáticos se recuperaram nesta quinta-feira e apresentaram elevação - à exceção da China. A alta das commodities, os resultados positivos em Wall Street e a presença de investidores em busca de ofertas de ocasião influenciaram os negócios nas bolsas da região.
Em Hong Kong, a Bolsa teve números positivos, puxada pelos ganhos nas empresas de commodities e pelo peso pesado HSBC. O índice Hang Seng subiu 153,51 pontos, ou 0,7%, e terminou aos 22.900,79.
Na China, a Bolsa de Xangai apresentou a sexta sessão seguida de queda, derrubada pela realização de lucros e por preocupações sobre as perspectivas da economia doméstica, que ofuscaram os ganhos da manhã alavancados por Wall Street. O índice Xangai Composto caiu 0,2% e fechou aos 2.736,53 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 1% e terminou aos 1.123,15 pontos.
O yuan se valorizou em relação ao dólar, após o Banco Central chinês reduzir a taxa de paridade central dólar-yuan para um novo patamar histórico (de 6,4949 yuans para 6,4921 yuans). No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,4915 yuans, de 6,4934 yuans do fechamento de quarta-feira.
A Bolsa de Taipé, em Taiwan, fechou em alta, liderada pela HTC e por ganhos amplos nos papéis de empresas financeiras. O índice Taiwan Weighted subiu 0,70% e fechou aos 8.788,40 pontos.
O índice Kospi da Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, adicionou 2,8% e terminou aos 2.091,91 pontos, recuperando-se da mínima de dois meses com que havia fechado na quarta-feira.
A Bolsa de Sydney, na Austrália, registrou a maior alta desde o começo de dezembro, impulsionada pela recuperação nos preços das commodities. O índice S&P/ASX 200 subiu 1,7% e encerrou aos 4.660,23 pontos.
Nas Filipinas, a Bolsa de Manila encerrou o dia positiva, com os investidores buscando pechinchas após a sequência de cinco dias em baixa. O índice PSE subiu 0,94% e fechou aos 4.230,56 pontos.
A Bolsa de Cingapura terminou em leve alta em linha com os mercados regionais e liderado por papeis ligados a recursos naturais, que têm tido rali com a recuperação dos preços das commodities. O índice Straits Times subiu 0,2% e fechou aos 3.123,70 pontos.
O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, avançou 0,9% e fechou aos 3.814,82 pontos, com as compras, por parte de investidores estrangeiros, de papeis recentemente abatidos dos setores de produtos de consumo e bancário.
O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, teve alta de 0,9% e fechou aos 1.065,45 pontos, com pesos pesados de bancos e energia retornando à lista dos mais comprados, sugerindo que os investidores estrangeiros voltaram à compras, após passarem o mês vendedores líquidos até agora.
O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,5% e fechou aos 1.540,94 pontos, com papeis de empresas ligadas a produtos de consumo e do setor imobiliário liderando os ganhos, enquanto os fortes preços do óleo de palma cru ajudaram ações de empresas agrícolas em meio a positivos resultados nos mercados regionais. O governo adiou o corte de subsídio aos combustíveis, ajudando os gastos com consumo e os lucros das companhias.
Em Hong Kong, a Bolsa teve números positivos, puxada pelos ganhos nas empresas de commodities e pelo peso pesado HSBC. O índice Hang Seng subiu 153,51 pontos, ou 0,7%, e terminou aos 22.900,79.
Na China, a Bolsa de Xangai apresentou a sexta sessão seguida de queda, derrubada pela realização de lucros e por preocupações sobre as perspectivas da economia doméstica, que ofuscaram os ganhos da manhã alavancados por Wall Street. O índice Xangai Composto caiu 0,2% e fechou aos 2.736,53 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 1% e terminou aos 1.123,15 pontos.
O yuan se valorizou em relação ao dólar, após o Banco Central chinês reduzir a taxa de paridade central dólar-yuan para um novo patamar histórico (de 6,4949 yuans para 6,4921 yuans). No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,4915 yuans, de 6,4934 yuans do fechamento de quarta-feira.
A Bolsa de Taipé, em Taiwan, fechou em alta, liderada pela HTC e por ganhos amplos nos papéis de empresas financeiras. O índice Taiwan Weighted subiu 0,70% e fechou aos 8.788,40 pontos.
O índice Kospi da Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, adicionou 2,8% e terminou aos 2.091,91 pontos, recuperando-se da mínima de dois meses com que havia fechado na quarta-feira.
A Bolsa de Sydney, na Austrália, registrou a maior alta desde o começo de dezembro, impulsionada pela recuperação nos preços das commodities. O índice S&P/ASX 200 subiu 1,7% e encerrou aos 4.660,23 pontos.
Nas Filipinas, a Bolsa de Manila encerrou o dia positiva, com os investidores buscando pechinchas após a sequência de cinco dias em baixa. O índice PSE subiu 0,94% e fechou aos 4.230,56 pontos.
A Bolsa de Cingapura terminou em leve alta em linha com os mercados regionais e liderado por papeis ligados a recursos naturais, que têm tido rali com a recuperação dos preços das commodities. O índice Straits Times subiu 0,2% e fechou aos 3.123,70 pontos.
O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, avançou 0,9% e fechou aos 3.814,82 pontos, com as compras, por parte de investidores estrangeiros, de papeis recentemente abatidos dos setores de produtos de consumo e bancário.
O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, teve alta de 0,9% e fechou aos 1.065,45 pontos, com pesos pesados de bancos e energia retornando à lista dos mais comprados, sugerindo que os investidores estrangeiros voltaram à compras, após passarem o mês vendedores líquidos até agora.
O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,5% e fechou aos 1.540,94 pontos, com papeis de empresas ligadas a produtos de consumo e do setor imobiliário liderando os ganhos, enquanto os fortes preços do óleo de palma cru ajudaram ações de empresas agrícolas em meio a positivos resultados nos mercados regionais. O governo adiou o corte de subsídio aos combustíveis, ajudando os gastos com consumo e os lucros das companhias.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Mercados
Moedas – Os mercados apresentaram melhora desde a sessão asiática (na sessão americana as bolsas acabaram caindo no final do pregão) e as moedas subiram em relação ao USD. No caso do Euro, apesar de dados econômicos conflitantes a moeda acabou respondendo à queda nos spreads dos sovereign bonds dos chamados países europeus periféricos (a Grécia se comprometeu a ampliar a privatização). Já o AUD subiu por conta da alta dos metais. Tanto o Euro quanto o AUD fizeram o movimento inverso ao do dia anterior.
BRL – Novamente acompanhou o movimento das principais moedas e subiu ajudado pelas vendas de gringos no futuro (900 MM) que estão apostando em alta das commodities no mercado internacional e que provoca a subida das moedas dos países que são exportadores desses produtos.
Juros – A única notícia diferente no dia foi a mudança de postura da S&P em relação ao Brasil, mas isso não deveria ter servido como justificativa para a alta dos juros observada na BM&F. O fato é que a elevação foi substantiva (há algum tempo não ocorria com essa intensidade). O argumento da alta das commodities não parece razoável porque os agrícolas caíram.
Bolsas – Ásia – Abriram o dia indicando queda (ainda repercutindo baixas nas bolsas ocidentais e preocupação com a desaceleração chinesa), mas se recuperaram ao longo do dia. A postura do PBoC nas operações de curto prazo (menos dura) e que fez a taxas caírem no money-market trouxe certo otimismo aos investidores.
Europa – Os indicadores divulgados no dia não foram positivos (na Alemanha a surpresa foi o sentimento dos empresários não ter recuado como o esperado), mas as ações apresentaram alta no dia. A recuperação das bolsas asiáticas e a perspectiva da Grécia colocar à venda empresas estatais de forma rápida que fez os spreads dos sovereign bonds recuar deram sustentação para que o mercado fechasse em ligeira alta. No FTSE, a subida das commodities ajudou os setores de Oil & Gas e Basic Materials subirem e compensar a queda dos Financials (a Moody’s avisou que analisará o rating de 14 bancos ingleses e pode rebaixá-los). Setorialmente, o Dax teve comportamento parecido.
S&P – A subida das commodities e das ações de Raw Materials não foi suficiente para fazer as bolsas americanas se sustentarem no azul. NY demonstra preocupação com a possibilidade de perda de dinamismo da economia (principalmente porque daqui a pouco o QE2 termina).
Bovespa – Ontem foi o terceiro dia seguido em que a bolsa paulista teve desempenho melhor que as bolsas de fora e apesar da alta mais forte das ações de uma empresa do setor de telecomunicações, a elevação dos preços foi generalizada (sugerindo que o mercado buscou descontar as diferenças de comportamento entre a bolsa daqui e as de fora). A recuperação no preço dos metais e do petróleo deu substância ao movimento (as ações de Raw Materials têm peso significativo no índice). Difícil é aferir o impacto do outlook positivo dado pela S&P.
Commodities – O petróleo e os metais se recuperaram das perdas do dia anterior, mas os agrícolas (apesar da vol recente) ainda se prendem ao fundamento de baixa delineado pelo USDA (quadro de suprimento adequado).
Ásia – O movimento dos mercados ocidentais no dia anterior não sensibilizou os investidores asiáticos. As bolsas já abriram com tendência de baixa e fecharam nas lows (exceção de HK que se recuperou no final do pregão arrastada pela tendência de melhora das bolsas européias depois da abertura). Nem a alta das commodities segurou a quedas das ações de Raw Materials (as ações de Oil & Gas subiram em algumas praças). A preocupação central é a China (receio de desaceleração). Os dados da balança comercial japonesa vieram melhores que o esperado (não houve o crescimento estimado das importações), apesar de expor as dificuldades que o país enfrenta depois do terremoto. O Euro e o AUD seguiram as bolsas e caíram na sessão asiática.
Commodities – As bolsas asiáticas caíram com receio de desaceleração na China, mas os metais sobem por causa do call de compra de bancos americanos. Esse conflito de posições é alimentado pelo excesso de liquidez e taxas de juros baixas que o QE2 tem disseminado. A situação de mercado do petróleo é o mesmo (mas estão, praticamente, no zero a zero hoje). Já os grãos se recuperam das perdas de ontem.
Treasuries americanos – Apesar da melhora dos mercados mundo afora, os juros americanos voltaram a recuar mesmo com o leilão de papéis de dois anos. NY se mostra preocupada com a possibilidade de perda de dinamismo da economia americana. Hoje, os mercados ainda estão praticamente de lado e o dia vai ser definido depois que NY abrir.
Europa – Deveria descontar o recuo das bolsas de NY ontem à tarde, depois que estavam fechadas (além disso, as bolsas asiáticas também recuaram hoje). Abriu em baixa e inexplicavelmente se recuperou. Às 08:15, gravitavam em torno da estabilidade, mesmo com dados piores em UK e na Alemanha.
S&P futuro – O índice chegou a recuar 0,8 na sessão asiática, mas se recuperou na sessão européia. Às 08:15, recuava 0,2.
- Apesar da revisão do PIB do 1º trimestre ter vindo como o esperado (+0,5) em UK. A qualidade do resultado não é boa, pois: o consumo das famílias e a FBCF vieram piores que o esperado. O número não decepcionou por causa dos maiores gastos do governo (ruim porque o objetivo é reduzir o déficit) e corrente de comércio favorável - as exportações cresceram mais e as importações caíram mais (também ruim porque a possibilidade disso reverter no futuro é elevada).
O BC terá que definir nos próximos dias a rolagem do swap reverso que vence na próxima quarta-feira (33.100 ou 1,65 bi). Nos mês passado deixou para fazer isso em cima da hora. Seria saudável que antecipasse o processo caso tenha interesse em rolar (para não criar tumulto como em Abril).
BRL – Novamente acompanhou o movimento das principais moedas e subiu ajudado pelas vendas de gringos no futuro (900 MM) que estão apostando em alta das commodities no mercado internacional e que provoca a subida das moedas dos países que são exportadores desses produtos.
Juros – A única notícia diferente no dia foi a mudança de postura da S&P em relação ao Brasil, mas isso não deveria ter servido como justificativa para a alta dos juros observada na BM&F. O fato é que a elevação foi substantiva (há algum tempo não ocorria com essa intensidade). O argumento da alta das commodities não parece razoável porque os agrícolas caíram.
Bolsas – Ásia – Abriram o dia indicando queda (ainda repercutindo baixas nas bolsas ocidentais e preocupação com a desaceleração chinesa), mas se recuperaram ao longo do dia. A postura do PBoC nas operações de curto prazo (menos dura) e que fez a taxas caírem no money-market trouxe certo otimismo aos investidores.
Europa – Os indicadores divulgados no dia não foram positivos (na Alemanha a surpresa foi o sentimento dos empresários não ter recuado como o esperado), mas as ações apresentaram alta no dia. A recuperação das bolsas asiáticas e a perspectiva da Grécia colocar à venda empresas estatais de forma rápida que fez os spreads dos sovereign bonds recuar deram sustentação para que o mercado fechasse em ligeira alta. No FTSE, a subida das commodities ajudou os setores de Oil & Gas e Basic Materials subirem e compensar a queda dos Financials (a Moody’s avisou que analisará o rating de 14 bancos ingleses e pode rebaixá-los). Setorialmente, o Dax teve comportamento parecido.
S&P – A subida das commodities e das ações de Raw Materials não foi suficiente para fazer as bolsas americanas se sustentarem no azul. NY demonstra preocupação com a possibilidade de perda de dinamismo da economia (principalmente porque daqui a pouco o QE2 termina).
Bovespa – Ontem foi o terceiro dia seguido em que a bolsa paulista teve desempenho melhor que as bolsas de fora e apesar da alta mais forte das ações de uma empresa do setor de telecomunicações, a elevação dos preços foi generalizada (sugerindo que o mercado buscou descontar as diferenças de comportamento entre a bolsa daqui e as de fora). A recuperação no preço dos metais e do petróleo deu substância ao movimento (as ações de Raw Materials têm peso significativo no índice). Difícil é aferir o impacto do outlook positivo dado pela S&P.
Commodities – O petróleo e os metais se recuperaram das perdas do dia anterior, mas os agrícolas (apesar da vol recente) ainda se prendem ao fundamento de baixa delineado pelo USDA (quadro de suprimento adequado).
Ásia – O movimento dos mercados ocidentais no dia anterior não sensibilizou os investidores asiáticos. As bolsas já abriram com tendência de baixa e fecharam nas lows (exceção de HK que se recuperou no final do pregão arrastada pela tendência de melhora das bolsas européias depois da abertura). Nem a alta das commodities segurou a quedas das ações de Raw Materials (as ações de Oil & Gas subiram em algumas praças). A preocupação central é a China (receio de desaceleração). Os dados da balança comercial japonesa vieram melhores que o esperado (não houve o crescimento estimado das importações), apesar de expor as dificuldades que o país enfrenta depois do terremoto. O Euro e o AUD seguiram as bolsas e caíram na sessão asiática.
Commodities – As bolsas asiáticas caíram com receio de desaceleração na China, mas os metais sobem por causa do call de compra de bancos americanos. Esse conflito de posições é alimentado pelo excesso de liquidez e taxas de juros baixas que o QE2 tem disseminado. A situação de mercado do petróleo é o mesmo (mas estão, praticamente, no zero a zero hoje). Já os grãos se recuperam das perdas de ontem.
Treasuries americanos – Apesar da melhora dos mercados mundo afora, os juros americanos voltaram a recuar mesmo com o leilão de papéis de dois anos. NY se mostra preocupada com a possibilidade de perda de dinamismo da economia americana. Hoje, os mercados ainda estão praticamente de lado e o dia vai ser definido depois que NY abrir.
Europa – Deveria descontar o recuo das bolsas de NY ontem à tarde, depois que estavam fechadas (além disso, as bolsas asiáticas também recuaram hoje). Abriu em baixa e inexplicavelmente se recuperou. Às 08:15, gravitavam em torno da estabilidade, mesmo com dados piores em UK e na Alemanha.
S&P futuro – O índice chegou a recuar 0,8 na sessão asiática, mas se recuperou na sessão européia. Às 08:15, recuava 0,2.
- Apesar da revisão do PIB do 1º trimestre ter vindo como o esperado (+0,5) em UK. A qualidade do resultado não é boa, pois: o consumo das famílias e a FBCF vieram piores que o esperado. O número não decepcionou por causa dos maiores gastos do governo (ruim porque o objetivo é reduzir o déficit) e corrente de comércio favorável - as exportações cresceram mais e as importações caíram mais (também ruim porque a possibilidade disso reverter no futuro é elevada).
O BC terá que definir nos próximos dias a rolagem do swap reverso que vence na próxima quarta-feira (33.100 ou 1,65 bi). Nos mês passado deixou para fazer isso em cima da hora. Seria saudável que antecipasse o processo caso tenha interesse em rolar (para não criar tumulto como em Abril).
ÁSIA FECHA EM QUEDA COM TEMORES SOBRE CHINA E EUROPA; XANGAI
Os mercados asiáticos apresentaram números negativos nesta quarta-feira. As
contínuas preocupações sobre a redução do crescimento econômico chinês, somadas à crise europeia e à queda das bolsas de Nova York, continuaram a influenciar as bolsas da região.
Em Hong Kong, a Bolsa voltou a fechar estável, com a presença dos caçadores de ofertas. O índice Hang Seng subiu apenas 16,50 pontos, ou 0,07%, e terminou aos 22.747,28 pontos - no mês, o índice acumula queda de 4,1%. A varejista Esprit, com a mais alta exposição a negócios europeus entre as blue chips, perdeu 5,2%. Glencore International estreou com baixa de 2,5%. China Resources Power avançou 2,9%.
Na China, a Bolsa de Xangai apresentou a quinta sessão seguida de queda, liderada pelos bancos, após a agência Standard & Poor's alertar que a política de aperto monetário e de crédito de Pequim deve enfraquecer a lucratividade dos cedentes de crédito e levar a um forte aumento dos empréstimos inadimplentes. O índice Xangai Composto caiu 0,9% e fechou aos
2.741,74 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 1,5% e terminou aos 1.134,19 pontos.
Agricultural Bank of China baixou 2,5% e China Minsheng Banking recuou 1,9%. Entre as imobiliárias, Poly Real Estate deslizou 0,8% e China Vanke teve declínio de 2%.
O yuan se valorizou em relação ao dólar, após o Banco Central chinês reduzir a taxa de paridade central dólar-yuan (de 6,5038 yuans para 6,4949 yuans), próximo de seu recorde histórico. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,4934 yuans, de 6,4975 yuans do fechamento de terça-feira.
Em Taiwan, a Bolsa de Taipé encerrou o dia em baixa, com o índice Taiwan Weighted recuando 0,34% e fechando aos 8.727,09 pontos. Mas durante a sessão, o indicador chegou a atingir a marca de 8.682,49 pontos, graças à caça por pechinchas feita por investidores locais.
As ações do setor de tecnologia apresentaram perdas: TSMC retrocedeu 0,4%, HTC perdeu 0,9% e Hon Hai recuou 1,9%. Os papéis de construtoras, consideradas um "porto seguro" por investidores, subiram com força. Kuo Yang avançou 6,9%, enquanto Prince Housing valorizou 3%.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul baixou 1,3% e fechou aos 2.035,87 pontos, na décima sessão consecutiva de baixa. Samsung Electronics encerrou em queda de 1% e Posco declinou 1,8%.
A Bolsa de Sydney, na Austrália, o índice S&P/ASX 200 teve queda de 1% e fechou aos 4.584,7 pontos. Além das preocupações globais com o crescimento econômico e com a crise da dívida da Europa, pesou no sentimento do mercado a venda de ações da seguradora AIG pelo Tesouro dos EUA, numa oferta equivalente a US$ 8,7 bilhões, e temores sobre a exposição dos bancos norte-americanos a processos judiciais relacionados a execução de hipotecas. BHP Billiton recuou 0,6% e Rio Tinto, 0,4%.
Na Bolsa de Manila, nas Filipinas, o índice PSE caiu 0,85% e fechou aos 4.190,88 pontos.
A Bolsa de Cingapura teve alta, mas o sentimento geral do mercado continuou fraco devido a crescentes preocupações sobre os problemas das dívidas na Europa e desaceleração na China. O índice Straits Times subiu 0,2% e fechou aos 3.118,65 pontos.
O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, recuou 0,2% e fechou aos 3.780,16 pontos, uma vez que os investidores realizaram lucros em papéis de bancos e relacionados ao consumo em meio a preocupações sobre os lançamentos de dívidas da Europa.
O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, recuou 0,8% e fechou aos 1.055,54 pontos, seguindo as baixas nos mercados asiáticos motivadas pelas preocupações com os problemas de dívidas da zona do euro.
O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,1% e fechou aos 1.533,57 pontos, com abundância de transações de um dia e negócios especulativos.
contínuas preocupações sobre a redução do crescimento econômico chinês, somadas à crise europeia e à queda das bolsas de Nova York, continuaram a influenciar as bolsas da região.
Em Hong Kong, a Bolsa voltou a fechar estável, com a presença dos caçadores de ofertas. O índice Hang Seng subiu apenas 16,50 pontos, ou 0,07%, e terminou aos 22.747,28 pontos - no mês, o índice acumula queda de 4,1%. A varejista Esprit, com a mais alta exposição a negócios europeus entre as blue chips, perdeu 5,2%. Glencore International estreou com baixa de 2,5%. China Resources Power avançou 2,9%.
Na China, a Bolsa de Xangai apresentou a quinta sessão seguida de queda, liderada pelos bancos, após a agência Standard & Poor's alertar que a política de aperto monetário e de crédito de Pequim deve enfraquecer a lucratividade dos cedentes de crédito e levar a um forte aumento dos empréstimos inadimplentes. O índice Xangai Composto caiu 0,9% e fechou aos
2.741,74 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 1,5% e terminou aos 1.134,19 pontos.
Agricultural Bank of China baixou 2,5% e China Minsheng Banking recuou 1,9%. Entre as imobiliárias, Poly Real Estate deslizou 0,8% e China Vanke teve declínio de 2%.
O yuan se valorizou em relação ao dólar, após o Banco Central chinês reduzir a taxa de paridade central dólar-yuan (de 6,5038 yuans para 6,4949 yuans), próximo de seu recorde histórico. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,4934 yuans, de 6,4975 yuans do fechamento de terça-feira.
Em Taiwan, a Bolsa de Taipé encerrou o dia em baixa, com o índice Taiwan Weighted recuando 0,34% e fechando aos 8.727,09 pontos. Mas durante a sessão, o indicador chegou a atingir a marca de 8.682,49 pontos, graças à caça por pechinchas feita por investidores locais.
As ações do setor de tecnologia apresentaram perdas: TSMC retrocedeu 0,4%, HTC perdeu 0,9% e Hon Hai recuou 1,9%. Os papéis de construtoras, consideradas um "porto seguro" por investidores, subiram com força. Kuo Yang avançou 6,9%, enquanto Prince Housing valorizou 3%.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul baixou 1,3% e fechou aos 2.035,87 pontos, na décima sessão consecutiva de baixa. Samsung Electronics encerrou em queda de 1% e Posco declinou 1,8%.
A Bolsa de Sydney, na Austrália, o índice S&P/ASX 200 teve queda de 1% e fechou aos 4.584,7 pontos. Além das preocupações globais com o crescimento econômico e com a crise da dívida da Europa, pesou no sentimento do mercado a venda de ações da seguradora AIG pelo Tesouro dos EUA, numa oferta equivalente a US$ 8,7 bilhões, e temores sobre a exposição dos bancos norte-americanos a processos judiciais relacionados a execução de hipotecas. BHP Billiton recuou 0,6% e Rio Tinto, 0,4%.
Na Bolsa de Manila, nas Filipinas, o índice PSE caiu 0,85% e fechou aos 4.190,88 pontos.
A Bolsa de Cingapura teve alta, mas o sentimento geral do mercado continuou fraco devido a crescentes preocupações sobre os problemas das dívidas na Europa e desaceleração na China. O índice Straits Times subiu 0,2% e fechou aos 3.118,65 pontos.
O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, recuou 0,2% e fechou aos 3.780,16 pontos, uma vez que os investidores realizaram lucros em papéis de bancos e relacionados ao consumo em meio a preocupações sobre os lançamentos de dívidas da Europa.
O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, recuou 0,8% e fechou aos 1.055,54 pontos, seguindo as baixas nos mercados asiáticos motivadas pelas preocupações com os problemas de dívidas da zona do euro.
O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,1% e fechou aos 1.533,57 pontos, com abundância de transações de um dia e negócios especulativos.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Índice europeu de ações fecha no menor nível em 5 semanas
O principal índice das ações europeias atingiu o menor nível em cinco semanas e passou a registrar perdas em 2011, após a piora da nota da Grécia e a revisão da perspectiva da Itália por agências de risco aumentarem a preocupação sobre a dívida da zona do euro.
O índice FTSEurofirst 300 caiu 1,6 por cento, para 1.117 pontos, no menor patamar desde meados de abril. O índice agora registra queda de 0,3 por cento no ano.
O índice Euro STOXX 50 de volatilidade, um dos principais termômetros do sentimento do mercado, disparou 11 por cento, indicando uma queda do apetite por ações.
"Simplesmente há pouquíssimos motivos para comprar neste mercado. As pessoas estão usando esses fatores como uma desculpa para vender. Vai ser um verão bem volátil (no Hemisfério Norte) e acho que já vimos as máximas, pelo menos para os próximos meses", disse um operador em Londres.
A agência Standard & Poor's reduziu no sábado a perspectiva da dívida da Itália para "negativa", citando a fraca projeção de crescimento da economia e as menores possibilidades de o país reduzir sua dívida. A notícia aconteceu um dia depois da Fitch cortar a nota da Grécia.
As ações do setor automobilístico estiveram entre as maiores quedas, com o índice setorial em baixa de 2,9 por cento, em meio à preocupação sobre a demanda global por veículos após dados decepcionantes nos EUA e na Europa.
Em LONDRES, o índice Financial Times fechou em queda de 1,89 por cento, a 5.835 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 2,0 por cento, para 7.121 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 recuou 2,1 por cento, a 3.906 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib encerrou em baixa de 3,32 por cento, a 20.532 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou perda de 1,41 por cento, a 10.082 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 teve desvalorização de 1,15 por cento, aos 7.600 pontos.
O índice FTSEurofirst 300 caiu 1,6 por cento, para 1.117 pontos, no menor patamar desde meados de abril. O índice agora registra queda de 0,3 por cento no ano.
O índice Euro STOXX 50 de volatilidade, um dos principais termômetros do sentimento do mercado, disparou 11 por cento, indicando uma queda do apetite por ações.
"Simplesmente há pouquíssimos motivos para comprar neste mercado. As pessoas estão usando esses fatores como uma desculpa para vender. Vai ser um verão bem volátil (no Hemisfério Norte) e acho que já vimos as máximas, pelo menos para os próximos meses", disse um operador em Londres.
A agência Standard & Poor's reduziu no sábado a perspectiva da dívida da Itália para "negativa", citando a fraca projeção de crescimento da economia e as menores possibilidades de o país reduzir sua dívida. A notícia aconteceu um dia depois da Fitch cortar a nota da Grécia.
As ações do setor automobilístico estiveram entre as maiores quedas, com o índice setorial em baixa de 2,9 por cento, em meio à preocupação sobre a demanda global por veículos após dados decepcionantes nos EUA e na Europa.
Em LONDRES, o índice Financial Times fechou em queda de 1,89 por cento, a 5.835 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 2,0 por cento, para 7.121 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 recuou 2,1 por cento, a 3.906 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib encerrou em baixa de 3,32 por cento, a 20.532 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou perda de 1,41 por cento, a 10.082 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 teve desvalorização de 1,15 por cento, aos 7.600 pontos.
Mercados
Moedas – Nos últimos dias, o AUD seguiu a oscilação do Euro. Entretanto na 6ª, o movimento do Euro decorreu da forte alta no spread dos sovereign bonds dos chamados países problemáticos. Como a razão foi específica e não de ordem geral, a moeda australiana se descolou do movimento (o driver é a China e as commodities).
BRL – Apesar do nosso driver também serem as commodities, a moeda brasileira (depois de altos e baixos) colou no Euro e também caiu. O volume do mercado interbancário (3,6 bi) e a pequena compra do BC (200 MM) sugerem que o fluxo foi positivo e sobrou USD no mercado, mas isso não afetou a cotação da moeda para baixo.
Juros – O dia foi de oscilação. A divulgação do IPCA-15, a fala de membros do Copom e a piora dos mercados fora provocaram um vai-e-vem na taxas. No final, a alta acabou prevalecendo, mas o comportamento do dia demonstra que a trajetória futura permanece incerta.
Bolsas – Ásia – Repetiram o movimento de 5ª: abriram em alta tentando compensar a subida das bolsas ocidentais no dia anterior, mas acabaram cedendo no final às incertezas (dúvidas sobre recuperação do Japão, desaquecimento na China e alta de juros em alguns países).
Europa – As bolsas européias tentaram descontar a melhora de NY na tarde do dia anterior. Entretanto como o Euro, elas acabaram caindo por conta da alta nos juros dos papéis dos países periféricos que acentuam o risco de uma piora econômica na região.
S&P – A instabilidade na Europa arrastou as bolsas americanas para o vermelho num dia sem indicadores econômicos.
Bovespa – Como já tinha caído nos dias anteriores, acabou fechando em ligeira alta. A recuperação no preço do petróleo e dos metais incentivou os investidores a recomprarem as ações de Petrobrás e Vale que tinham caído muito na semana (repuseram também as ações de Real Estate).
Commodities – O dia foi de oscilação com a piora na Europa. Os mercados que abriram em alta chegaram a cair forte com a virada dos mercados (ações e moedas que subiam inverteram o rumo). No final, as altas prevaleceram.
Ásia – Os mercados asiáticos tinham que descontar a baixa das bolsas ocidentais na 6ª. Entretanto, o outlook negativo para a Itália dado pelo S&P na 6ª e as eleições na Espanha que expõem um quadro social e econômico difícil acentuaram a perspectiva de baixa e as ações recuaram forte. A queda nos preço das commodities, seguida da desvalorização das moedas em relação ao USD, complementou o quadro da piora.
Commodities – A alta do USD decorrente de uma perspectiva econômica pior com o agravamento da crise na Europa faz as quedas se generalizarem entre os diversos segmentos.
Treasuries americanos – Prosseguiram em queda na 6ª com as compras maiores do Fed e recuo das bolsas. Hoje, a perspectiva econômica mundial parece pior e a alta do USD aprofunda as baixa das taxas.
Europa – Depois que os mercados fecharam na 6ª, a S&P colocou o rating da Itália em outlook negativo. Isso já seria péssimo para os títulos dos chamados países periféricos. Para piorar as coisas a derrota do governo espanhol nas eleições de ontem e a onda de protestos no país acaba expondo os riscos sociais e políticos da estratégia de controle da crise econômica. A deterioração de expectativas no setor industrial e de serviços na Europa (e também na Alemanha – o carro chefe) agravam ainda mais a situação e as bolsas caem forte (ratificando as preocupações asiáticas). O Euro vai junto e arrasta as outras moedas.
S&P futuro – No embalo da Europa e da Ásia recuava 0,9 pct às 08:00.
- A S&P colocou em outlook negativo o rating da Itália (na 6ª depois que os mercados americanos fecharam.
- O partido governista perdeu as eleições na Espanha, em meio a protestos que já duram mais de uma semana.
Na 6ª, o spread de títulos de países europeus considerados problemáticos subiu forte (movimento igual a de um mês atrás) e evidencia que o mercado vê com muita apreensão o debate entre as autoridades européias sobre a questão grega. O que foi mostrado para eles é que não se deve brincar com o risco de contágio e quando se fala nisso o primeiro da fila é a Espanha (já que Portugal acabou de entrar no programa de ajuda). Não adianta vir com promessas como fez a Ministra das Finanças francesa Christiane Lagarde que disse que não haverá reestruturação da dívida grega. Para que isso não ocorra será fundamental darem o dinheiro que o país precisa para fechar as contas de 2012 e 2013 que o mercado calcula ser de 60 milhões de Euros. Hoje, os spreads sobem ainda mais e a crise ameaça se aprofundar.
BRL – Apesar do nosso driver também serem as commodities, a moeda brasileira (depois de altos e baixos) colou no Euro e também caiu. O volume do mercado interbancário (3,6 bi) e a pequena compra do BC (200 MM) sugerem que o fluxo foi positivo e sobrou USD no mercado, mas isso não afetou a cotação da moeda para baixo.
Juros – O dia foi de oscilação. A divulgação do IPCA-15, a fala de membros do Copom e a piora dos mercados fora provocaram um vai-e-vem na taxas. No final, a alta acabou prevalecendo, mas o comportamento do dia demonstra que a trajetória futura permanece incerta.
Bolsas – Ásia – Repetiram o movimento de 5ª: abriram em alta tentando compensar a subida das bolsas ocidentais no dia anterior, mas acabaram cedendo no final às incertezas (dúvidas sobre recuperação do Japão, desaquecimento na China e alta de juros em alguns países).
Europa – As bolsas européias tentaram descontar a melhora de NY na tarde do dia anterior. Entretanto como o Euro, elas acabaram caindo por conta da alta nos juros dos papéis dos países periféricos que acentuam o risco de uma piora econômica na região.
S&P – A instabilidade na Europa arrastou as bolsas americanas para o vermelho num dia sem indicadores econômicos.
Bovespa – Como já tinha caído nos dias anteriores, acabou fechando em ligeira alta. A recuperação no preço do petróleo e dos metais incentivou os investidores a recomprarem as ações de Petrobrás e Vale que tinham caído muito na semana (repuseram também as ações de Real Estate).
Commodities – O dia foi de oscilação com a piora na Europa. Os mercados que abriram em alta chegaram a cair forte com a virada dos mercados (ações e moedas que subiam inverteram o rumo). No final, as altas prevaleceram.
Ásia – Os mercados asiáticos tinham que descontar a baixa das bolsas ocidentais na 6ª. Entretanto, o outlook negativo para a Itália dado pelo S&P na 6ª e as eleições na Espanha que expõem um quadro social e econômico difícil acentuaram a perspectiva de baixa e as ações recuaram forte. A queda nos preço das commodities, seguida da desvalorização das moedas em relação ao USD, complementou o quadro da piora.
Commodities – A alta do USD decorrente de uma perspectiva econômica pior com o agravamento da crise na Europa faz as quedas se generalizarem entre os diversos segmentos.
Treasuries americanos – Prosseguiram em queda na 6ª com as compras maiores do Fed e recuo das bolsas. Hoje, a perspectiva econômica mundial parece pior e a alta do USD aprofunda as baixa das taxas.
Europa – Depois que os mercados fecharam na 6ª, a S&P colocou o rating da Itália em outlook negativo. Isso já seria péssimo para os títulos dos chamados países periféricos. Para piorar as coisas a derrota do governo espanhol nas eleições de ontem e a onda de protestos no país acaba expondo os riscos sociais e políticos da estratégia de controle da crise econômica. A deterioração de expectativas no setor industrial e de serviços na Europa (e também na Alemanha – o carro chefe) agravam ainda mais a situação e as bolsas caem forte (ratificando as preocupações asiáticas). O Euro vai junto e arrasta as outras moedas.
S&P futuro – No embalo da Europa e da Ásia recuava 0,9 pct às 08:00.
- A S&P colocou em outlook negativo o rating da Itália (na 6ª depois que os mercados americanos fecharam.
- O partido governista perdeu as eleições na Espanha, em meio a protestos que já duram mais de uma semana.
Na 6ª, o spread de títulos de países europeus considerados problemáticos subiu forte (movimento igual a de um mês atrás) e evidencia que o mercado vê com muita apreensão o debate entre as autoridades européias sobre a questão grega. O que foi mostrado para eles é que não se deve brincar com o risco de contágio e quando se fala nisso o primeiro da fila é a Espanha (já que Portugal acabou de entrar no programa de ajuda). Não adianta vir com promessas como fez a Ministra das Finanças francesa Christiane Lagarde que disse que não haverá reestruturação da dívida grega. Para que isso não ocorra será fundamental darem o dinheiro que o país precisa para fechar as contas de 2012 e 2013 que o mercado calcula ser de 60 milhões de Euros. Hoje, os spreads sobem ainda mais e a crise ameaça se aprofundar.
Bolsas asiáticas têm forte queda; Xangai perde 2,9%
Os mercados da Ásia fecharam em baixa acentuada nesta segunda-feira, influenciados principalmente pelos números preocupantes da economia chinesa.
Na Bolsa de Hong Kong, a espetacular estreia da varejista Milan Station não foi suficiente para alavancar os negócios. Os investidores mostraram temores com dados da atividade manufatureira na China, que indicam redução do crescimento econômico. O índice Hang Seng caiu 488,37 pontos, ou 2,11%, e terminou aos 22.711,02 pontos.
Na China, as bolsas também caíram em virtude das preocupações com as pressões inflacionárias. O índice Xangai Composto caiu 2,9% e terminou aos 2.774,57 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 3,6% e encerrou aos 1.149,39 pontos.
O yuan se desvalorizou em relação ao dólar, após o Banco Central chinês elevar a taxa de paridade central dólar-yuan (de 6,4983 yuans para 6,4998 yuans), depois de a moeda norte-americana apresentar ganhos nos mercados internacionais. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,5050 yuans, de 6,4923 yuans do fechamento de sexta-feira.
Em Taiwan, a Bolsa de Taipé fechou em baixa devido à realização de lucros após a explosão da fábrica da Foxconn em Chengdu, na noite de sexta-feira. O Índice Taiwan Weighted caiu 1,01% e terminou aos 8.747,51 pontos.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul teve queda de 2,6% e fechou aos 2.055,71 pontos, com realização de lucros por parte dos investidores estrangeiros e baixa nas ações das montadoras.
A Bolsa de Sydney, na Austrália, sofreu sua maior queda em dois meses e meio, com o índice S&P/ASX 200 em baixa de 1,9%, terminando aos 4.643,0 pontos.
Nas Filipinas, a Bolsa de Manila estendeu seu recuo para seis das últimas oito sessões, influenciada pelo declínio do mercado norte-americano na sexta-feira. O índice PSE recuou 0,51% e fechou aos 4.263,19 pontos.
A Bolsa de Cingapura teve baixa por causa de renovadas preocupações sobre a crise da dívida grega e temores de que um possível recuo na economia chinesa afete o sentimento do mercado. Perdas nos mercados europeus também pesaram na bolsa local à tarde. O índice Straits Times cedeu 1,8% e fechou aos 3.110,48 pontos.
O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, perdeu 2,4% e fechou aos 3.778,45 pontos, liderado por vendas de blue chips em meio a preocupações sobre a situação das dívidas europeias.
O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, caiu 1,8% e fechou aos 1.053,97 pontos, em linha com os demais mercados regionais. Principais perdas concentraram-se em pesos pesados dos setores de energia e bancário.
O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, recuou 0,8% e fechou aos 1.528,98 pontos, com realizações de lucros em meio a amplas preocupações sobre a crescente crise da dívida europeia
Na Bolsa de Hong Kong, a espetacular estreia da varejista Milan Station não foi suficiente para alavancar os negócios. Os investidores mostraram temores com dados da atividade manufatureira na China, que indicam redução do crescimento econômico. O índice Hang Seng caiu 488,37 pontos, ou 2,11%, e terminou aos 22.711,02 pontos.
Na China, as bolsas também caíram em virtude das preocupações com as pressões inflacionárias. O índice Xangai Composto caiu 2,9% e terminou aos 2.774,57 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 3,6% e encerrou aos 1.149,39 pontos.
O yuan se desvalorizou em relação ao dólar, após o Banco Central chinês elevar a taxa de paridade central dólar-yuan (de 6,4983 yuans para 6,4998 yuans), depois de a moeda norte-americana apresentar ganhos nos mercados internacionais. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,5050 yuans, de 6,4923 yuans do fechamento de sexta-feira.
Em Taiwan, a Bolsa de Taipé fechou em baixa devido à realização de lucros após a explosão da fábrica da Foxconn em Chengdu, na noite de sexta-feira. O Índice Taiwan Weighted caiu 1,01% e terminou aos 8.747,51 pontos.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul teve queda de 2,6% e fechou aos 2.055,71 pontos, com realização de lucros por parte dos investidores estrangeiros e baixa nas ações das montadoras.
A Bolsa de Sydney, na Austrália, sofreu sua maior queda em dois meses e meio, com o índice S&P/ASX 200 em baixa de 1,9%, terminando aos 4.643,0 pontos.
Nas Filipinas, a Bolsa de Manila estendeu seu recuo para seis das últimas oito sessões, influenciada pelo declínio do mercado norte-americano na sexta-feira. O índice PSE recuou 0,51% e fechou aos 4.263,19 pontos.
A Bolsa de Cingapura teve baixa por causa de renovadas preocupações sobre a crise da dívida grega e temores de que um possível recuo na economia chinesa afete o sentimento do mercado. Perdas nos mercados europeus também pesaram na bolsa local à tarde. O índice Straits Times cedeu 1,8% e fechou aos 3.110,48 pontos.
O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, perdeu 2,4% e fechou aos 3.778,45 pontos, liderado por vendas de blue chips em meio a preocupações sobre a situação das dívidas europeias.
O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, caiu 1,8% e fechou aos 1.053,97 pontos, em linha com os demais mercados regionais. Principais perdas concentraram-se em pesos pesados dos setores de energia e bancário.
O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, recuou 0,8% e fechou aos 1.528,98 pontos, com realizações de lucros em meio a amplas preocupações sobre a crescente crise da dívida europeia
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