sexta-feira, 9 de abril de 2010

GOVERNO ACORDA PARA O RISCO DA INFLAÇÃO

O presidente Lula está cobrando explicações ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a disparada da inflação. Apesar de, publicamente, Lula dizer que a alta de 2,06% acumulada pelo IPCA nos três primeiros meses deste ano -- o pior primeiro trimestre desde 2003 -- decorre de fatores atípicos, que não se repetirão mais, a preocupação é enorme.
O presidente já sentiu que o eleitorado mais pobre, que sustenta a sua alta popularidade e no qual ele aposta todas as fichas para eleger Dilma Rousseff como sua sucessora em outubro próximo, está bastante descontente com a forte subida dos preços dos alimentos.
Diante do quadro nada animador para os próximos meses -- a inflação será impactada pelo encarecimentos dos remédios e pela alta do minério de ferro e do aço --, já há gente na equipe de Mantega defendendo a alta da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central. A justificativa é de que o melhor é elevar os juros agora para que, mais próximo das eleições, a inflação já esteja convergindo para o centro da meta, de 4,5%.
O que não faz uma eleição à vista.

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