Em discurso realizado na tarde desta quarta-feira (7), Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, afirmou que os maiores entraves à recuperação econômica norte-americana seguem nos mercados de trabalho, de imóveis e financeiro.
Dirigindo-se a uma plateia de executivos da Câmara Regional de Negócios de Dallas, no Texas, Bernanke mostrou-se preocupado sobretudo em relação a estes três aspectos, ao passo que reafirmou otimismo quanto ao cenário inflacionário, “que segue sob controle”.
Crédito, imóveis e emprego
Um dos três aspectos abordados pela fala do economista foi o ainda fraco volume de concessão de crédito, principalmente por parte de instituições financeiras menores, de caráter regional. “Essas firmas são extremamente importantes ao setor financeiro norte-americano, uma vez que são responsáveis pela saúde econômica de pequenas áreas do país, onde as grandes corporações muitas vezes não chegam”, afirmou Bernanke.
Paralelamente, o mercado imobiliário segue trazendo preocupação. “Seguimos à espera de maiores evidências que indiquem uma recuperação mais sólida do mercado. As taxas de inadimplência seguem crescendo, as ordens de despejo também e o segmento de imóveis comerciais continua bastante fragilizado”, alertou Bernanke.
Por fim, o chairman do Fed também destacou os problemas enfrentados no mercado de trabalho do país. Em março, os EUA registraram a criação de 162 mil postos de emprego, o maior valor em três anos, mas o desemprego segue próximo à maior taxa dos últimos 26 anos, a alarmantes 9,7%.
Ata do Fomc
O discurso de Bernanke nesta tarde veio bastante em linha com o tom expresso pelo Fomc (Federal Open Market Committee) na ata referente à sua última reunião, divulgada ao mercado na última terça-feira. O documento revelou um comitê preocupado principalmente também quanto aos três aspectos abordados por Bernanke: trabalho, crédito e imóveis.
Em sua fala, o presidente do Fed não comentou sobre os possíveis passos a serem tomados pela autoridade na condução da política monetária norte-americana, mas afirmou que “as atuais taxas estimulantes” certamente vêm auxiliando na retomada do crescimento econômico.
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