quarta-feira, 15 de junho de 2011

Mercados

Moedas – O impacto dos dados da China sobre o Euro e o AUD não foram tão relevantes quanto o reflexo dos dados americanos sobre os mercados. Foi a partir da abertura das bolsas de NY e a contínua alta das ações que as moedas subiram com mais ímpeto (curiosamente, os dados melhores nos US deveriam fazer o USD valorizar e não o contrário). O movimento da moeda australiana foi mais intenso porque é mais correlacionada a crescimento (e os metais foram destaque de alta nas commodities). Já o Euro esvaziou o movimento, próximo do fechamento, com a notícia de que a decisão sobre a Grécia poderia ser adiada para Julho.

BRL – Apesar do viés altista da moeda, o BRL descolou do movimento de fora (principalmente do AUD) e ficou praticamente estável. O mercado brasileiro não se empolgou tanto com as novidades de fora (convenhamos que as diferenças – entre o projetado e o real – não foram significativas). Mais uma vez, o volume de negócios foi menor que a média (a atuação do BC também foi tímida).

Juros – Como os dados de China e US divulgados ontem fazem supor verdadeira a hipótese de sustentabilidade do crescimento mundial (pelo menos foi isso que os mercados precificaram), os juros que vinham recuando nos últimos dias (mesmo depois do comunicado do BC ter sugerido que a alta da Selic possa prosseguir além de Julho) inverteram o comportamento e subiram, principalmente a ponta longa. A indicação dada pelo ministro Carlos Luppi (contratações continuaram forte) para o número do Caged de Maio talvez tenha feito a diferença para o mercado de juros (o dólar não se empolgou muito com os dados de fora).

Bolsas – Ásia – As bolsas tomaram o rumo de alta com o dado chinês não revelando os números ruins que o mercado temia (a inflação veio dentro do esperado e as vendas caíram ligeiramente). O dado mais esperado era o de produção industrial e acabou ficando um pouco acima da expectativa (embora a variação tenha sido menor que a de Abril). Depois que os mercados estavam fechados, o PBoC anunciou a elevação do compulsório bancário e a única bolsa que ainda estava aberta – a de HK – acabou fechando em baixa.

Europa – Repercutindo a alta na Ásia (China) e em NY (Retail Sales com queda menor), as bolsas européias desconsideraram o rebaixamento da Grécia (até o spread dos sovereign bonds que havia aberto em forte alta recuou) e a elevação do compulsório bancário na China e subiram.

S&P – Apoiadas na alta da Ásia e com dados americanos apresentando recuo menor que o esperado, as bolsas de NY subiram forte. Entretanto, mais uma vez o volume de negócios foi fraco; o que prejudica a análise. Os eventos na China (Produção Industrial) e nos US (Retail Sales) justificavam outro tipo de comportamento por parte do investidor, mas a cautela imperou apesar da alta.

Bovespa – Mais um dia descolada de NY, Europa e ontem até da Ásia (desempenho pior na maioria dos setores), a bolsa paulista subiu apenas ligeiramente. A briga pelo preço de encerramento de posições nos derivativos continuou afetando a precificação. Assim como observado no dólar futuro, os investidores reagiram com apatia aos dados de fora.

Commodities – Aproveitando-se dos dados da China que fizeram os mercados asiáticos subirem e dos americanos que deram tração ao movimento de alta, o preço do petróleo e do cobre aumentou (na expectativa de que crescimento não arrefeça como se supunha até anteontem). Já os grãos caíram por conta de notícias de clima mais favorável para a produção/colheita.

Ásia – Os mercados asiáticos só precificaram o lado bom da história ontem (dados chineses não foram ruins como o esperado). A alta do compulsório ficou para hoje e os investidores reagiram mal (há que se questionar o porquê dessas reações exageradas). Principalmente a banda chinesa, Austrália incluso. As ações de Raw Materials, que tinham performado bem ontem no Ocidente com a alta dos metais e petróleo, foram destaque de baixa na Ásia. A banda mais ocidental (Japão e Coréia) se prendeu aos dados americanos e subiram. A alta do Kospi foi favorecida pela divulgação de forte recuo na taxa de desemprego.

Commodities – O aumento do compulsório chinês e o adiamento da conclusão sobre o empréstimo para a Grécia que fizeram as bolsa e as moedas caírem também afetam as commodities. O petróleo é o que apresenta a maior baixa. Já os metais e os grãos oscilam em torno da estabilidade.

Treasuries americanos – Seguiu a melhora dos mercados (sustentada pelo view de que a moderação no crescimento ainda é incerta com os dados divulgados) e se recuperou ontem. Hoje o quadro mudou (as incertezas estão de volta) e os juros recuam. É importante assinalar que, de novo, tem dados relevantes para serem divulgados nos US e a história do dia ainda não está definida.

Europa – O adiamento da decisão do empréstimo grego para Junho está afetando os títulos dos países europeus periféricos e provocando baixa no Euro. Essa falta de decisão pode afetar ainda mais o humor dos investidores, mas as bolsas não caem na magnitude que seria de se esperar nos negócios pela manhã (afinal a Ásia esvaziou o movimento do dia anterior). O dado de produção industrial na Zona do Euro, assim como a melhora na confiança do consumidor em UK, ajuda a segurar a queda

- O ministro das finanças de Luxemburgo disse que o acordo para ajudar a Grécia pode atrasar e vir a ser aprovado apenas na reunião mensal de Julho (e não no próximo dia 24).

- O presidente do RBA mencionou hoje que alta nos juros ainda pode ser necessária e dá sustentação ao AUD (diferentemente do que acontece com o Euro).

Apesar dos alertas de membros do ECB (e do próprio Trichet), os ministros de finanças reunidos ontem (extraordinariamente por causa do rebaixamento da S&P) mostraram-se propensos a abraçar a proposta de extensão voluntária dos próximos vencimentos por sete anos. Dentre os principais países, a França foi o único a rechaçar a idéia (em linha com o Banco Central). Na próxima segunda-feira, eles voltam a se reunir para encontrar uma solução que possa ser apresentada para os chefes de Estado. No dia 24, eles se encontrariam para tomar a decisão final sobre o assunto. Entretanto, houve notícia de que a decisão pode atrasar. Para que convocar uma reunião de emergência para atrasar a decisão. Como não poderia deixar de acontecer, a leitura do mercado foi ruim e os spreads dos sovereign bonds estão precificando o ocorrido (forte alta).

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Facebook pode valer 100 bilhões de dólares com IPO, diz fonte

Operação está prevista para primeiro trimestre de 2012, afirma reportagem da CNBC.
Demanda por papéis do Facebook no mercado balcão cresce cada vez mais
São Paulo – 100 bilhões de dólares. Este é o valor de mercado que pode ser atingido pelo Facebook em sua oferta inicial de ações, afirmam fontes ligadas ao assunto. A operação está prevista para acontecer no primeiro trimestre de 2012, conforme lembra reportagem desta segunda-feira (13) da CNBC.
A demanda por papéis do maior site de relacionamentos do mundo no mercado balcão cresce cada vez mais, e junto dela, cresce também a pressão pelo IPO da empresa de Mark Zuckerberg. Por enquanto, apenas alguns investidores negociam os poucos papéis do Facebook em circulação no mercado de balcão. Alguns funcionários, contudo, não podem negociar os papéis devido a restrições impostas pela companhia.
No entanto, sob a legislação americana, se uma companhia tiver mais de 500 detentores de registro de ações, ela é obrigada a ter inscrição na Securities and Exchange Commision (SEC, o equivalente americano à CVM) e a emitir comunicados públicos, como relatórios financeiros. De acordo com fontes familiarizadas ao assunto, o Facebook teria ultrapassado este limite de 500 investidores privados no final do ano passado.
Recentemente, a SharesPost, empresa privada de negociações de títulos no mercado de balcão, vendeu 100 mil ações do Facebook por 3,4 bilhões de dólares. A operação avaliou a rede social de Zuckerberg em 85 bilhões de dólares.
No início deste ano, o Facebook recebeu um aporte de 500 milhões de dólares do banco Goldman Sachs e de um investidor russo. Na ocasião, os investidores avaliaram o Facebook em 50 bilhões de dólares para aplicar o dinheiro. Mesmo com a ausência da divulgação de balanços, muitos estimam que o Facebook gere 2 bilhões de dólares em receitas por ano.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Analise Tecnica

IBOV - Com volume acima da média, o Ibovespa encerrou a terça-feira novamente acima da retração de 50% da perna de alta formada a partir do fundo em 61.658 pontos, importante suporte de curtíssimo prazo do índice. No entanto, com a pressão das médias móveis de 9 e 21 dias, fica a expectativa pela passagem do suporte e da retração de 61,8%.
Perdendo os 62.810 pontos no início do pregão, o índice tem caminho livre para testar os 62.100 pontos e 61.658 pontos. No entanto, voltando negociar acima da média móvel de 9 dias, o cenário baixista se altera e um “fundinho” em 63.165 pontos se confirma, de olho nas resistências entre 64.673 pontos e 65.145 pontos (divisor de águas do mercado).

DJI - Com a queda de 0,16% na terça-feira, o Dow Jones superou o suporte em 12.100 pontos, seguindo seu ritmo de desvalorização de olho no teste da faixa sobrevendida do IFR de 9 períodos comentada no relatório passado, que coincide com os 12 mil pontos, suporte psicológico do mercado norte-americano. Entretanto, o índice deixou no gráfico diário um Martelo Invertido,
candlestick de reversão de tendência que primeiramente deve ser confirmado neste pregão para ser válido.
Caso feche abaixo dos 12.000 pontos, o Dow Jones tem o caminho aberto para testar os 11.620 pontos, anulando qualquer tentativa de recuperação no curtíssimo prazo. O cenário de baixa só será revertido e o candlestick confirmado (fechamento acima de 12.179 pontos) com a recuperação em fechamento da média móvel de 9 dias, visando inicialmente a faixa de 12.310
pontos, resistência de curto prazo.

S&P 500 - Com a leve queda de terça-feira engatada no final do dia, o S&P 500 deixou no gráfico diário um Martelo Invertido, candlestick de reversão de tendência que deve ser necessariamente confirmado neste pregão (fechamento acima de 1.300 pontos) para ser válido. Por enquanto, fica só a indicação
de reversão.
Caso o índice inicie o dia abaixo de 1.284 pontos, tal sinalização de reversão tem grandes chances de ser anulada, com o consequente teste do suporte em 1.275 pontos, mínima verificada em janeiro deste ano.

DOL FUT - Influenciado pelo gap na terça-feira, mais claro nos gráficos intradiários, o DOLFUT nos últimos minutos do pregão rompeu o limite superior das Bandas de Bollinger nos 15 minutos, gerando grande expectativa para a abertura deste pregão.
Iniciando o dia acima de 1.590, o ativo deve testar imediatamente a faixa de 1.600, por onde passa a média móvel de 9 dias, para posteriormente alcançar os 1.605. Superando este último patamar em fechamento, o ativo ganha importante momentum de alta, de olho na média móvel de 21 dias. Do
outro lado, a perda do suporte em 1.583 acelera o movimento de baixa engatado no curtíssimo prazo, rumo ao fundo em 1.573.

PETR4 - Depois de confirmar o rompimento do triângulo simétrico no pregão de segunda-feira, as ações da Petrobras não conseguiram manter-se acima do suporte de 25 meses e encerraram a sessão de ontem com queda de 1,1%, cotadas a R$ 23,00.
Agora, com a perda do suporte confirmada, IFR rompido e Bandas de Bollinger se abrindo, a projeção do pivot acionado indica que o ativo poderá alcançar a região dos R$ 22,41. O alto volume registrado nos dois últimos pregões confirma essa possibilidade, sinalizando que os investidores estão apostando na continuidade do movimento baixista.
Dessa forma, conforme discorremos no relatório anterior, a confirmação da perda desse suporte em fechamento acionou uma operação na ponta vendedora, cujo stop deve ser colocado na máxima do último candle em R$ 23,37.

VALE5 - continua resistindo bravamente para manter-se acima do suporte imediato, já que exemplo do pregão passado, novamente testou e
respeitou a região dos R$ 44,00. Assim, o ativo continua sem qualquer definição no curtíssimo prazo, pois da mesma maneira que segue próximo à resistência em R$ 45,19 e da LTB, também está prestes a perder o suporte mencionado.
Dessa forma, esmagado entre as médias de 9 e 21 períodos que trabalham como suporte e resistência imediatos, até o final dessa semana o ativo deverá ter uma sinalização mais clara a respeito da direção do movimento. No melhor dos mundos o ativo poderá superar a resistência e LTB anulando definitivamente a atual tendência de baixa ou então continuar o ziguezague descendente com objetivos próximo à linha de retorno que forma o canal de baixa.

BVMF3 - o cenário permanece inalterado em relação à nossa última análise. Apesar da queda de 0,7% no pregão dessa terça-feira e da violação do suporte imediato em R$ 11,01 ao longo da sessão, o ativo recuperou-se na parte final do dia, encerrando o pregão cotado a R$ 11,05, acima do suporte mencionado.
Dessa forma, vale a pena continuar monitorando o papel, pois a reaproximação do ativo do suporte imediato torna a situação ainda mais complicada já que o papel segue pressionado pelas médias móveis descendentes de 9 e 21 períodos. Assim, com as Bandas de Bollinger superior e inferior começando a convergir, a expectativa é a de que BVMF3 continue acumulando dentro da zona de congestão até que as BB estejam mais estreitas, intensificando o posterior rompimento para um dos lados.

Mercados

Moedas – Desde a sessão asiática o Euro apresentou tendência de alta (as bolsas ao invés de caírem acompanhando a queda de NY na 2ª subiram) que foi reforçada com os dados econômicos (vendas e encomendas) da Zona do Euro. Entretanto, o grande teste da moeda será amanhã e o rumo que tomará irá depender da decisão do ECB sobre os juros (vamos ver se o comitê confirma a posição (de alta em Julho) de alguns membros. Quanto ao AUD, o comunicado do RBA – o nível de juros é compatível com o momento atual – segurou o desempenho da moeda australiana (a manutenção dos juros tira um pouco do atrativo da operação de carry-trade)

BRL – Colou no movimento de fora (Euro) e subiu com a continuidade da venda de USD pelos gringos no futuro (+ 800 MM ontem).

Juros – O IPCA veio dentro do esperado e reforçou a expectativa de queda para Junho. Com isso e com uma NUCI menor e IGP-DI zerado, as taxas recuaram nos DIs futuros. Hoje, o mercado aguarda o comunicado para ver se o termo “suficientemente prolongado” irá permanecer no texto (o “X” da questão).

Bolsas – Ásia – As bolsas asiáticas abriram com tendência de baixa repercutindo as quedas de NY no dia anterior. Entretanto, a maioria se recuperou ao longo do dia sem que um trigger justificasse o movimento (os investidores fizeram uma aposta na recuperação nos US e acertaram).

Europa – Os dados de vendas e encomendas deram sustentação às bolsas européias (foram ajudadas também pela recuperação das bolsas de NY que acabaram anulando a queda do dia anterior que a Europa tinha que descontar). Entretanto, as altas foram tímidas porque a questão grega (dúvidas sobre o envolvimento dos atuais credores no pacote de ajuda que está sendo montado para rolar as dívidas que vencem em 2012 e 2013 – para tirar definitivamente a Grécia do mercado) ainda gera incerteza.

S&P – As bolsas americanas se mantiveram em alta até o discurso de Bernanke (as ações subiam capitaneadas pela alta das ações de Financials – a dúvida sobre a exigência de mais capital para bancos que havia feito o mercado cair na 2ª foi deixada de lado). Como o tom de preocupação com a economia foi maior que o esperado, os investidores venderam as ações e NY acabou fechando no vermelho.

Bovespa – Chegou a subir mais de 1 pct, mas perdeu ímpeto com o recuo das bolsas de NY (discurso de Bernanke).

Commodities – O discurso de Bernanke não afetou as commodities porque as bolsas já estavam fechadas. O petróleo subiu mesmo com o call baixista de alguns produtores da Arábia Saudita e estimativa de ampliação da produção pela OPEC. O cobre também aumentou (ligeiramente) apesar da China se desacelerando e os grãos não se intimidaram com o relatório do USDA amanhã.

Ásia – A visão econômica mais pessimista externada por Bernanke em seu discurso, e que afetou as bolsas de NY no fechamento de ontem, provocou quedas na Ásia (no dia anterior as bolsas asiáticas haviam relevado a queda de NY na 2ª). A bolsa de HK apresentou a maior baixa (é que é a única que avança no horário de funcionamento da Europa e as bolsas européias abriram com forte queda).

Commodities – Hoje as commodities refletem o discurso de Bernanke e caem. Números ruins na Alemanha também dão sustentação a baixa nos diversos segmentos. A decisão da OPEC ainda não foi anunciada.

Treasuries americanos – O discurso de Bernanke acusando piora econômica e limitações fiscais para estimular a economia fizeram o mercado inverter o comportamento e as taxas fecharem em queda ontem. A continuidade da piora hoje faz os juros caírem (mesmo com o leilão de papéis de 10 anos no dia).

Europa – As bolsas européias repercutem a queda de NY no fechamento de ontem e para agravar a situação, os spreads dos sovereign bonds sobem por causa do desencontro de informações sobre a participação de investidores no salvamento da Grécia. Não bastasse isso, os dados alemães (de produção industrial e exportações) vieram piores e aprofundam a percepção de moderação no crescimento mundial. As bolsas de Londres e Frankfurt recuavam mais de 1 pct.

S&P futuro – Repercute as baixas na Europa e caía 0,4 às 08:15.

- No discurso de ontem, Bernanke mencionou que: (1) o país cresce menos que o esperado, (2) a política acomodatícia ainda é necessária, e (3) os efeitos dos estímulos monetários estão perdendo força. Sem dúvida, os três argumentos são muito bons para justificar um novo afrouxamento monetário se a realidade não se alterar (a conferir!).

O recuo da inflação oficial na última quinzena (de 0,70 no IPCA-15 para 0,47 no IPCA) decorreu basicamente da queda na contribuição dos combustíveis. Para que o mercado esteja certo na projeção de número próximo de zero em Junho, além da queda já registrada nos combustíveis que ajuda com 0,10 e do esvaziamento na contribuição das tarifas de energia elétrica e água e esgoto e dos remédios (que contribui com outros 0,10), os alimentos deveriam apresentar contribuição negativa. Entretanto ainda assim, os itens que apresentam maior rigidez deveriam dar alguma contribuição (serviços, aluguel e condomínio).

O encontro entre Obama e Merkel ressaltou as diferenças de posições entre os dois países. Enquanto, para os US a Europa deve evitar o aprofundamento da crise a qualquer custo (há muito tempo os americanos não se importam com suas ações fiscais), Merkel fez questão de frisar que a sustentabilidade das ações é relevante e vai ser considerada. O presidente americano deixou claro que se o problema se agravar os US serão afetados. Se sensibilizou a chanceler alemã isso só o tempo dirá.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Mercados

Moedas – O debate sobre o novo empréstimo que está sendo estudado para a Grécia rolar os vencimentos de 2012 e 2013 contempla a hipótese dos credores dos títulos rolarem parte dos seus vencimentos. Como ainda não se sabe se haverá pressão por alguma obrigatoriedade e com a proximidade da reunião do ECB (será que os juros realmente podem subir no encontro de Julho como alguns membros insinuaram?), o Euro perdeu valor. O AUD não acompanhou o movimento apesar das baixas das commodities (os metais não recuaram tanto por causa do feriado na China) e ficou próximo da estabilidade.

BRL – Novo dia de perda (desta vez reforçada pela queda do Euro). Há que se observar que o volume de negócios menor na BM&F (no interbancário também foi mais fraco – a atuação do BC se resumiu a 100 MM) dificulta a análise. Abaixo de 1,59 percebe-se alguma resistência à continuidade de valorização do BRL (o Ministro da Fazenda veio com a ameaça de medidas na semana passada).

Juros – Mais do mesmo na véspera do IPCA de Maio: expectativa com a manutenção do termo suficientemente prolongado dá sustentação aos juros porque só duas altas de 0,25 estão precificadas. O volume de negócios foi fraco e metade dele se concentrou em vencimento que a precificação de mais altas embute menor risco de perda (Out.11).

Bolsas – Ásia – Várias praças não abriram por conta do feriado, mas a queda das bolsas americanas na 6ª (o Payroll confirmou a queda nas contratações que a ADP indicou na 4ª) fez a bolsa japonesa e australiana caírem.

Europa – Arrastadas pela continuidade da queda das bolsas de NY e ainda refletindo incertezas com a dívida grega, as bolsas européias voltaram a cair numa sessão com volume de negócios menor que o observado na média das últimas semanas.

S&P – Num dia sem indicadores, as bolsas americanas aprofundaram as baixas iniciais e caíram mais de 1 pct, ainda repercutindo o dado de emprego ruim e as indefinições políticas (ontem um economista – premio Nobel - nomeado por Obama para ocupar o Fed desistiu da indicação por causa da demora dos Republicanos em aprovarem seu nome). As ações de Energy foram destaque de baixa por causa da queda no preço do petróleo, seguidas pelas ações de Financials (receio de que a perda de dinamismo da economia provoque perdas para os bancos e discussões sobre mais exigência de capital para bancos que evite a possibilidade de crise sistêmica).

Bovespa – A baixa mais acentuada em NY triggou forte recuo por aqui. Nos últimos pregões, a bolsa paulista vinha se descolando das perdas de fora, mas ontem voltou ao comportamento que a fez ter desempenho muito pior desde Novembro de 2010.

Commodities – O petróleo sentiu o corte de preço efetuado pela maior exportadora saudita (nos contratos de fornecimento de longo prazo) e o WTI e Brent recuaram. A chuva na Europa trouxe de volta a expectativa traçada pelo Departamento de Agricultura americano (quadro de suprimento menos pressionado) e os grãos recuaram forte. Com o feriado chinês, os metais ficaram praticamente estáveis.

Ásia – A queda das bolsas americanas ontem fez o mercado asiático abrir com tendência de baixa. Entretanto, ao longo do dia houve recuperação e a maioria fechou em alta desprezando os sinais de menor crescimento vindo dos US (não descontando também a queda de 6ª). Não houve um trigger que justificasse o descolamento. A bolsa japonesa apresentou a maior elevação se recuperando da baixa de ontem (uma das poucas que funcionou). Nem a alta dos últimos dias do Iene (que afeta as empresas exportadoras e que levou o ministro das finanças a dizer que está monitorando o mercado) impediu o movimento. O USD tendeu a ganhar valor em relação às moedas asiáticas. Já frente ao Euro perdeu valor (a queda se estende na sessão européia). A manutenção dos juros na Austrália favoreceu a moeda americana.

Commodities – Por enquanto a aposta de grandes bancos de investimentos americanos na alta das commodities não está vingando. O petróleo não tem mostrado força de alta. Produtores da Arábia Saudita acusam que a demanda não está tão forte e o petróleo não tem tido fôlego pra sustentar os três dígitos (hoje recua ligeiramente). Curiosamente, especula-se que na reunião de amanhã a OPEC eleve a produção para limitar a alta de preços. Os metais não se sustentam por causa da perspectiva de menor crescimento e caem. Quanto aos grãos, o mercado espera a revisão que o USDA divulgará na 5ª para ver se houve alguma alteração no quadro de suprimento (na última delineou uma situação mais tranqüila de abastecimento que fez o mercado apresentar menor vol ao longo dos últimos 30 dias).

Treasuries americanos – Apesar da piora dos mercados, os juros ficaram praticamente no zero a zero ontem por causa dos leilões quinzenais de papéis que se inicia hoje (32 bi de vencimentos de três anos). Hoje sobem ligeiramente, mas ainda dependerá do movimento dos outros mercados.

Europa – Os dados de vendas e encomendas melhores na Europa dá alguma sustentação às bolsas européias e ao Euro e faz o mercado desconsiderar a ampliação da queda das bolsas de NY ontem à tarde (quando a Europa fechou o S&P caía apenas 0,3). Às 08:30, o Dax subia 0,6 e o FTSE 0,2.

S&P futuro – Hoje também não há indicadores relevantes e o índice subia 0,4 às 08:30.

- Na próxima quinta-feira o Departamento de Agricultura americano irá divulgar uma nova revisão das condições do mercado agrícola. Será uma oportunidade para o mercado conferir se as condições climáticas adversas dos últimos dias alteraram o diagnóstico de certa tranqüilidade externado em Maio (ontem houve queda dos grãos por causa das chuvas na Europa).

O RBA (Austrália) manteve a taxa básica de juros e mencionou que o nível se mantém apropriado

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Analise Tecnica

IBOV - Sem forças para ultrapassar a resistência intermediária de 64.673 pontos, cabeça do pivot de alta em formação, o Ibovespa encerrou a sexta-feira em leve alta de 0,19%, aos 64.340 pontos. O equilíbrio entre comprados e vendidos configurado pelo candle de indefinição no gráfico diário é
um retrato do cenário atual do mercado, que vê novamente suas Bandas de Bollinger se estreitando. Ultrapassando a barreira e fechando acima de 65.145 pontos, o índice anula sua tendência de baixa de curto prazo e abre espaço para uma valorização maior, com primeiro objetivo em 66.200 pontos. Caso volte negociar abaixo das médias, ou seja, perca a região dos 63.520 pontos, o Ibovespa ganha novo momentum de baixa e segue para 62.810 pontos, entre as
retrações de 50% e 61,8% da perna de alta entre 23 e 31 de maio.

DJI - Bem diferente do Ibovespa, a tendência terciária de baixa do Dow Jones vem ganhando força ao longo dos pregões (Bandas de Bollinger abertas) e na sexta-feira o índice perdeu a banda inferior do canal de baixa, sinal negativo para o mercado norte-americano, apesar do IFR já está na região
sobrevendida. Assim, fica a expectativa pelo teste dos 12 mil pontos, fundo formado em março deste ano.
Caso feche abaixo dos 12.000 pontos, o Dow Jones tem o caminho aberto para testar os 11.620 pontos, podendo até encontrar certa resistência na faixa de 11.865 pontos. O cenário de baixa só será revertido com a recuperação em fechamento dos 12.310 pontos, visando as médias móveis de 9 e 21 dias, importantes parâmetros do índice.

S&P 500 - Com a passagem dos 1.306 pontos, o S&P 500 ganhou importante momentum de baixa conforme a abertura das Bandas de Bollinger e encontrará suporte em 1.295 pontos, mínima verificada em 18 de abril deste ano. Abaixo, o índice volta para a faixa de 1.280/70 pontos, testada em meados de
março. Para anular este cenário de baixa, o S&P 500 precisa necessariamente fechar acima de 1.313 pontos e superar os 1.320 pontos, voltando negociar acima das Bandas de Bollinger. O rompimento do IFR frente sua média referencial corroborará a reversão da tendência de baixa de curtíssimo prazo.

DOL FUTURO - Deixando no gráfico diário um candlestick de reversão de tendência com volume próximo da média, o DOLFUT novamente manteve-se acima dos 1.585, suporte intermediário de curto prazo.
Com as Bandas de Bollinger abertas, segue a expectativa pelo teste de 1.573, fundo formado em abril deste ano. Entretanto, caso o ativo encerre este pregão acima de 1.600, um movimento de repique pode ser engatado na terça-feira, visando inicialmente à faixa de 1.607, por onde passa a média móvel de 9 dias, principal resistência de curtíssimo prazo

PETR4 - Em PETR4, a semana começa da mesma maneira como terminou a sexta-feira passada. O ativo segue congestionado entre R$ 23,43 e R$ 24,71, pressionado pelas LTA e LTB de curtíssimo prazo que formam o triângulo simétrico, dentro do qual, os preços continuam avançando rumo ao vértice do mesmo. Com as Bandas de Bollinger já estreitas e as médias móveis de 9 e 21 períodos bem próximas, servindo de suporte imediato para o papel, recomendamos observar o comportamento do ativo de perto ao longo dessa semana, pois o rompimento para cima ou para baixo deve ocorrer nos próximos dias devido a forte acumulação pela qual os preços estão sendo submetidos.
Dessa forma, os preços sugeridos para montar uma posição compradora ou vendedora, dependendo do sentido do rompimento, continuam os mesmos. Assim, caso seja uma oportunidade de compra, aguardar confirmação do rompimento dos R$ 24,71. Do contrário, em caso de venda, a confirmação deve vir da perda dos R$ 23,43.

VALE5 - Em VALE5, a exemplo de PETR4, o ativo continua sem apresentar uma definição mais clara com relação ao próximo movimento. Apesar do alto volume financeiro negociado na sexta-feira, o ativo encerrou o dia com um candle de indecisão, deixando em aberto a possibilidade de quebra da LTB ou de volta à linha de retorno. Acumulando dentro de uma pequena faixa de congestão nos últimos 7 pregões, o papel vai testando a LTB e a resistência imediata em R$ 45,19, que se rompida, supera o topo anterior, anulando definitivamente a tendência atual. Por outro lado, caso o ativo venha a perder o suporte em R$ 44,00, a situação observada em outras oportunidades volta a se repetir e o objetivo, passa a ser os R$ 41,73, mantendo a cotação dentro do canal de baixa formado no início do ano. Dessa forma, os pontos de entrada para uma operação vendida ou comprada continuam inalterados. A confirmação da superação de R$ 45,19 sinaliza uma compra enquanto que a perda de
R$ 44,00, abre uma posição na ponta vendedora.

Cafe

Aunião de fatores climáticos, queda do dólar e também mercado sobrevendido acabaram por impor expressiva valorização para o café arábica. Em Nova York, o grão encerrou com elevação de 3,71%, negociado a US$/cents 270,95 por libra-peso. Já em Londres, o robusta fechou com leve alta de 0,72%, cotado
a US$ 2471 a tonelada. Após romper o suporte dos 260 centavos de dólar na quarta-feira, os compradores retornaram com força, identificando que o
mercado se encontrava atrativo. Nesta sextafeira, com notícias sobre a possibilidade de geada no Brasil neste final de semana e um dólar mais fraco, houve maior sustentação para a pressão compradora. Com isto, o arábica conseguiu encerrar a semana acima dos 270 centavos de dólar, próximo da MME
de 40 períodos. Entretanto, para vencer este patamar e se colocar acima dos 270 centavos de dólar é necessário que as notícias fundamentais se confirmem. Caso contrário poderá haver correções sobre os ganhos desta sexta-feira.
Cenário interno apresentou forte valorização nos preços do grão seguindo expressivos ganhos de NY. Apesar disto, a volatilidade no mercado externo coloca cautela sobre a ponta compradora. Caso não se confirme a possibilidade de geada, pode ocorrer uma correção nas cotações na próxima semana.
Com isto, o volume de comercializações se mostrou tímido no mercado físico brasileiro neste encerramento de semana. Sul de Minas sem negócios expressivos. Fortes ganhos no mercado internacional animaram a ponta vendedora na região, refletindo na elevação dos preços. Contudo, o volume de negócios permaneceu baixo, diante da ausência de compradores. Indicação para
safra 2011/12 de bebida dura a R$ 500 com 15% de catação. Cerrado Mineiro influenciado pelo cenário externo apresentou significativa valorização,
entretanto, apenas nominal. Oferta pela ponta compradora não encontra compradores dispostos a negociar. Safra 2011/12 negociado a R$ 480 para 30% e R$ 500 para 20% de catação. Na Zona da Mata, o vendedor tenta aproveitar a alta para realizar vendas com preços mais elevados, entretanto, comprador
receoso com futuros movimentos do mercado, acabou ficando de fora. Bebida dura com 15% de catação negociada a partir de R$ 470. No Espírito Santo, mercado apresentou volume reduzido de negócios. Vendedores, ainda em entregas futuras, seguem de fora do mercado. A partir da próxima semana a quantidade de negociações deve apresentar melhoras. Conillon tipo 7 foi negociado a partir de R$ 223.
Na indústria, mercado mais tímido, apesar da forte valorização no mercado físico. Café 600 defeitos, no Sul de Minas Gerais a partir de R$ 300 e R$ 305 para o Cerrado mineiro. Ambos para entrega futura, a partir de junho e
julho.

Boi

Mercado físico do boi gordo encerra a última semana apresentando um volume de
negociações inferior ao registrado em semanas anteriores, as escalas de abate seguem confortáveis, no entanto o avanço findou, reflexo direto desta condição é a alta dos preços no mercado atacadista. Sinal que a
oferta de boi gordo inerente ao período de safra está próxima do seu limite, durante o período de entressafra a expectativa ainda é por reajuste dos preços vigentes nas principais praças do país. Em São Paulo o preço médio pela arroba do boi não apresentou consideráveis alterações e permaneceu na
média de R$ 97/98, livre a prazo, com escala de abate para daqui quatro dias úteisemmédia. Em Minas Gerais o preço médio pela arroba do boi se
manteve no patamar de R$ 91, livre a prazo, as escalas no estado estão posicionadas em média para daqui quatro dias úteis. No estado do Mato Grosso do Sul as cotações segue estabilizadas na casa dos R$ 91, livre a prazo, com
escalas de abate posicionadas em média para daqui quatro dias úteis.

Mercados

Moedas – O waiver concedido à Grécia e a confirmação da fraqueza do mercado de trabalho americano (que leva à perda de valor do USD) fizeram o Euro subir. Entretanto, é importante lembrar que na próxima 5ª, o ECB terá que dar indicações se vai de fato retomar a alta dos juros básicos (houve mudança de expectativa nos últimos dias). Embora os números adicionem incertezas sobre a trajetória de crescimento mundial, a moeda australiana – um grande player de commodities/crescimento – também subiu (menos).

BRL – Depois das fortes altas dos dias anteriores, o BRL se descolou do Euro e do AUD e subiu ligeiramente. Apesar do viés baixista ter ganhado força recentemente, a moeda passou sustentada o dia todo.

Juros – O mercado está propenso a acreditar que o termo suficientemente prolongado será mantido e por isso tende a precificar altas mais adiante nos DIs (a baixa liquidez de 6ª ajudou a consolidar o intento). É importante não esquecer que desde quando ele foi introduzido, o comportamento de algumas variáveis mudou. Como exemplo serve o alerta de Tombini para os analistas sobre as condições econômicas nos US (que na semana passada passou a fazer parte das manchetes de jornais). Se o uso do termo pretendia reduzir incertezas, os fatos estão se encarregando de desconstruir a iniciativa.

Bolsas – Ásia – Com a continuidade das indicações de moderação no crescimento (dados de 5ª nos US e Europa) e a expectativa com o Payroll (confirmação dos números fracos da ADP), as bolsas asiáticas prosseguiram caindo (ações dos setores de Raw Materials e Financials em baixa). As bolsas de Shanghai e Taiwan subiram (esse comportamento tem se tornado comum em véspera de finais de semana prolongados por feriados).

Europa – O investidor europeu ficou dividido entre considerar os efeitos positivos do waiver que o IMF está concedendo à Grécia (liberando a tranche prevista até o início de Julho) e repensar a perspectiva de menor crescimento que o número de emprego americano evidencia. Com isso os mercados, após oscilarem bastante ao longo do dia, fecharam próximos da estabilidade. A bolsa de Frankfurt subiu um pouco mais porque o país é, em última instância, o provedor de maior peso financeiro (e também quem mais se favorece de uma situação de maior estabilidade).

S&P – A confirmação da piora do mercado de trabalho consolidou na 6ª a trajetória de baixa iniciada com o dado da ADP dois dias antes. Como a mudança do emprego ocorre num momento delicado (próximo do término do QE2 - política de afrouxamento monetário - e num processo de disputa política acirrada em torno de questões orçamentárias - que é o que de fato está por trás da briga pela ampliação do endividamento), não se deve descartar a hipótese de essa realização possa continuar nos próximos dias/semanas.

Bovespa – O investidor doméstico continua vendo oportunidades na bolsa paulista (afinal ela vem apresentando desempenho pior há meses), mesmo com a piora do cenário internacional. Em razão disso, o desempenho das ações foi melhor aqui que no exterior.

Commodities – Apesar de terem apresentado bastante vol ao longo do dia, as commodities acabaram seguindo os parâmetros que têm influenciado os diversos segmentos. No caso dos grãos, os problemas com as safras fizeram os preços continuarem subindo na 6ª. Os metais foram influenciados pela alta da bolsa de Shanghai e o petróleo ficou estável.

Ásia – Com várias praças fechadas (as chinesas de Shanghai, HK e Taiwan e a de Seul) e baixa liquidez, as bolsas do Japão (-1,18) e da Austrália recuaram (-0,31) repercutindo a queda das bolsas de NY de 6ª (depois que o Departamento de Trabalho americano confirmou o forte recuo nas contratações e aumento na taxa de desemprego). O Euro e o AUD ficaram praticamente estáveis na sessão asiática.

Commodities – O petróleo recua com a redução de preços da maior exportadora saudita nos contratos de fornecimento de longo prazo. Os metais oscilam em torno da estabilidade com o feriado na China e os grãos caem ligeiramente apesar dos problemas com a safra de alguns produtos (na 5ª o Departamento de Agricultura americano fará a revisão dos dados de safra e suprimento).

Treasuries americanos – Com a confirmação da piora no mercado de trabalho, os juros voltaram a recuar na 6ª (num dia com viés baixista a compra do Fed aprofunda o movimento). Hoje, os mercados prosseguem com ligeira baixa.

Europa – As bolsas européias descontam a piora de NY na tarde de 6ª. Entretanto, a perda é pequena e a liquidez baixa diante do indicador que mostra forte recuo na confiança do investidor. Apesar da alta maior dos preços no atacado (que ajuda o call de alguns membros de que a subida de juros pode voltar na reunião do ECB de julho), o Euro recua com a elevação do spread dos sovereign bonds indicando que o waiver não será suficiente para alterar as desconfianças em relação à Grécia.

S&P futuro – Sem nenhum indicador para ser divulgado, o índice recuava 0,4 às 08:00.

Grécia recebeu um waiver do IMF (não cumpriu as condicionalidades), mas o aporte de recursos para suprir as necessidades de caixa de 2012 e 2013 só vai ser concluído mais adiante (final de Junho/1ª Quinzena de Julho). Como não se acredita que o mercado vá voluntariamente comprar títulos gregos não há alternativa a não ser conceder mais empréstimos. Apesar disso, as negociações prometem ser duras e alguma desavença pode ser observada até que um acordo final seja alcançado.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Soja

Nesta terça-feira o mercado interno de soja apresentou preços mais fracos para a commodity. Os contratos futuros da Bolsa de Mercadorias de Chicago fecharam o dia em queda, o que com o auxílio do recuo na cotação da moeda norte-americana, reduziu os níveis de preço de compra do mercado interno e retraiu a oferta e a demanda da oleaginosa em praticamente todas as regiões. O
dólar comercial para venda fechou a R$ 1,580, com desvalorização de 0,81%.
No PR, com Chicago e o dólar em baixa, os preços tiveram redução e o mercado de soja disponível praticamente não teve movimentação. Safra nova não teve negócios e a indicação de preço de compra permaneceu a R$ 50,20 para mar/12. Preço de compra no disponível aR$ 47,60 no porto de Paranaguá. Preço de
compra aindaemR$ 43,50 no Oeste e ficou aR$ 43,80 no Norte.
No RS, os preços da soja disponível apresentaram-se de estáveis a menores e nominais para o mercado futuro. Para a safra nova, a indicação do preço de compra ficou em R$ 51,00 no porto e a R$ 478,00 em Passo Fundo para mai/12. Preço de compra do disponível ficou em R$ 48,50 no porto de Rio Grande.
No interior, o nível de compra aR$ 45,50 nas Missões e aR$ 46,00
na região de Passo Fundo. No MT, as cotações para a commodity acompanharam a
desvalorização do dólar e dos contratos futurosemChicago. Safra
nova ficou sem negócios e sem indicação de preço. Preço de compra ficouemR$ 41,00 na região de Rondonópolis. No MS, segue o mercado de negócios escassos em função das novas desvalorizações em Chicago e no dólar. Safra nova ficou
sem negócios e sem indicação de preço. Preço de compra em Dourados ficouemR$ 41,00. Em GO, a terça-feira apresentou ainda mercado devagar e com
preços mais fracos, acompanhando a variação da CBOT. Indicação de preço de compra da safra nova a US$ 24,80 para fev/12 e preço de compra nominal no disponível a R$ 41,00 na região de Rio Verde. Na região de Brasília, preços da região também ficaram com oscilação negativa, com os agentes
afastados dos negócios aguardando melhora nas cotações. Indicação de preço de compra para safra nova em US$ 24,00 para abr/12. Preço de compra no balcão a R$ 39,50 e preço da saca de soja disponívelemR$ 41,00. Em MG, novamente o dia foi de mercado travado, agora em função da queda nas cotações que acompanharam o dólar e Chicago em queda. Safra nova com indicação de preço de compra de US$ 25,50 para abr/12 apenas nominal. Preço de compra a R$
43,50 no balcão eR$ 43,50 no disponívelemUberlândia.. Em SC, a saca de soja teve dia de movimentação retraída e preços a patamares estáveis, sem influência da queda em Chicago. O preço da ponta compradora ficou em R$ 42,50 no balcão eR$ 45,50 no disponível de Campos Novos. Em SP, o dia foi de pouca movimentação e cotações menores para a saca de soja. Indicação de preço de compra da safra nova ficou no patamar de R$ 50,50 para mai/12. Preço de compra a R$ 47,80emSantos. Na BA, seguindo a tendência do resto do mercado brasileiro, os preços foram mais fracos assim como a movimentação de soja
disponível. Safra nova ficou com indicação de preço de compra a US$ 24,20 para mai/12. Preço de compra passou para R$ 40,50 no disponível de Barreiras.
No MA, a terça-feira apresentou mercado igualmente devagar e a preços mais fracos para a commodity. Safra nova com preço de compra de US$ 24,80 para mai/12 nominal. O preço de compra ficou a R$ 38,50 no balcão, e a soja disponível ficou estável ao preço de R$ 41,00 em Balsas.

Cafe

Neste início de semana não ocorreram negócios para o mercado internacional de
café devido a feriados em Nova York e Londres. O mercado segue com o
comportamento visto nas últimas semanas. Desde o dia 16 de maio, quando o arábica rompeu os 270 centavos de dólar, este vem apresentando um comportamento lateral. Durante este período, o grão alcançou a mínima de US$/cents 258,60 por libra-peso e a máxima de US$/cents 274,95 por librapeso
em dia 20 de maio, mas com fechamento em US$/cents 263,70 por librapeso.
É possível observar através destes dados que o arábica não possui força
alcançar expressivas valorizações, entretanto seus fundamentos impedem que o
mesmo fiquei abaixo do suporte próximo dos 260 centavos de dólar.
Com a ausência de novidades fundamentais e também cautela dos investidores, compradores e vendedores seguem medindo forças, mas sem uma definição de rumo a seguir. Para ultrapassar este comportamento lateral, serão necessárias novas informações sobre os mercados para modificar esta tendência.
Cenário interno esteve bastante calmo neste início de semana. Influenciados por feriados em Nova York e Londres. A desvalorização do dólar frente ao rente
também incentivou os agentes a ficarem de fora do mercado. Os preços do grão
apresentaram indicações nominais em conseqüência da ausência de compradores e
vendedores, todos irão esperar a abertura do cenário internacional nesta terça-feira para verificar o ânimo dos mercados. Sul de Minas apresentou mercado extremamente calmo, principalmente em virtude dão feriado em NY. Com isso, não foram reportados negócios expressivos na região.
Cerrado Mineiro com pouca movimentação diante da falta do principal referencial externo de preços que é a Bolsa de NovaYork. Na Zona da Mata, apesar dos feriados internacionais, ocorreu relativo número de negócios, mas os preços se mantiveram nos níveis negociados na sexta-feira. Bebida
dura se manteve negociada a partir R$ 475, com 15% de catação.
No Espírito Santo, assim como nas demais regiões, mercado com pouca movimentação diante dos feriados em NY e Londres. Preços se mantiveram inalterados. Conillon tipo 7 negociado a partir de R$ 230. CONSUMOINTERNO (INDÚSTRIA) No consumo interno, poucos negócios e preços nominais diante dos feriados internacionais. Nos últimos dias, estoques baixos dos produtores, e torrefadores em busca de grãos no mercado como soluções mais baratas. Este comportamento reflete aumento da demanda na indústria e escassez pela oferta.

Boi

Mercado físico do boi gordo apresentou poucas alterações de preços no decorrer do dia, e negócios menos fluídos, a expectativa é que os
preços sigam em baixa até o período de entressafra, que está prestes a se iniciar. A tendência é de reajustes das cotações durante este período, no qual o mercado vai se adaptar a nova realidade de oferta e demanda. As
escalas de abate permanecem posicionadas de maneira confortável e a tendência é que essa condição acabe auferindo uma margem de conforto aos frigoríficos.
No mercado paulista a cotação permaneceu na média de R$ 98, livre a prazo, com escalas de abate posicionadas emmédia para daqui quatro dias úteis.
No Mato Grosso do Sul o preço médio pela arroba do boi se mantém na casa dos R$ 91/92, livre a prazo, com expectativa de pontual queda das cotações ao longo desta semana.
No estado de Goiás a cotação base segue em R$ 91, livre a prazo, com escala de abate posicionada para daqui cinco dias úteisemmédia.

Mercados

Moedas – A volta do feriado de Londres e NY foi marcada pela notícia de que a Alemanha poderia ter uma posição mais flexível em relação ao socorro para a Grécia. Desde a sessão asiática, o Euro apresentou tendência de alta. Inicialmente arrastou as outras moedas, mas o AUD, por exemplo, acabou preso ao fundamento do país e caiu (hoje o número do PIB pode surpreender negativamente, adiar a perspectiva de alta de juros e tornar menos atraente arbitrar o juro doméstico – difícil com a queda contínua dos juros dos treasuries americanos agora puxada pelo temor de desaquecimento).

BRL – A subida das bolsas e das moedas fora (Alemanha menos dura com a Grécia e indicadores nos US colocando pressão de baixa no USD) ajudou a consolidar ainda mais a tendência de alta do BRL esboçada nos últimos dias. A forma operacional escolhida pelo BC para rolar o swap (que acabou fracassada – não sabe se propositalmente) e a formação de PTAX (viés baixista) também foram fatores relevantes. As compras do BC no spot foram maiores (350 MM), mas não foram suficientes para se contrapor aos 1,65 bi de dólares devolvidos pelo BC para o mercado.

Juros – A produção industrial surpreendeu para baixo (desvio relevante) e chegou a fazer as taxas caírem mais intensamente na BM&F. Ao longo do dia o movimento foi perdendo força e as quedas foram menores (o suficientemente prolongado do BC impõe limitações à queda e indica que prevalece a expectativa de que nada se altere na reunião da próxima semana).

Bolsas – Ásia – As bolsas asiáticas repercutiram com força a possibilidade das exigências serem flexibilizadas em relação à Grécia. A notícia que circulou no final da 2ª fez as bolsas asiáticas fecharem nas highs do dia (na abertura dos negócios ainda houve hesitação em algumas praças). As ações de Raw Materials foram o destaque e evidencia que o equacionamento dos problemas financeiros na Europa leva o investidor a abandonar qualquer temor com crescimento (não só na Ásia como também na Europa e América). Se a decisão é pra valer só daqui a alguns dias se saberá. Ontem foi o último dia de Maio e normalmente o mercado tende a buscar ajustar os preços para apresentarem um balanço mais positivo (no caso do mês menos negativo) em termos de performance.

Europa – Se a Ásia já havia repercutido a nova posição alemã, porque a Europa (a principal envolvida) não faria o mesmo. Os números ruins nos US, que recupera a preocupação com crescimento, atrapalharam por algum tempo o mercado, mas no final a confiança (de que o acerto com a Grécia afasta o risco de desaceleração) prevaleceu entre os investidores.

S&P – Há muito tempo que o volume de negócios do último dia do mês na NYSE não tinha sido tão representativo – quase 60 pct maior ontem que o padrão recente. Curiosamente, os dados de US vieram ruins (ultimamente tem sido assim), mas os investidores preferiram seguir a Ásia e a Europa

Bovespa – A forte atuação dos gringos (à vista e no futuro) fez a bolsa paulista também repercutir a novidade européia. Entretanto, se descontada queda da 2ª (NY e Londres ficaram fechadas) a elevação foi bem menos expressiva.

Commodities – A perda de valor do USD só motivou a alta do petróleo. Os metais ficaram praticamente estáveis e os grãos caíram. O movimento dos dois segmentos foi distinto do observado nas bolsas, onde a expectativa de maior crescimento prevaleceu com a notícia alemã.

Ásia – O dia foi de sobe e desce nas bolsas asiáticas. Fecharam próximo da estabilidade (exceção à Taiwan que subiu 0,8 – otimismo com o desempenho da economia por causa dos vínculos crescentes com a China). O PMI na China já tinha precificado o recuo (indicações antecedentes apontavam para isso). No Japão, apesar da avaliação positiva feita pelo presidente do BoJ (segundo ele as empresas estão restabelecendo a produção antes do previsto), a incerteza política – Naoto Kan pode ter que renunciar em razão da perda de apoio político – desestimulou os investidores. Na Coréia, apesar da inflação mais baixa (ainda acima da meta), as exportações cresceram menos que o esperado e as importações mais. Na Austrália, o mercado temia que a queda do PIB surpreendesse negativamente. Como isso não ocorreu, a moeda australiana sobe recuperando o movimento em relação ao Euro que havia subido ontem.

Commodities – Após a forte alta de ontem (os outros segmentos caíram), o petróleo recua ligeiramente. Os grãos seguem em queda (apesar do sobe e desce, o call do USDA – quadro de suprimentos mais confortável – tem prevalecido). Já os metais recuam ligeiramente (medo com China).

Treasuries americanos – Os dados ruins e a continuidade das compras pelo FED jogaram mais uma vez os juros para baixo ontem. Hoje, o movimento se repete e o Tesouro anunciará pela manhã o volume de papéis que será colocado a semana que vem.

Europa – Após a forte alta de ontem, as bolsas européias repercutem os dados econômicos piores (indicações de atividade industrial mais fraca) e recuam ligeiramente. O assunto Grécia ainda está envolto em dúvidas. Porque criar incentivos para que os detentores de títulos rolem suas posições se EU/IMF vai fornecer recursos que cobrirão as necessidades de 2012 e 2013?

S&P futuro – Acompanha a Europa e recuava 0,1 às 08:30.

- Apesar de duas tentativas, o BC não teve sucesso na rolagem do swap reverso. Ao se partir do princípio de que havia demanda pelo leilão e de que alguns agentes sobraram com o USD na mão o BRL pode vir a sofrer pressão de compra nos próximos dias. Não é razoável se acreditar que não tenha sido intencional (o fracasso) e a questão não se limitará, temporalmente, a esse evento. Daqui a um mês novamente vencem contratos de swap e o mercado tenderá a acreditar que não será rolado e vai atiçar o BC o tempo todo.

- Os Republicanos colocaram em votação ontem a extensão do limite de endividamento americano e por uma ampla maioria ela foi rejeitada. A votação foi organizada pelo partido para demonstrar a Obama que o governo deve se mostrar aberto ao debate sobre cortes de gastos profundos. Segundo o secretário do tesouro, o prazo limite para que seja aprovado e não comprometa a economia, é 31 de Julho.

- Segundo fontes, o desembolso da quinta parcela do FMI ainda não está certo porque as exigências fiscais não foram cumpridas.

Mesmo ressalvado alguns fatos (crescimento maior no mês do que o anteriormente informado e crescimento de alguns setores abaixo do padrão – principalmente fabricação de açúcar), a produção industrial de Abril acabou anulando os ganhos de Fev/Mar que fizeram alguns analistas revisarem para cima a variação da indústria em 2011. Voltou-se ao padrão anterior de baixo crescimento observado na maioria dos meses de 2010 e que tem muito a ver com a queda da competitividade da indústria brasileira no atual patamar da taxa de câmbio (exportações em queda e importações em alta).

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Mercados

Moedas – Entre seguir o call de alta das commodities dos bancos americanos e refletir a dúvida sobre a perspectiva de crescimento da China (que afetou as bolsas asiáticas), o mercado de moedas preferiu seguir a segunda opção e o Euro e o AUD tenderam a perder valor durante o dia mesmo com as commodities subindo forte.

BRL – Colou no racional chinês (como as moedas européia e australiana) e caiu ligeiramente. Mesmo com os gringos vendendo dólares (340 MM), acreditando no call de alta das commodities e consequente perda de valor do USD. A atuação do BC voltou a ser praticamente nula num dia razoável de negócios no interbancário (por volta de 2 bi).

Juros – O mercado ontem anulou boa parte da alta do dia anterior (importante registrar que não teve um trigger claro). A alta das commodities e o outlook da S&P foram deixados de lado. O mercado relevou até o leilão de hoje que exerce viés altista sobre as taxas futuras (principalmente com a sede de venda demonstrada pelo Tesouro nas semanas recentes – para tirar o atraso?). Duas notícias de atividade colocam viés baixista nas taxas: (1) a Abras acusou desaceleração nas vendas dos supermercados e (2) a FGV registrou queda na confiança do consumidor pelo terceiro mês consecutivo.

Bolsas – Ásia – Ainda presas à incerteza sobre o desempenho futuro da economia chinesa e com a situação japonesa pós-terremoto ainda indefinida (aos problemas econômicos se soma a perda de credibilidade do primeiro ministro Naoto Kan), as bolsas asiáticas fecharam em queda (na low do dia, com exceção de HK onde os investidores se entusiasmaram com a melhora das bolsas européias – erradamente porque depois caíram forte). Os investidores não se deixaram levar pela projeção de alta no preço de metais e óleo feita por bancos americanos e as ações de Raw Materials caíram.

Europa – As bolsas européias tinham que descontar a piora de NY no dia anterior (a Ásia também caiu ontem) e abriram em queda. Os dados divulgados na Alemanha (queda na confiança do consumidor) e em UK (PIB qualitativamente ruim) também justificavam a baixa. Entretanto desde a abertura, NY indicou alta para o dia (fundamentada no call de bancos americanos que prevêem alta para as commodities no curto prazo) e com isso a Europa inverteu o movimento e passou a subir (no fechamento apresentaram ligeira alta).

S&P – A nova alta das commodities e das ações de Raw Materials deram sustentação às bolsas americanas ontem (na 3ª não havia conseguido). Só o tempo irá dizer se a previsão de alta das commodities no curto prazo, feita por bancos americanos, prevalecerá ou o receio demonstrado por investidores asiáticos sobre China (desaceleração de crescimento) imperará sobre o movimento de preços.

Bovespa – Após três dias se descolando positivamente das bolsas de fora (ontem até que tentou prosseguir com o mesmo movimento), a bolsa paulista ficou praticamente no zero a zero e performou pior que lá fora. Assim como observado em outros mercados (juros e câmbio), o mercado não embarcou no call de bancos americanos de alta para as commodities no curto prazo (o desempenho das ações de Raw Materials foi muito mais fraco aqui do que em NY).

Commodities – A precificação seguiu o call (especulativo) de bancos americanos que apostam na alta do petróleo e metais no curto prazo. Os grãos acabaram indo no embalo dos dois outros segmentos.

Ásia – As bolsas asiáticas tinham que descontar o dia anterior (caíram desprezando a alta das commodities enquanto a Europa e NY fizeram o movimento inverso). Para ajudar ainda mais, os dados divulgados vieram melhores. Destaque para a confiança do consumidor na Coréia e os investimentos das empresas na Austrália (Seul e Sidney acusaram as maiores altas). Ainda a favor teve a subida das moedas – Euro e AUD – com notícias que podem fazer diminuir a preocupação com a dívida dos países periféricos na Europa. Os investidores asiáticos tiveram participação forte nos leilões de títulos (realizado ontem) em que os recursos serão utilizados na ajuda a Portugal. Além disso, surgiram rumores de que a China estaria interessada em ampliar essa participação. Capitaneadas pelas altas das ações de Raw Materials, as bolsas fecharam com fortes altas. A China foi a exceção (as ações de Basic Materials ou Oil & Gas não apresentaram o mesmo comportamento que nas demais praças). Hoje será divulgado o indicador que mede o sentimento dos empresários em relação aos negócios e será importante para dirimir as dúvidas sobre o crescimento que tem afetado as bolsas asiáticas nos últimos dias.

Commodities – Depois das fortes altas dos dois anteriores, hoje o petróleo e os metais recuam ligeiramente. Já os grãos se mantêm em alta.

Treasuries americanos – O dia foi de altas e baixas, mas no fechamento acompanhou a subida das bolsas e commodities. A pequena alta também refletiu a colocação de papéis no leilão tradicional. Hoje, a melhora dos mercados e a expectativa com o leilão de papéis de sete anos faz as taxas subirem novamente.

Europa – Apesar da queda no spread dos sovereign bonds (rumores de que a China poderia comprar títulos e ajudar no funding para Portugal) e da alta do Euro, as bolsas européias caem. O FTSE é exceção por causa do peso maior das ações de Raw Materials no índice.

S&P futuro – O índice chegou a subir na sessão asiática (timidamente), mas com a queda das bolsas na Europa, recuava 0,1 às 08:20.

- O fluxo cambial da semana passada voltou a ficar negativo depois de duas semanas apresentando saldo robusto (no da semana anterior com indicações de que o fluxo financeiro estaria voltando). Como era de se esperar, pois houve uma forte concentração de ACC/ACE na primeira quinzena do mês, o saldo comercial diminuiu. Já o financeiro voltou a ficar negativo evidenciando que o grupo deve apresentar maior oscilação semanal com as medidas adotas pela Fazenda. O grande problema que o governo enfrentará para diminuir/coibir a compra do Real é a volta dos superávits comerciais na contratação (pelo menos nos próximos meses que concentram o grande volume de exportações do ano).

As contas do BP de Abril mostra que houve resposta às medidas tomadas pelo governo no final de Março. Ao invés de se observar entrada, houve fluxo negativo nas operações de curto prazo e o fluxo das operações intercompanies se reduziu drasticamente. Entretanto, os números de Maio (que só serão abertos daqui a 30 dias) indicam que o movimento não persistiu – o fluxo voltou a ficar fortemente positivo. Vai demorar algum tempo para que se tenha uma avaliação mais precisa da conseqüência das medidas.

O ministro das finanças grego disse que se o país não receber o dinheiro da quinta tranche (12 bi de euros previstos para ser liberado em 26/06) o país será obrigado a declarar a impossibilidade de pagar as obrigações. Embora suas palavras não tenham nenhum tom de ameaça, ressaltam que a EU e o FMI não têm outra alternativa senão liberar o dinheiro. Do lado dos gregos, ou entregam o ajuste fiscal ou entram em default.

A perda do poder político em várias províncias pelo partido socialista pode esvaziar o governo do primeiro ministro Zapatero. Embora ele não admita antecipar as eleições que ocorrerão em Março do ano que vem, a situação econômica difícil pode fazê-lo mudar de opinião. Espera-se que seja sensato e não desafie o desejo popular se assim o for (as conseqüências econômicas seriam ainda piores).

Bolsas da Ásia fecham em elevação; HK ganha 0,7%

Após as perdas registradas em sessões anteriores, os mercados asiáticos se recuperaram nesta quinta-feira e apresentaram elevação - à exceção da China. A alta das commodities, os resultados positivos em Wall Street e a presença de investidores em busca de ofertas de ocasião influenciaram os negócios nas bolsas da região.
Em Hong Kong, a Bolsa teve números positivos, puxada pelos ganhos nas empresas de commodities e pelo peso pesado HSBC. O índice Hang Seng subiu 153,51 pontos, ou 0,7%, e terminou aos 22.900,79.
Na China, a Bolsa de Xangai apresentou a sexta sessão seguida de queda, derrubada pela realização de lucros e por preocupações sobre as perspectivas da economia doméstica, que ofuscaram os ganhos da manhã alavancados por Wall Street. O índice Xangai Composto caiu 0,2% e fechou aos 2.736,53 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 1% e terminou aos 1.123,15 pontos.
O yuan se valorizou em relação ao dólar, após o Banco Central chinês reduzir a taxa de paridade central dólar-yuan para um novo patamar histórico (de 6,4949 yuans para 6,4921 yuans). No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,4915 yuans, de 6,4934 yuans do fechamento de quarta-feira.
A Bolsa de Taipé, em Taiwan, fechou em alta, liderada pela HTC e por ganhos amplos nos papéis de empresas financeiras. O índice Taiwan Weighted subiu 0,70% e fechou aos 8.788,40 pontos.
O índice Kospi da Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, adicionou 2,8% e terminou aos 2.091,91 pontos, recuperando-se da mínima de dois meses com que havia fechado na quarta-feira.
A Bolsa de Sydney, na Austrália, registrou a maior alta desde o começo de dezembro, impulsionada pela recuperação nos preços das commodities. O índice S&P/ASX 200 subiu 1,7% e encerrou aos 4.660,23 pontos.
Nas Filipinas, a Bolsa de Manila encerrou o dia positiva, com os investidores buscando pechinchas após a sequência de cinco dias em baixa. O índice PSE subiu 0,94% e fechou aos 4.230,56 pontos.
A Bolsa de Cingapura terminou em leve alta em linha com os mercados regionais e liderado por papeis ligados a recursos naturais, que têm tido rali com a recuperação dos preços das commodities. O índice Straits Times subiu 0,2% e fechou aos 3.123,70 pontos.
O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, avançou 0,9% e fechou aos 3.814,82 pontos, com as compras, por parte de investidores estrangeiros, de papeis recentemente abatidos dos setores de produtos de consumo e bancário.
O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, teve alta de 0,9% e fechou aos 1.065,45 pontos, com pesos pesados de bancos e energia retornando à lista dos mais comprados, sugerindo que os investidores estrangeiros voltaram à compras, após passarem o mês vendedores líquidos até agora.
O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,5% e fechou aos 1.540,94 pontos, com papeis de empresas ligadas a produtos de consumo e do setor imobiliário liderando os ganhos, enquanto os fortes preços do óleo de palma cru ajudaram ações de empresas agrícolas em meio a positivos resultados nos mercados regionais. O governo adiou o corte de subsídio aos combustíveis, ajudando os gastos com consumo e os lucros das companhias.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Mercados

Moedas – Os mercados apresentaram melhora desde a sessão asiática (na sessão americana as bolsas acabaram caindo no final do pregão) e as moedas subiram em relação ao USD. No caso do Euro, apesar de dados econômicos conflitantes a moeda acabou respondendo à queda nos spreads dos sovereign bonds dos chamados países europeus periféricos (a Grécia se comprometeu a ampliar a privatização). Já o AUD subiu por conta da alta dos metais. Tanto o Euro quanto o AUD fizeram o movimento inverso ao do dia anterior.

BRL – Novamente acompanhou o movimento das principais moedas e subiu ajudado pelas vendas de gringos no futuro (900 MM) que estão apostando em alta das commodities no mercado internacional e que provoca a subida das moedas dos países que são exportadores desses produtos.

Juros – A única notícia diferente no dia foi a mudança de postura da S&P em relação ao Brasil, mas isso não deveria ter servido como justificativa para a alta dos juros observada na BM&F. O fato é que a elevação foi substantiva (há algum tempo não ocorria com essa intensidade). O argumento da alta das commodities não parece razoável porque os agrícolas caíram.

Bolsas – Ásia – Abriram o dia indicando queda (ainda repercutindo baixas nas bolsas ocidentais e preocupação com a desaceleração chinesa), mas se recuperaram ao longo do dia. A postura do PBoC nas operações de curto prazo (menos dura) e que fez a taxas caírem no money-market trouxe certo otimismo aos investidores.

Europa – Os indicadores divulgados no dia não foram positivos (na Alemanha a surpresa foi o sentimento dos empresários não ter recuado como o esperado), mas as ações apresentaram alta no dia. A recuperação das bolsas asiáticas e a perspectiva da Grécia colocar à venda empresas estatais de forma rápida que fez os spreads dos sovereign bonds recuar deram sustentação para que o mercado fechasse em ligeira alta. No FTSE, a subida das commodities ajudou os setores de Oil & Gas e Basic Materials subirem e compensar a queda dos Financials (a Moody’s avisou que analisará o rating de 14 bancos ingleses e pode rebaixá-los). Setorialmente, o Dax teve comportamento parecido.

S&P – A subida das commodities e das ações de Raw Materials não foi suficiente para fazer as bolsas americanas se sustentarem no azul. NY demonstra preocupação com a possibilidade de perda de dinamismo da economia (principalmente porque daqui a pouco o QE2 termina).

Bovespa – Ontem foi o terceiro dia seguido em que a bolsa paulista teve desempenho melhor que as bolsas de fora e apesar da alta mais forte das ações de uma empresa do setor de telecomunicações, a elevação dos preços foi generalizada (sugerindo que o mercado buscou descontar as diferenças de comportamento entre a bolsa daqui e as de fora). A recuperação no preço dos metais e do petróleo deu substância ao movimento (as ações de Raw Materials têm peso significativo no índice). Difícil é aferir o impacto do outlook positivo dado pela S&P.

Commodities – O petróleo e os metais se recuperaram das perdas do dia anterior, mas os agrícolas (apesar da vol recente) ainda se prendem ao fundamento de baixa delineado pelo USDA (quadro de suprimento adequado).

Ásia – O movimento dos mercados ocidentais no dia anterior não sensibilizou os investidores asiáticos. As bolsas já abriram com tendência de baixa e fecharam nas lows (exceção de HK que se recuperou no final do pregão arrastada pela tendência de melhora das bolsas européias depois da abertura). Nem a alta das commodities segurou a quedas das ações de Raw Materials (as ações de Oil & Gas subiram em algumas praças). A preocupação central é a China (receio de desaceleração). Os dados da balança comercial japonesa vieram melhores que o esperado (não houve o crescimento estimado das importações), apesar de expor as dificuldades que o país enfrenta depois do terremoto. O Euro e o AUD seguiram as bolsas e caíram na sessão asiática.

Commodities – As bolsas asiáticas caíram com receio de desaceleração na China, mas os metais sobem por causa do call de compra de bancos americanos. Esse conflito de posições é alimentado pelo excesso de liquidez e taxas de juros baixas que o QE2 tem disseminado. A situação de mercado do petróleo é o mesmo (mas estão, praticamente, no zero a zero hoje). Já os grãos se recuperam das perdas de ontem.

Treasuries americanos – Apesar da melhora dos mercados mundo afora, os juros americanos voltaram a recuar mesmo com o leilão de papéis de dois anos. NY se mostra preocupada com a possibilidade de perda de dinamismo da economia americana. Hoje, os mercados ainda estão praticamente de lado e o dia vai ser definido depois que NY abrir.

Europa – Deveria descontar o recuo das bolsas de NY ontem à tarde, depois que estavam fechadas (além disso, as bolsas asiáticas também recuaram hoje). Abriu em baixa e inexplicavelmente se recuperou. Às 08:15, gravitavam em torno da estabilidade, mesmo com dados piores em UK e na Alemanha.

S&P futuro – O índice chegou a recuar 0,8 na sessão asiática, mas se recuperou na sessão européia. Às 08:15, recuava 0,2.

- Apesar da revisão do PIB do 1º trimestre ter vindo como o esperado (+0,5) em UK. A qualidade do resultado não é boa, pois: o consumo das famílias e a FBCF vieram piores que o esperado. O número não decepcionou por causa dos maiores gastos do governo (ruim porque o objetivo é reduzir o déficit) e corrente de comércio favorável - as exportações cresceram mais e as importações caíram mais (também ruim porque a possibilidade disso reverter no futuro é elevada).

O BC terá que definir nos próximos dias a rolagem do swap reverso que vence na próxima quarta-feira (33.100 ou 1,65 bi). Nos mês passado deixou para fazer isso em cima da hora. Seria saudável que antecipasse o processo caso tenha interesse em rolar (para não criar tumulto como em Abril).

ÁSIA FECHA EM QUEDA COM TEMORES SOBRE CHINA E EUROPA; XANGAI

Os mercados asiáticos apresentaram números negativos nesta quarta-feira. As
contínuas preocupações sobre a redução do crescimento econômico chinês, somadas à crise europeia e à queda das bolsas de Nova York, continuaram a influenciar as bolsas da região.
Em Hong Kong, a Bolsa voltou a fechar estável, com a presença dos caçadores de ofertas. O índice Hang Seng subiu apenas 16,50 pontos, ou 0,07%, e terminou aos 22.747,28 pontos - no mês, o índice acumula queda de 4,1%. A varejista Esprit, com a mais alta exposição a negócios europeus entre as blue chips, perdeu 5,2%. Glencore International estreou com baixa de 2,5%. China Resources Power avançou 2,9%.
Na China, a Bolsa de Xangai apresentou a quinta sessão seguida de queda, liderada pelos bancos, após a agência Standard & Poor's alertar que a política de aperto monetário e de crédito de Pequim deve enfraquecer a lucratividade dos cedentes de crédito e levar a um forte aumento dos empréstimos inadimplentes. O índice Xangai Composto caiu 0,9% e fechou aos
2.741,74 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 1,5% e terminou aos 1.134,19 pontos.
Agricultural Bank of China baixou 2,5% e China Minsheng Banking recuou 1,9%. Entre as imobiliárias, Poly Real Estate deslizou 0,8% e China Vanke teve declínio de 2%.
O yuan se valorizou em relação ao dólar, após o Banco Central chinês reduzir a taxa de paridade central dólar-yuan (de 6,5038 yuans para 6,4949 yuans), próximo de seu recorde histórico. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,4934 yuans, de 6,4975 yuans do fechamento de terça-feira.
Em Taiwan, a Bolsa de Taipé encerrou o dia em baixa, com o índice Taiwan Weighted recuando 0,34% e fechando aos 8.727,09 pontos. Mas durante a sessão, o indicador chegou a atingir a marca de 8.682,49 pontos, graças à caça por pechinchas feita por investidores locais.
As ações do setor de tecnologia apresentaram perdas: TSMC retrocedeu 0,4%, HTC perdeu 0,9% e Hon Hai recuou 1,9%. Os papéis de construtoras, consideradas um "porto seguro" por investidores, subiram com força. Kuo Yang avançou 6,9%, enquanto Prince Housing valorizou 3%.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul baixou 1,3% e fechou aos 2.035,87 pontos, na décima sessão consecutiva de baixa. Samsung Electronics encerrou em queda de 1% e Posco declinou 1,8%.
A Bolsa de Sydney, na Austrália, o índice S&P/ASX 200 teve queda de 1% e fechou aos 4.584,7 pontos. Além das preocupações globais com o crescimento econômico e com a crise da dívida da Europa, pesou no sentimento do mercado a venda de ações da seguradora AIG pelo Tesouro dos EUA, numa oferta equivalente a US$ 8,7 bilhões, e temores sobre a exposição dos bancos norte-americanos a processos judiciais relacionados a execução de hipotecas. BHP Billiton recuou 0,6% e Rio Tinto, 0,4%.
Na Bolsa de Manila, nas Filipinas, o índice PSE caiu 0,85% e fechou aos 4.190,88 pontos.
A Bolsa de Cingapura teve alta, mas o sentimento geral do mercado continuou fraco devido a crescentes preocupações sobre os problemas das dívidas na Europa e desaceleração na China. O índice Straits Times subiu 0,2% e fechou aos 3.118,65 pontos.
O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, recuou 0,2% e fechou aos 3.780,16 pontos, uma vez que os investidores realizaram lucros em papéis de bancos e relacionados ao consumo em meio a preocupações sobre os lançamentos de dívidas da Europa.
O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, recuou 0,8% e fechou aos 1.055,54 pontos, seguindo as baixas nos mercados asiáticos motivadas pelas preocupações com os problemas de dívidas da zona do euro.
O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,1% e fechou aos 1.533,57 pontos, com abundância de transações de um dia e negócios especulativos.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Índice europeu de ações fecha no menor nível em 5 semanas

O principal índice das ações europeias atingiu o menor nível em cinco semanas e passou a registrar perdas em 2011, após a piora da nota da Grécia e a revisão da perspectiva da Itália por agências de risco aumentarem a preocupação sobre a dívida da zona do euro.
O índice FTSEurofirst 300 caiu 1,6 por cento, para 1.117 pontos, no menor patamar desde meados de abril. O índice agora registra queda de 0,3 por cento no ano.
O índice Euro STOXX 50 de volatilidade, um dos principais termômetros do sentimento do mercado, disparou 11 por cento, indicando uma queda do apetite por ações.
"Simplesmente há pouquíssimos motivos para comprar neste mercado. As pessoas estão usando esses fatores como uma desculpa para vender. Vai ser um verão bem volátil (no Hemisfério Norte) e acho que já vimos as máximas, pelo menos para os próximos meses", disse um operador em Londres.
A agência Standard & Poor's reduziu no sábado a perspectiva da dívida da Itália para "negativa", citando a fraca projeção de crescimento da economia e as menores possibilidades de o país reduzir sua dívida. A notícia aconteceu um dia depois da Fitch cortar a nota da Grécia.
As ações do setor automobilístico estiveram entre as maiores quedas, com o índice setorial em baixa de 2,9 por cento, em meio à preocupação sobre a demanda global por veículos após dados decepcionantes nos EUA e na Europa.
Em LONDRES, o índice Financial Times fechou em queda de 1,89 por cento, a 5.835 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 2,0 por cento, para 7.121 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 recuou 2,1 por cento, a 3.906 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib encerrou em baixa de 3,32 por cento, a 20.532 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou perda de 1,41 por cento, a 10.082 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 teve desvalorização de 1,15 por cento, aos 7.600 pontos.

Mercados

Moedas – Nos últimos dias, o AUD seguiu a oscilação do Euro. Entretanto na 6ª, o movimento do Euro decorreu da forte alta no spread dos sovereign bonds dos chamados países problemáticos. Como a razão foi específica e não de ordem geral, a moeda australiana se descolou do movimento (o driver é a China e as commodities).

BRL – Apesar do nosso driver também serem as commodities, a moeda brasileira (depois de altos e baixos) colou no Euro e também caiu. O volume do mercado interbancário (3,6 bi) e a pequena compra do BC (200 MM) sugerem que o fluxo foi positivo e sobrou USD no mercado, mas isso não afetou a cotação da moeda para baixo.

Juros – O dia foi de oscilação. A divulgação do IPCA-15, a fala de membros do Copom e a piora dos mercados fora provocaram um vai-e-vem na taxas. No final, a alta acabou prevalecendo, mas o comportamento do dia demonstra que a trajetória futura permanece incerta.

Bolsas – Ásia – Repetiram o movimento de 5ª: abriram em alta tentando compensar a subida das bolsas ocidentais no dia anterior, mas acabaram cedendo no final às incertezas (dúvidas sobre recuperação do Japão, desaquecimento na China e alta de juros em alguns países).

Europa – As bolsas européias tentaram descontar a melhora de NY na tarde do dia anterior. Entretanto como o Euro, elas acabaram caindo por conta da alta nos juros dos papéis dos países periféricos que acentuam o risco de uma piora econômica na região.

S&P – A instabilidade na Europa arrastou as bolsas americanas para o vermelho num dia sem indicadores econômicos.

Bovespa – Como já tinha caído nos dias anteriores, acabou fechando em ligeira alta. A recuperação no preço do petróleo e dos metais incentivou os investidores a recomprarem as ações de Petrobrás e Vale que tinham caído muito na semana (repuseram também as ações de Real Estate).

Commodities – O dia foi de oscilação com a piora na Europa. Os mercados que abriram em alta chegaram a cair forte com a virada dos mercados (ações e moedas que subiam inverteram o rumo). No final, as altas prevaleceram.

Ásia – Os mercados asiáticos tinham que descontar a baixa das bolsas ocidentais na 6ª. Entretanto, o outlook negativo para a Itália dado pelo S&P na 6ª e as eleições na Espanha que expõem um quadro social e econômico difícil acentuaram a perspectiva de baixa e as ações recuaram forte. A queda nos preço das commodities, seguida da desvalorização das moedas em relação ao USD, complementou o quadro da piora.

Commodities – A alta do USD decorrente de uma perspectiva econômica pior com o agravamento da crise na Europa faz as quedas se generalizarem entre os diversos segmentos.

Treasuries americanos – Prosseguiram em queda na 6ª com as compras maiores do Fed e recuo das bolsas. Hoje, a perspectiva econômica mundial parece pior e a alta do USD aprofunda as baixa das taxas.

Europa – Depois que os mercados fecharam na 6ª, a S&P colocou o rating da Itália em outlook negativo. Isso já seria péssimo para os títulos dos chamados países periféricos. Para piorar as coisas a derrota do governo espanhol nas eleições de ontem e a onda de protestos no país acaba expondo os riscos sociais e políticos da estratégia de controle da crise econômica. A deterioração de expectativas no setor industrial e de serviços na Europa (e também na Alemanha – o carro chefe) agravam ainda mais a situação e as bolsas caem forte (ratificando as preocupações asiáticas). O Euro vai junto e arrasta as outras moedas.

S&P futuro – No embalo da Europa e da Ásia recuava 0,9 pct às 08:00.

- A S&P colocou em outlook negativo o rating da Itália (na 6ª depois que os mercados americanos fecharam.

- O partido governista perdeu as eleições na Espanha, em meio a protestos que já duram mais de uma semana.

Na 6ª, o spread de títulos de países europeus considerados problemáticos subiu forte (movimento igual a de um mês atrás) e evidencia que o mercado vê com muita apreensão o debate entre as autoridades européias sobre a questão grega. O que foi mostrado para eles é que não se deve brincar com o risco de contágio e quando se fala nisso o primeiro da fila é a Espanha (já que Portugal acabou de entrar no programa de ajuda). Não adianta vir com promessas como fez a Ministra das Finanças francesa Christiane Lagarde que disse que não haverá reestruturação da dívida grega. Para que isso não ocorra será fundamental darem o dinheiro que o país precisa para fechar as contas de 2012 e 2013 que o mercado calcula ser de 60 milhões de Euros. Hoje, os spreads sobem ainda mais e a crise ameaça se aprofundar.

Bolsas asiáticas têm forte queda; Xangai perde 2,9%

Os mercados da Ásia fecharam em baixa acentuada nesta segunda-feira, influenciados principalmente pelos números preocupantes da economia chinesa.
Na Bolsa de Hong Kong, a espetacular estreia da varejista Milan Station não foi suficiente para alavancar os negócios. Os investidores mostraram temores com dados da atividade manufatureira na China, que indicam redução do crescimento econômico. O índice Hang Seng caiu 488,37 pontos, ou 2,11%, e terminou aos 22.711,02 pontos.
Na China, as bolsas também caíram em virtude das preocupações com as pressões inflacionárias. O índice Xangai Composto caiu 2,9% e terminou aos 2.774,57 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 3,6% e encerrou aos 1.149,39 pontos.
O yuan se desvalorizou em relação ao dólar, após o Banco Central chinês elevar a taxa de paridade central dólar-yuan (de 6,4983 yuans para 6,4998 yuans), depois de a moeda norte-americana apresentar ganhos nos mercados internacionais. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,5050 yuans, de 6,4923 yuans do fechamento de sexta-feira.
Em Taiwan, a Bolsa de Taipé fechou em baixa devido à realização de lucros após a explosão da fábrica da Foxconn em Chengdu, na noite de sexta-feira. O Índice Taiwan Weighted caiu 1,01% e terminou aos 8.747,51 pontos.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul teve queda de 2,6% e fechou aos 2.055,71 pontos, com realização de lucros por parte dos investidores estrangeiros e baixa nas ações das montadoras.
A Bolsa de Sydney, na Austrália, sofreu sua maior queda em dois meses e meio, com o índice S&P/ASX 200 em baixa de 1,9%, terminando aos 4.643,0 pontos.
Nas Filipinas, a Bolsa de Manila estendeu seu recuo para seis das últimas oito sessões, influenciada pelo declínio do mercado norte-americano na sexta-feira. O índice PSE recuou 0,51% e fechou aos 4.263,19 pontos.
A Bolsa de Cingapura teve baixa por causa de renovadas preocupações sobre a crise da dívida grega e temores de que um possível recuo na economia chinesa afete o sentimento do mercado. Perdas nos mercados europeus também pesaram na bolsa local à tarde. O índice Straits Times cedeu 1,8% e fechou aos 3.110,48 pontos.
O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, perdeu 2,4% e fechou aos 3.778,45 pontos, liderado por vendas de blue chips em meio a preocupações sobre a situação das dívidas europeias.
O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, caiu 1,8% e fechou aos 1.053,97 pontos, em linha com os demais mercados regionais. Principais perdas concentraram-se em pesos pesados dos setores de energia e bancário.
O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, recuou 0,8% e fechou aos 1.528,98 pontos, com realizações de lucros em meio a amplas preocupações sobre a crescente crise da dívida europeia

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Bolsas europeias recuam com preocupação sobre dívida soberana

O principal índice das ações europeias fechou em baixa nesta sexta-feira, com os investidores reduzindo a exposição a risco antes do final de semana após o rebaixamento da Grécia pela agência Fitch.
A confiança dos investidores também foi fragilizada pelas eleições na Espanha e pela incerteza sobre o combate aos problemas da dívida grega, disseram operadores.
De acordo com dados preliminares, o índice FTSEurofirst 300 caiu 0,2 por cento, para 1.136 pontos. O índice STOXX Europe 600 do setor bancário caiu 0,8 por cento.
"Perto do final de semana, as pessoas decidiram embolsar algum lucro. Ainda há incertezas sobre a reestruturação na Grécia", disse Markus Huber, operador da ETX Capital.
A Fitch colocou a Grécia ainda mais fundo dentro do grau especulativo e alertou que pode reduzir a nota do país ainda mais se não for elaborado um plano com credibilidade para resolver a crise da dívida do país.
As perdas, no entanto, foram amortecidas pela alta de 2,7 por cento da BP após a petrolífera conseguir que a Mitsui aceitasse pagar 1,1 bilhão de dólares referentes a uma parte dos prejuízos causados pelo vazamento no Golfo do México, no ano passado.
Em LONDRES, o índice Financial Times fechou em queda de 0,13 por cento, a 5.948 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 1,24 por cento, para 7.266 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 recuou 0,92 por cento, para 3.990 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib encerrou em baixa de 1,5 por cento, a 21.236 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou perda de 1,45 por cento, para 10.226 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 teve desvalorização de 0,56 por cento, para 7.688 pontos.

Mercados

Moedas – Os dados piores dos US acabaram provocando a queda do USD na sessão americana exclusiva (depois que a Europa estava fechada). A queda nas commodities não afetou o AUD e a visão mais hawkish de alguns membros do ECB (possibilidade de alta de juros) favoreceu o Euro.

BRL – Foi na contramão dos mercados de fora e caiu mesmo com os gringos vendendo USD no futuro (500 MM).

Juros – A fala de Tombini e Carlos Hamilton pela manhã (basicamente reforçando que os juros subirão o que for necessário porque ainda há trabalho a fazer para que a inflação convirja para a meta) e o leilão de papéis pré-fixados acabaram provocando a elevação das taxas dos DIS futuros. Há que se registrar que a liquidez não foi das melhores e a participação de alguns players foi mais destacada ontem.

Bolsas – Ásia – A repercussão da alta das bolsas ocidentais no dia anterior se restringiu a poucas praças (Sidney – por causa da forte subida no preço das commodities – e HK). Eventos específicos prejudicaram o Nikkei (queda do PIB maior que o esperado com o terremoto), Shanghai (medo de medidas restritivas com a continuidade da elevação no preço de imóveis), Kospi e Taiex (crescimento mais forte que pode triggar alta de juros).

Europa – Os mercados europeus repercutiram a subida de NY no pregão do dia anterior (depois que estavam fechadas) e os dados melhores de vendas em UK. Entretanto a alta no spread dos sovereign bonds da Grécia (refletindo a indecisão sobre a ampliação/extensão da ajuda) e Espanha (colocou menos papéis que o desejado no leilão) fizeram a alta diminuir próximo do fechamento.

S&P – Mesmo com dados econômicos ruins, as bolsas de NY subiram arrastadas pelas altas na Europa. O volume de negócios na NYSE continuou fraco.

Bovespa – Outro dia de forte descolamento de fora (na Europa e nos US subiram e aqui caiu). A queda decorreu da movimentação de players locais e as ações de Real Estate e Petróleo se sobressaíram na baixa.

Commodities – Os mercados que tinham deixado os fundamentos de lado na 4ª, ontem voltaram a se guiar por eles. No petróleo, o cenário é de sobra de produção (membros da OPEC reclamam de falta de demanda). Nos metais, a demanda chinesa tem enfraquecido e há temor de que possa se reduzir mais e nos grãos, o último boletim do USDA retratou um quadro de suprimentos mais tranquilo

Ásia – Repetiu o que havia ocorrido ontem. Abriram em alta, tentando acompanhar o movimento europeu e de NY, mas (por apatia e falta de notícias) acabaram cedendo (HK e Seul subiram). As principais quedas ocorreram nas bolsas de Sidney (queda das commodities ontem) e Taiwan (possibilidade de alta de juros). Nada relevante aconteceu com as moedas na sessão asiática.

Commodities – Mais do mesmo: depois de queda mais forte num dia apresenta perspectiva de alta no outro, ou vice-versa. Hoje, os diversos segmentos se recuperam das baixas de ontem.

Treasuries americanos – Apesar do Fed ter comprado pouco papel novamente ontem, os juros fecharam em baixa por conta dos indicadores econômicos piores nos US. Hoje, a queda prossegue com o aumento da incerteza na Europa.

Europa – Novamente o mercado americano melhorou na tarde do dia anterior e condiciona o comportamento das ações nos negócios pela manhã na Europa. Entretanto, a forte alta no spread dos sovereign bonds gregos pode fazer o investidor se retrair e afetar o dia. Em razão do movimento com os títulos públicos, o Euro cai e leva junto o AUD na sessão européia.

S&P futuro – A incerteza na Europa provocava queda de 0,3 às 08:10.


- O Tesouro americano anunciou que irá vender 99 bi de títulos de 2, 5, e 7 anos nos leilões da próxima semana. Se era para valer o que foi dito na 2ª feira (que o teto de endividamento tinha sido alcançado) como é possível explicar essa nova emissão?

Os investidores estão ficando preocupados com a falta de sintonia entre os políticos europeus que consideram possível a renegociação da dívida grega e os membros do ECB que rechaçam a hipótese. Deveriam levar em consideração que qualquer hipótese de contágio seria devastador para a Europa. Apenas contemplar o problema leva ao que está acontecendo hoje: forte subida nos juros de papéis de vários países.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Bolsas europeias avançam, puxadas pelo setor de energia

As bolsas de valores europeias subiram nesta quinta-feira, mas fecharam abaixo das máximas do dia após dados econômicos divergentes nos Esados Unidos.
Alguns estrategistas dizem que as ações podem ficar presas dentro de uma faixa até que o cenário macroeconômico melhore.
O índice FTSEurofirst 300 subiu 0,64 por cento, para 1.138 pontos.
O número de norte-americanos que apresentaram pedidos de auxílio-desemprego caiu na semana passada, mas outros dados sobre o setor imobiliário e sobre a atividade industrial regional sugeriram que a economia continua com um ritmo moderado de crescimento.
"Estamos um pouco presos a uma faixa. Uma parte dessa incerteza macroeconômica precisa ficar menos visível para rompermos essa faixa para cima", disse Bill Dinning, diretor de estratégia de investimentos da Aegon Asset Management, em Edimburgo. Ele administra 48,8 bilhões de libras em ativos.
O índice do setor de energia subiu 1,1 por cento, acompanhando a alta dos preços do petróleo na quarta-feira após a queda dos estoques nos Estados Unidos. A BP subiu 1,9 por cento, ajudada por uma recomendação de "compra" do Bank of America Merrill Lynch.
Em LONDRES, o índice Financial Times fechou em alta de 0,55 por cento, a 5.955 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX avançou 0,75 por cento, para 7.358 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 1,25 por cento, para 4.027 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib encerrou em alta de 0,54 por cento, a 21.559 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou ganho de 0,32 por cento, aos 10.376 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 teve valorização de 0,46 por cento, a 7.732 pontos.

Mercados

Moedas – Na 3ª, o AUD subiu com afirmações feitas por membro do RBA sobre a possibilidade de alta dos juros e os benefícios da valorização da moeda. Ontem, os dados de salários e confiança do consumidor colocaram dúvidas sobre a trajetória futura e a moeda australiana passou o dia todo em queda. No fechamento apresentou estabilidade em razão do movimento observado nas commodities e bolsas. Já o Euro fez o caminho inverso: subia durante o dia e zerou a alta no fechamento. Pelo que se viu nos mercados de commodities e ações, era de se esperar outro comportamento das duas moedas.

BRL – A informação da volta das entradas financeiras deu o tom do mercado ontem. Antes da divulgação do dado pelo BC o mercado apresentava ligeira alta que foi ampliada a partir de então, mesmo com o Euro devolvendo o ganho que tinha ao longo do dia. O volume do interbancário foi bem melhor (2,8 bi) do que nos últimos dias e chamou o BC para uma compra mais forte (470 MM). Já os gringos, venderam apenas 250 MM, liquidamente, na BM&F.

Juros – As commodities subiram forte, mas os DIs fecharam praticamente na estabilidade. Hoje tem leilão e pode exercer pressão sobre o mercado de juros futuros (o Tesouro tem colocado volumes maiores recentemente).

Bolsas – Ásia – As bolsas asiáticas deram prosseguimento a alta observada no pregão anterior e já abriram guepadas capitaneadas por Tóquio que repercutiam a subida do Iene (bom para as exportadoras) e o anúncio de um plano para resolver o problema com a usina de Fukushima. Influenciadas pelo comportamento do investidor japonês, as bolsas chinesas relevaram a alta no preço de imóveis que pode fazer com que o PBoC aperte mais a política monetária. A bolsa da Austrália esvaziou a alta em razão de dados de salários e confiança do consumidor que sugerem uma economia mais fraca (fato evidenciado pela perda de valor do AUD).

Europa – As bolsas européias descontaram a recuperação das bolsas americanas (por dois dias NY se recuperou à tarde com a Europa fechada) e a alta da Ásia, mesmo com dados ruins de emprego em UK e incertezas na Zona do Euro que fizeram o spread dos títulos gregos e portugueses voltarem a subir (os comentários pós-reunião de ministro de finanças sugerem a hipótese de renegociação da dívida grega) .

S&P – Acompanhou a tendência de alta das bolsas asiáticas e européias e fechou na high. O movimento foi reforçado pela significativa elevação de preços das commodities que fez as ações de Energy, Basic Materials e Industrials se destacarem. A divulgação de balanços das varejistas também beneficiou o setor de Consumo.

Bovespa – Os gringos continuaram como destaque de venda na bolsa, mas o que fez o mercado cair e se descolar de fora foi o viés de venda de alguns players (domésticos) no mercado futuro. O índice da bolsa paulista que na 3ª havia subido 1,3 pct mais que o S&P, ontem, compensou a diferença caindo 1,9 pct mais.que o índice americano. Os destaques de baixa foram as ações de Real Estate e Financials.

Commodities – Os fundamentos que guiaram os mercados nas duas últimas semanas foram deixados de lado pelo mercado e as commodities subiram forte. No petróleo, nada de se prender ao excesso de oferta que a Arábia Saudita vê hoje. Nos metais, para que se preocupar com a demanda chinesa mais fraca. Nos grãos, para que serviria a avaliação do quadro de suprimentos (mais confortável) feito pelo USDA. Tudo isso sem falar que um dos principais motivos de alta dos mercados – o QE2 – terminará em pouco mais de um mês.

Ásia – O mercado de ações bem que tentou reproduzir as altas da Europa e de NY ontem, mas a maioria das praças terminou o dia no vermelho (Sidnei, por causa da forte alta das commodities, e HK subiram). No Japão, o PIB mais fraco que o esperado (terremoto) atrapalhou. Em Shanghai, os investidores se mostraram temerosos que o dado divulgado ontem – alta no preço dos imóveis – possa levar o governo a apertar as regras. Nas praças de Seul e Taiwan pesou o medo de alta de juros (o crescimento está forte demais). As moedas ficaram praticamente estáveis na sessão asiática.

Commodities – Depois da forte alta de ontem, os diversos segmentos dão uma pausa nos negócios da sessão européia. O trigo destoa e prossegue em alta (risco de safra nos US e na Europa).

Treasuries americanos – As compras do Fed foram menores ontem e por isso não foi páreo para a onda de alta que tomou conta dos mercados e fez diversos ativos se valorizarem. Com isso os juros subiram, embora ainda timidamente. Hoje, a tendência de alta permanece

Europa – A continuidade da alta das ações em NY e dados de vendas melhores em UK faz as bolsas européias subirem apesar da subida no spread dos sovereign bonds dos chamados países problemáticos (a Espanha vendeu menos títulos do que pretendia no leilão de papéis de 10 e 30 anos).

S&P futuro – Acompanha a alta da Europa e subia 0,3 às 08:10.

- O Diretor-Gerente do FMI renunciou ao cargo. Os nomes mencionados para sucedê-lo são: Christine Lagarde (Ministra de Finanças da França) e Trichet.

O fluxo cambial da semana passada trouxe uma informação nova e relevante. A volta de forte saldo financeiro que fez o superávit semanal alcançar os 5,2 bi. Desde a primeira quinzena de Março isto não ocorria (momento em que começou a circular rumor de medidas – confirmadas no final daquele mês – e que levaram a antecipação das operações). Não dá para dizer se representa um movimento isolado, mas se vier a se consolidar ao longo tempo pode fazer com que o fluxo volte a ficar bastante positivo. É que o fluxo comercial tem melhorado nos últimos meses e devem continuar assim pelos próximos (a fase de ajuste pós-crise de 2008 já terminou no comercial e o saldo deve ficar parecido com o físico; de fato maior porque o financiamento de importações com mais de 360 dias transita pelo financeiro).

Bolsas da Ásia fecham sem sinal definido

Os mercados da Ásia fecharam sem tendência definida, influenciados por fatores locais. A Bolsa de Hong Kong fechou em elevação pelo segundo pregão seguido, no embalo da alta em Wall Street e liderada pela China Unicon, por conta das fortes vendas antecipadas de seu novo smartphone. O índice Hang Seng subiu 152,24 pontos, ou 0,7%, e terminou aos 23.163,38 pontos.
Já as Bolsas da China encerraram em queda, com o mercado alimentado por preocupações de que a economia chinesa pode estar reduzindo seu crescimento, enquanto a inflação segue em elevação. O índice Xangai Composto caiu 0,5% e fechou aos 2.859,57 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 0,4% e terminou aos 1.197,31 pontos.
O yuan teve pouca variação em relação ao dólar, com a demanda por parte dos importadores ofuscando a venda da moeda norte-americana. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,5039 yuans, de 6,5047 yuans do fechamento de quarta-feira. A taxa de paridade central dólar-yuan foi fixada em 6,5048 yuans, de 6,5074 yuans ontem.
Em Taiwan, o Índice Taiwan Weighted da Bolsa de Taipé encerrou o dia em baixa de 0,68%, terminando aos 8.892,88 pontos, após subir 0,90% durante a sessão.
Na Coreia do Sul, os investidores estenderam pelo sexto pregão consecutivo a onda de venda de ações e o índice Kospi da Bolsa de Seul caiu 1,9%, fechando aos 2.095,51 pontos.
Na Austrália, o setor de matérias-primas liderou uma recuperação da Bolsa de Sydney depois da alta dos preços das commodities. O índice S&P/ASX 200 avançou 1,3%, maior elevação em quatro semanas, e fechou aos 4.756,4 pontos.
A Bolsa de Manila, nas Filipinas, encerrou em leve baixa, com a realização de lucros nas principais blue chips pesando no resultado final. O índice PSE caiu 0,13% e terminou aos 4.297,93 pontos.
A Bolsa de Cingapura terminou em alta, uma vez que os investidores festejaram a elevação das perspectivas econômicas da cidade-Estado para 2011 (a previsão de alta do PIB deste ano foi revista de 4% a 6% para 5% a 7%) e sinais de que o Federal Reserve dos EUA não deverá subir a taxa de juros tão logo. Ganhos nos mercados europeus também deram ânimo à bolsa local à tarde. O índice Straits Times avançou 1% e fechou aos 3.172,56 pontos.
O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, ganhou 0,5% e fechou aos 3.859,81 pontos, com investidores estrangeiros avançando sobre papeis de bancos e de empresas relacionadas a produtos de consumo na expectativa de números favoráveis da inflação de maio e altos pagamentos de dividendos.
O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, valorizou 0,2% e fechou aos 1.077,50 pontos, em negociações morosas, com investidores cautelosos ante as eleições gerais de 3 de julho, além de incertezas quanto à direção dos preços globais do petróleo nos próximos dias.
O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,2% e fechou aos 1.544,02 pontos, com as ações referentes ao setor agrícola liderando os ganhos devido aos fortes lucros e perspectivas de preços para o óleo de palma cru.